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sexta-feira, 19 de abril de 2013 Tênis Masculino | 14:44

Fabio Fognini vc Richard Gasquet 7/6 6/2

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Um tenista italiano não começa a trabalhar com um técnico espanhol impunemente. Pode-se até dizer que um tenista francês não trabalha com um técnico italiano impunemente, mas aí já é sacanagem.

A escolha de Fognini pelo técnico Jose Perlas era de quem procurava sarna para se coçar, já que o italiano era um dos mais acomodados do circuito. O cara jogava em câmera lenta. Com certeza foi pelo desafio de motivar e mexer com os brios de um talento que o espanhol encarou o desafio. A parceria começa a mostrar resultados, semifinal de Monte Carlo é um ótimo resultado, e, para quem lembra, ter vindo para a América Latina foi um investimento visando o circuito europeu de um tenista que vivia na sua zona de conforto.

A vitória do italiano, que começa agora a jogar quase a metade do que achava que jogava, sobre o francês Gasquet, fala alto sobre os dois. O Gasquet continua o mesmo. Um talento enjaulado em uma mente juvenil que procurou um bom técnico italiano para lhe ajudar. E algum sucesso eles vem tendo, o rapaz se enfiou entre os top10. Mas hoje, após perder o primeiro set, ele simplesmente largou o jogo.

Agora, ou tinha muito italiano na quadra central do MCCC, o que não é difícil já que estão a poucos quilômetros da fronteira, ou o cara tem suas questões com a torcida francesa, o que também não seria tão difícil de entender. O fato é que a torcida estava muito mais com o italiano do que com o francês – não custa lembrar que ali é praticamente França.

Fognini – saindo da zona de conforto.

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