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segunda-feira, 11 de março de 2013 História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:52

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Gustavo Kuerten radicalizou. Cansado das eternas dores que o afligem desde quando foi obrigado a abandonar a carreira, este fim de semana ele encarou mais uma cirurgia – só que foi para as cabeças. Colocou uma prótese de titânio com as superfícies de atrito feitas em cerâmica. Não tenho os títulos de Roland Garros, mas tenho 30 anos a mais e o mesmo problema que ele, com o desgaste da cartilagem no joelho no meu caso – é o inferno!

A cirurgia é radical, mas, a cada ano mais segura e menos traumática. Ele a fez em Floripa – desta vez não achou necessário ir aos EUA para tal – com um especialista local. Imagino que deva ter total confiança no Dr. Richard Canella.

Kuerten foi um dos primeiros e ter esse tipo de contusão que vem atacando os tenistas, inclusive os mais jovens. O primeiro que chamou a atenção foi o Magnus Norman. Imagino que por conta de suas realidades, os tenistas atuais estão tomando as precauções necessárias para que não desgastem seus quadris – na área da cabeça do fêmur – como seus colegas.

Ficará sempre em nossas memórias a dúvida do quanto Kuerten conseguiu acertar nas decisões feitas antes e depois de sua primeira cirurgia. De qualquer maneira, os resultados estão aí. O importante é que esta cirurgia tenha o sucesso esperado para o tenista de somente 36 anos – se tudo tivesse ido bem na sua carreira, poderia ter estendido seu sucesso por vários anos e nos dado inúmeras outras alegrias.

Deixando de lado esse nosso compreensível egoísmo, o importante – para ele e todos nós que gostamos da pessoa ainda mais do que do tenista – é que ele merece ter uma qualidade de vida que fez mais do que por merecer. E isso passa por, óbvio, poder se locomover sem dificuldades e sem dor.

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