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terça-feira, 5 de março de 2013 O leitor escreve, Tênis Masculino | 09:11

O tempo

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Não é de hoje que a leitora LuA nos brinda com seus textos. Este uma reverberação do meu texto anterior. Divirtam-se

Boa Noite!
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Tenho um tiquinho de embaraço ao tentar entender esta relação tatuada entre pai e filho. Uma conjunção entre Catavento e Girassol. Quando há.
Ao justo, melhor mesmo separar o coração: o pisar lento do piso rápido e mortal. Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Isto eu não sei. Só sei que estes dois aí são dois lugares num raio só. Não caem.
Se raio, lembrança. Rememorada como outras, mas não como as outras. Veio.
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O televisionamento dos principais torneios foi, realmente, uma lenha na alma dos fãs do Tênis e no coração dos Fedalmaníacos. Estes ardem de modo diferente daqueles, todavia com enlevo igual. Também no tempero a internet, o marketing, a beleza física (a outra é subjetiva e deixo para os fãs) e o carisma de ambos, com a marca de O Melhor de Todos os Tempos (já vistos) e o Rei do Saibro (até então).
Impossível mais!
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O velhinho tem mesmo que arriscar se preservando. A manhã será triste quando Mirka resolver que o pai precisa levar as filhas para a escola e sossegar o facho em casa. Quando chegar o anoitecer dele, meu choro de gratidão e saudade escorrerá, tem jeito não, é assim. Sempre foi.
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O novinho, dizem, sempre conviveu com a dor. O mal de todo atleta. E a terra vermelha com o pó beirando a rótula sempre foram um santo remédio. Não duvido que o novinho fique mais por aí. Mais na terra que no ar. Há muito mistério ainda nesta volta . Ele já mostrou outras vezes uma capacidade enorme de se reinventar.
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Nunca tive medo do novo que virá. Que já veio! Ortodoxo e fazendo o sinal da cruz para espantar os maus olhados. Como se dissesse “está repreendido” para os olhares cansados que se miram contra ele. Sinal da direita para a esquerda. Tanto faz! Vou com ele. O moreno queixudo me atrai e “pra mim não é qualquer notícia que abala o coração”. Se o Tênis não fosse também um constante Renoir, digo, Renovar, não teria o mesmo charme. Negócio seguinte. É entrar no barco e descobrir outras paisagens.
Levo também o mala com a mala tentando tirar uma roupa diferente da bagagem. Não resisto a uma novidade e não dispenso roupas com estações e formas diferentes. Fico sempre na esperança de sair de lá uma combinação boa que fuja do cotidiano. Chega de “me sorri um sorriso pontual “. Déjà vu com gosto de hortelã é bom, mas todo dia e toda hora enjoa.
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Fazer o que? Novos tempos. Aliás, o Tempo. O Tênis – a girar e a pulsar como a vida de quem está sempre entrando na quadra.
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