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sábado, 16 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:22

Sabadão

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A imprensa é privilegiada. Enquanto o público paga uma bela grana para assistir Nadal e companhia, somos convidados, teoricamente, para ajudarmos a trazer mais publico. Suspeito que no prisma dos jornalistas o prisma de suas presenças deve ser de crítica. Aí fico pensando se o ético não seria o jornalista (ou seu patrão) pagar para entrar e aí ser crítico à vontade. Mas estou delirando, afinal passei algumas horas no mesmo recinto com 10 mil pessoas e não havia ar condicionado para amenizar – lá vem crítica e fui convidado.

Tenho assistido às partidas na companhia de alguns jornalistas. Entre eles o Dalcim, que pelos anos de estrada têm sempre histórias para contar, fora quando mergulha no seu computador e me faz pensar o que tanto escreve. O Sylvio Bastos, que conheço desde que era garoto, há tempos técnico no Rio, e mais recente como comentarista da Fox é outro que troco mil figurinhas com direito a telefonemas a amigos em comum, como o grande Carlos Chabalgoity, e fotos das antigas no seu computador – tinha até uma quando o Larri ainda tinha cabelo.

Quem também vem dividir seus conhecimentos esportivos, assim como sua gentileza e tranquilidade, é o Bruno Sassi, experiente jornalista, editor do site da FIFA em português e bissexto comentarista de tênis na ESPN. Não o conhecia pessoalmente e só fui suspeitar quem era quando prestei atenção à sua voz durante um ponto.

Hoje apareceu o Osvaldinho Maraucci, que veio de Serra Negra para comentar o Torneio de San Jose, que a ESPN mostra enquanto acontece o nosso maior evento. Ali a conversa vai longe, mas ele tinha que vazar. Ao meu lado hoje também o Alexandre Cossenza, do Blog Saque e Voleio. Ele que já é meio calado calou todo o jogo. Por quê? Inventou de fazer a estatística dos toques nadalinos. Acho que entrou pelo cano; o espanhol tem muito mais toque do que aparenta. Uma loucura! A estatística foi tomando forma durante a partida e mostrou ser algo divertido de se acompanhar, pelo menos por quem não ficou com a responsa do trabalho que exigia atenção integral. Acho que ele ainda a posta hoje.

A final do torneio é aquela que todos pediram como segunda alternativa – a primeira seria Belo x Nadal, algo que o sorteio descartou e Belo carimbou. Será uma partidaça. Os dois querem a vitória por razões diversas. El Pança dá seus últimos suspiros no circuito e quer eles sejam relevantes. Nadal tenta fazer que os meses seguintes sejam do nível que ele se acostumou e há de se começar em algum lugar. Como já perdeu no Chile na final não vai querer perder novamente por aqui. Divirtam-se!

O milongueiro Nalba estará na final.

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