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Arquivo de fevereiro, 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 Juvenis, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 13:19

A primeira vez de Bia

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Ontem o tênis feminino nacional deu mais um passo à frente em uma data que o tempo pode marcar como histórica. A primeira vitória de Beatriz Maia, aos 16 anos, em um Torneio do Circuito da WTA, em um dia que ela não deixou por menos – venceu em simples e duplas.

A adversária foi a americana Chieh Yu Hsu, que de americana não tem nem o nome, já que nasceu em Formosa, Taiwan, ou Republica da China, sei lá do que devemos chamar. Hsu veio do qualy e é #280 do mundo, ranking não muito alto, mas isso é problema dela, junto com o fato de ter levado uma aula no 6/1 6/2 que a brasileira lhe aplicou.

Mais importante do que o placar e a adversária é a vitória, que pode, esperamos, ser a primeira de muitas – e por isso histórica. Bia, vinda do Clube Sírio, onde seu pai jogava basquete e a mãe tênis, foi formada, desde pequinininha, no Clube Pinheiros, na Escola de Tênis do Pinheiros, sob a tutela do técnico Eduardo Eche. De lá saiu, aos 14 anos, quando foi determinado que o próximo passo seria a tutela da CBT, que é quem dá as cartas no tênis nacional. E lá foi ela para Camboriú.

Bia sempre impressionou pelo talento, habilidade e a incrível facilidade com que bate na bola. Agora, entra em uma nova fase, onde a disciplina fala mais alto do que esses quesitos. Este é o momento de muito trabalho, menos expectativas, pouca mão na cabeça, menos ainda de arroz mediático e nenhuma acomodação. A vitória de ontem é excelente, porém só um grão de areia no areal que é a carreira de uma tenista. Boa sorte e a nossa torcida.

15.30 Hoje Bia foi derrotada pela hungara Czink. Ela venceu o 1o set por 6/1 e perdeu o 2o set por 6/2. No set final, Bia pediu atendimento, fora da quadra, quando a adversária sacaria no 5/4 para fechar o jogo. Czink perdeu o ritmo, o saque, o game seguinte e chegou a ter 3 MP contra no 5/6. Conseguiu escapar . No TB a brasileira acusou ainda mais a contusão e não conseguiu manter o ritmo e acabou derrotada por 7/3.

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Tênis Masculino | 22:58

Vale a regra?

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Agora que as transmissões de torneios vão emplacar, vale ressaltar a mudança, sutil, porém importante da regra dos 25 segundos que está sendo imposta pela ATP. Ela existe desde os anos 80, quando um mala sem alça chamado Mark Dickson, quase levou o publico a loucura com o ritual de seu saque. Isso porque antes dele não existia uma regra clara sobre o tempo para iniciar o ponto, porque não existiam os malas que existem atualmente em quadra. Os caras pegavam as bolinhas e sacavam.

Dickson não fazia muito mais do que sacar no seu jogo e por conta disso ficava ali na linha batendo N bolinhas a cada saque, como se fosse um Djokovic enfrentando um match point que valia a honra da mãe. Eram 30, 40, batidas por saque, e o cara errava 1º saque como todo mundo. Só que um dia o fulano caiu na Quadra Central do US Open e seu jogo foi televisionado para a TV costa a costa nos EUA. Os telespectadores foram à loucura e a imprensa caiu de pau. No mês seguinte tínhamos a regra dos 25’.

Só que essa é uma daquelas regras/leis que os brasileiros gostam de dizer que não “pegou”. E não pegou mesmo. Os juízes de cadeira não tinham coragem de enforçá-la e, quando o faziam, os tenistas agiam como se os juízes fossem ladrões. Nadal e Djoko são especialistas em usar e abusar dessa contravenção e aproveitar seu status de estrelas para levar vantagem sobre adversários impotentes.

Sabe-se lá quem tomou coragem lá na ATP; o fato é que é os juízes voltaram machos de dar dó. Uma em cada 15 vezes eles chamam os burladores à fala e ainda ouvem o que não querem.

Para facilitar a vida dos juízes de cadeira a ATP mudou também a regra. Continua 25 segundos de intervalo, contando logo após o término do ponto até o momento que o sacador bate na bolinha para sacar.

Vale lembrar os sofasistas, e muitos tenistas também, que o jogo deve ser no ritmo do sacador e não do devolvedor – sempre dentro dos 25’, algo que só vi valer no squash.

Na primeira vez que não sacar no tempo o sacador será advertido. Na 2ª vez perderá um saque. Na terceira e em todas as outras a mesma punição.

Como sempre, questões irão surgir. Qual o tempo para sacar entre 1º e 2º saque? Mais importante, e esta aposto que logo irá criar enormes confusões e só quero ver como o juiz agirá:

Logo o sacador dirá que se atrasou porque esperava pelo adversário que não estava pronto. E aí, José? Começará uma onda de sacador correr para o centro e servir antes do adversário estar pronto? E este, poderá chiar? E a regra de que tem que acompanhar o ritmo do sacador, como fica?

A regra é boa, só que a ATP não quer ter o ônus do bônus. Esse negócio de chamar uma a cada 10 vezes que há a infração só deixa o pessoal mais revoltado quando a punição aparece. O certo seria a regra ser imposta todas as vezes em que a infração acontece – poderiam até colocar um relógio como existe no basquete ou no futebol americano. Traria um pouco mais de emoção. Lógico que os tenistas chiariam, como chiaram quando veio o tie-break e o desafio. Os jogadores teriam que se adaptar a realidade, como já está nas regras! Basta os responsáveis agirem como tais e não como burocratas protegendo seus empregos.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 Tênis Masculino | 20:11

Teliana nas semis

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E nao e que a Teliana passou, facil, pela bonitona Mandy Minella – 2-1 e foi para a semifinal de Bogota? A facilidade que ela passou pelo luxemborguesa foi surpreendente.

Com o resultado ela enfrenta nas semis com a argentina Paula Ormaechea, de quem perdeu quando se enfrentaram no qualy deste mesmo evento ano passado. Teliana ainda nao jogou na Quadra Central e aproveitou a rapidez da vitoria (68 min) para bater uma bola no local que jogara amanha – eh sempre bom aclimatar a uma quadra que nao se jogou ainda.

Na outra semifinal a ex numero 1 Jankovic, e favorita ao titulo, enfrenta a italina Kneppi.

Em Floripa quem ja desembarcou foi Venus Williams que veio ver o que o Brasil tem e tentar faturar mais um titulo, desta vez no Brasil Open. Teliana tambem jogara em Floripa

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino | 12:46

As meninas do Brasil

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O tenista/técnico Carlos Kirmayr gosta de citar uma estatística feita com dados da WTA, dizendo que as tenistas maturam tarde, lá pelos 24 anos de idade. Com certeza a estatística não cobre as excepcionais, que estouram ainda adolescentes, nem eu sei detalhes da investigação de Kirmayr. Não deixa de ser interessante que o início de temporada está apontando nessa direção, com o sucesso de duas tenistas brasileiras já não tão jovens: Paula Gonçalves e Teliana Pereira.

Paulinha, 22 anos, que conheci meninha magrela ao chegar ao Centro de Treinamento Kirmayr, transformou-se em um mulherão, uma pessoa simpática e agradável e uma bela tenista. Vive hoje o melhor momento de sua carreira; semi em Campos do Jordão, quartas no Paraguai, campeã em Santiago e do Masters da CBT e primeira participação no Fed Cup, onde venceu todos seus jogos. Está nas trincheiras brigando pelo seu primeiro resultado em torneios maiores.

Teliana, 24 anos, está nas quartas de final do WTA de Bogotá, após bater Ivonne Meusburguer da Austria e a pirigueti francesa Alize Cornet, #30 do mundo e 2ª cabeça de chave do torneio. Joga amanhã com a tenista de Luxemburgo Mandy Minella para ir à semifinal. Está na estrada a um bom tempo. Não será hoje que vou contar sua história que com certeza é rica, como acontece com atletas que encaram o mundo profissional do tênis.

O fato a destacar é que ela, como várias outras, está por aí, mundo afora, comendo o pão que o diabo amassou boa parte do tempo, o que talvez não seja um drama para quem saiu do sertão pernambucano, mas não é um fim de semana na praia. O tênis a levou a cidades mundo afora que o leitor nunca ouviu falar. Profissionalmente, desde os 17 anos, sem contar os anos de juvenil. O sucesso desta semana coroa uma luta de anos, onde a moça teve que abrir mão de uma série de coisas que meninas de sua idade consideram normais. Duvido que para ela baste.

Na sua trajetória, Teliana passou por uma série de dificuldades – de contusões sérias no joelho a divergências com a CBT, que queria que abandonasse seu local de treinamento e aceitasse as indicações/exigências da CBT, o que fechou a torneira financeira da CBT para a moça – no fim do ano passado finalmente se acertaram, o que tem agora seus reflexos.

O tênis nacional estava tão deprimido que desde 2005 uma brasileira não vencia um jogo de simples no circuito da WTA. Nenhuma vencia duas partidas desde Vanessa Menga em 1999. Se Teliana se enfiar entre as 100 melhores (hoje é #156) pode ser a primeira brasileira a jogar um GS desde 1993 com Dada Vieira.

Não acredito muito em coincidências, por isso saliento outro detalhe. O Brasil hospeda o seu primeiro evento WTA em Florianópolis a partir de sábado, algo que, não sem razão, é celebrado por todo o tênis feminino brasileiro. Durante muito tempo não existiam eventos profissionais femininos no país. Nos últimos anos, acontceu um grande numero de eventos menores, numero até maior do que eu penso ser saudável, já que tende acomodar e confinar as/os tenistas dentro dos limites desses eventos. Quando tenistas almejam e brigam em torneios maiores, seus horizontes e ambições se ampliam e com isso eles crescem. Talvez o simples fato de saberem que pela primeira vez em suas carreiras jogariam um evento maior em seu país tenha servido de inspiração.

Enquanto Thomaz Bellucci e os homens decidem onde vão buscar sua próxima inspiração – já que o seu grande momento por aqui foi na semana passada – as meninas se dirigem a Floripa para fazerem a sua tão esperada festa. Quanto aos fãs, terão duas ótimas coisas a seguirem no tênis feminino nos próximos dias. As aventuras finais de Teliana em Bogotá – cidade que os tenistas brasileiros adooooram – e o WTA de Florianópolis, onde as meninas vão tentar elevar seus padrões por uma boa causa.

Teliana e o Djoko

Paula Gonçalves.

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 Copa Davis, Masters, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:41

O Ibirapuera

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Eu sou um que detesto pagar por um serviço e ser mal atendido. Reclamo e acho que é direito de quem paga se manifestar. E não sou de mandar mensagem, reclamo ao vivo e a cores. Assim sendo, entendo a revolta de alguns e reclamações de outros.

Vários pontos foram levantados e criticados no Brasil Open, que de muitas formas foi um sucesso. Não vou ficar defendendo a promotora do evento, como alguns leitores sugeriram que faço, até porque não tenho procuração, nem recebo, para isso; aliás não recebo para nada.

No entanto, os meus leitores comparecem para ler o que penso e escrevo. Vamos lá.

O fato de ter faltado assentos e as pessoas com ingressos nas mãos terminarem nas escadarias é algo que não devia acontecer. Na pior das hipóteses, deveriam ter um sistema que prevenisse o fato e o impedisse de acontecer. Na melhor, concordo com aqueles que afirmam que assentos numerados evitariam muitas dores de cabeça – talvez agora aprendam. No entanto, sugerir que a organizadora vendeu a mais, eu acredito ser bobagem – os que assim querem acreditar, que o façam. Esses “trocados” não farão uma diferença para o Sr. Tavares. Atentem que o problema focou-se no anel inferior, área de convidados e de utilização de pulserinhas. Para quem quer mais detalhes, leiam o relato, ou confissão, de um leitor nos comentários do Post anterior sobre a sua “entrada” no estádio de maneira irregular.

Outro leitor, acredito que o Giulianno, apontou que existem dois fatos distintos; erros de organização e carência de infraestrutura. Pelos primeiros a organizadora responde, pelo segundo o Estado de São Paulo, que no início do século XXI nos mantém no XIX em termos de locais públicos de entretenimento. O Ibirapuera é uma piada de mau gosto. Pior, não há planos de construir outro local na cidade. Uma caminhada do ginásio até as sofríveis quadras secundárias deixava a impressão de estarmos em um país pobre na África e em um paraíso de funcionários públicos sem função. O estacionamento do local é uma extorsão e o entorno do estádio é domínio de bandidos que nos extorquem como guardadores de carros, sob os olhos de guardas que só tem olhos para a caderneta de multas – somos roubados de todos os lados e com a conivência de, e pelo, poder público.

O piso poderia e deveria ser melhor. Mas quadras de saibro cobertas são problemáticas em qualquer lugar. Especialmente as temporárias. Quem lembrar dos confrontos de Copa Davis que a Espanha hospedou vai lembrar da reação dos adversários sob a qualidade do piso. Até a Suíça pecou contra os EUA. Ouvi dizer que desta vez o Estado exigiu uma proteção para o piso de cimento. Colocaram então, de lado a lado, a extensão do carpete que rodeava a quadra central e, por cima, um toque de gênio, um plástico preto daqueles de construção. Por fim, 5cm de saibro compactado. Talvez devessem ter posto mais saibro, dando mais peso e consistência à quadra, e talvez não devessem ter usado o plástico. Com um impacto de algumas deslizadas dos tenistas, o plástico por vezes escorregava, ouvi dizer, especialmente no início da semana, antes de assentar. As quadras secundárias estavam bem ruins – mas que fique claro; já vi piores até nos EUA. Mas o local é ainda mais triste do que o Ginásio.

No assunto das bolas foi falado muita bobagem. Teve gente que, se achando inteligente, reproduziu aqui a “acusação” do técnico espanhol Jose Perlas dizendo que são bolas de “supermercado”. É o mesmo tipo de asneira que afirmar que a bola da Copa na África do Sul era de mentirinha, ou uma droga, porque mais leve. A bola usada no Brasil Open foi a Wilson Championship Extra Duty, a mais vendida no país há 20 anos. Não há nada de errado com a bola, pelo contrário, a Wilson é líder de mercado mundo afora. No entanto, a Championship tem características de ser uma bola mais “esperta”, mais leve, o que está totalmente nos conformes. Em tempos de pasteurização do jogo (em pisos e bolas) pode ser um alento para o público pelas opções que apresenta ou uma dificuldade para o tenista que prefere a padronização. Aliado ao fato de se jogar a 600m de altitude, contra o fato de a esmagadora maioria dos eventos em terra ser jogado na altura do mar, é uma boa diferença na hora de controlar a bolinha. Foi sugerido que Thomaz Bellucci escolheu a bola, já que “cresceu” treinando com ela, além de que a tal aliança de peso, altitude e uso, teoricamente, o ajudaria bastante pelo estilo. Ele negou – de qualquer maneira não soube aproveitar a vantagem. Porém que fique muuuito claro, é condizente com as regras, com o que se faz mundo afora e a bola é opção dos organizadores.

Os espanhóis aprenderam que o negócio é bater forte, especialmente quando não têm razão, para forçar as coisas a serem do seu jeito. A chiadeira de Nadal por mais torneios no saibro e menos de duras, e contra a regra dos 25 segundos, seguem a mesma linha. Quanto ao Sr. Perlas, o fato de seu jogador ter eliminado Bellucci e Feijão nas duplas, e no dia seguinte pular fora do evento alegando contusão, e ir para Buenos Aires fala bem de sua ética. É um fanfarrão.

Quanto à infraestrutura, o Ibirapuera é carente para receber um público desse porte em um evento de quase 12h por dia, durante 10 dias. Não há banheiros dignos. A oferta de alimentação é uma piada. A área de hospitalidade e o conforto inexistentes. Em qualquer arena moderna são inúmeras as opções de oferta de alimentação; aliás, uma maneira de se faturar mais, além de acabar com aquela coisa ridícula e antiquada de vendedores passando com pipocas e água – não vi um bebedouro no local, o que é um absurdo. A organização também pecou – não sei ou entendo porque não há lugares onde se pudesse comer um bom lanche, tomar umas cervejas, conversar, a não ser os três lounges particulares. A não ser que seja até proibido ou proibitivo, pelas imposições, restrições e burocracia do Estado. Não vou nem mencionar a falta de ar condicionado. Na África tem coisa melhor, para não falar no Rio de Janeiro que tem, que eu saiba, dois, inclusive com ar condicionado.

Mais de 10 anos atrás, em 2000, perdemos a chance de hospedar o Masters, que foi para Lisboa e Kuerten ganhou, por conta da ausência de um local publico digno para recebermos eventos; esportivos e artísticos. Nem Prefeitura, nem Estado, nem Governo Federal mexem uma folha para mudar essa realidade, por ignorância, despreparo e desleixo. Uma bela arena em São Paulo, a maior cidade do país e do continente, estaria lotada o ano inteiro e traria milhões para a economia local, afora de ser uma excelente opção de laser e cultura que poderia receber mais de 3 milhões de pessoas/ano. Não escrevo nenhuma novidade, só o óbvio.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 18:50

O duplista elegante

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Contradições são ótimas para se construir uma história. Em tempos onde a ATP, por conta da pressão dos donos dos torneios, faz um esforço velado para acabar com os eventos de duplas em seus torneios, o Brasil tem em um duplista o seu melhor exemplo atual de um ídolo tenistico.

Algo um tanto conflitante, já que o tênis é reconhecido por seu individualismo e as duplas continuam a ser relegadas para as quadras e horários secundários. Há tempos os melhores tenistas não participam mais dos eventos de duplas, a não ser em casos raros e onde eles tenham algum interesse pessoal, até pelas exigências físicas envolvidas. As duplas ficaram relegadas a “especialistas” que, no frigir dos ovos, são tenistas que não conseguiram emplacar uma carreira nas simples – quase cidadãos de 2ª classe nos competitivos e cruéis vestiários.

Nada disso tirou a determinação dos mineirinhos (Sá, Mello e Soares) que construíram uma carreira nesse nicho e vem alcançando sucesso com ela – sem mencionar que Andre Sá foi quadrifinalista nas simples em Wimbledon. Mas é Bruno Soares que vem conquistando os melhores resultados e a maior reverberação. Afinal, em tempos de Thomaz Bellucci, que já esteve ali entre os 20 melhores do mundo, mas padece em ser um sem carisma – um ser charmoso, carismático, elegante, simpático e vencedor como Bruno Soares faz a festa.

Já tivemos tão bons ou melhores duplistas que Bruno no Brasil. Thomaz Koch, Carlos Kirmayr e Cássio Motta são alguns deles. Motta foi #3 do mundo e Kirmayr #7, o que não é para qualquer um. Ronald Barnes era um mago, nas simples e duplas, com um tênis tão vistoso quanto o de Federer. Jaime Oncins fazia chover em quadra com seus toques e habilidades. A lista e tradição é longa.

Bruno é especial. É aquele cara se distingue dos outros, independente de resultados. É agradável, bem falante, educado, charmoso, sorridente sem a falsidade que muitas vezes acompanham alvos dentes à vista, e ainda nem falei de como é um bom duplista. Além disso, tem arguta percepção de quando deve intervir para fazer uma diferença, característica de um bom líder. Eu já tive a oportunidade de ver isso pessoalmente em algo que manterei privado.

Ontem Bruno deu mais um, sutil, demonstração de seu caráter. Na entrega de prêmios, quando o publico vaiou o organizador do evento – por qualquer ignorância que seja, e não me digam que ele é culpado por termos vagabundos que falsificam e usam ingressos falsos – Bruno deu um longo abraço em Luiz Tavares e fez questão de posar para as fotos segurando o troféu com uma mão e o abraçando com a outra. Esse é o Bruno, que não se omite nem fica como uma macaca pulando na frente de câmeras implorando por atenção, enquanto faz declarações pseudo engraçadas ou estudadamente polêmicas como outros pseudos ídolos se ridicularizam em fazer.

Lembro-me dele ainda jovem, quando ainda queria jogar simples. Não conseguiu, mas não abandonou a paixão. Como todo vencedor procurou uma maneira de se impor na profissão que escolheu. O melhor é que vem melhorando. Sua técnica está mais apurada; saca e devolve melhor, os dois fundamentos do duplista, do que fazia somente um ano atrás. Lembro-me de assisti-lo no ano passado aqui em São Paulo, quando estava mais frágil, especialmente nas devoluções, em especial no revés – deve ter trabalhado bastante, sinal de comprometimento com a carreira, com si próprio e com o tênis.

Às vezes é triste fazer comparações, e então, neste caso, não as farei. Reservo-me em dizer que Bruno – que seguiu a “escola” de Andre Sá, outro tenista com personalidade e características semelhantes a Soares – é um digno representante não só do tênis, mas também nosso; porque sempre considerei tenistas, e outros atletas, verdadeiros diplomatas de nosso país mundo afora.

Bruno Soares e Felipe Tavares

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domingo, 17 de fevereiro de 2013 Tênis Masculino | 23:13

A diferença

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Durante uma semana de tênis em São Paulo ouvi tudo quanto é tipo de rumores e teorias de conspiração sobre Rafael Nadal, todos eles muito bem fundamentados, segundo quem repetia a história. Estas iam desde a afirmação, de fontes seguras, diretas da Espanha, de que Nadal havia se afastado do circuito porque havia sido pego no antidoping, a afirmações que jogaria somente até Roland Garros, ou Wimbledon, conforme a versão, recheadas com comentário de que não é mais o mesmo e por aí afora. É a cultura sofasista do futebol. O pessoal tem dificuldades em curtir o tênis pelo o que é; um magnífico confronto entre dois indivíduos, com filigranas sutis de diferenças de personalidades, técnicas, físicos e mentalidades. Tem que trazer a cultura de conversa de bar para temperar a conversa e não tem acordo. Temperada com uma cerveja gelada e um calor sufocante não vejo problemas.

Aos poucos, Nadal vai adquirindo o seu match play e afiando a faca. Hoje ele mostrou a Nalbandian que o argentino continua, e sempre será, um competidor de menos qualidade que ele. Ganhou porque quis mais, o que sempre foi seu lema. E o argentino, para variar, levaria a taça se esta caísse no seu colo, caso contrário… Bem longe do jogador que bateu Almagro, na que foi a melhor partida do torneio. Porém não lhe exijam continuidade.

Das pessoas com quem falei que tinham algum acesso aos vestiários, ninguém arriscou um prognóstico sobre o futuro nadalino. O máximo que se permitiam era um discreto aceno de cabeça indicando que a coisa não estava nada bem, a comentários que ele trabalha bastante com o fisioterapeuta.

Jogo por jogo a final foi uma decepção. O confronto nunca engrenou, muito mais por conta de Nalbandian que, pelo jeito, perdeu ainda no vestiário, e no fato de que sua esquerdinha cruzadinha não entrou e acabou com sua estratégia.

Uma característica define ambos. Quando Nalbandian se chateou e reclamou da quadra, perdeu o foco, entrou em um terço de erros e se resignou com a derrota. Quando Rafa se zangou, quando levou uma advertência do juiz Carlos Bernardes, por atrasar o jogo, se irritou, fez cara feia, reclamou falou para todos os lados. Porém usou a contrariedade para ficor mais intenso, subir seu padrão, fugindo do revés para ser agressivo e enfiar a mão na bola, e quebrar o oponente. Eis aí a diferença entre ser campeão e vice.

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sábado, 16 de fevereiro de 2013 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 22:22

Sabadão

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A imprensa é privilegiada. Enquanto o público paga uma bela grana para assistir Nadal e companhia, somos convidados, teoricamente, para ajudarmos a trazer mais publico. Suspeito que no prisma dos jornalistas o prisma de suas presenças deve ser de crítica. Aí fico pensando se o ético não seria o jornalista (ou seu patrão) pagar para entrar e aí ser crítico à vontade. Mas estou delirando, afinal passei algumas horas no mesmo recinto com 10 mil pessoas e não havia ar condicionado para amenizar – lá vem crítica e fui convidado.

Tenho assistido às partidas na companhia de alguns jornalistas. Entre eles o Dalcim, que pelos anos de estrada têm sempre histórias para contar, fora quando mergulha no seu computador e me faz pensar o que tanto escreve. O Sylvio Bastos, que conheço desde que era garoto, há tempos técnico no Rio, e mais recente como comentarista da Fox é outro que troco mil figurinhas com direito a telefonemas a amigos em comum, como o grande Carlos Chabalgoity, e fotos das antigas no seu computador – tinha até uma quando o Larri ainda tinha cabelo.

Quem também vem dividir seus conhecimentos esportivos, assim como sua gentileza e tranquilidade, é o Bruno Sassi, experiente jornalista, editor do site da FIFA em português e bissexto comentarista de tênis na ESPN. Não o conhecia pessoalmente e só fui suspeitar quem era quando prestei atenção à sua voz durante um ponto.

Hoje apareceu o Osvaldinho Maraucci, que veio de Serra Negra para comentar o Torneio de San Jose, que a ESPN mostra enquanto acontece o nosso maior evento. Ali a conversa vai longe, mas ele tinha que vazar. Ao meu lado hoje também o Alexandre Cossenza, do Blog Saque e Voleio. Ele que já é meio calado calou todo o jogo. Por quê? Inventou de fazer a estatística dos toques nadalinos. Acho que entrou pelo cano; o espanhol tem muito mais toque do que aparenta. Uma loucura! A estatística foi tomando forma durante a partida e mostrou ser algo divertido de se acompanhar, pelo menos por quem não ficou com a responsa do trabalho que exigia atenção integral. Acho que ele ainda a posta hoje.

A final do torneio é aquela que todos pediram como segunda alternativa – a primeira seria Belo x Nadal, algo que o sorteio descartou e Belo carimbou. Será uma partidaça. Os dois querem a vitória por razões diversas. El Pança dá seus últimos suspiros no circuito e quer eles sejam relevantes. Nadal tenta fazer que os meses seguintes sejam do nível que ele se acostumou e há de se começar em algum lugar. Como já perdeu no Chile na final não vai querer perder novamente por aqui. Divirtam-se!

O milongueiro Nalba estará na final.

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Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 14:34

Que sexta!

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Ja vi que vou ter que fazer um Post focando nos assuntos polêmicos do Brasil Open. Entre eles, as quadras, as bolinhas; sobre Bellucci eu já escrevi. Algum outro que merece comentários, entre os polêmicos. Mas isso só pela 2a feira.

Ontem foi o dia no evento. Dois jogos para encher os olhos de torcedores e fãs do Tênis. Pelos comentários que ouço fica ainda mais evidente que o planeta-tênis e povoado por sofasistas. E mais claro que o pessoal que frequenta o Blog, incluso sofasistas, entende mais do esporte e a competição que a maioria.

Dificilmente teremos melhor partida, considerando todas as variáveis, do que El Pança e El Mala, vulgos Nalbandian e Almagro. Tênis para todos os gostos. Dois talentos com arsenais distintos e com vontade de progredir no torneio – era claro que esses dois acreditavam que poderiam vencer o torneio, não só aquele tremendo confronto. Se adicionarmos a qualidade técnica à emoção e a apresentação do arsenal o jogo foi em nível altissimo, provando que quando os quesitos corretos estão presentes os atletas conseguem passar por cima de dificuldades várias.

O jogo do Nadal foi um confronto típico das circunstâcias. Berlocq via uma oportunidade ímpas e fez tudo que podia para tirar proveito. E que espetáculo. Sua esquerda é uma arma do quilate da do Wawrinka e foi um prazer ver alguem executar um golpe tão bonito e eficaz sem receio de errar. Por outro lado Nadal mostrou que se sete meses lhe roubaram o ritmo de competição não lhe tiraram o espirito competitivo, o que sempre foi seu maior asset.

Hoje é dia das semifinais, os ingressos estão todos vendidos e o publico vai lotar o estádio. Mas duvido que teremos o mesmo padrão de qualidade tanto no quesito emoção como qualidade, casamentos que prporciona o orgasmo tenistico.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 Tênis Masculino | 21:06

Nadal x Berlocq

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Muito claro q Berlocq nao veio so para fazer um bom jogo – veio para ganhar. Quebrou Nadal, fez 4×2 mas nao aguentou o rojao. Rafa jogou muito e quebrou de volta.

Nadal catimbeiro. O adversario vai sacar no 5×3 ele decide q eh hora de arrumar aquadra, apos um escorregao q abriu um buraquinho dentro do T. Se fosse ele sacando para o set duvido q parasse o jogo. E na hora q o outro foi sacar ele ainda decidiu ir trocar a raquete. Nao adiantou. Apos game tenso o hermano fecha 6/3

O segundo set nao foi tao solto e bom como o primeiro. Com a tensao Rafa comecou a impor e mesmo jogando aquem encontrou uma maneira de vencer 6/4. Bamos ao terceiro!

O hermano, jogando muito, e tem fulano que diz que ele é nível challenger, quebrou mas nã conseguiu administrar a vantagem. Mais uma vez Nadal encntou uma maneira, que é o jeito do campeão.

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