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Arquivo de novembro, 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:48

Imperdível

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A sempre polêmica sem perder a candura e a elegância leitora Maysa, ocupa seu espaço nos comentários para declarar sua ojeriza às chamadas “exibições”. Não é a primeira que me passa essa mensagem, ao mesmo tempo em que outros declaram seu amor pelas mesmas. O que separa as duas vertentes?

Exibição foi algo criado sabe-se lá quando, só posso dizer que há muito tempo, para trazer algo para o qual havia uma demanda. No caso, a presença de estrelas, das mais variadas grandezas, para próximo de seus fãs, em um cenário que não abrigava pelas mais diferentes razões, da tradição à falta de estrutura, torneios compatíveis com a presença de tais tenistas.

Isso são um fato e uma realidade mundo afora, não somente no Brasil. Na verdade, hoje se joga bem menos exibições do que no passado. A demanda do circuito e consequente esgotamento dos atletas, o televisionamento de tudo quanto é torneio tenistico que coloca os ídolos na frente de sofás mundo afora, e, principalmente, o quase obsceno, pelo menos comparado com poucas décadas atrás, dinheiro distribuído em prêmios de torneios oficiais, o que deixa seus bolsos e mentes tranquilos quando não acomodados, são razões pela diminuição da presença das estrelas em exibições.

Por conta disso, as aparições, pelo menos das estrelas, são raras e bem caras – lembrem-se que há demanda no mundo todo. Até mesmo uma cidade como New York, que tem um Grand Slam, demanda e recebe exibições com Federer. Mas imaginem quantas cidades não demandam e aguardam pela oportunidade que provavelmente nunca chegará. Na Europa e na América há a demanda e a oferta por outro tipo de exibições – são os Masters, que atraem o público com seus nomes, mas oferecem pouco mais do que brincadeiras e seções saudades de volta. Não é por menos que a maior estrela dessa troupe é um iraniano naturalizado francês, Mansour Barahmi, que encanta o publico europeu com seus marabalismos em quadra.

A exibição em si é uma arte, muito distinta da competição em si. A personalidade dos envolvidos conta muito para que ela seja um sucesso. Ninguém joga uma exibição como se a vitória fosse a meta. Pelo contrário. É bem mais do que provável que quando dois tenistas se enfrentam, em um treino, longe dos olhos do público, vão procurar a vitória com mais determinação e entrega do que em uma exibição. Por isso, nestas ocasiões é de muito bom tom colocar em quadra somente tenistas que se deem bem – e especialmente se a estrela maior aceita bem o sparring.

Existem algumas regras não escritas, que quase sempre são respeitadas, ainda que por vezes não. Fica “feio” um dos tenistas mostrar que está a fim de ganhar. Tem que saber aliar bons golpes, com uma dose correta de intensidade e um pouco, não muito, de relax e até humor. Se errar a mão em qualquer dos quesitos fica horrível – e, acreditem, poucos dominam essa arte.

O jogador da casa sempre ganha. E aí eu pergunto, com Federer e Bellucci que será o jogador da casa? Afinal, a grande estrela que o publico quer ver e aplaudir é o suíço. Será que Federer obedecerá a regra e fará a gentileza? Ou será que Bellucci esticará o tapete vermelho? Nosso tenista dá suas esticadinhas de tapete, mas raramente contra tenistas mais fortes e as tais estrelas, a quem gosta de fazer sentir sua mão pesada, pelo menos por um tempo. Será interessante ver como se desenvolve essa apresentação que deve ser o ponto alto do espetáculo, até pelo envolvimento do publico. Lembrando, essa será a primeira partida do suíço, do total de três, que jogará em São Paulo. Eu teria colocado como a última. Ele enchia o Tsonga e o Haas de bola nas primeiras, para delírio do público, e o Bellucci ficava para quando a festa já estava assegurada.

Comentando o comentário da Maysa, é preciso entender que na próxima semana não teremos em São Paulo nem um torneio, nem uma exibição. Teremos um espetáculo, uma festa. Uma festa do Tênis. Uma festa exclusiva, já que os ingressos são caros e em boa parte corporativos. Uma festa que todos gostariam de participar. Uma festa para tenistas, sofasistas e até mesmo estrangeiros do tênis, aquele que irão não por conta do Tênis e sim do ser visto.

Vamos ter o creme de la creme do tênis como poucas vezes reunido, em qualquer lugar que seja – o mundo vai babar de inveja. O foco ainda está no Federer, até porque o patrocinador que pagou a conta principal é seu, as chamadas são dele e o cara é adorado. Mas teremos Tsonga e Haas, dois belíssimos tenistas, com estilos distintos e propícios para a festa, até mais do que Ferrer, que é mais “engessado” e que saiu. Os espetaculares irmãos Bryan enfrentando os mineiros Melo/Soares, o que deve vir a ser um espetáculo à parte, em especial para os fãs tenistas.

E as mulheres! Até as Olimpíadas, agradeçam por ela, não vamos ver tal constelação por aqui: Sharapova, Serena, Azarenka, Wozniacki! As meninas mereciam uma festa só para elas e iriam sobrar. Isso sem falar no Roger. Não será um Grand Slam, mas será um espetáculo que lotaria o Madison Square Garden, um local que já acolheu os melhores de todas as áreas, numa cidade onde if you make it there you make it anywhere. Agora é em São Paulo. Esta, Maysa, é imperdível.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012 Light, Tênis Masculino | 10:39

Federer brasileiro

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Dizem por aí que Roger Federer vai ganhar Euro 1.5 milhão por partida na sua tour da América do Sul. Só no Brasil serão uns R$8 milhões. Imaginem o quanto vai custar aquela festa com todas aquelas estrelas, que incluem Serena Williams, Maria Sharapova e Vic Azarenka (#1 do rankig). Será o maior evento tenistico do país por muito tempo, algo que vai agitar não só o mundo do tênis, mas a cidade como um todo.

Pelos 8 milhões o Federer tem que fazer muito – espero que tambem dentro da quadra, sem as frescuras que por vezes cercam as exibições – e com muita intensidade. Um espetáculo de técnica, plástica e qualidade, sua marca registrada e o que aprendemos a respeitar e amar. Até porque essa é a nossa grande e única chance de ver o Mestre ao vivo. A não ser que ele dure até o Rio olímpico.

Fora da quadra o comprometimento comercial com o evento, e o patrocinador, está sendo enorme, condizente com a grana envolvida, o tamanho do espetáculo e a expectativa brasileira. Chequem só o video abaixo realizado pela Gillete, patrocinador dele e do evento. Fizeram até o cara falar português. Com um sotaque estranhíssimo, misturando uma ginga brasileira, com a qual ele não tem problema, e uma sonoridade estranha, e um humor federesco. Melhor ainda foram as cortadas e os gols, tudo de voleio. Adorei a idéia e o conjunto da obra.

PS: para quem não sabe, David Ferrer não vem mais e no seu lugar entra Tommy Hass, uma opção interessante.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012 História, Juvenis, Tênis Masculino | 12:51

Introdução

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Na semana passada, o ubber campeão Boris Becker esteve presente na conferencia Hindustam Times Leadership, na Índia. Na ocasião, conversou longamente com um jornalista local, que mais de uma vez tentou encurralá-lo, o que resultou em uma entrevista imperdível para os fãs do tênis; divertida, direta, interessante e autoindulgente, tudo condizente com a personalidade do tenista.

Tenho várias histórias de Becker, mas confirmo uma que um leitor postou por aqui tempos atrás. Logo após o time brasileiro da Copa Davis ter vencido a Alemanha pelo Grupo Mundial na Copa Davis, o alemão, um dos maiores tenistas da história, estava arregaçado por conta do massacrante confronto, debaixo do infernal sol carioca de fevereiro, quando derrotou Luiz Mattar em cinco sets, após defender 5 match-points, e da dupla, quando foi derrotado em três sets por Motta e Roese. Mesmo com a depressão de uma derrota tão doída, em vários sentidos, Becker mostrou sua personalidade e cavalheirismo indo, imediatamente após a partida decisiva, ao vestiário brasileiro, insano com as celebrações, congratulando e apertando as mãos de cada um dos integrantes da equipe, dos reservas ao capitão.

No vídeo da conferencia, que considero um achado, Becker conta inúmeras histórias. O publico logo abaixo para que vocês possam curti-lo – infelizmente está em inglês, língua amplamente falada na Índia e que Becker domina, apesar do carregado sotaque.

Ali ouvimos o relato de como conquistou seu primeiro Wimbledon, aos 17 anos – vocês tem ideia do que é isso? O mais novo (até hoje), mais novo que o campeão juvenil daquele ano (o mexicano Leonardo Lavalle), o primeiro alemão, e sem ser cabeça de chave. Conta como esteve prestes a perder nas primeiras rodadas quando o adversário (Joachim Nystrom) sacou duas vezes para jogo, e como chegou a caminhar em direção à rede para cumprimentar o oponente, após sentir uma contusão, e foi impedido pelos gritos de seu técnico Gunther Bosch.

Em outra história ele conta como foi introduzido ao “cavalheirismo” de muitos tenistas de então, na primeira vez que enfrentou McEnroe, nos EUA, ainda com 17 anos. Após o primeiro game da partida, já sentado em sua cadeira, o americano veio até ele e vociferou: “i am going to beat the shit out of you”, algo que ele não entendeu na hora e depois nos vestiários foi pedir para McEnroe repetir. O alemão ganhou aquela partida, teve quatro match points contra, assim como ganhou oito das dez que disputaram, uma delas em uma das partidas mais emocionantes de Copa Davis .

Boris Becker In Conversation with Vir Sanghvi from Hindustan Times on FORA.tv

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domingo, 25 de novembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:04

A Final em São Paulo

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Enquanto lá fora já apagaram as luzes da temporada, aqui no Brasil entramos em duas semanas que vão agitar o tênis nacional. A partir de 6 de dezembro, todos já sabem, acontece a Semana Federer, que, na verdade, será bem mais ampla do que isso. Aliás, quem não tem ingresso e ainda tem alguma esperança de ir, sem recorrer aos cambistas, a organização do evento colocou ingressos à venda nas bilheterias do Ginásio do Ibirapuera a partir deste fim de semana. Para quem gosta de tênis, pode matar dois coelhos com uma cajadada – tentar comprar os ingressos e assistir a ATP Challengers Finals, que acontecerá no Ibirapuera a partir de 3ª feira.

O evento não reúne a nata do circuito profissional, mas reúne ótimos tenistas, em um ambiente competitivo, o que acaba sendo mais interessante, tenisticamente falando. A Semana do Federer será uma mega-festa, mas não um evento competitivo. Para quem quer ver a cobra fumar e por tenistas de qualidade eu diria para aproveitar as Finais.

O evento poderá ser assistido por dois prismas. De um lado, tenistas já consagrados, com anos de circuito, sem nunca fazer um grande impacto, pelo menos para o torcedor acostumado a abraçar ídolos como Nadal, Federer etc. Por outro lado, uma ótima oportunidade para o público conhecer jovens promessas, que tem no evento uma chance de fechar bem a temporada e turbinar a confiança para o ano que vem.

Na primeira categoria, temos o romeno Victor Hanescu, de 31 anos, que já deve arranhar bem o português de tantas vezes que veio para cá. Já foi #26 do mundo e ganhou de muita gente boa. Uma curiosidade; tem quase 2m de altura, mas não é sacador – é um esquerdista! Outro veterano romeno, de 27 anos, Adrian Ungur, fez carreira no circuito Challenger e sua mais conhecida vitória foi este ano em RG, batendo o Pança Nalbandian.

O espanhol Rubens Hidalgo é mais um veterano, 34 anos, que já foi #50 do mundo e hoje vive faturando o que for possível nos Challengers. Mais um é o italiano Paolo Lorenzi, 30 anos, outro de carreira quase restrita em Challengers – seu maior progresso foi esta temporada e o seu melhor ranking é o atual, #63. Hanescu e Hidalgo já experimentaram o filet mignon do circuito e hoje lutam para fazer o melhor possível de suas carreiras enquanto podem correr atrás das bolinhas. Os outros nunca realmente chegaram lá.

Do outro lado, temos os tenistas mais jovens, aqueles que ainda lutam por galgar pelos Challengers para chegar aos ATP Tour, onde estão os pontos, o dinheiro e razão principal para todos os esforços que fizeram em suas vidas até agora.

O esloveno Aljaz Bedene, 23 anos, é um que pode estourara qualquer momento. Já ganhou cinco Futures e cinco Challengers, mas nunca conseguiu progredir entre os cachorrões. Pela idade, precisa ter cuidado para não se enraizar e dar o pulo do gato. É o atual #83 do ranking e um que quero dar uma olhada.

Temos também o argentino Guido Pella, um jovem de 22 anos, canhoto, o que muitas vezes significa uma habilidade a mais, e se aproximando da quebra da barreira dos 100 melhores. Recentemente venceu um Challenger em Campinas. Os argentinos adoram jogar bem por aqui – às vezes até mais do que muitos brasileiros.

O português Gastão Elias, 21 anos, é treinado pelo paulista Jaime Oncins. Depois de passar por algum sofrimento por conta de contusões, Elias volta a jogar seu melhor tênis. Também venceu um Challenger recentemente por aqui e tem essa oportunidade a mais de alavancar a carreira. Vamos ver se seu técnico consegue inspirá-lo para jogar em São Paulo, sua cidade natal.

Por ultimo, a presença de Thomaz Bellucci. O paulista é um peixe fora desta água, convidado que foi pela organização, que também é a administradora de sua carreira. Thomaz se instalou já faz um tempo na categoria acima e tem sabido se manter entre os cachorrões. Teoricamente poderia, deveria, vencer o evento. Afinal seus fãs merecem vê-lo vencer um evento ao vivo.

Mas jogar abaixo de seu nível é algo que exige know-how e foco. Há o perigo de se acomodar ou se pressionar. Para isso terá que se motivar e manter o seu padrão, acima do resto, mas volta e meia deixa cair. Se souber aproveitar a ocasião deixará muita gente feliz. Até para chegar afiado à exibição que fará na semana seguinte contra o Mestre.

Os dois grupos do evento – que é jogado como o Masters, com os dois melhores de cada grupo avançando para as semis – ficaram assim:

No grupo Verde Thomaz Bellucci, atual número 33 do mundo, Ruben Ramirez-Hidalgo (96º), Adrian Ungur (112º) e Guido Pella (124º).

Pelo grupo Amarelo, o italiano Paolo Lorenzi, atual 63º do ranking ATP, Victor Hanescu (64º), Aljaz Bedene (98º) e Gastão Elias (144º).

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sábado, 24 de novembro de 2012 Curtinhas, Tênis Masculino | 20:06

O primeiro treino…

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E já que acertaram o ciclista #1 – mas ainda falta o #2 (vejam a atualização do post acima) – vai aqui a candida foto não oficial do primeiro treino em quadra do espanhol após meses afastado. Atentem; quadra coberta e piso duro..

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Curtinhas, Tênis Masculino | 14:07

Grupo Specialized

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Andar de bicicleta faz um bem danado para as pernas e o folego. Vocês conseguem identificar no grupo abaixo quem é que está investindo para a próxima temporada?

20h – Vejo que o pessoal está esperto e identificou o rei de mallorca. Mas adianto que o primeiro à direita não é o mestre da basiléia, apesar de lembrar. Mas ninguem ainda mencionou o 3o à direita do Rafa, que, afinal, foi top10…

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012 Tênis Masculino | 12:15

O surpreendente calendário do Mestre

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Dizem que onde há fumaça há fogo. Esta semana Roger Federer divulgou em seu site o seu calendário para 2013. O calendário deve estar pronto desde Setembro, mas após o ultimo evento da temporada é a hora que os tenistas começam a divulgar seus planos, quando divulgam.

Um detalhe em seu calendário fez alguns dos meus amigos tenistas entrarem em depressão. Uma boa leva de fãs brasileiros invade Miami para o torneio em Março. Recentemente, os residentes da cidade votaram em que o torneio permaneça na cidade, o que foi uma excelente notícia para todos, especialmente os donos do evento. Mas não só de boas notícias vive o circuito.

Roger Federer deixou o Torneio de Miami fora de sua lista, o que entristeceu os fãs do suíço e do torneio, já que não se sabe até quando o rapaz jogará.

Por que ele fez isso? Isso, alguém terá que perguntar a ele e mesmo assim tenho cá minhas duvidas se ele será totalmente transparente a respeito. Antes, deixo aqui uma pitada de informação; pela primeira vez em cinco anos Roger Federer não foi convidado para o evento-exibição em Abu Dhabi, no fim do ano. Por que?

Este ano Federer não renovou seu antigo contrato com a IMG, maior firma de administração de esportes do mundo. A IMG é dona de inúmeras propriedades no mundo do tênis; torneios e exibições, academias e administrações carreiras, como de Nadal e Sharapova. São cerca de 20 eventos em que eles estão envolvidos de alguma forma, de Wimbledon a Aberto da Austrália, e outros onde são donos, como, adivinharam, Miami e Abu Dhabi.

Não sei o quanto aquele problemão do final de 2010, quando foi divulgado uma ação na justiça de Los Angeles contra Ted Forstmann, o dono da IMG, por apostas em esportes, especificamente uma final de Roland Garros envolvendo Roger Federer. Federer fez das tripas coração para explicar que suas conversas com Ted eram puramente sociais, o que eu acredito, até porque o cara apostou nele e não contra e o suíço não faz nem um pouco esse perfil. Mas o fato de ter levado Federer à justiça e aos jornais, talvez tenha algo a ver com ele não ter renovado o contrato com a IMG em Julho deste ano, quando terminou. Não renovou com a IMG, mas levou Toni Godsick, o homem de sua confiança dentro da IMG, com quem tem contato no dia a dia e está sempre presente em suas partidas. Desde então eles têm trabalhado juntos e, dizem por aí, abrirão uma empresa em sociedade.

Como essas conversas rolam nos bastidores há algum tempo, pode-se supor que não há grande amor perdido entre as partes. O fato de Federer não ser convidado para a festa caça níquel em Abu Dhabi, onde rola um grana fácil e ampla, e a surpreendente ausência do Mestre em um Masters 1000 em quadras duras, indicam essa possibilidade.

A partir de 2013, Federer não tem mais as mesmas obrigações contratuais com os eventos Masters 1000 que os outros tenistas mais jovens têm, e por isso pode escolher aonde quer levar o seu show.

Abaixo, a lista dos 13 eventos que ele lista atualmente. Os 4 Grand Slams, of course, Rotterdan, um dos torneios mais ricos do circuito, Dubai, praticamente sua segunda residência, Indian Wells, um tremendo torneio, Madrid, o único evento no saibro europeu jogado acima de 100m de altitude, Roma, tradicionalíssimo, Halle, na grama e onde ele é muito bem vindo e bem pago, os dois Masters na América do Norte, Xangai, o único na Ásia e Paris, o mais rápido dos Masters Series. Dos oito Masters 1000 mandatórios ele só não joga Miami. E, por enquanto, nada de Copa Davis.  Abaixo a lista de Federer para 2013.

Australian Open, Melbourne

ABN AMRO World Tennis Tournament, Rotterdam

Dubai Duty Free Tennis Championships, Dubai
BNP Paribas Open, Indian Wells
Mutua Madrid Open, Madrid
Internazionali BNL d’Italia, Rome
Roland Garros, Paris
Gerry Weber Open, Halle
Wimbledon
Rogers Cup, Montreal
Western & Southern Open, Cincinnati
US Open, New York
Shanghai Rolex Masters, Shanghai
BNP Masters , Paris

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domingo, 18 de novembro de 2012 Copa Davis | 23:01

Herói caseiro

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Adoro Copa Davis. Ela tem o poder de florescer em alguns indivíduos algo que por si só não conseguem encontrar no fundo de sua alma, até porque a maioria esmagadora não tem ideia das profundezas possíveis. Felizes os que conseguem, e estes são os heróis verdadeiros, e infelizes, por vezes desgraçados, os que não conseguem.

Infelizes são os que vagam pelas quadras como almas penadas, cumprindo o que o destino traçou, conforme a dose generosa, ou não, que lhe foi cedida de talento e de espírito. Na categoria dos infelizes coloco os que têm um, ou o outro, componente, carecendo mais do segundo e tendo mais do primeiro.

Desgraçados são aqueles que têm o talento e carecem do espírito. E desses existem aqueles que têm a consciência dessa carência e sofrem por isso, assim como temos os que fazem tal esforço para camuflar essa carência, que acabam por acreditar nessa realidade paralela onde eles se colocam acima do bem e do mal e agem como se nada os tocasse. Passam as entrevistas, e por vezes a vida, mentido para si mesmo e para todos os que lhe cederem os ouvidos. Se forem carismáticos ou bons mentirosos, e alguns são ambos, muitas vezes tentando vender a imagem de heróis com pés de barros, enquanto a maioria crédula crê no conto do vigário.

A final desta histórica Copa Davis – a centésima – teve personagens para todos os gostos. David Ferrer foi o herói tombado. Jogou com coragem e determinação, ambos do sei feitio, honrou a responsabilidade colocada sobre seus ombros com a ausência de Rafa Nadal, mostrou aos companheiros como deve ser feito, não perdeu um set sequer e viu seus esforços morrerem na praia.

Nicolas Almagro foi Nicolas Almagro. Um tenista talentoso, com recursos e frio. Desde de que o vi se encolher e praticamente entregar uma partida para Nadal em Paris nunca acreditei em seu espírito. Tremeu, mas não tremeu tanto. O que lhe faltou foi determinação e vibração. Sua postura, a mensagem que enviava, era de que se der deu, se não der ..deu. Pois é.

O técnico Alex Corretja pagou o preço por ter apostado em Almagro. Tinha a opção de colocar Feliciano Lopes no time e tirar Almagro. Acreditou no ranking do rapaz e desconsiderou os fatos de que Feliciano já estivera em uma final na casa adversária, contra a Argentina, onde venceu as duplas e bateu Del Potro em quadra semelhante a de Praga. Alex não dorme esta noite.

Ainda entre os espanhóis, Marc Lopez vai continuar sorrindo como sorriu durante, e mesmo depois do jogo – sabe que a culpa da derrota nas duplas não será jogada sobre seus ombros. Granollers, que, e aí o mais inacreditável, simplesmente acabou com o jogo no primeiro set, entrou em parafuso a partir do segundo set, perdeu a confiança e enterrou o parceiro e o time.

Entre os checos, aos vencedores as batatas. Foi um time de dois tenistas do começo ao fim do torneio.

Thomaz Berdich vacilou, mas levou. Ganhou o que tinha que ganhar, contra Almagro, e foi apertado, ganhou as duplas que era um jogo aberto e onde dividiu a responsabilidade com Radek, o que é sempre bom, e perdeu o grande jogo do confronto – o pega dos cachorrões do 3º dia.

Particularmente pensei que Navratil poderia ter colocado o Rosol no 1º dia, contra Ferrer e o liberado para dar porradas, a torto e a direito, sem responsa e sem medo de ser feliz, assim como fez contra Nadal em Londres. Não quis ou o Stepanek não deixou. Fiquei com receio que o galã não tivesse pernas no terceiro dia, especialmente em um possível quinto set. Seria interessante guardar o Radek para as duplas e o jogo final. Isso poderia ter custado o sono do Navratil, mas o Almagro é um amigão.

Bem mais do que isso, Navratil apostou no seu jogador. Apostou nos quase 34 anos de Stepanek e a experiência em consequencia, apostou nas inúmeras vezes que Radek fechou um confronto de Davis, por conta de sempre jogar atrás do Berdich, apostou no estilo, na personalidade, no espírito do galã. Vai dormir como um anjo.

Quanto ao Galã de Praga, colocou seu nome do olimpo do tênis tcheco, o que não é pouco. Não fez nada que não sabe fazer, mas não deixou de fazer tudo o que sabe, ao contrário dos outros, menos Ferrer. Sabia que era o jogo de sua vida, de sua carreira, que deve, a qualquer momento, encerrar. Nas simples, se quiser, porque duplas pode continuar ganhando por anos, se quiser.

Fez o que todo tenista sonha. Jogar, e ganhar, uma final de Copa Davis na frente de seu público. E mais, oferecendo uma performance digna de um campeão, que sentiu medo, como todos sentem, o dominou, porque a determinação, a coragem e o espírito eram maior do que o temor, e, por conta disso, conseguiu jogar, do começo ao fim, o que é ainda mais difícil e a ser aplaudido, em um padrão e maneira que só os heróis conseguem.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012 Masters, Tênis Masculino | 13:29

10 mais do Masters

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Enquanto não temos um Post sobre a final da Davis, deixo um brinde da ATP para os fãs do tênis. São 10 jogadas das partidas, de simples e duplas, acontecidas no Masters de Londres. Relembrem e curtam, inclusive várias que não devem ter visto antes. Meio que duvido que sejam as 10 melhores da semana, apesar da qualidade de todas as mostradas. Tem umas imperdíveis.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012 Copa Davis, Tênis Masculino | 21:35

A final da Copa Davis – Rep. Theca x Espanha

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Nesta 6ª feira começa a 100ª final de Copa Davis, o que fala alto sobre a tradição e importância da competição. Será uma final histórica, pelo numero redondo, acrescentando à importância das grandes finais já jogadas, naquela que é a minha competição favorita no esporte – nada se compara a um confronto de Davis. Uma final só o faz ficar ainda mais interessante.

O confronto entre Rep. Checa e Espanha é uma reedição da final de 2009, quando os espanhóis usaram e abusaram, no bom sentido, da vantagem de jogar em casa e massacraram, pelo menos no placar de 5×0, os adversários. Os tchecos insistem publicamente em não falar sobre vingança, mas conhecendo os envolvidos e o espírito competitivo da Davis é isso mesmo que eles têm na mente e no coração. Os espanhóis tem know-how de sobra na competição, inclusive como visitante, mantendo os antigos capitães por perto para acrescentar à esse know-how.

Os espanhóis são liderados pelo capitão Corretja, que bateu Gustavo Kuerten em partida decisiva da Davis em 98, em Porto Alegre e, dentro de quadra, por David Ferrer, dois ótimos competidores para se ter ao seu lado. O segundo tenista será Almagro, que Corretja escolheu sobre Feliciano Lopez, que foi preterido nesta quinta-feira na hora do sorteio um decisão que, imagino, difícil, já que Feliciano tem experiência positiva de final com o seu na reta, enquanto Almagro é, diríamos, Almagro. A dupla será os surpreendentes Lopez/Granollers que, na semana passada, venceram o Masters, o que deve ter lhes dado imensa confiança. Aliás, mais uma vez, eu diria que as duplas, que deve ser um partidaço, pode definir o confronto.

Os tchecos são liderados pelo atual 6º do mundo, Thomaz Berdich, um tremendo tenista, de mão pesadíssima, não conhecido por ser um grande tenista em grandes momentos e que vem mudando, de alguma maneira, essa escrita nas ultimas duas temporadas. O 2º é o popular galã de Praga Stepanek, um tenista diferenciado pelo estilo, um dos últimos mestres do jogo de rede, uma delícia de assistir, apesar de ser uma mala-mór em quadra. A dupla é uma pseudo incógnita mantida pelos donos da casa. A dupla escalada pelo técnico Navratil é Minar e Rosol, mas aposto todos os meus chocolates que não entram juntos em quadra no sábado. Se tudo correr como esperado, no sábado jogam Berdich e Stepanek dois tenistas que se entendem dentro e fora das quadras.

Como perceberam, falta aí o animal Nadal, que mais uma vez fica fora de uma final da Davis, o que fala sobre as dificuldades do tenista com os fins de temporada.

Os espanhóis têm 5 títulos na competição enquanto os tchecos tem somente um. Dos 5 títulos, três foram nos últimos quatro anos e todos nos últimos doze. A Tchecoslováquia venceu em 1980, em casa, liderada por um Ivan Lendl de 20 anos, que estará presente nesta final dando uma força aos compatriotas.

Na 6ª feira, Ferrer enfrenta Stepanek, em uma partida que não pode perder. Logo depois, Berdich enfrenta Almagro, e também não pode perder, especialmente depois de declarar publicamente que Almagro é o elo fraco do time espanhol. No domingo os oponentes são trocados. Os espanhóis não tem lá um tenista muito confiável para entrar no domingo, a não ser que precisem, ou queiram surpreender com Granollers. Os tchecos também, a não ser queiram colocar um tremendo grilo na cabeça dos adversários, escalando o maluco do Rosol, que eliminou Nadal em Wimbledon, uma possibilidade mais viável, pelo estilo do rapaz, algo que, acredito, só acontecerá na 5ª partida, ao entrar no lugar de Stepanek, contra Almagro.

O confronto começa na 6a às 13h, na SporTV, que anunciou a transmissão. Na sábado as duplas às 10hs e no Domingo às 9hs

Os tchecos parecem confiantes…

os espanhóis também.

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