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Arquivo de setembro, 2012

sábado, 29 de setembro de 2012 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:31

Miami em Miami

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Complementando o Post anterior, publico abaixo um texto meu de 1998 durante a minha presença no Torneio de Miami, que serve para afinar a perspectiva do assunto.

Enquanto passo pelo Sea Aquarium e seus golfinhos, dos dois lados da estrada vejo o mar, que não consigo distinguir se verde ou azul. Nas minhas costas ainda dá para ver a linha de prédios da Brickel Avenue. Na minha frente, um arco-íris de cimento une Miami à ilha de Key Biscayne. Em menos de cinco minutos chego ao Crandon Park.

Alguns anos atrás se alguém quisesse ganhar dinheiro fácil, apostaria contra possibilidade de se fazer um torneio de tênis aqui. Pior ainda, que desse certo. O que era a princípio um sonho, se tornou uma teimosia e finalmente uma realidade. O homem por trás disso é Butch Buchholz, ex-jogador de Copa Davis dos Estados Unidos e ex-presidente da ATP.

O local que tem hoje um estádio maravilhoso e 17 quadras de tênis era o depósito de lixo da cidade. Na primeira vez que chegou aqui, Butch garante que não dava para entrar pelo cheiro. Um estacionamento para cinco mil carros, para uma praia sempre deserta, do outro lado da rua, e a possibilidade de começar do nada foi determinante. Óbvio que o negociado com a cidade também. Mas não faltaram problemas. O pior foi convencer a família Matheson, que doou o local em 1940 para que a cidade construísse um parque que nunca aconteceu. Enquanto era lixo, tudo bem. Quando tentaram fazer algo, caíram de pau. No final saiu um acordo, onde surgiu inclusive a obrigação de esconder o estádio com coqueiros, para não ferir a paisagem de quem atravessa a estreita ilha.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 11:32

Miami fora de Miami?

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Será que o Torneio de Miami irá para alguma outra cidade? A possibilidade existe, é bem real, e a decisão foi colocada nas mãos dos residentes de Dade County, o município da Grande Miami.

Assim como outros torneios que tem uma parceria com a prefeitura da cidade que os abriga, o Torneio de Miami tem que administrar a parceria e cativar seus habitantes. De acordo com mudanças na legislação da cidade, qualquer mudança e obras no Candon Park, local do evento que foi doado à prefeitura, tem que ser avalizado pelos cidadãos em um plebiscito ou referendo, não bastando a canetada do prefeito.

Em New York foi um prefeito que bancou as grandes mudanças que possibilitaram o evento ficar no Corona Park, onde está e de onde dificilmente sairá. Em Indian Wells o assunto foi extremamente desgastante, com acusações voando por debaixo de tapete, envolvendo Prefeitura, Câmera e donos do torneio, até o Presidente da Oracle entrar em campo aos 45 de 2º tempo, salvar o evento e o manter onde está. Em Paris, a conhecida briga com a Prefeitura, que tem a última palavra, é suscetível à mudanças e pressões políticas. E por aí vai. Até aqui no Brasil a história não foi muito diferente e a parceria com o governo de São Paulo foi imperativa para a realização do Aberto do Brasil.

A partir de 27 de outubro até 6 de novembro os residentes da grande Miami votarão no referendo #238. Ele autoriza o torneio, agora conhecido como Sony Open, a executar mudanças no parque Crandon, local do evento. As mudanças seriam a construção de duas mais quadras de porte e arquibancadas condizentes, mais áreas cobertas permanentes para abrigar o público, plantação de árvores nativas e novas áreas verdes, a um custo aproximado de U$50 milhões, totalmente bancado pelo evento.

O torneio é propriedade da IMG, a mesma que recém fez uma parceria com o Eike Batista. Durante três semanas do ano o local é utilizado e administrado pelo evento e nas outras 49 semanas pela prefeitura, para uso da população local, algo como é feito pelo local do U.S. Open.

Os muitos brasileiros que visitam o evento sabem bem das dificuldades que eles propõe atacar. O local é um tanto precário para o público, que não tem bons lugares para comer em paz e conforto e praticamente sem locais para sentar e descansar, lembrando que a temperatura pode ser massacrante, além de que, tirando a Quadra Central, as outras são pouco mais do que pequenas arquibancadas de metal temporárias, com exceção da Grandstan, que é uma grande arquibancada de metal temporária, sem nenhum conforto e charme. Este ano, 326 mil pessoas estiveram no torneio, sendo que 20% destas vieram de fora dos EUA, o que causa um impacto no turismo local e muito dimdim para a economia local.

O atual contrato contempla mais nove anos no local. A IMG quer que seja renovado por mais 20 anos para executarem os investimentos. No referendo, 2/3 terão que dizer “Sim” para valer a aprovação. Para colocar um pouco de pimenta no molho, a IMG deixa saber, sem oficializar, que se não houver a aprovação eles vão levar o evento para outro local, o que, suponho, não será tão difícil de encontra ali mesmo pela Flórida.

PS: A partir do início de Outubro haverá mudanças no Blog do Paulo Cleto, como a possível mudança de Portal e endereço. Para tal, fiquem atentos a mais notícias e, se necessário, recorram ao endereço: www. tenisnet.com. br  ou à página do Blog no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Curtinhas, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 10:43

A caráter

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Alguém pode me explicar isto? Roger Federer deve estar adorando a idéia de fazer um tour pelo Brasil. Passou na lojinha, ou será que tem camelôs na Suíça, e decidiu testar o que a amarelinha tem de mágica. Aposto que o Neymar vai se morder de inveja. Nem ele pisa na bola com essa elegância. Fora as munhequeiras. E com o Mestre mãos na cintura adquire outra conotação.

Só porque  ouviu que seus jogos seriam no Ibirapuera, o suíço achou melhor também testar o amarelinho básico da blusa regata para ficara caráter. Adoooorei o detalhe da joelheira… O rapaz ficou bem com a canarinho, que é uma camisa pesada, de tradição e acostumada a vestir talentos. Agora, se cair na bobagem de repetir a seção de fotos com aquela camiseta azul e branca para se dar bem em Buenos Aires eu não sei não.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 14:11

Tio Toni Nadal

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Tenho minhas dúvidas se Rafael Nadal voltará a competir em 2012. Não vejo muito ganho estratégico, considerando as informações divulgadas, a não ser o de não ficar tanto tempo longe das competições, o que certamente terá um custo. Rafa não é um Federer com seu potencial de habilidades, que facilitam retomar um ritmo satisfatório após um longo tempo longe das quadras. Como ele mesmo não está nos iluminando muito no assunto, fica o espaço para a especulação – mas hoje não temos um cenário para um retorno em breve, enquanto a temporada marcha rapidamente para seu final.

Seu afastamento tem seus desmembramentos, para ele inúmeros e para seu tio/técnico alguns. Alguns que podem nos trazer alguns benefícios. Semana passada, recebi um convite dos representantes da Babolat no Brasil, fabricante das raquetes do espanhol, para uma palestra do Tio Toni em São Paulo. O evento acontecerá no dia 5 próximo e, pelo o que entendi, será restrito a convidados.

É uma boa oportunidade de ouvir algumas histórias sobre o tenista que tem nos abismado com a revolução que trouxe ao tênis competitivo. Para mim é muito claro que há um tênis pré Nadal e outro pós Nadal. As características que marcaram essas mudanças são conhecidas dos fãs do tênis e passam por dois quesitos principais. A exuberância física e a consequente cobertura do espaço da quadra como nunca dantes na história do tênis, e a determinação e a intensidade emocional como diferenciais para atingir novos limites em um confronto tenistico. Talvez o técnico possa jogar alguma luz no que possibilitou o surgimento de tal dínamo humano.

Aproveito para lançar uma tarefa aos leitores. Quais perguntas eu poderia fazer ao Tio Toni durante a palestra? Deixem suas sugestões nos Coments deste Post. Bobagens serão descartadas. Mas as boas tratarei do colocar na minha pauta.

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Tio Toni vem aí….

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 História, Tênis Masculino | 23:55

15 anos

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Esta 2ª feira Roger Federer comemora 15 anos de presença no ranking da ATP. Seus primeiros pontos foram resultado da participação em um Circuito Satélite, o embrião do atual Circuito Futures, onde os pontos no ranking da ATP eram distribuídos conforme a colocação no circuito, que arregimentava quatro ou cinco torneios, sempre próximos um do outro geograficamente. Isso, três meses após Gustavo Kuerten vencer seu primeiro Roland Garros.

Os 16 melhores classificados nos primeiros torneios se classificavam para o Masters. Como o circuito era regional havia suíços a granel. Na semifinal do Masters, Federer encarou seu amigo e roomate Yves Allegro, então com 19 anos, com quem viria ganhar dois ATPs de duplas e ser parceiro nas Olimpíadas de Atenas, quando conheceu sua futura esposa Mirka, também no time suíço.

Roger, que recém completara 16 anos, foi derrotado na semis, no terceiro set, em partida parelha. Teoricamente, Allegro era favorito, já que tinha mais resultados e idade, mas a expectativa dos colegas era que Federer vencesse, já que seus talentos já começavam a impressionar.

Quem conta a história é Severin Luthi que aos 21 anos já tinha decido que não tinha o necessário para encarar o circuito profissional e participava somente de eventos na Suíça. Luthi já havia vencido sua semifinal e foi assistir a partida entre os dois jovens para ver o que vinha pela frente. Ele lembra que Roger teve algum problema com o olho durante o jogo. Mas o detalhe mais interessante que lembra é que, após a vitória, Allegro foi ao árbitro do evento que o parabenizou e disse, melhor dizer profetizou, que seria a última vez que bateria o coleguinha. Severin diz que o comentário, ou sentença, até hoje causa risadas entre os envolvidos.

Luthi aproveita para mencionar que com a vitória de Allegro ele perdeu a oportunidade de enfrentar Roger na final, na que seria sua oportunidade única de enfrentar (ele se enfrentaram em uma ocasião em um torneio de clubes nas duplas) aquele que seria o melhor do mundo e de quem seria “técnico”, se é que podemos assim chamar seu cargo, durante anos, inclusive na equipe de Copa Davis. Perguntado se ele teve então algum pressentimento sobre o futuro sucesso de Roger, Luthi foi sincero. “Ele tinha talento e jogava muito para a idade, mas eu não tinha a menor ideia do que seria capaz. Até porque sempre tivemos grandes talentos que nunca chegaram a lugar algum”.

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domingo, 23 de setembro de 2012 História, Tênis Masculino | 21:19

No mesmo dia

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Antes do Domingo os italianos chegaram a festejar o fato de terem dois italianos jogando finais da ATP no mesmo dia. Andreas Seppi foi finalista em Metz e Fabio Fognini em St Petesburgo. Infelizmente ambos perderam as finais – Seppi para Tsonga e Fonini para Klizan – o que impediu maiores comemorações.

A última vez que o fato havia acontecido com o tênis italiano foi em 1988, quando Claudio Panatta (irmão caçula de Adriano) e Massimiliano Nardicci jogaram a final de Florença. Antes disso, Adriano Panatta jogou a final de Geneve e Ginni Oclepo a de Bordeaux em 1980. Depois disso, no ano passado, Seppi e Vinci venceram Eastbourne e Rosmalem no mesmo dia, um resultado bem melhor do que esse, apesar de ser um homem (ATP) e uma mulher (WTA).

Estava aqui tentando lembrar se dois brasileiros jogaram finais de ATP em simples no mesmo dia. Será?

Resposta: Em 1994, no mesmo dia, Luiz Mattar perdeu a final para Andre Agassi em Scottsdale nos EUA e o Roberto Jabali perdeu a final para Thomaz Muster na Cidade do México.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 Minhas aventuras, Porque o Tênis. | 23:54

Match Point, Woody

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A bola bate na faixa da rede, sobe, começa a descer e então a imagem na tela é congelada, deixando no ar a dúvida em qual lado da quadra a sorte a colocará.

É a primeira, e simbólica, cena de Match Point, o filme de Woody Allen. “Eu prefiro ter sorte a ser bom”. A frase, dita por um tenista logo após a cena acima, é o fio condutor do filme. Durante boa parte de Match Point me senti incomodado. Fica difícil dizer o que exatamente me importunava.

Talvez o mau caráter de Chris, característica na qual o personagem principal é campeão. Mas já vi piores personagens e raramente me incomodei. Talvez tenha sido como o elemento sorte é tratado por Allen.

Na verdade, o filme é a respeito da sorte. O cineasta afirma que as pessoas não gostam de confessar a influência da bendita em suas vidas. A questão divide, sem unanimidade, desde a antiguidade. Virgílio afirmava que “cada um é artífice de seu destino”, enquanto Publílio Siro dizia que “para o homem a sorte tem mais valor do que o discernimento” ou ainda Sófocles com “os dados de Zeus caem sempre do lado certo”.

Sempre vivi, dentro e fora da quadra, mais centrado no conceito de Virgílio do que no dos outros. Deve ter a ver com a educação herdada de meu pai. Se ele, ou eu, esperássemos a sorte determinar nossos futuros, morreríamos de fome. Pelo menos sempre acreditei nisso. Meus objetivos e ações foram baseados no livre arbítrio. O determinismo passou longe de casa.

Mas após sair do cinema comecei a pensar. Será que também tive minha dose de sorte, e azar, e nunca dei o devido crédito? No filme, Chris age como um maquiavélico tenista, arquitetando suas ações e manipulando as pessoas. Fica claro – pelo o que mostra nas cenas filmadas no Queen’s Club, exclusivo clube de Londres onde se joga o evento preparatório para Wimbledon – ser mais um estrategista do dono de apurada técnica.

Confesso que sai do cinema odiando o personagem, mas confesso também que vou querer na minha dose de sorte daqui para frente. Mas, como talvez seja um tanto tarde para mudanças radicais de personalidade, ao invés de “eu prefiro ter sorte a ser bom”, como professa o personagem, eu fico com ser bom e ter sorte.

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Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:34

Quatro chamam atenção

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Segue uma breve análise de alguns dos futuros confrontos da 1ª rodada da Copa Davis 2013, cuja chave reproduzo abaixo. Além do confronto entre Brasil x EUA, três outros chamam minha atenção. Argentina x Alemanha, Canadá x Espanha e Suíça x Rep. Theca.

Infelizmente acho que os argentinos perderam o barco. Eles tiveram o momento mágico de dois tenistas diferenciados jogarem a Davis em uma mesma época – Nalbandian e Delpo – e não aproveitaram. Infelizmente, os respectivos egos não deixaram as personalidades envolvidas se entenderem. Nalba é um cara difícil, mas comprometido com a Davis, que ama de paixão. Delpo um introvertido, com suas próprias questões, com dificuldades de relacionamento, especialmente com os companheiros de time – não somente Nalba. Os hermanos enfrentam os alemães em casa. Resta saber o quanto os alemães, que tem um bom time com Kohlschreiber, Mayer, Stebe e o duplista Petzchener, vão querer se sacrificar e ir a Buenos Aires jogar na terra, após a Austrália, no meio do circuito de quadras rápidas.

Os canadenses recebem os espanhóis e pode-se esperar que os recebam no piso mais rápido que consigam aprovar na FIT. Eles têm o sacador Raonic, que vem melhorando constantemente e uma hora dessas afinará seu arsenal. Os canadenses não tem um 2º jogador e a dupla depende do Nestor, um quarentão que sabe tudo de duplas. Fica a incógnita de se Nadal jogará.

A mesma incógnita para Suíça x Rep Theca – que está na final desta temporada, contra a Espanha – Federer vai se dignar a jogar? Tenho dúvidas. Os jogos serão na Suíça e eu diria que a temporada 2013 é a última chance de Federer conquistar o grande título que lhe falta (não ganhou a medalha de ouro nas simples, mas ganhou nas duplas). O bonitão não diz que sim nem que não, pelo contrário, veja bem. Teoricamente eles têm time para ganhar a competição. Mas a competição não parece motivá-los tanto como a outros países. Contra os checos é uma oportunidade de Federer se vingar de Berdych, se é que ele precisa disso. Se os checos – que jogam a final em casa e tem boas chances de bater os espanhóis, se o Berdych conseguir jogar bem, o que ele vem fazendo cada vez mais desde que arrumou aquela namorada com a boquinha pornográfica – estarão mais motivados ou mais acomodados eu não sei dizer, mas se o Fed jogar será uma tremenda disputa.

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Spain (s)
Canada (c)
Croatia (s)
Italy (c)
Serbia (s)
Belgium (c)
USA (s) (c)
Brazil
Israel
France (s) (c)
Germany
Argentina (s) (c)
Austria
Kazakhstan (s) (c)
Switzerland (c)
Czech Rep. (s)
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 Copa Davis, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:13

Explicação da chave da Davis

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O email enviado pela FIT, do qual reproduzo uma parte abaixo, é sobre os confrontos da 1ª rodada do Grupo Mundial da Copa Davis em 2013. Como um dos leitores perguntou sobre o significado das letras na chave, logo abaixo segue breve explicação:

World Group

First round (1-3 February)

Canada [c] v Spain [s]

Italy [c] v Croatia [s]

Belgium [c] v Serbia [s]

USA [s] [c] v Brazil

France [s] [c] v Israel

Argentina [s] [c] v Germany

Kazakhstan [s] [c] [*] v Austria

Switzerland [c] v Czech Republic [s]

Key
[s] = Seeded nation
[c] = Choice of ground
[*] = Choice of ground decided by lot

(s) Seeded nations são os países cabeças de chave. A FIT sorteia para que todos os cabeças sejam países que já estavam no GM e joguem contra somente contra países que vieram da repescagem.

(c) Escolha de local. Os países, ou lugares da chave, que tem essa marcação serão os anfitriões do evento. Isso é para os confrontos onde os países se enfrentaram de 1970 para cá, sempre obedecendo a alternância de local. Ou seja, o último Brasil x EUA foi cá, agora é lá.

(*) – Local decidido por sorteio. Cobre os confrontos entre países que nunca se enfrentaram ou se enfrentaram antes de 1970. É feito um sorteio pela FIT para decidir o local do jogo.

Para os leitores que queriam saber sobre o Post que escrevi que cobre a derrota dos irmãos Bryan em casa, – um dos grandes confrontos da história da Davis na minha opinião – aqui vai o link: http://paulocleto.ig.com.br//2010/03/21/o-careca/

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Copa Davis, História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:15

Brasil x EUA na Davis

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Sorteio é sorte, óbvio ululante, diria o Nelson, algo que o Brasil não teve no esta manhã em Londres. No sorteio saiu EUA. Por conta da alternância de local, o confronto acontecerá na terra do Tio Sam, de 1 a 3 de fevereiro. Para quem não lembra ou não era nascido, o último confronto entre os dois países foi em 1997, três meses antes de Gustavo Kuerten conquistar seu primeiro Roland Garros.

O sorteio é um balde de água fria em duas esperanças que o time brasileiro tinha. Jogar em casa e contra um time mais frágil. Não precisava ser as duas – uma das alternativas já estava bom. Não veio nenhuma.

O EUA é o país com mais títulos na Copa Davis, mas está longe de ser a força que um dia foi. Seu principal jogador na última década, Andy Roddick, largou a raquete no último U.S. Open. Ainda assim é um time de respeito e jogando em casa. Eles têm tenistas como Isner, Fish, Harrisson, Querrey e os irmãos Bryan. Posso garantir que eles não irão escolher a terra como piso.

Os dois países se enfrentaram em quatro oportunidades. Em 1932 na grama de Forest Hills, quando o time brasileiro tinha Nelson Cruz, Ricardo Pernambuco e Último Simone, e os EUA tinham, entre outros Frank Shields que, para quem não sabe, foi o avô de Brooks Shields.

Em 1957 aconteceu em Boston, na grama do tradicional Longwood Club. O Brasil tinha o clássico Carlos Fernandes que, até onde sei, segue dando aulas no Clube Paulistano em São Paulo. Armando Vieira, excelente tenista que nos deixou há pouco tempo, e era membro do Last 8 em Wimbledon. Jose Aguero, filho do icônico Jose Aguero, professor no tradicional Country Club do Rio de Janeiro por mais de 60 anos e formador de uma geração de tenistas cariocas.

Em 1966, enfrentamos os gringos em casa pela 1ª vez. O jogo foi em Porto Alegre e foi uma das grandes vitórias do Brasil na Davis. Um confronto que fez história no tênis nacional. Os jogos foram no Clube Leopoldina e o time brasileiro foi liderado por Edson Mandarino, o herói do confronto, e Thomas Koch, então com 21 anos. Mandarino venceu as duas simples.

Em 1997 jogamos em Ribeirão Preto. Gustavo Kuerten, 20 anos, tinha recém passado a titular, Meligeni na outra simples e Jaime Oncins nas duplas. Os americanos tinham Courier, atual capitão americano e bi-campeã de Roland Garros, MaliVay Washington e a dupla O’Brian/Renemberg. Foi um dos grandes eventos da Davis no Brasil. Kuerten ganhou o 1º set contra Washington, perdeu dois TB seguidos e o 4º set. Meligeni perdeu em 5 sets para Courier. Oncins/Kueten mataram a dupla em três sets. Mas Kuerten perdeu em 4 sets para Courier no 4º jogo. Faltou-lhe um pouco de experiência. Mas, deu-lhe a confiança de saber que podia enfrentar cachorrões de igual para igual – até então jogava os torneios menores – e vencer Roland Garros três meses depois.

E essa tradição e história que o Brasil enfrentará e continuará a escrever na 1ª rodada da Copa Davis em 2013.

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