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Arquivo de agosto, 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Masculino | 14:33

Sijsling

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Nunca vi antes, mas adorei o estilo do holandês Igor Sijsling. Caras como eles deveriam ganhar um bonus pelo espetáculo. Talvez não ganhem nada, ou pelo menos muito, mas oferecem algo que vem faltando no mundo do tênis. Arrojo.

O rapaz de 25 anos e #78 do mundo deve ter passado boa parte da cerreira entre Futures e Challengers. Tem uma direita fantasma que ele tem pouca idéia de onde vá cair e uma ótima esquerda de uma mão, com uma paralela de dentro para fora das mais venenosas que já vi.

Adora ir à rede, onde sabe volear como pouco, e são tão poucos atualmente. Seu saque é uma pancada e quase mata o espanhol Ferrer com um saque no corpo. Além disso, talvez por ter pouco a perder, deu umas bolinhas de deixar o adversário maluco, graças à habilidade e criatividade, duas qualidades muito bem vindas a qualquer hora.

E adorei que a SporTv teve o bom senso, apesar da angustia do rapaz que narrava, em ficar até o fim do TB do 3o set, que foi fechado em 12/10 enwuanto Djoko e Rogério se aqueciam e jogavam o 1o game. Agora a diversão será o nosso sofrimento.

Igor – E essa bolinha?!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 Tênis Masculino | 23:27

Outro que vai embora

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Parece que o U.S. Open é um bom lugar para encerrar carreiras. Após Clijster avisar ontem à noite que deu para ela, hoje foi o dia de Andy Roddick aproveitar o embalo e anunciar que, após o torneio, ele vai para casa, tratar de sua esposa e seus negócios, que hoje tem a ver com uma academia de tênis no Texas.

Este ano todo Roddick enrolou, jogando com menos tezão e cada vez pior, o que em um circuito competitivo é prenuncio do fim. Ao fim da temporada 2011 ele havia saído dos Top 10 pela primeira vez em uma década. Quando viu, esta temporada, que não iria conseguir reverter o declínio se convenceu de que há outras coisas para se fazer na vida – tem cara que não nasceu para ficar levando pancada de cabeças de bagre em troca de um punhado de dólares.

Como ele ainda está vivo no torneio – bateu um tal de Rhine Williams na 1ª rodada e agora joga com outro teenager, o australiano Bernard Tomic. Uma coisa é certa, a partida será altamente emocional. Imaginem; o maior ídolo do país na ultima década, enfrentando um habilidoso garoto com certo problema de atitude, que pode facilmente pirar com o que deve acontecer na Quadra Central e o público mais agressivo dos GSs. Assim sendo, não seria exatamente uma surpresa que a anunciada aposentadoria não acontecesse amanhã à noite, a partir das 20h de Brasília. Mas, por outro lado, Tomic é um tenista que por esse mesmo problema de atitude adoraria estragar uma festa. A se ver amanhã.

Roddick – a partir de Setembro de pernas para o alto.

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Porque o Tênis., Tênis Feminino | 10:25

Vai fazer falta

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Com direito a muita emoção, Kim Clijsters despediu-se ontem do tênis profissional, pelo menos nas simples já que continua nas duplas, pela segunda vez, com precoce derrota no U.S. Open, para Laura Robson, aos 18 anos uma das mais jovens do circuito, em eletrizante partida decidida em dois tie-breaks consecutivos. Kim foi uma das melhores tenistas do mundo das últimas décadas e uma das atletas mais gostadas pelo público, organizadores, imprensa e companheiras/adversárias, um coletivo de qualidades para honrar qualquer um.

Acredito que a 1ª vez que a vi jogar foi em Miami quando tinha ainda 16 anos e já impressionava pelo estilo que a caracterizou. Golpes quase retos de ambos os lados, um ótimo revés com as duas mãos e forehand matador. Boa sacadora, era capaz de pressionar qualquer tenista e ai de quem decidisse medir forças com ela através de um jogo franco. Como jogava em uma alta zona de risco, era imbatível nos dias certos e um tantinho mais errática nos dias ruins. Impressionava os fãs mundo afora com sua força física, particularmente nas pernas, e em especial com o spacatto, que ela tornou sua marca pessoal.

Viveu em uma época fértil do tênis feminino e inaugurou a era de ouro do tênis belga junto com sua conterrânea e eterna adversária Justine Henin. Teve duas carreiras distintas, divididas pelo hiato quando foi ser mãe, após ter abandonado as quadras pela primeira vez em 2007. Voltou, quase sem querer, atendendo um convite de jogar uma partida de duplas com Tim Henman contra Andre Agassi e Steffi Graf para a inauguração do teto retrátil da Quadra Central de Wimbledon, o que considerou uma honra e aproveitou o embalo. Você pode ler mais sobre sua volta no link http://paulocleto.ig.com.br//2009/03/26/a-volta-do-spacatto/

O mínimo que se pode e dizer é que Kim surpreendeu barbaridades, a todos, ela inclusive, com os resultados na sua volta. Voltou só para matar umas vontades, para ver se conseguia ganhar alguns jogos, ajudar nas finanças da casa já que a carreira atlética do maridão nunca decolou, e postergar um pouco mais a não tão charmosa carreira de dona de casa. Bem, a casa caiu quando começou a ganhar, sem nem precisar adquirir muito ritmo, após quase não pegar na raquete nos quase dois anos que ficou longe. No terceiro torneio após sua volta, em Setembro de 2009, venceu o U.S. Open pela 2ª vez – venceria novamente em 2010 – tornando-se a segunda mãe ( a elegante e habilidosa Goolagong a outra) a vencer um Slam.

No total a belga venceu 41 títulos, foi #1 do mundo pela 1ª vez aos 20 anos e novamente na sua “segunda” carreira”, conquistou quatro GS (três em N. York e daí a escolha do evento para a se aposentar, e o da Austrália, onde foi mais amada do que em qualquer lugar pelo seu affair com Lleyton Hewitt).

Ontem foi só a concretização de uma morte anunciada, veja no link http://paulocleto.ig.com.br//2012/05/23/coracao-de-mae/.

Kim é uma tenista que fará falta, pelo tênis empolgante a arrojado e, mais ainda, pela personalidade que, no fim das contas, é o que marca no coração dos fãs.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:06

De virada

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Espero que não tenha passado despercebido a partidaça e vitória do espanhol Garcia-Lopez para cima do argentino Juan Monaco pelo placar de 3/6 1/6 6/4 7/6 7/6. Coloco o placar porque ele espelha a emoção do jogo, para mim sempre o diferencial em uma partida. E teve leitor reclamando da chatice do jogo, mostrado em boa parte na TV, o que espelha a cultura sofasista, apegada ao óbvio. Virar uma partida, após estar dois sets abaixo, e vencer os dois últimos sets em TB, não fica muito melhor do que isso.

Aliás, o Dogopolov passou pela mesma situação, após 0x2 abaixo, batendo o dono da casa Jesse Levine, que vislumbrou a vitória, mas miou nos dois últimos sets. Já que o dia era de viradas, e ainda tem gente que quer acabar com os cinco sets nos GS, o Petzschner virou para cima do Mahut, que, acredito, seria o primeiro a acabar com cinco sets. Aqui os dois últimos sets foram também na bacia das almas; 1/6 4/6 6/4 7/5 7/6.

Para completar a dose, o Fognini, o rei da “enrolation”, virou pra cima do Vasselin 3/6 5/7 6/4 6/4 7/5. Essas derrotas são de destruir vestiário, pagar a multa e mandar as entrevistas pro inferno, pegar o metro porque se tem vergonha de pegar o transporte oficial com chofer e tudo, sair para jantar em alguma espelunca em Chinatown comendo gordura com os dedos e arrotando na cara de algum garçon que não fala uma palavra de inglês, tomar um porre de vodka de 3ª categoria e sentar e chorar em um meio fio no coração do Bowery considerando seriamente a aposentadoria precoce e tentar pegar um taxi na madruga para por fim parar um com um chofer paquistanês que não fala duas palavras em inglês – o fuck you eles aprendem rapidinho, e te dar uma canseira já que vocês tá babando no buraco do assento de trás. No dia seguinte passa.

Uma partida que já se anunciava como complicada foi a vitória do Raonic sobre o Giraldo, também em 5 sets (6/3 4/6 3/6 6/4 6/4) e também de virada. Como esse Giraldo é casca de ferida e como ele deixa escapar partidas – outro tenista com potencial para ser ainda melhor do que é.

Para completar as emoções de um dia de viradas, tivemos a que nos trouxe mais alegria: Rogerinho Silva pra cima do russo Gabashvili por 4/6 6/4 6/7 6/3 7/5. Uma vitória dessas, além de mandar uma séria mensagem para o capitão da Copa Davis, às portas do confronto contra a Rússia, dá uma injeção de Confiatrix na veia, mesmo que a próxima rodada seja contra o malasérvio, e uma alegria de lavar a alma a ponto de se convidar os amigos, espero que o Belo entre eles, nem que seja por razões inspiratórias, para ir comer um churrascão dusbão no Plataforma, que se não é meu programa favorito é dos brazucas que invadem a big Apple, tem saudades de casa e uma boa razão para celebrar.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 16:55

Belo

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Dá para dizer que o Pablo Andujar como 1ª rodada é um presentinho de Lady Luck. Mas como sorte não ganha jogo, cada um tem que fazer sua parte após um sorriso da senhora.

A derrota de Thomaz Bellucci me derrubou. Se eu fosse chegado a uma fezinha tinha perdido o produto do meu suor de bobeira. O espanhol é o típico tenista que ainda consegue atrapalhar vida de alguns no saibro – mas na quadra dura!?

Não dá para analisar porque não vi. Jogaram na Quadra 4 e lá não tem câmeras. Talvez tivesse nos sites aposta etc, mas não vi. O placar 7/6 3/6 7/6 7/5, em quase 4h de jogo, mostra que foi apertado, o que é pior, já que é sinal de que dava para ganhar e não soube.

Ao que parece Thomaz é um dos tenistas que não teve sorte com a arquitetura do calendário no complicado ano olímpico. Jogou um evento preparatório, em Winston-Salem, onde perdeu na 2ª rodada para Tsonga e já foi para New York, onde não teve a confiança para vencer um jogo ganhável. Como tudo que é ruim pode ficar pior, ficamos, em ambos canais, com a partida entre a Mattek-Sands e a Venus. Eu mereço…

Os pés de Mattek-Sands

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Tênis Feminino, Tênis Masculino | 09:10

Negativo

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Depois de algumas surpresas na chave feminina, onde mais?, no 1º dia, a festa continua hoje em N. York. A maior das surpresas foi a derrota das alemãs Lisicki para a romena Cirstea, que só não é melhor porque não quer, e da Georges para Pliskova. As meninas alemãs veem subindo muito de produtividade e agora há cada vez mais expectativa sobre elas. Por isso a surpresa e frustração. Especialmente Lisicki, que é tenista para quarta ou mesmo semis.

O que poderia ser uma grande surpresa acabou não sendo nada além de uma constatação. Em entrevista, Sharapova disse que após as Olimpíadas e dores de estomago fez um ultrasom para ver se estava grávida. Negativo. Deve ter sido muitos testes de Sugarpovas. Mas agora, oh céus, sabemos que a moça não casará virgem no fim do ano.

Entre os homens não aconteceu nada fora do esperado. Talvez a derrota do Istomin para um tal Zopp – não, isso não é surpresa! Foi um dia mais de espetáculos do que emoções com vitórias fáceis de Federer e Murray entre outros.

Uma coisa que também não foi surpresa foi a declaração de James Blake, que aos 32 anos já faz algum tempo está mais com o pé na cova de sua carreira do que rumo a um título. Chega nessa hora, quando não tem mais planos no circuito, o tenista começa a passar por transformações. Às vezes são transparências não tão objetivas, como a de Blake que agora diz que acredita que, como em todos os esportes, também existem tenistas que trapaceiam tomando drogas e não sendo pegos. Ele ressalta que as autoridades fazem o melhor trabalho para evitar que isso aconteça, mas acontece. Diz que ele volta e meia acorda às 6.30 para fazer xixi em um copinho e acredita que outros tenistas também passam por isso. O americano não citou nomes, até porque não é besta e palavras ao vento não custam nada. Mas todo mundo sabe para onde que esse vento bate. Isso é conversa reverberando o assunto Armstrong, que realmente abalou o cenário esportivo, especialmente nos EUA, onde é um ícone, por conta de sua história de “superação” e conquistas. E agora José?

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:31

No Ibirapuera

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O mundo dá voltas. O mundo dos negócios então dá mais ainda. Durante o Torneio de Miami surgiram os rumores sobre a vinda de Federer ao Brasil. Todos tinham uma posição definitiva a respeito do que e como seria. Até Gustavo Kuerten lançou a tese de que faria parte e jogaria contra Federer.

No mesmo dia liguei para Luiz Felipe Tavares, dono da Koch-Tavares, que me assegurou que só uma coisa era certa – Federer viria. Quanto ao resto, nada estava definido. Ele mencionou Serena, provando que ali já tinha em mente o conceito do que se provou realidade. Além de Federer, atual #1 do mundo, as quatro mulheres envolvidas já foram #1 do mundo.

Abaixo o anuncio divulgado pela KT do que acontecerá nesses três dias que farão de São Paulo o centro do universo do tênis.
Gillette Federer Tour
Data: 6 a 8 de Dezembro
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Piso: Indoor Hard (quadra rápida coberta)

Programação:

6 de dezembro Roger Federer vs Thomaz Bellucci
Bob/Mike Bryan vs Bruno Soares/Marcelo Melo

7 de dezembro Maria Sharapova vs Caroline Wozniacki
Thomaz Bellucci vs Jo-Wilfried Tsonga

8 de Dezembro Serena Williams vs Victoria Azarenka
Roger Federer vs Jo-Wilfried Tsonga

Todos os jogos do Gillette Federer Tour serão disputados em melhor de três sets, com tiebreak.


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domingo, 26 de agosto de 2012 Porque o Tênis., Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:11

Para quem vai e quem não vai.

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Começa esta segunda-feira o 130º, ou algo assim, U.S. Open. Infelizmente, pelo menos para eles, a esmagadora maioria dos meus leitores não irá assistir os jogos in loco – a nossa anfitriã Maysa Alva Pérola irá, então o Post é em homenagem a sua viagem. A maioria acompanhará pelas TVs a cabo, já que este Grand Slam é o único que duas delas, ESPN e SporTV, dividem a tarefa.

O U.S. Open é o maior dos Grand Slams, mas não o mais charmoso, nem o mais gostoso de acompanhar. Na verdade, talvez seja o pior de todos para assistir ao vivo. Mas há gosto para tudo e todos e, como tudo, tem suas vantagens e desvantagens.

Para nós brasileiros, uma das vantagens é que o horário de New York é o mais amigável de todos os GS – o fuso horário tem a diferença de somente 1 hora. Acompanhar o Aberto da Austrália é um martírio e trabalhar nele mais ainda. Roland Garros são 5 horas e Wimbledon quatro de diferença, o que também não é tão legal. Se a maioria de vocês trabalha, como o Brasil e lema na bandeira esperam, pode ainda acompanhar os jogos noturnos sem tanto estresse. A rodada noturna começa às 20h de Brasília – uma ótima desculpa para escapar do JN e as notícias do STF e, mais ainda, do Tufão e casa da mãe Joana – e você pode até assistir a ultima partida, que caba não tão tarde, virar para o lado, beijar a senhora e dormir em dois minutos se tiver a consciência tranquila – quem estiver no Estádio Arthur Ashe ainda tem que sair de lá, pegar o metro, voltar para a cidade, talvez comer algo em um restaurante não muito amigável e nem tão barato, ir para o hotel, tomar um banho e aí dar um beijo na senhora etc…

Mas estar por lá, minha cara Maísa, tem suas vantagens. À parte da Arthur Ashe, que sei você tem vários ingressos, e espero que bons assentos, se não nem ver se oFederer bateu de direita ou esquerda, existem várias quadras amigáveis. A maioria delas dá para ficar a uma cusparada do tenista, apesar de que tenho certeza que o fato não lhe fará diferença. Mas é bem legal ouvir o barulho do tênis derrapando no plexipave, o tenista bufando ao impactar as bolas, o som da bolinha sendo depenada pelas raquetes, sem contar com o erotismo sonoplástico de uma Maria ou de uma Victoria, o que também, espero, não lhe fará diferença, mas o maridão pode gastar e voltar com mais alegria no dia seguinte, sem falar da oportunidade única de checar a musculatura, inclusive das pernas, de algumas tenistas a cerca de três metros de distância, apesar de que, imagino, você preferiria a do Nadal, que não estará por lá, e do Federer, que a Arthur Ashe lhe exigirá um binóculo. Mas lá pode acompanhar os replays no telão e dançar com as músicas divertidas nos intervalos dos games e, se tiver sorte, no final do jogo o Djoko pode lhe tirar para dançar.

Você pode alugar um rádio do torneio, se tiver o cartão de crédito certo sai de graça, e receber ótimas informações enquanto no local – tipo o momento certo de sair daquele marasmo da Louis Armstrong e correr para a Quadra 11 para assistir um tie-break do 4º set. Mas corre o risco de morrer na praia ao encontrar um mar de gente que teve a mesma ideia. Na pior das hipóteses vá para a Grandstand, de longe a melhor quadra para se ver um jogo no local.

Não vai ser tão legal se ficar com fome ou tiver que ir aos banheiros. Para os últimos as filas são longas e se prepare para pagar os olhos da cara para comer do pior e um absurdo para matar a sede. Ah, existem bebedouros espalhados pelo local, o que é ótima notícia, já que faz um calor e uma umidade danado durante o dia.

Mas o U.S. Open oferece muito mais. Jogos emocionantes de duplas de pertinho, que as TV não mostram e eu sei você adora, a oportunidade de aplaudir, torcer e até fazer uma diferença, de acompanhar os treinos dos cachorrões e, quem sabe, tirar uma foto com eles, que é um programão e também disputado, porque os americanos que comparecem durante as matinées são tenistas e sabem o que é bom, ao contrário dos notívagos, que são locais e só querem mais uma razão para encher a cara e fazer barulho.

Abra sua mente e, durante a 2ª semana, que é quando você e a maioria dos brasileiros vão, porque querem acompanhar as finais, mas não necessariamente torcer por outros brasileiros, vá assistir alguns jogos dos juvenis, assim você poderá, algum dia, como eu, dizer que viu o “Federer” quando ele era garoto e ninguém conhecia. Os jogos dos cadeirantes são impressionantes e um espetáculo único, muito melhor do que assistir os Masters, totalmente dispensável.

Mas, acima de tudo, temos New York, que sempre será a cidade mais agitada do planeta. Sobre isso não preciso escrever, pois a internet, o Villages Voice e o Time Out vão lhe informar muito bem. Mas não deixe de passear no upper east side, porque você é muito chic, assistir algo na Broadway, The Book of Mormons é imperdível, passear no West Village no fim da tarde, e o que mais o coração mandar – aí sim você vai entender porque esses GS são imperdíveis; a melhor maneira de agregar paixões.

Uma das vantagens – assistir de pertinho.

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sábado, 25 de agosto de 2012 Tênis Masculino | 13:50

New York 2002

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Mais um Post fisgado de colunas de jornais de anos atrás. Este de 2002, o ano seguinte ao fatídico 2001. Neste ano eu saíra de lá no Domingo, vim para São Paulo e à noite voei para o Sauípe, onde começava o Aberto de São Paulo. Na terça as torres caíram. Em 2002 voltei a New York e ao local do atentado. O relato está abaixo.

Aceito o convite da Federação Americana de Tênis para um passeio até o chamado “ground zero”, o local onde um ano atrás estavam as “Torres Gêmeas”. Embarcamos em um double decker, aqueles ônibus de dois andares, sendo o segundo deles com o teto aberto, ônibus que estamos mais acostumados a ver em Londres. Como o dia estava lindo, ensolarado, mas agradável, todos os convidados se acomodam por lá. O nosso guia é um belga muito mais americano do que os gringos que vivem por aqui. É Domingo, o transito está tranquilo e nossa única preocupação é não ficar de pé para evitar os galhos mais baixos das arvores e os semáforos pendurados em fios que atravessam as ruas.

Desde nine eleven (9/11), como os novaiorquinos se referem ao fatídico evento que mudou a história da cidade, toda a área das torres passa por transformações. A prefeitura, com fundos da cidade, do estado e do governo federal tem planos; não só não deixar o ocorrido ser esquecido, como para revitalizar a vizinhança. Alguns prédios vizinhos ainda estão abandonados, talvez comprometidos, e com seus futuros indefinidos; mas a maior parte do local se adaptou e encontrou seu cotidiano.

No lado leste das antigas torres está a Igreja de Saint Paul, construída no século dezoito e cercada por um antigo cemitério, na sua maioria de franceses huguenotes que ajudaram construir a cidade e inabalada pelo atentado. A alta grade de ferro que a cerca por todo um quarteirão é enfeitada por milhares de objetos, lembranças dos mortos nas torres ali colocadas em uma homenagem compreensível e chocante. São fotos, camisetas, calçados, recortes de jornais, ursinhos de pelúcia e tudo que amigos e familiares conseguiram amarrar nas barras de ferro de Saint Paul.

Ao redor de todo o quarteirão, onde durante quase vinte anos foi o maior centro financeiro do mundo, dezenas de camelôs tentam nos empurrar fotos, revistas, pesos para mesas e dezenas de bugigangas como souvenirs. Os terroristas podem ter derrubado os símbolos do capitalismo americano, mas não acabaram com seu espírito.

Reforçando o poderio americano, começa hoje o Aberto dos EUA. Apesar de não ter o charme de Roland Garros, a tradição de Wimbledon e a hospitalidade do Aberto da Austrália, o torneio de Nova York é o que distribui o maior prêmio dos quatro Grand Slams. O evento pertence à Federação Americana de Tênis, que conseguiu o atual local graças a um contrato de 99 anos de aluguel com a cidade. Uma das clausulas do contrato estipula uma multa de mais de U$300 mil dólares se um avião, que saia do vizinho Aeroporto de La Guardia, sobrevoar o local dos jogos durante o evento. A clausula foi colocada pelo antigo prefeito Dinkens, aquele que andou batendo uma bolinha com Gustavo Kuerten na “Central Station” na semana passada. Ela foi também a razão pela qual o antigo prefeito Giulianni, herói de 9/11 e o homem que mudou a cara da cidade nos últimos anos, nunca mostrou deu as caras no torneio. O primeiro tem uma paixão pelo tênis e é um perene convidado do torneio. Para deixar claro o é que a política, Bloomberg, o recém eleito prefeito e adversário de Giulianni, declarou que o Aberto dos Estados Unidos é o maior evento esportivo do país e estará lá hoje para prestigiar o seu início.

À parte de ser o país com o maior numero de praticantes, os americanos – que de bobos não tem nada, nem a cara como muitos insistem – aplicam alguns truques para a façanha de terem o maior evento do tênis e o que distribui o maior prêmio. Um deles á o fato de terem duas sessões por dia. A sessão noturna começa com os jogos das 19 horas quando, nas quadras principais, o publico que ali estava para a sessão diurna é convidado a se retirar. Se não aceitarem o convite, sai igual. Com isso eles faturam duas vezes ao dia, fora comidas, roupas, acessórios etc

O publico da noite é totalmente distinto do diurno. São os novaiorquinos que trabalharam durante o dia e à noite querem assistir a um bom jogo, sentados nos assentos pelos quais pagaram caro, beberem uma cerveja em um copo de plástico, comerem hot-dog nadando em ketchup e enchiladas que custam uma fortuna e são “incomíveis”. Depois voltam para a cidade para comer bem, em casa ou nos restaurantes de Manhattan e vão dormir contentes pelo dia completo. Na seção diurna vêm mais os turistas de outras cidades, aos milhares – que à noite aproveitam para jantar fora e irem à Broadway – e aqueles novaiorquinos que não têm um grande compromisso com o trabalho ou conseguiram convencer os chefes que a outra avó morreu.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 Tênis Masculino | 11:19

Chave masculina do U.S Open

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Começam 2a feira as chaves principais do U.S. Open em New York. Nesta semana já tivemos partidas do Qualy, muitos treinos e bastante ações de marketing por parte dos organizadores, patrocinadores e tenistas.

Ontem sortearam as chaves, para a felicidades de alguns e a ansiedade de muitos, já que uma rodada a mais ou a menos faz uma boa diferença no bolso como vemos no quadro abaixo, que vem em inglês mesmo para vocês treinarem a lista de Shakespeare.

Algumas considerações sobre as chaves de simples:

Sim, Federer caiu na chave de Murray, o que nos assegura que a final olímpica não se repetirá e o confronto mais esperado pode acontecer na semifinal. Assim sendo, Ferrer, como cabeça #4 passa a ser o maior adversário do Djokovic no caminho à final. Eu pergunto, quem, além do sérvio, gostou desse lance do destino? Mas antes dessa realidade teremos uma quinzena de batalhas, já que o peru não morre na véspera.

1º quadrante:

Federer começa com a baba das babas, o mascarado empurrador de bola Donald Young. Provavelmente o pai dele vai acusar a USTA de burlar o sorteio.

Michael Russel deve ter um jogo longo com o Simon. Stepanek e Almagro vão decidir qual mala segue e qual cai fora – fora a possibilidade de boladas. De 1ª rodada não tem mais grandes coisas. Eu diria que na 4ª rodada Federer deve pegar o Fish e o Berdich ou Querrey devem pegar alguém que só Deus sabe.

2º quadrante:

Murray pega o Bogomolov, um dos caras mais chatos do circuito – noooosa! Bellucci pega o Andujar, o que tem que ser considerado um manjar dos deuses no U.S. Open. Na 2ª rodada Feliciano ou Haase. Vamos dar um voto de confiança ao brasileiro ele colocá-lo na 3ª rodada com o MalaMurray.

Giraldo x Raonic eu iria dar uma olhada só para ver como vai a carruagem. Chardy x Volandri – porradas x empurradinhas. Para o resto do quadrante eu só apareceria na 2ª rodada. Grannolers talvez contra o Blake que ainda não descobriu que não se apercebeu que se aposentou, mas deve ficar dando porrada em tudo que passar na sua frente. Nas 4ª rodada Tsonga x Cilic e Murray x Raonic.

3º quadrante:

Tipsarevic e o interessante francês Rufin – a ver. Stebe x Troicki, um jogo disputado e também interessante. Llodra x Kohlschreiber, pode ser ótimo de assistir. Kukushkin x Niemnen, de cortar os pulsos. Malisse x Isner, imperdível – o talentoso belga deve dar um susto no sacador e depois se lembrar que está atrasado para algum compromisso e jogar a partida fora. Haas x Gulbis, também imperdível. O letão vai tentar ganhar só para acabar com a festa do alemão e impressionar a mulher deste. Mais para o fim também vai lembrar que deixou uma periguetes esperando no hotel e byebye. Ferrer e Anderson, preparem-se para uma zebra, especialmente se durante um dia quente e quadra rápida. De longe o quadrante mais divertido até agora. Até umas 2as rodadas prometem; Gasquet x Melzer, Hewitt x Youzhni. Na 4ª rodada, Isner x Tipsarevic ou Stebe? e Haas x Hewitt.

4º quadrante:

Nalbandian x Del Potro – o jogo da 1ª rodada e que deixará a imprensa e fãs argentinos de cabelos em pé. O Nalba deve estar concentrado desde já e o Delpo pensando se os deuses estão de sacanagem. O vencedor pega pega o Harrisson na 2 rodada! Kubot x Mayer, o argentino – não sei nem qualificar isto. Seppi x Robredo, devem estar de brincadeira! O lutador e travado Berlocq x o soltinho e não tão lutador Tomic. Wawrinka x Stakhovsky, o imprevisível. Benneteau x Rochus, jogo interessante pelos estilos contrastantes. Djoko pega o italiano Lorenzi e o brasileiro Rogério Silva um qualy. Nas 2ª rodada os vencedores se enfrentam. Na 4ª rodada, Djoko x Wawrinka ou Dog, que adoraria atrofiar o sérvio fatiando seus salamis. Raoddick terá sua revanche contra Monaco na 3ª rodada para decidirem quem enfrentará o outro argentino, que antes deve passar pelo Harrisson, que terá o apoio da torcida, numa partida que deve acontecer à noite, especialmente se contra Delpo.

Abaixo a premiação:

2012 US OPEN PRIZE MONEY*

SINGLES (Men & Women – 128 Draws)

TOTALS

Winners (1)

$1,900,000

Runners-Up (1)

950,000

Semifinalists (2)

475,000

Quarterfinalists (4)

237,500

Round of 16 (8)

120,000

Third Round (16)

65,000

Second Round (32)

37,000

First Round (64)

23,000

TOTAL (128)

$9,406,000

$18,812,000

DOUBLES (Per Team, Men and Women – 64 Draws)

Winners (1)

$420,000

Runners-Up (1)

210,000

Semifinalists (2)

105,000

Quarterfinalists (4)

50,000

Round of 16 (8)

26,000

Second Round (16)

16,000

First Round (32)

11,000

TOTAL (64)

$1,856,000

$3,712,000

MIXED DOUBLES (Per Team – 32 Draws)

Winners (1)

$150,000

Runners-Up (1)

70,000

Semifinalists (2)

30,000

Quarterfinalists (4)

15,000

Second Round (8)

10,000

First Round (16)

5,000

TOTAL (32)

$500,000

$500,000

Men’s and Women’s Singles Qualifying (128 Draws)

Third Round Losers (16)

$8,638

Second Round Losers (32)

5,775

First Round Losers (64)

3,000

TOTAL (112)

$515,000

$1,030,000

Total Championship Events

$24,054,000

OTHER EVENTS (LEGENDS EXHIBITION / WHEELCHAIR)

$200,000

PLAYER PER DIEM (Estimate)

$1,272,000

TOTAL PLAYER COMPENSATION

$25,526,000

Enquanto os jogos de verdade não começam…

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