Publicidade

sexta-feira, 15 de junho de 2012 Tênis Masculino | 12:58

Reformas no U.S Open

Compartilhe: Twitter

Às portas de Wimbledon, os americanos divulgam seus planos de reformas no complexo do US Open. A surpresa foi que, entre tudo que pretendem realizar, não consta aquilo que era o mais esperado pelo público – uma quadra coberta.

A conta ficará em centenas de milhões, o que mostra que não estão para brincadeiras. A USTA (a federação local), se recusa em colocar um preço exato nas obras neste momento. O que transparece é que eles querem por um lado aumentar o faturamento e por outro melhorar a vida de quem comparece ao evento, duas decisões bem compreensíveis.

Como diz o Diretor Executivo da USTA não existe um respaldo econômico para uma quadra coberta. Além disso, o complexo está sobre terreno instável e o Estádio Arthur Ashe não aceita o peso de uma cobertura. Ele afirma que a única solução seria “um prédio sobre um prédio, o que seria uma abominação em termos de arquitetura”. Ele afirma que consultaram inúmeros arquitetos e engenheiros e ainda não descobriram uma maneira de resolver a questão, mas que continuarão buscando, já que o Estádio deve durar por mais cerca de 30 anos. Vale lembrar que as ultimas quatro edições do US Open terminaram na segunda, ao invés do domingo, por conta das chuvas.

O que vem então?

Primeiro estão negociando com a prefeitura para comprar uma área adjacente, a mesma situação de Roland Garros. O prefeito Bloomberg acenou positivamente.

Eles querem acabar com a Grandstand, charmoso mini-estádio de 6.000 lugares e passá-lo para outro local.

O antigo estádio principal, Louis Amstrong, que já foi para 16 mil pessoas, foi reduzido para 10 mil, alguns anos atrás e voltará para 15 mil. Talvez um dia eles se decidam. Como tem dinheiro na caneca vamos fazer obra!!

As quadras de treinamento receberão arquibancadas para o público poder acompanhar os treinos, algo que os fãs adoram e é praticamente impossível de fazer nos GS. Em Wimbledon eles nem deixam a plebe entrar no local. No US Open só olhando por baixo da tela de fundo ou ficando pendurado em alguns assentos laterais. Novas garagens também estão nos planos.

As obras devem ter início em 2016 ou 2017 e será em fases, sendo o Louis Amstrong o ultimo a se mexer.  As renovações permitirão a venda de mais 100 mil ingressos na quinzena e do televisionamento em um numero maior de quadras.

Fica a esperança de que consigam, como mencionam, mexer também em detalhes do complexo, que não é dos mais amigáveis e charmoso. Mas isso eu já não sei se é uma possibilidade, dado o torneio acontecer em Nova York e toda a ausência de charme e hospitalidade que cerca a cidade, a verdadeira anfitriã do evento.

Autor: Tags: