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quarta-feira, 16 de maio de 2012 História, Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:36

Cidade Eterna

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O Torneio de Roma sempre teve um bônus para seus participantes – a Cidade Eterna. Aqueles que já tiveram a oportunidade de passar uns dias passeando pela cidade tem uma dimensão do que escrevo. Os que não tiveram deveriam realizar um esforço em fazê-lo.

No fim da semana passada, um conhecido me ligou perguntando sobre ingressos para o torneio, já que iria a Roma a trabalho e não queria perder a oportunidade de ver um bom tênis. Muito tarde para comprar pelo site, eu disse que a melhor aposta seria, por conforto, pedir ao concierge de seu hotel. Poderia tentar algo no local, tanto na bilheteria, mais barato e mais difícil de encontrar, e nas mãos dos inevitáveis cambistas. A velha estória de sempre.

Além dos passeios, infindáveis, e a ótima comida, Roma oferece a história, algo que encanta, ou deveria encantar, os brasileiros, tanto pela falta de antiguidade do nosso país, como da ausência de manutenção de história do país. Especialmente no que diz respeito à arquitetura. Aqui se destrói com voracidade construções de menos de um século, lá se luta, e se consegue, para preservar construções milenares que caracterizam a cidade.

Além disso, Maio é uma época linda na Europa como um todo, muito semelhante ao nosso Maio de céu azul, sol e um frio gostoso que aparece no fim do dia, aumentando o apetite por uma boa comida regada a um bem escolhido Chianti.

Os jogadores reconhecem essas qualidades e tiram vantagem delas, dentro de suas possibilidades. Hoje em dia até mais do que antes, já que agora bem menos singlistas jogam duplas e vice versa. As duplas obrigam o singlista passar mais tempo no clube. Agora, mesmo ainda competindo, o atleta consegue escapar para umas compras e, especialmente, para uma bela refeição. Aqueles que perdem prematuramente não tem aquela ansiedade em abandonar uma cidade como Roma.

O turismo per si é mais raro – nem todos têm a curiosidade. Além disso, em Roma, o trajeto do hotel-clube-restaurante já leva o tenista, sempre levado por motoristas, por tantas belezas que ele já sente que fez seu turismo. O evento também realiza, quase que diariamente, suas festas e assim o tenista é também “arrastado” para conhecer um pouco da vida noturna da cidade. É bom lembrar que a maioria deles frequenta a cidade desde os tempos de juvenis e já fizeram suas incursões pelas escadarias da Piazza de Spagna e vizinhança.

As compras italianas geralmente se resumem a roupas e sapatos lá pelos lados da Via Condotti. Duvido que muitos se aventurem às maravilhas da Via dei Coronari, vizinha à esplendida Piazza Navona, para conhecer as lojas de antiguidade, a não ser que arrastados por mulheres com um pouco mais de informação do que a de as melhores bolsas a serem compradas – o que também é raro.

A comida é a massa – muita pasta. Quando tenista senta à mesa pra comer, podem estar certos que a refeição será longa e com muito carboidrato. Para isso não faltam opções para todos os bolsos, providos pelos prêmios de diferentes rodadas, das trattorias em Trastevere aos restaurantes de Testaccio.

O turismo primário e inevitável é o Colosseo, até porque deve mexer com as emoções de alguém habituado a se apresentar à frente de milhares de torcedores. Fica para cada um dos leitores o que deve passar pela mente dos atletas ao adentrar um lugar onde a derrota era penalizada com a morte – isso é o que se pode chamar de pressão. Tudo isso sem falar do Foro Itálico, o diferenciado local do torneio – mas isso é outra história.

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Federer passeando em Roma, em um double decker, com o Colosseum atrás.

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