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quinta-feira, 3 de maio de 2012 Tênis Masculino | 14:26

No win

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O leitor Rodrigo P questiona se o convite do torneio de Munique para Tommy Hass foi um “bom” ou “mau” convite, já que o convidado derrotou o principal tenista da chave Jo Tsonga.

É aquilo que em inglês se caracteriza como uma “no win situation” para os organizadores. Pagaram uma nota preta para o francês jogar o evento e convidaram Hass, um belissimo tenista que encara uma aposentadoria precoce por conta de inumeras contusões. Além do fato que Hass é alemão. Até aí tudo certo. Não custa lembrar que o alemão tem 34 anos, chegou a ser #2 do mundo em 2000, foi uma enorme promessa e nunca conseguiu ser o que poderia ter sido tanto por uma certa fraqueza psicológica como por uma série de contusões e um acidente com seu pai que o tirou do circuito por quase uma temporada.

Pois no sorteio, e alguém ali tem uma maozinha venenosa, coloca os dois fernte a frente na 1a rodada. Os organizadores devem ter tido um treco na hora e soltado uma scheiße atrás da outra.

Até algumas décadas atrás, os donos do torneio teriam melado o sorteio na hora. Nos dias de hoje é obrigado a presença do Supervisor e do Representante da ATP para que macaquisses não aconteçam nos torneios. Eu praticamente coloco a mão no fogo que assim é. A única vez que achei que tinha mico no circo foi em uma Copa Davis no exterior, mas isso é outro caso. Sendo assim, os organizadores tiveram que engolir o prejuizo e afogar a mágoa em alguma bierhouse da vizinhança só de ver o sorteio.

Se eles ficaram mais contentes com a vitória de Hass do que da possível, e esperada, vitória do francês já não sei dizer. Só posso garantir que o Angst vai cair como uma nuvem negra na Diretoria se o Haas tomar um cascudo do Baghdatis na próxima rodada.

Quem quiser olhar o quanto plástico é o tênis do alemão, assim para onde o Tênis poderia ter ido e, infelizmente não foi, é só olhar o video abaixo de seu confronto com Federer no AO 2006.

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