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sábado, 24 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:18

Desolado

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Fui ontem para a Quarda 1 cheio de expectativas – nunca algo positivo, dizem os zen budistas, repletos de razão – para acompanhar a partida de Tommy Haas e o Galã de Praga Stepanek. E expectativa era de uma partida com um formato que não existe mais. Dois voleadores de mão cheia, habilidosos de primeira grandeza, talentos que não conseguiram brilhar como outros menos favorecidos nos primeiros quesitos.

A partida foi um deleite, especialmente no 1º set, decidido no TB. O jogo foi decidido nos dois primeiros games do 2º set. No primeiro Haas teve quatro chances de quebra sem conseguir cacifar – méritos do oponente. No segundo game, Haas teve 40×15, deixou o Galã voltar no game e, após várias vantagens de ambos os lados, ter o saque quebrado.

Após esses dois games o espírito do alemão foi aleijado. Mas, até ali, o que apresentaram foi para assistir de joelhos, especialmente no meu lugar, a um metro da quadra e ao lado do frustrado técnico do alemão. Foram voleios magníficos, bolas surpreendentes, inventivo uso do contra pé, a esquerda maravilhosa de Haas, a antecipação magistral de Stepanek e todo um repertório cada vez mais ausente das quadras, para minha completa desolação. Para completar, só faltou mesmo as respectivas esposas, que não estavam no reservado, mas duvido que estivesse longe.

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