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domingo, 18 de março de 2012 Tênis Feminino | 20:20

Procura-se uma rival

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Não há duvidas de que a confiança é uma droga extremamente benéfica e produtiva, mas, como toda droga, tem seu lado negro. O da confiança é que deixa o indivíduo a um curto passo da soberba, algo que outro dia tive a audácia de associar ao Sr. Federer e uma das minhas leitoras ficou extremamente magoada com o fato.

Eu diria que se a confiança tem o poder de nos levar aos céus, a soberba pode nos colocar a um curto passo do precipício, sem nunca esquecer que quem tem a confiança aguçada pelas constantes vitórias e bons resultados, seja lá a atividade que for, sempre acha que o precipício está à distância de uma galáxia.

Não se preocupem os fãs do suíço que a minha inspiração no momento veio de uma frase da campeã Vic Azarenka, a moça que roubou a poção mágica do Djoko e que está há 23 partidas invicta na temporada, algo capaz de deixar a confiança de qualquer um correndo solta nas veias.

Não vou escrever que há pelo menos uma temporada insisto que uma hora, e não demoraria, a moça seria a melhor do planeta, o que, aliás, me lembra, de que não tenho nenhuma saudade da Serena Williams.

No entanto, voltando ao assunto, como já disse, foi uma frase da Azarenka, que me lembrou das tiradas da tal Serena, mais pelo espírito da coisa do que pela capacidade de verbalizar tal frase. Mas, vamos lá:

“Eu acho que seria bem interessante jogar contra mim mesma, para eu tentar encontrar uma maneira de me bater, para que então eu pudesse então melhorar ainda mais”.

Hoje, após liquidar com Maria Sharapova – que disse antes da partida estar buscando uma revanche pela derrota no Aberto da Austrália – por 6/2 6/3, mantendo a invencibilidade na temporada, sua frase deixa no ar a possibilidade de que sua maior, e possivelmente única, rival no momento pode ser ela mesma.

Azarenka, voando baixo.

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