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quinta-feira, 8 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 14:16

Amizades à parte

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Parece que os recentes tempos de “amizades” no circuito podem estar chegando ao fim. O que vinha sendo interessante e bem mais civilizado do que os tempos de Connors, McEnroe, Lendl, Agassim, Sampras e outros tantos que imperaram até recente.

Federer e Nadal, os dois maiores rivais da ultima década veem se desentendendo nas sutilezas das declarações à imprensa, mostrando que eles não morrem de rir mais juntos. Durante algum tempo ambos nos fizeram crer que além do respeito óbvio e explícito que existe entre ambos, algo mais existia, na linha de uma amizade.

A cisão começou a ficar evidente quando ambos apoiaram candidatos diferentes para a presidência da ATP, ganhando o do suíço, que é o presidente dos tenistas enquanto Rafael é o vice. Por detrás das escolhas existem pontos de vistas distintos sobre como o circuito deve ser administrado.

Ficou mais aparente quando Nadal declarou, durante o Aberto da Austrália, que Federer se omitia como porta voz dos tenistas e deixava “os tenistas se queimarem enquanto bancava o bom rapaz”. Essa pegou na testa.

Na ocasião Federer assimilou e fez cara de paisagem. Já em Indian Wells, com a sutileza que lembra o seu estilo, tanto de bater nas bolinhas como o de ajeitar o topete, Federer declarou que os árbitros não estão impondo a regra dos 25 segundos entre pontos, o que é um fato, mas tem alvo certo: Nadal e Djoko, dois que abusam da paciência dos adversários e do público, além de afrontarem a regra do tênis.

No entanto, o suíço teve algum cuidado ao fazer a declaração. Ele menciona especificamente Nadal – “eu não sei como em uma partida de quatro sets Rafa não é penalizado uma única vez”. A resposta sobre o tema pode ser vista na maneira em como o espanhol pressiona e reage contra os juízes que ousam dar-lhe uma penalidade por tempo.

Federer chegou a dizer que ele também deve invadir o tempo de vez em quando e que os juízes deveriam adveertí-los de quando isso acontece. Ele diz que o publico não deve gostar muito das demoras, mas que mesmo assim ainda não é a favor de colocar um cronometro em quadra para essa finalidade – o que pelo menos acabaria com o assunto. Quer a gemada mas não quebrar os ovos.

Porque na verdade, não é só o que demoram entre o fim do ponto e o posicionamento para sacar. Tem também o que demoram para sacar, especialmente em pontos importantes.

De qualquer forma, as declarações, nominais e pessoai, assinalam o clima entre ambos, mesmo que não o confirmem. Os dois tenistas podem se encontrar nas semifinais, se ambos chegaram até lá, o que coloca um pouquinho mais de pimenta no tempero que já é bom.

Também entre as mulheres o clima esquenta, aí já nem tanto uma surpreeeeesa. E não por parte de Maria Sharapova, que já avisou que não têm amigas no circuito e que quadra não é lugar de nhenhenhé. Foi entre duas tenista que até a pouco eram amiguinhas: Radwanska e Axarenka.

A polonesa Radwanska comprova a tese que as mulheres guardam mágoas por mais tempo do que necessário ou faça bem à saúde. A moça em Indian Wells voltou ao assunto de Doha, quando acusou Azarenka de milongar além da conta com uma peseudo contusão no calcanhar na partida que, adivinhem, ela perdeu.

Azarenka catimbou? Sim. A mensagem foi devidamente enviada? Sim. Agora, minha filha, segura a peruca e trate de deixar a raquete falar por você e bata na moça em quadra, até porque ela é a #1 e pode ser a sua adversária nas quartas de Indian Wells. Outro joguinho imperdível.

BFFs no more – at least for a day from Stephanie Myles on Vimeo.

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