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Arquivo de março, 2012

sábado, 31 de março de 2012 Tênis Feminino | 02:10

Enrolona Radwanska

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Na manhã em que perdeu para a Radwanska, a francesa Marion Bartoli foi vista na quadra de seu hotel em um daqueles treinos malucos que seu pai/técnico desenhou para a moça. Quem já viu não acredita, quem não viu não vai acreditar igual.

Não vou dizer que não faça algum sentido, mas diria que existem outras maneiras de fazer a mesma coisa e momentos distintos. Além disso, é o tipo da coisa que só um pai pode obrigar uma filha a fazer – técnico nenhum convenceria uma pupila.

A moca é amarrada pelos tornozelos no alambrado do fundo da quadra por um tipo de corda elástica e tem que bater nas bolinhas lançadas pelo pai. Às vezes são bate-bolas, às vezes são bolas lançadas com as mãos. E às vezes com uma raquete com um tipo de capa cobrindo as cordas e, lógico, pesando mais.

Além desses treinos, vamos chamar de diferenciados, a moça é hilária em quadra. Desde os agachamentos antes de sacar ou devolver, os intermináveis pulinhos de costas para adversárias, a maneira como segura e balança a raquete à sua frente enquanto ameaça a adversária com a maior das devoluções fazem daquele figura com penteado de crente algo totalmente distinto do atual tênis feminino.

Há quem goste, quem não goste, quem se divirta, quem ria, quem quase chore. Mas a moça me parece ser do bem e viver em uma realidade paralela. Ela é o pai, um médico que abandonou a profissão para se dedicar à filha tenista. Mas ele, apesar das esquisitices familiares, também parece ser do bem, apesar de que juntos formam uma dupla de outro planeta.

Tudo isso foi o bastante para eliminar a Zazarenka, mas não o bastante para incomodar a Radwanska, que segue sendo a tenista mais “enrolona” do circuito, graças ao seu talento, suas habilidades muito bem camufladas, um jogo pensado, uma raridade entre as moças, aliada a um jeito “cool” de ser dentro da quadra. A Radwanska não é a favorita na final, mas pode, com muito menos bolas, enrolar a engessada russa Sharapova.

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sexta-feira, 30 de março de 2012 Tênis Masculino | 15:18

Nadal fora de Miami

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Conforme eu iria fechar o computador para ir ao clube, entra o email do torneio avisando do abandono de Rafa Nadal. O espanhol alega dores no joelho, uma contusão que desde sempre lhe aflige e é a razão por detrás de todas as suas polêmicas sobre o quanto os tenistas devem jogar em suas temporadas.

Tenho certeza que não sabemos da missa nem o terço e que suas declarações, que estão sendo feitas neste instante, serão mais protocolares do que ilustrativas. Aliás, não esperaria de outra forma. Os atletas odeiam falar sobre contusões e muitos mentem que nem sentem sobre elas. Afinal, se alguma satisfação devem a seus fãs, mas não querem dar munição a seus adversários. Se em esportes coletivos, onde há torcedores e fanáticos, já não há transparencia, nos individuais o que nos é fornecido é o que pegamos.

Mas cada um de nós que faça suas deduções – no caso as minhas tão boas quanto as suas, leitores.

O tempo que Nadal ficou fora do circuito neste início de temporada mostra que o físico – e o joelho – não andam mesmo a 1000 maravilhas. Imagino tambem que ele fique entre a cruz e a espada e que suas decisões tenham seus riscos de um jeito ou de outro.

O fato de jogar duplas, em Indian Wells (onde foi campeão) e Miami mostra que estava preocupado com a falta de ritmo. Mas mostra tambem que priorizou isso sobre poupar o joelho. Ou seja, a contusão piorou mais do que esperava.

De qualquer maneira, as duplas não crucificam as juntas como as simples, especialmente no seu caso. Mas são decisões como essa que ele tem que fazer a toda hora e não deve ser tão confortável. Abandonar o Torneio de Miami na semifinal, sem entrar em quadra, foi mais uma delas.

Infelizmente, imagino, boa parte do publico descobrirá o abandono somente quando chegar no clube. Imaginem a frustração! O jogo estava marcado para as 15h locais e a outra semi – Djoko x Monaco só começa às 19h. E não tem mais nada acontecendo, a não ser que os organizadores inventem algo, o que deve ter sido conversado e acertado. Devem tentar catar alguem que esteja pelo clube, jogar uma grana na mão deles e entreter o publico de alguma maneira. Isso é o que imagino e faria. Vamos ver.

Ou melhor, como descobri antes, só vou aparecer por lá às 19h! Mas depois eu conto.

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quinta-feira, 29 de março de 2012 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:34

Desafio aos burocratas

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Não é de hoje que escrevo, e especialmente comento nas transmissões de TV, sobre o momento da arbitragem do tênis.

Não há duvidas de que o Desafio foi um progresso para o jogo, tenistas e especialmente o publico, que adora, participa e vibra com cada desafio. Na verdade, o publico é o que parece melhor ter entendido o seu papel no assunto.

O caso é que tenistas e juízes não sabem exatamente como proceder. Os jogadores demoram, reclamam, usam na hora e pelas razões erradas, fazem uma salada infernal.

Mas os juízes são os que pior lidam com o tema. Tornaram-se acomodados e medrosos. Mais o segundo do que o primeiro. Se acostumaram a terem a ultima palavra sempre, sem poderem ser desafiados, e agora que o Sistema pode provar que estão errados, preferem ser omissos e deixarem os outros envolvidos – juízes de linha e tenistas – se queimarem. Se tornaram burocratas da cadeira e não existe raça pior do que burocrata acomodado e, por consequência, com a fachada de arrogância.

Mas os tenistas também tem sua parcela de culpa. Não só em quadra, onde desafiam em algumas situações ridículas, só para encherem o saco, e se omitem, também, em outras, provavelmente pela insegurança que surge pela omissão dos juízes. Ontem, no primeiro ponto do 5×4, 3º set, quando Tsonga precisava quebrar Nadal para sobreviver, o francês executou uma devolução longa que caiu na linha, o juiz de linha cantou fora, o juizão fez cara de paisagem e Tsonga, que já estava às pesadas turras com o burrocrata não desafiou, até porque era na linha de fundo oposta. Esse 1º ponto era crucial e o Tsonga dançou.

Mas a maior omissão dos tenistas é não enquadrarem os responsáveis pela arbitragem em conversa formais e oficiais. Não seria algo tão difícil se houvesse a preocupação da ATP e WTA, organizadores dos circuitos e sindicatos dos tenistas, com o esporte em si e não só com as prioridades financeiras. Existe aí um corporativismo, já que os juízes fazem parte dos quadros destas entidades e da FIT, quando nos GS.

Se os tenistas agissem, não teríamos situações como a presenciada a poucos metros do banheiro da cabine de TV no estádio de Miami, onde o técnico da Azarenka e outros faziam uma inquisição com a mulher que administra o sistema do desafio. Não sei tudo que falavam, até porque as necessidades físicas imperavam, mas o clima não era amigável e definitivamente questionavam a maneira como o software funciona – no que, insisto, não coloco um dólar como avalista. O certo seria uma conversa formal, oficial, envolvendo os responsáveis – tenistas, entidades e árbitros – com uma pauta que qualquer dos meus melhores leitores é capaz de realizar.

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quarta-feira, 28 de março de 2012 Light, Minhas aventuras, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:40

Rápidas bolinhas

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Hoje pela manhã aproveitei mais um dia lindo de sol para ir ver uns amigos, em um evento promovido pela Fábio Sibelberg em Key Biscayne. O Fábio é um ex-tenista, esteve no meu time de Copa Davis contra o México, e atualmente leva brasileiros para assistir grandes torneios de tênis mundo afora. Alguns de meus leitores já viajaram com ele.

O evento é patrocinado pelo negócio de um amigo, Francisco Brandt, e reuniu diversos brasileiros, presentes em Miami, com uma raquete nas mãos e vontade no coração. É sempre divertido reunir pessoas em torno de uma paixão esportiva, especialmente quando é para sair do sofá e entrar em quadra.

Tão bom quanto bater uma rápida bolinha com uns brasileiros e assistir alguns jogos dos pangas amigos, foi encontrar nas quadras de tênis do Crandon Park Golf Club alguns amigos das antigas.

Quem toma conta do local, há 19 anos, é o peruano Pablo Arraya, uma peça raríssima, que esteve muito em torneios no Brasil, dono de uma das grandes direitas do circuito e de uma personalidade muito carismática. Lá estavam também Nicolas Pereira, o venezuelano que ganhou tudo como juvenil e teve boa carreira como profissional e hoje comenta para a ESPN Latina, o boliviao Mario Martinez, hoje vivendo em Boca Raton, dono de uma esquerda venenosa e uma braço muito rápido e ex top 20 do mundo, e o chileno Pato Rodriguez, tenista chileno que foi treinador de vários, entre eles Jose Luiz Clerc e Nicolas Lapentti, hoje vivendo em Key Biscayne e, como disse, levando a vida que pediu a Deus.

Bati umas bolinhas, inclusive com a esposa, o que é sempre bom, revi amigos, voltei para o hotel, tomei um banho de piscina, escrevo para vocês, vou almoçar em algum lugar maravilhoso e, a pedidos, devo assistir o jogo do AnimalNadal mais à noite. Se vocês tiverem alguma sugestão de como melhorar um dia destes, sintam-se à vontade.

Vocês podem ver mais fotos, desta manhã e de minhas visitas ao Aberto de Miami, visite a página do Paulo Cleto no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDoPauloCletoTenisnet

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terça-feira, 27 de março de 2012 Tênis Masculino | 20:23

Murray passeia, Roddick danca.

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Assisti o jogo do malamurray contra o empurradinhosimon e tenho ca minhas duvidas que o cara conseguira vencer seu primeiro GS em breve. Torco para que sim, mas duvido. Mas hoje passou rapidinho pelo frances, apos algumas interminaveis trocas de bola. No fim do primeiro set, uma brasileiro gaiato gritou para um amigo do outro lado da quadra: “ganho dos dois, eles so passam bolas”, isso enquanto eu tentava explicar o valor, ou pelo menos a logica, do tenis de contra-ataque para minha cetica esposa.

Assisti a partida ao lado da gangue do escoces, ali com a carinha na quadra – depois coloco uma foto. Um dos preparadores fisicos do Murray fica na sua orelha direto, dizendo coisas positivas. Lendl nao para de falar com os vizinhos, mas nao fala uma palavra com o pupilo. A namorada ajuda na motivacao e sofre baixinho. 

Pelo seu lado, Murray reclama e fala sozinho o tempo todo. 95% do tempo coisas negativas, se ele fosse alguem que conhecesse provavelmente dava um tiro no cara de tao chato. Reclama com o juiz, do publico, do tempo, das bolas, das linhas, mas reclama, acima de tudo, dele mesmo. O verdadeiro mala. Para ganhar seu primeiro Slam tera que vencer todos os seus adversarios, mas, mais dificil, vencer a si proprio. Mas no 3×3 do 2o set virou para a gangue e falo: “Agora!!” Dito e feito. Jogou muito e quebrou em 0x40. Pelo menos mata a cobra e mostra o pau.

Roddick saiu da quadra central zunindo e marcou a entrevista para quase que imediato. Deve estar querendo sumir do clube! Conseguiu o mais dificil – bater Federer. E ai encontra uma maneira de perder para o Pico Monaco.

Os argentinos torceram e cantaram nas arquibancadas no primeiro set, quando a partida parecia que iria para o Breaker e seria durissima. O americano deixou escapar, perdendo o saque no 5×6 – coisa de junior. Nao se recuperou, jogou um pessimo 2o set, nao fez mais nada e nao deixou os argentinos sequer se empolgarem. O 2o set parecia um velorio ao som de um tango a meia luz. Roddick vai se xingar ate Wimbledon. Se contar algo diferente na entrevista eu conto pra vcs.  Duvido, ele nao ‘e chegado a desculpas

Logioco, este computador tem um teclado para ingles e nao para o portugues.

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Minhas aventuras, Tênis Masculino | 14:29

As fotos

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Aqules que quiserem dar uma olhadinha em algumas das fotos que tirei por aqui em Miami é só acessar o perfil do Blog no Facebook: Blog do Paulo Cleto – Tenisnet.

Agora que tenho o fio para o download vou colocando alguns brindes para vocês por lá. Hojé são fotos, amanhã quem sabe videos.

Me digam o que acharam.

No jogo da Carol esse cara insistiu em tirar uma foto comigo! Vcs sabem quem é??

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segunda-feira, 26 de março de 2012 Light | 12:29

"Sony Tennis Open" e Rafa fora da ATP

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Dois fortes rumores em Miami. O primeiro, Rafael Nadal teria seu posto como vice-presidente no conselho da ATP após não ter conseguido eleger Richard Krajicek presidente da entidade e não ter conseguido valer sua idéia de que o “ranking de dois anos” se tornasse uma realidade. Vale ressaltar que no outro lado das questões está seu rival e “amigo” Roger Federer, que viu seu favorito ser eleito e é contra o “ranking de dois anos”.

Algumas semanas antes do início do Sony-Ericssson Open, nome oficial do Aberto de Miami, eu noticiei que a Sony tinha se livrado da parceria com a Ericsson e eu indagava como ficaria o nome do evento. Tudo indica que a partir da próxima 2a feira o evento passa a se chamar “Sony Tennis Open”. E, antes de que alguém pergunte, eles não vendem os fios para downloads no local do torneio.

Roger e Rafa – amizade abalada por interesses divergentes?

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Light, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 01:22

Brasileiros – jovens e vets

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O torneio é em Miami, mas as notícias são de brasileiros. Um deles jovem, talentoso e uma jovem promessa de nosso tênis, o outro veterano, aposentado e o ícone das novas gerações.

Gustavo Kuerten veio a Miami para alguns negócios particulares e aproveitou para dar uma sondada na onda de eventos que podem acabar acontecendo no Brasil por conta da Copa do Mundo e, principalmente, das Olimpíadas.

Dentro da conversa que tivemos o Catarina pode precisar alguns assuntos e deixou no ar outros, porque provavelmente as coisas ainda estão no ar.

Perguntei na lata se ele havia sido convidado para jogar com Federer e ele foi bem claro ao dizer que sim e quer muito fazer esse jogo. Fez algumas brincadeiras sobre preparação física etc, mas ficou claro que está excitado a respeito da possibilidade.

Dentro das imprecisões e não oficialidade da conversa, o que transpareceu é que os ingleses não querem abrir mão do Masters e a ATP adora a grana toda que está ganhando em Londres. Talvez o evento venha para o Brasil, talvez não. Talvez em 2014, talvez após as Olimpíadas. Talvez interesse à ATP abrir uma frente forte no continente, talvez nem tanto. Mas há a possibilidade mais real de um evento menor, um 250 ou 500, vir para o Rio de Janeiro em breve. A dificuldade é encontrar uma data que se encaixe dentro da turnê latino-americana. O que pareceu ser certo é que um torneio da WTA virá para o Brasil em breve.

A outra notícia, uma que me sinto particularmente alegre em dar é a da excelente temporada que vem tendo um tenista jovem e talentoso que treina no Clube Pinheiros, em São Paulo, o maior clube do país na formação de atletas.

Antonioni Fasano ganhou três semanas atrás o Torneio da Argentina do circuito COSAT (Gira Sul-Americana) – sempre interessante ganhar um evento na casa dos hermanos – e este fim de semana foi finalista na Copa Gerdau, o maior evento juvenil da América Latina, perdendo a final para outro talento brasileiro, Orlando Luz, no tie-break do terceiro set. Ambos estão na faixa de 13-14 anos e devem fazer um impacto no nosso tênis infanto-juvenil nos próximos anos.

Para aqueles que se surpreendem com a ausência de fotos, e filmes, aqui de Miami, espero amanhã encontrar em alguma loja o fio para poder download para o meu computador. Sim, eu o esqueci no Brasil…

Como não posso download a foto do Kuerten, temos a foto do Fasano.

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sábado, 24 de março de 2012 Tênis Masculino | 15:28

Cartas na mesa

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Muita especulação sobre a vinda de Roger Federer ao Brasil. É lógico que especulações surgem com a falta de informações oficiais. E hoje, imagino, a ausência de informações definitivas sobre onde e contra quem Roger Federer vai jogar é devido ao fato de que, a vinda é concreta, mas o formato do evento está totalmente em aberto. Consideremos, o mais difícil aconteceu, o resto é consequência e necessidade, pois será necessário pagar a conta, que não será baixa.

Aqui em Miami se fala em U$2 milhões na conta suíça do rapaz, só para o evento do Brasil, onde ele terá duas datas. Nada disso é confirmado, pelo contrário, só rumores. Já é certo que ele vai também à Colômbia e Argentina. O evento no Chile não está fechado, mas pode acontecer. Façam as contas, senhoras e senhores.

Especular que Bellucci será um dos adversários não é nem tão absurdo nem tão fechado. Afinal é nosso melhor tenista e acabou de fazer uma partida equilibrada com o Mestre, e valendo. A presença de Gustavo Kuerten, uma opção, é mais difícil. A presença de um estrangeiro, possível. Lembrem, Federer faz exibições que não são aquelas palhaçadas que alguns tenitas aposentados fazem. Não é uma final de GS, mas ele também não se coloca na posição de clown nem de alguém que vai jogar meia boca.

Se alguém disser a você que sabe onde acontecerão os jogos, podem olhar para ele com aquela carinha de “você não sabe o que está falando”. As possibilidades estão em aberto e o evento pode até crescer – não perguntem como – e pode se tornar permanente, dentro do que pode ser permanente no Brasil. Pode acontecer em uma só cidade, como pode acontecer em duas.

O jogo foi lançado e agora as cartas serão colocadas na mesa. Por enquanto é aguardar e curtir saber que se não veremos Federer no seu auge oficialmente, o veremos pessoalmente. Isso se ele não estiver por aí com 34 anos e disputando uma Olimpíada.

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Light, Minhas aventuras | 14:56

Parking Permit

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Se eu não recebesse, junto com a credencial, uma permissão de estacionamento, eu juro que não viria ao Torneio de Miami. Eles tratam bem a imprensa, pelo menos na maior parte do tempo, porém não tão bem quanto em um Grand Slam. Em compensação nestes é quase impossível conseguir um “Parking Permit”. Em ambos, os organizadores oferecem vans para transportar a imprensa dos hoteis indicados ao local do evento.

É preciso a compreensão, de quem já veio acompanhar o evento, que parar o carro lá onde o Judas perdeu as botas, como acontece com o público em geral, é um programa de índio inconcebível. Escrevo a frase e fico imaginando se tal expressão já caiu no hall do politicamente incorreto. E olhem que o estacionamento não é nem tão longe como pode acontecer em nossos estádios, e eles disponibilizam vans para fazer o transporte dos mais longínquos. E se alguém tentar nos achacar com a história de “guardar o carro” vai em cana. No Brasil se eu quisesse, como membro da imprensa, parar meu carro dentro do complexo do Ibirapuera, tinha que pagar R$30,00 – moto pagava o mesmo valor, o que acho um absurdo, pagar para trabalhar e R$30,00.

É um fato de que na região do Ibirapuera o espaço para o estacionamento é muito menor e essa é a vantagem de se construir novos e modernos locais para entretenimento. Mas tinha muito amigo de político que não pagava nada e ainda é chamado de Doutor, já que o Ibirapuera é do Estado, o que no Brasil se traduz que é de políticos e não do povo – sei não.

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