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Arquivo de novembro, 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 11:31

Bellucci e seu novo técnico

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Thomaz Bellucci divulga que seu novo técnico será o argentino Daniel Orsanic. Coerente com seu pensamento de que o Brasil não possui técnicos de gabarito, e com aquilo que recém escrevi, foi à Argentina buscar seu novo braço direito.

Sua opção não poderia ser mais radicalmente oposta e distante da anterior. Daniel é um cara reservado, que não gosta de aparecer, super educado, afável, um gentleman. Seus últimos anos no circuito foram dedicados às dupla e seu parceiro favorito era Jaime Oncins, com quem teve razoável sucesso no circuito (foram à semi de Roland Garros) – foi o ultimo parceiro de Jaime, que adorava o amigo/parceiro. Que eu lembre seu ultimo pupilo foi o uruguaio/argentino Pablo Cuevas – não sei com quem estava trabalhando ultimamente.

Imagino que a experiência de Thomaz com Larry não deve ter sido a mais fácil. O gaúcho cobra mesmo e não é de guardar para amanhã o que tem a dizer hoje. Só imagino como isso casava com Thomaz, um rapaz introspectivo e reservado. Pelo menos nesse sentido a experiência com Orsanic será bem distinta e afinada com o jeito de ser do tenista brasileiro. O que é melhor – se opostos ou semelhantes – é algo discutível até no casamento…

Resta agora saber se o “jeito” de Daniel Orsanic facilitará o dialogo e “falará” aos ouvidos de Thomaz. A torcida, óbvia, é para que ambos tenham muito sucesso. Começam a trabalhar na semana que vem, com o início da pré-temporada.

Daniel Orsanic – novo treinado de Bellucci

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terça-feira, 29 de novembro de 2011 Copa Davis, Tênis Masculino | 20:32

Um duplista, por favor.

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Se olharmos o site da FIT, o time argentino escalado para a final deste fim de semana é: Nalbandian, Delpo, Monaco e Chela. Será?

Suponho que a definição dos quatro, e a consequente escalação das duplas, estejam mexendo com o sono do técnico Tito Vasquez. Por que?

Porque não seria demais pensar que as duplas, para variar, sejam determinantes no confronto – pelo menos para os argentinos.

Sim, eu sei que tudo o mais desconsiderado, o momento não poderia ser pior para os ibéricos e melhor para os hermanos. E vamos deixar uma coisa bem clara. Na Copa Davis é a única hora em que sou torcedor no tênis – no mais é só delírio de leitores, o que não é nada raro. E nesta final, assim como na de 2008, uma das derrotas mais amargas da história, sou Argentina. Por que? Ora porque…

Voltando ao Tito, às duplas e ao site da FIT. Mesmo com as dificuldades de Nadal, dizendo, e depois desdizendo, que perdeu o tezão, o cansaço do Ferrer, sim ele também cansa, as viagens do Verdasco, que perdeu um pouco o prumo, esse time é copeiro e não é time para se apostar contra – muito mais jogando em casa. Por isso, fica difícil, bem difícil, de imaginar os hermanos encontrando uma maneira de ganhar três partidas de simples contra Nadal e mais um. Tarefa nada fácil, hum hummm!

Por isso as duplas. Fica um pouquinho mais fácil de acreditar em duas vitórias nas simples e a consagradora, emotiva e indicadora de rumo (porque no meu raciocínio seria 1×1 no 1º dia e então as duplas….) duplas

E quem jogaria as duplas? Quem assumiria essa responsabilidade e entregaria a carta?! Os argentinos não tem uma dupla formada como o Brasil ou os EUA, como exemplo. Aliás, nem os espanhóis.

O melhor deles é o Nalbandian, que é uma incógnita. Além disso, ele teria que jogar os três dias, o que não é tão legal para o Pança – no caso de um 2×2 ele teria que enfrentar o Ferrer no terceiro dia – já imaginou? O Chela também joga uma duplinha. Mas já imaginou o Chela com aquele ar blasé vencendo uma partida emotiva como será a dupla?? O Monaco, depois daquela palmeada – não sei não. O Delpo jogando três dias, após todas as suas contusões, inclusive a torção no joelho no ultimo fim de semana?

Os hermanos tem lá uma dupla que é o Zeballos e o Schwank  – mas nenhum dos dois está na equipe oficial. Zebalos nem viajou. Schwank está em Sevilha!!

Aí eu pergunto: será que o Tito vai dar uma milongada e mudar a lista até quinta-feira, na hora do sorteio, que é quando pode fazê-lo? A essa altura, e com as dificuldades à vista, toda milongada será pouca.

Time argentino – falta um??!

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 Curtinhas, Light, O leitor escreve, Tênis Masculino | 20:03

Encore

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Uma leitora, Maria Helena, envia a caricatura abaixo, de um jornal canadense. Infelizmente não envia maiores informações, mas o assunto tem a ver com o Post anterior, o assunto do momento. Quem tiver mais infos a respeito nos envie.

O título é algo como: Federer mais uma dá a volta por cima.

Diz o Djoko: é pelo menos a 3a vez que cavo sua tumba

Diz o Murray: e ele nos enterra a todos.

Diz o Nadal: …….

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Masters, Tênis Masculino | 00:34

100 e 70.

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Huumm! Estava pensando e, como escrevia Fernando, o Pessoa, isso nunca tem bom fim. Algumas poucas verdades se impõem neste fim de temporada. Primeira, Roger Federer apresentou uma confiança e, consequentemente, um tênis que há tempos não mostrava.

Segunda, seus principais adversários – Djokovic, Nadal e Murray – acabaram com a gasolina antes de cruzarem a linha de chegada. Enquanto ele sobrou, em Basel, Paris e Londres. Só espero que os idiotas de plantão entendam o que escrevo e não façam suas errôneas deduções – mas é um fato.

Federer é um tenista intuitivo e que joga na confiança. Quando está com a auto estima em alta é um perigo, um verdadeiro corta-físico, praticamente invencível. Mas um ou outro tem mexido com sua cabeça nas ultimas temporadas. Como eles não mantiveram o padrão e a janela de oportunidade surgiu, o homem cresceu barbaridades

A falha de Djoko é compreensível e perdoável. Nadal, de repente, tornou-se uma incógnita. A final da Copa Davis, esta semana, poderá se tornar um mau sonho e, duvido, mas não impossível, um pesadelo. Quanto a Murray, o cara, mais uma vez errou a mão – é muita instabilidade para quem é contemporâneo dos outros três.

Federer sempre gostou de jogar nas quadras cobertas – é quase uma unanimidade como o melhor nessa quadra na atualidade. Mas nunca havia vencido Paris-Bercy!? Talvez porque se poupasse para o Masters, que este ano ganhou pela sexta vez; sorry! Mais um recorde para a coleção.

Foi a 100º final e o 70 título – um ratio maravilhoso, para se dizer o mínimo, típico de um mega campeão. Como dizem, o verdadeiro campeão não morre na praia. E para quem teve que dividir espaço com Rafa Nadal a porcentagem fala alto.

Eu ia comentar o final do segundo set, quando Roger sacou para vencer o torneio e foi quebrado. Viagem? Tremeu? Tsonga jogou muito? Bem, sei lá. A SporTv, em uma marcada enorme, já mostrando a partida em video, horas após a realização desta, simplesmente interrompeu o jogo no 5×4 para Federer e não mostrou a quebra, nem o tie-break do set, vencido pelo Tsonga – tudo o que deve ter sido o momento mais emocionante do confronto! Mas tivemos a chance e o privilégio de assistir o game que em que o suíço teve sua segunda oportunidade de ganhar e o fez como campeão: sacou bem, pressionou, foi à rede, não cometeu erros e não deu espaço nem esperança ao adversário. Ciao e benção.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011 Copa Davis, Masters, Tênis Masculino | 00:56

quemquantas

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Quem quiser entender o valor e o porquê daquele 6/0 do Federer sobre o Nadal é só ter assistido o 2º set da vitória sobre o Mardy Peixe. Aliás, brincando com minha mulher, sobre o assombro de alguém carregar o nome “peixe” no sobrenome. Aí eu lembrei do pinto, do coelho, lobo, aranha, leão, bezerra, leitão, mas não porcão, e até barata. Aí não achei o “peixe” nada demais.

O Nadal sem a disposição, a entrega, a loucura, a marra, a obstinação não é Nadal – é Normal. E normal não é nadal. Alguém aí escreveu que ele se encheu de ser Nadal. E aí vai ser o que? Menininha de cachorrão? Não vai não. Não sei como vai ser a Davis, mas acho que nalba, delpo e capitão vasquez estão se regozijando com a janela que se abriu. Nada que umas semanas de pescaria e um trato de xiscagem não resolva. Enquanto isso, o Operário quer virar Engenheiro.

E alguém aí disse que o Djoko era um gentleman por cumprimentar a Peixe após a derrota na frente de 15 mil pessoas. Aí tomou seu banho, fez sua massagem e foi para a entrevista coletiva e obrigatória rezar o seu rosário de desculpas. Pelo menos ficou quase um ano sem precisar delas.

Será que o Tsonga perguntou para o Nadal, antes de entrarem em quadra, se o espanhol estava se sentindo bem e melhor?  E será que perguntou depois do jogo?

Quantas declarações e quantas desculpas você já leu do Operário Ferrer?

O Murray não tem técnico, nem mesmo o Lendl, que formaria com ele a dupla “pelo amor de deus”, mas tem uma matilha de preparadores físicos, fisioterapeutas, massagistas e a escambau. Aí, no fim da temporada, ele ganha três torneios seguidos, sendo dois sem maior importância, perde nas quartas de Paris e estoura a virilha no 1º jogo do Masters dentro da sua casa. Quem ele vai despedir??

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 00:31

Orgasmo de gala

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Imaginei mesmo que o Blog estaria repleto de federistas e sentindo a ausência dos nadalistas. Quando esses dois excelentes competidores se encontram é quase sempre a mesma coisa. A pequena diferença é que hoje os fanáticos pelo espanhol não encontraram muito espaço para contra atacar – assim como seu ídolo.

E o que aconteceu hoje?

Comecemos pelo fim, que na verdade é o começo – quase sempre se começa pelas desculpas.

O Nadal não conseguiu apresentar o seu melhor tênis, por razões próprias. Não vem jogando bem, como escrevi antes. No entanto, como em todas as partidas de tênis as desculpas são para “losers”. Se Nadal tinha problemas, problema dele.

Isso colocado, vamos ao que interessa.

Nada de grandioso acontece sem uma somatória de variáveis.

A partida começou parelha, com ambos tentando se impor e impor seus jogos.

A partir do 3×2, com a primeira quebra, a casa caiu. Com a vantagem, Federer se inspirou, abriu os poros  e deixou a confiança brotar. Do outro lado, Nadal encolheu.

Imagino que Federer entrou em quadra sabendo que tinha uma oportunidade diferenciada. O piso um aliado, dois títulos consecutivos e um adversário fragilizado.

A diferença? Poucas vezes vi o suíço tão focado em seu jogo e, não menos importante, talvez mais – pelo oponente e pelo histórico – em sua tática. Sim, ele, o indisciplinado taticamente desta vez estava tão a fins de vencer que resolveu fazer uma exceção.

Foi uma visão e tanto assistir um dos maiores talentos da história jogando como se não houvesse ninguém do outro lado. Porque foi isso que pareceu. Federer entrou na viagem, “in the zone” e jogou como se estivesse em um wii game. No oponent. No distraction.

O suíço grudou no revés do espanhol como um carrapato e, com a velocidade da bola e da quadra, não permitiu que este fugisse para bater o drive e sair da situação incomoda. Se a bola do espanhol ficava curta, crau. Pra lá e pra cá. Se conseguia alongar, o suíço não se afastava e ia para o bate pronto – só no instinto.

Chegou a um ponto, logo no início de segundo set, após, novamente, a primeira quebra, que o dique se abriu e Federer entrou de vez no orgasmo cósmico que de vez em quando o tenista é permitido experimentar. Começou a ir para todas as bolas, até para vencedoras de esquerda na direita do oponente. Massacre. Um orgasmo de gala.

Até o fã incondicional federista Dacio Campos viajou. Acreditou que Federer poderia ter pena, e ceder um mísero game no fim do set em respeito ao oponente. Deve ter se esquecido do quesito final de um “vencedor”. Algo que, por vezes, Federer pecava – o instinto matador.

Hoje o rapaz estava com o sangue nos olhos, a “swiss knife” nos dentes. No mercy. No survivals. Ou alguém supôs que ele esqueceu todas as vergonhas que o espanhol já o fez passar em quadra? Aquele 6/0 não escaparia. Nem ………..

Federer adentrando para uma apresentção dos sonhos

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 10:14

Federer x Nadal

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Hoje tem mais um Federer x Nadal, a maior rivalidade da ultima década e uma das maiores da história. Os dois já se enfrentaram 25 vezes com 17 vitórias do espanhol e 8 do suíço.

Eles não se enfrentam desde Roland Garros 2011 e os ultimos 3 confrontos tiveram a vitória de Nadal.

É a primeira vez que se enfrentam sem que um dos dois seja o #1 do mundo!

Nadal tem 25 e Federer 30 anos. Nadal é #2 e Federer #4.

Federer tem 69 títulos e Nadal 46.

Nadal corre atrás do seu primeiro título no ATP Finals, até porque Federer não tem dado muito espaço com seus 5 títulos, feito que divide com Lendl e Sampras – o que mostra que os grandes vêem esse título com orgulho e carinho.

O momento é de Federer, que vem de dois títulos seguidos e está querendo mandar uma mensagem a seus rivais sobre a temporada de 2012. Nadal vem sofrendo com falta de ritmo e outras cositas más. Mas quem aposta contra o espanhol?

O jogo acontece lá pelas 18h com transmissão da SporTv

Federer x Nadal – a rivalidade inteligente e interessante.

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domingo, 20 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 19:04

Cedric e as meninas

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O Domingão abriu com um belo sol e o calor fez maravilhas pelas minhas costas. Animadinho, fui ao Clube acompanhar as finais do ultimo evento da Escolinha do Clube Pinheiros, onde pude, mais uma vez, observar alguns dos jovens talentos que o Clube está produzindo. Vale lembrar que a Bia Maia, a maior esperança do tênis feminino brasileiro, em muitas anos, foi formada em quadras pinheirenses, onde jogou treinou até o final de 2010. Com essa já encaminhada, temos umas meninas na faixa de oito anos, entre várias outras e outros, que vão dar o que falar em um futuro não tão distante.

Enquanto fazia a festa das minhas costas tomando um solzinho na Quadra 9, recebo um telefonema da Dani me lembrando da final no Ibirapuera. Para quem não sabe, a Daniela Giustine é assessora de imprensa de vários tenistas, empresas e entidades ligadas ao tênis – mais importante, um amor de pessoa. Além disso, a moça acertou com o Manuel Cunha Pinto, produtor do Jornal do Tênis, programa semanal da ESPN, para eu realizar algumas gravações no local.

Com isso, além de rever alguns amigos e assistir o belíssimo tênis do alemão Cedric Stebe, gravei uns 15 quadros onde eles me apresentam dois nomes de tenistas e eu escolho um, com uma brevíssima explicação. Me apresentam cada “pegadinha” e sinucas de bico que vou lhe dizer! Como escolher entre Connors e Lendl ou Henin e Hingis?

O ambience também esteve ótimo, contrariando alguns urubus que ficam denegrindo qualquer coisa. Os anéis superiores estiveram fechados por uma capa azul, mas as cadeiras inferiores estavam praticamente lotadas, apesar da ausência de um brasileiro na final. Interessante também o comportamento da torcida, algo que em breve farei um comentário à parte.

Mas o melhor mesmo esteve em quadra com a apresentação de Cedric Stebe. Apesar das duas mãos no revés, Cedric me lembra o checo Petr Korda. Stebe é um canhoto habilidoso e que tem o dom de fazer a bola andar sem fazer força. Bate reto dos dois lados, ataca, e contra ataca, dos dois lados com qualidade. Na final deu um baile no Sela que ontem, mais uma vez, bateu Thomaz Bellucci.

A vitória de Stebe veio confirmar a tese que esses Challengers são uma belíssima oportunidade de se acompanhar um tênis de primeira qualidade, além de nos oferecer a oportunidade de conhecer tenistas que em breve estarão fazendo um impacto no circuito da ATP. Já vi esse filme inúmeras vezes – é só lembrarem do nome Cedric Stebe.

Cedric Stebe, mais um jovem mágico da raquete.

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sábado, 19 de novembro de 2011 Masters, Tênis Masculino | 20:16

O Rio e a ATP

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Não sei se sai mais algum outro coelho dessa cartola, mas o fato é que a noticia agora divulgada pode apontar para novos caminhos, além de ser uma das mais interessantes para o tênis brasileiro nos ultimoas tempos.

A ATP divulgou hoje que firmou uma parceria, por dois anos, com a cidade do Rio de Janeiro. Nela o Rio passar a ser “a destinação turista oficial da ATP”, um jargão de marketing para se fazer algum negócio.

Desenhada para promover o turismo internacional,nessa ação o Rio será a “apresentador do programa de TV de 30 minutos semanal” que é apresentado em mais de 150 países, inclusive no Brasil, na ESPN.

Além disso, o Rio estará bem presente no site da ATP. Como parte do acerto, o Rio será também patrocinador do ATP Tour Finals em Londres pelas próximas duas edições,  já a partir deste fim de semana. A ideia do acerto para o Rio de Janeiro é cacifar no momento único que a cidade começa a atravessar com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Digo coelho da cartola porque tanto Pequim como Londres, locais das duas ultimas Olimpíadas, foram também o local dos dois últimos contratos de quatro anos para realizar o ATP Tour Finals. Seguindo essa lógica, o Rio poderia ser o próximo local do evento, o que seria uma oportunidade única para os fãs do tênis no Brasil e razão para se celebrar dias e noites. Como já existem boatos nesse sentido, essa parceria agora anunciada poderia ser um primeiro passo nessa direção. Como muitas coisas são feitas passo a passo, o primeiro está dado e anunciado. Agora é torcer para que outras ainda melhores notícias concretas estejam no nosso horizonte.

O Rio – de braços abertos esperando o esporte.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:44

Atitude

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Fui intimado pela D. Ruth a escrever algo sobre a vitória de Roger Federer em Paris. Infelizmente perdi esse bonde, por razôes de força maior, o que não impede que eu, pelo menos, passeie pelo fato. Antes de mais nada, ainda bem que não sou chegado a bolões e afins. Os meus favoritos ao título, postados no Blog no inicio do torneio, eram Federer, Tsonga e Murray. Pimba, na cabeça!

Diferentes versões surgiram para justificar o desempenho do suíço em Paris. Uma delas de um dos meus leitores: atualmente Federer só foca em torneios do Grand Slam, eventos que nunca ganhou e em casa.  Não deixa de ser interessante e perto da verdade. Por razões além da lógica, Federer nunca havia vencido em Bercy!

O fato é que quando confiante Federer é um jogador dificílimo de bater. O diabo, pelo menos para ele, é que andou maltratando sua confiança uns dois três anos atrás, o que o tornou mais vulnerável. Além disso, Nadal sempre mexeu com a sua cabeça, e consequentemente  sua confiança, algo que Novak começa a fazer e Murray faz de vez em quando. Ou seja: imbatível ele não é, mas é um tenista maravilhoso e, sem duvida alguma, o tenista mais gostoso de assistir. Pelo menos para quem gosta do tênis clássico e vistoso.

Quanto a Murray, leio uma declaração do Boris Becker a respeito do escocês. Como a semana que vem tem torneio em Londres e o alemão costuma a comentar para a BBC e escrever para o The Times, e adora aparecer, achou de bom tom dar seu pitaco no tênis do rapaz. Deve ter lido os Comentários do meu Blog antes de fazer o dele.

Becker, que tem seis títulos de GS, afirma que o rapaz é muito “negativo” e que já o viu, mais de uma vez, jogando para não perder e não para ganhar, esta sendo a maneira certa para se ganhar um GS. Nenhuma novidade, só que vindo de um tenista como ele talvez, e bota talvez nisso, faça um impacto no escocês. O mais provável é que este retruque algum desaforo a respeito. Para seu azar, e o nosso, já que pelo talento Murray poderia ser bem mais interessante de se assistir se outra atitude – mais positiva – tivesse.

Falando em atitude, assisti, pela TV, já que ainda não tenho condições de sair por aí, a derrota de Thomaz Bellucci para o alemão Beck, que podia ontem ter se transformado em freguês de caderneta do Thomaz. E não é que o brasileiro vai lá e perde para seu quase-fregues logo jogando em casa?

Considerando os dois últimos parágrafos, fica a pergunta de quanto se pode realmente esperar uma mudança de atitude de um atleta. No caso de Thomaz, sempre me fica a impressão que ele poderia ganhar 90% ( e é realmente esse o numero) das partidas que perde, se conseguisse trazer o espírito de “briga de rua” para a quadra. Ele tem o arsenal, tem o talento, mas continua não sabendo o que fazer com ele. Suas variações são poucas e o seu “pensar” em quadra deixa bastante a desejar. Mas o pior é não conseguir ir lá e vencer um jogo na marra, na vontade, na simples decisão que um cara como o Nadal faz, a cada vez que entra em quadra: EU não vou perder!!!! Nem f……

Quanto ao aspecto tático, que o nosso Bet@ menciona em seu Comentário, assim como o Felipe B, que mostra entender do riscado, deixo aqui o meu pitaco para quem acompanhou a partida e tem boa lembrança.

O alemão fez uma festa com seu saque entrando no corpo, pelo revés, do brasileiro, apelando a ele nos pontos importantes. Esse saque incomoda qualquer um, até aí tudo normal. O duro é ficar sofrendo três sets com esse saque e não fazer o ajuste para escapar ao incomodo. Pior mesmo só cair na velha armadilha de perder o saque – e consequentemente a partida – no primeiro game do set decisivo, após vencer o segundo. Aí, nem f…..

Sexta – Noite – E hoje, na hora da onça beber água, quando poderia por tudo a perder, Thomaz buscou no fundo do baú a Atitude e achou, de um jeito ou de outro, uma maneira de ganhar. Perder?? Nem f…., disse ele.

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