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Arquivo de outubro, 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 Tênis Masculino | 22:51

Ignara

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Todo mundo sabe que torcedor de futebol é ignorante. Não sei dizer se um torcedor montenegrino é mais ignorante do que os outros. Mas também não fiquei surpreso com o vídeo que me enviaram da vitória da Suíça sobre Montenegro pelas eliminatórias da Euro Copa 2012, onde um bando de montenegrinos decidiu que a melhor maneira de encher o saco da torcida local, o jogo foi em Basel, era ofendendo o cidadão #1 da cidade. Veja no vídeo abaixo.

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Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:05

Tá acabando

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Enquanto as mulheres encerram sua temporada – só falta aquele torneio em Bali que eu sinceramente não entendo a sua existência – os homens ainda tem muito chão pela frente. Talvez os rapazes tenham um ponto na sua argumentação sobre o calendário ser extenso demais.

O torneio de Bali me parece mais um prêmio de compensação do que qualquer outra coisa. O critério são as oito melhores tenistas que venceram um evento da WTA, mas não se classificaram para o Masters de Istambul. Parece um tanto forçado, mas as mulheres, ao contrário dos homens, devem achar que o seu calendário está curto. Por outro lado, ir a Bali, jogar tênis no fim de semana e ainda ganhar uma grana não dá para reclamar.

O evento feminino deve ter Bartoli, Hantuchova, Lisicki, Vinci, Garrigues, Petrova e mais duas. A WTA ainda não enviou a lista completa – o evento é jogado de quinta-feira a domingo.

Enquanto isso, 37 dos top 40 tenistas do mundo estarão jogando em Basel e Valencia. É um numero impressionante. Só lembrando, após esta semana teremos Paris, o ultimo Masters 1000 do ano. É o fim da temporada e ninguém quer ficar de fora. Talvez isso deixe mais claro, mas eu duvido, a razão da arquitetura do calendário do Bellucci para os seus críticos.

Para acabar, o World Tour Finals em Londres reunindo os oito cachorrões da temporada onde, vale lembrar, três vagas ainda estão abertas.

Tanto Basel como Valencia são ATP 500, indoors e piso duro. A diferença, eu presumo, é que os suíços devem estar com mais bala para gastar do que os espanhóis.

Na Basiléia estarão Djoko, Murray e Federer, bien sure, Berdich e Fish, todos top 10. O ultimo a entrar direto na chave foi Giraldo #52.

Em Valencia estarão Ferrer, Tsonga, Monfils, Almagro, Simon, Delpo, Dolgopolov e Feliciano – três tpo 10 e mais cinco top 20. O último Andujar 43.

Bellucci decidiu falar alemão esta semana. No primeiro jogo enfrenta o finlandês Jarko Niemenem, um dos tenistas mais regulares do circuito – a gente nunca vê ganhar de ninguém e é o #75 do mundo. Quem ganhar encara o Roger.

Entre a fria Basel e a quente Bali miquei com a chuvosa São Paulo.

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domingo, 30 de outubro de 2011 Tênis Feminino | 22:29

Eleição de 2011 na WTA

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Recebi a semana passada um email com a votação de jornalistas convidados pela WTA para eleger as melhores da temporada 2011.

Eu já escrevi também que marketing da WTA dá de dez na ATP. Não me perguntem o porque, só posso dizer que dá. E olhem que o produto da ATP é superior – talvez bem superior.

A votação é feita através de opções que eles oferecem que você pode escolher uma delas ou criar a sua. Imagino que a maioria fique com uma das opções. Fica difícil inventar.

Para dar um exemplo. A lista para a escolha da “Melhor do Ano” tem: Kim Clijsters, Petra Kvitova, Li na, Maria Sharapova, Sam Stosur e Cruzadinha Wozniacki. Humm, não tem Williams. Como eu disse, não dá para inventar.

Eu já votei. Para não estragar a brincadeira não vou divulgar, ainda, os meus votos. Mas publico abaixo a lista de todas as perguntas:

Melhor Tenista: Clijsters, Kvitova, Li, Sharapova, Stosur e Wozniacki

Melhor Dupla: Azarenko/Kirilenko, Penetta/Dulko, Raymond/Huber, Shvedova/King, Peschke/Srebotnik

Comeback Player (O melhor retorno?): Sabine Lisicki, Peng Shai, Serena Williams,

A que mais melhorou: Julia Georges, Petra Kvitova, Andrea Pitkovic, Roberta Vinci

A novidade: Irina Begu, Irina Falconi, Bojana Jovanovski, Christina McHale, Ksenia Pervak

Duvido que alguém aqui, fora eu, acerte todas.

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Tênis Feminino | 14:16

A estratégia turca

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Estou com a telinha ligada para acompanhar a final feminina de Istambul, naquele que, supostamente, deve ser o Masters feminino e o torneio de encerramento da temporada. Confesso, como já escrevi, ser mais fascinado pela cidade e pelo sucesso em que os turcos transformaram o evento do que pela partida em si.

O fascínio pela cidade é mais do que compreensível, e já dei dicas sobre ele aqui mesmo. O sobre os turcos é o fato que eles praticamente não tem tenistas profissionais no país, e tão somente um outro evento do circuito da WTA, e nenhum da ATP. Para os que acompanharam as transmissões ficou evidente que o estádio esteve lotado diariamente, o que é sempre melhor do que aquele cenário de fim de festa dos torneios realizados na China e no Dubai e Cia. Os tenistas, como todo artista que se preze e tenha autoestima, adora um bom público.

A estratégia dos turcos, que além de quererem entrar na EU querem trazer os Jogos Olímpicos de 2020, e por isso tem que começar a impressionar o eleitorado com mega eventos (algo que o Lula conseguiu só no gogó, para o que, gostemos ou não, temos que tirar todos os chapéus a ele pelos próximos anos), foi baratear os ingressos para não afugentar o público. Funcionou. Os turcos gastaram cerca de U$42 milhões para realizar o evento, o que eu acho uma barbaridade. Mostra porque não temos um evento desse calibre, só possível quando os governos abrem os cofres – com valores até bem mais baixos do que isso é prejuízo na certa.

Enquanto isso, em quadra, mais um jogo tipicamente feminino. Kvitova abre 5×0, deixa a Azarenka empatar em 5×5 e fecha em 7/5. Vamos em frente.

Azarenka ganha o segundo e leva para a negra. Apesar da beilorussa ter uma esquerdaça – e um tremendo par de coxas, o que não tem nada com o jogo, mas não pode deixar de ser mencionado – quem decide mesmo a partida, de um jeito ou do outro é a checa.

Petra tem mais arsenal, apesar de ser muito desengonçada e uma tremenda e feia barriguinha. Mas compensa pelo estilo. Se joga no seu limite é mais tenista que a Azarenka e que quase todas as outras, com a possível exceção de Serena e Kim. Aí depende quem estiver em um dia melhor.

A checa é sacadora, usa bem o “saque canhoto”, um excelente drive, o cruzado é de arrepiar, bom revés com las duas manos, tem a finesse para o slice e a curtinha, e é muuuuito acima do padrão junto à rede, graças a sua mão santa. Uma belíssima tenista, de apenas 21 anos, que está colocando as manguinhas de fora e nos encantando com seu talento e habilidades.

Eu e minha tenista favorita em Istambul.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011 Light, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 12:36

Duma

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Outro dia escrevi sobre os planos políticos de Anna Chakvetadeze que, ao que tudo indica, abandonou precocemente sua carreira. Agora quem avisou que vai tentar sua sorte na política é o “não politicamente correto”, mas exuberantemente carismático Marat Safin.

Além de ter sido um dos maiores talentos a pisar em uma quadra de tênis, Marat, que ficou conhecido pelas suas tiradas e declarações, agora vai tentar levar suas ideias e oratória para o Duma, o parlamento russo.

Com a desinibição de sempre, ele afirma ser “um cara inteligente que vai levar muitas ideias do que e como se fazer as coisas”. “Estou bem comprometido com o assunto”.

Safin já passou pelas primárias e vai encarar as urnas no dia 4 de Dezembro. Não sei muito pelas ideias, mas ele sempre teve uma certa força com o eleitorado feminino.

Por conta disso e para que não se esqueçam do jeito Safin de ser, Marat já declarou que “será o cara mais bonito no Duma”. Talvez encontre por lá a Anninha Chakvetadze, que tem muuuuito mais talentos naturais do que ele nesse quesito.

Marat Safin tentará levar seu estilo bad boy bonitão à política

Anna Chakvetadze também quer levar seus atributos ao Duma russo.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 11:34

Risotas ao Bósforo

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Parece que a semana de Maria Sharapova em Istambul não foi lá muito proveitosa para a moça. Dentro e fora da quadra. Como eu sugeri no fim de Turkish Delights alguém iria tremer. E foi a fashion russa. A moça deve ter feito as contas com seu ambicioso manager de quanto poderia faturar e o bracinho travou.

Até aí, normal. Nada a se reclamar ou recriminar. Só ganha ou treme quem entra em quadra.

Opssss. Aí danou. Após perder duas partidas seguidas e ver suas chances de se tornar #1 da temporada naufragarem nas águas do Corno D’Ouro, a simpática resolver abrir a gaveta das desculpas, descobrir uma contusão e mandar o público ir plantar favas lá pelos lados do Mar Negro. Como já dizia Andre Agassi, há muitas luas atrás, “imagem é tudo”. E assim o mundo dos marqueteiros prossegue mais forte do que nunca, independente da realidade, até porque para isso existem as versões e as declarações bem elaboradas mesmo que irreais.

Ouvi dizer que quem passou parte da noite de ontem tomando pequenos goles da raki, observando da varanda de seu quarto a lua iluminar o Bósforo enquanto deitava sobre a Rumélia foi a dinamarquesa, que assegurou a posição de Numero 1, mesmo perdendo para a ranheta Zvonareva, o que comprova que a moça impera mesmo não se sobressaindo.

Com tranquilidade, alegria contida e um CD rolando, preenchendo o vazio da ausência de um golfista com as famosas estrofes do clássico da Broadway de Leonard Bernstein. Houve um amigo que jura que ouviu também a doce voz do Milton atravessando as parede, tudo entremeado por gostosas risotas.

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011 História, Tênis Masculino | 11:13

O animal Muster

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O austríaco Thomas Muster sempre foi um “animal” difícil de enfrentar e de entender. Jogador extremamente guerreiro, a grande razão de seu enorme sucesso, eu o conheci no Circuito Cosat, nos idos dos anos 80, quando a Áustria tinha dois dos melhores juvenis do mundo; ele e o Horst Skoff, que faleceu o ano passado.

Muster conquistou 44 títulos, um Roland Garros e foi durante seis semanas o #1 do mundo. Tá de bom tamanho. Difícil é entender por que decidiu voltar ao circuito após ficar 11 anos longe das competições. Viveu de favores e foi um fracasso.

Jogou 26 partidas e perdeu 24 desde junho 2010. Os dois que perderam para o austríaco devem ter reconsiderado suas carreiras.

Esta semana, após perder para um juvenil austríaco no Aberto de Viena, na 1ª rodada, por 6/2 6/3, Muster decidiu que não irá cumprir o plano de jogar também em 2012. Não fará falta. Afinal os eventos Masters estão aí para isso; servir de alternativa para tenistas aposentados usar suas veias competitivas e rever os amigos – talvez esta a razão porque Muster não quis focar nesse circuito e preferiu colocar a carinha para bater.

Tenistas austríacos têm fama, não sem razão, de encrenqueiros e pouco amigos: Muster, Skoff, que chegou a mover um ação de milhões de dólares contra a ATP, Antonitsch, que era encrenqueiro, mas divertido, Melzer, com aquele Q de arrogância característico da rapaziada, e o louco do Kollerer, expulso do circuito e que dispensa apresentações.

Muster disse que voltou não por conta dos resultados e sim porque acreditava ser capaz de competir no mais alto nível do tênis, uma declaração não muito coerente. Afirma que razões pessoais que o fazem abandonar a idéia de jogar até o fim do ano que vem. Eu já acho que o competitivo comedor de wiener schnitzel voltará jogando no circuito Masters, bem mais compatível com o tênis por ele praticado atualmente.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Masters, Tênis Feminino | 14:19

Turkish delights

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Istambul é a cidade que melhor me apresentou o fascinante casamento de vibração, história, exotismo e contrastes a tornando em um local imperdível de se visitar. Sempre tive uma curiosidade enorme em conhecê-la, desde o meu antigo contato com os livros de história e em especial a leitura do clássico de Edward Gibbon. Intrigava-me também saber que a toda oportunidade o ex-presidente Janio Quadros corria para Istambul, enquanto Paris e Londres davam sopa na Europa.

Quando fui para lá em 2007 descobri que deveria ter ido muito antes. Uma das razões pela qual não fui é que boa parte de minha vida fui condenado a conhecer somente cidades ao redor do mundo que abrigavam torneios de tênis. Como as férias eram raríssimas, quando aconteciam eram passadas, obvio, em casa. Como agora só admito viajar a lazer, Istambul foi uma escolha natural e tardia.

A cidade tem cerca de 2.600 anos de história, já foi o centro do universo e durante toda sua história foi a porta da Europa para a Ásia e vice versa. Ainda hoje a cidade e dividida pelo efervescente Bósforo entre a Istambul européia e a Istambul asiática.

Fico a imaginar o quanto isso teve a ver com o fato de Maria Sharapova chegar uma semana antes à cidade para o Masters feminino de 2011. Normalmente tenistas chegam no máximo dois ou três dias para os eventos.

Agora as oito melhores tenistas da temporada começam hoje o espetáculo para o público local, que é fanático por futebol, mas nunca foi muito fã do tênis. Mas o país está, há anos, em uma campanha ferrenha para ingressar na Comunidade Européia, sempre levando uma buzina do pessoal em Bruxelas. Mas do jeito que a coisa anda atualmente já não sei se vale mais tanto a pena. Mas trouxeram o evento que fecha a temporada para a cidade.

As mulheres estão divididas em dois grupos: O primeiro com Wozniacki, Kvitova, Zvonareva e Radwanska. O outro: Sharapova, Azarenka, Li, Stosur. Este grupo da russa está bem mais “baba” do que o primeiro.

O “plus” do evento é que a posição de #1 da temporada ainda está em aberto. Isso pode significar centenas de milhares de dólares nos contratos das tenistas, especialmente nos de Sharapova, a tenista que mais arrecada fora das quadras – e não se enganem, o #1 da temporada é muito bem recompensado nesses casos. O que talvez explique a precoce presença da russa na cidade, onde treinou, fotografou fez toda uma campanha de marketing para agradar o público.

Wozniacki, com 7115 pontos está na liderança e quer lá ficar, porque ganhar um GS nem pensar. Mas Sharapova (6370), Kvitova (5870) e Azarenka (5630) têm chances aritméticas de passar à frente. Com uma vitória na 1ª fase, Caroline tira Azarenka da corrida. Com duas tira Kvitova. Se ela vence os três jogos dessa fase e Maria não vence os seus três a russa está fora. Se ambas vencerem, o bicho vai pegar nas semis e quiçá na final. Acho que alguém treme antes – senão a final pode ser um verdadeiro “Turkish Delight”.

TURKISH DELIGHTS – OS ORIGINAIS E O FORÇADO, AS MENINAS FICAM BEM MELHOR DE SAIOTES….

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:39

865

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De repente, os mineiros Melo e Soares têm uma chance de ir ao Masters de Londres nas duplas. A semana passada eles foram à final de Estocolmo e o resultado deu uma esperança, mesmo que longínqua.

A dupla mineira está em décimo lugar – oito vão à Londres. Eles estão a 865 pontos dos nonos – Butoroc e Rojer – e a 1015 dos oitavos, Fyrstenberg e Matkowski. As chances existem, apesar de mínimas, já que não só eles tem muitos pontos a recuperar como os outros não podem fazer muito.

Quem criou esperanças também após vencer em Moscou foi o sérvio Tipsarevic, que de repente engrenou após um começo de temporada um tanto lento – afinal o rapaz estava em lua-de-mel.

Só existem cinco tenistas classificados até agora: Djoko, Nadal, Murray, Federer e Ferrer. Logo atrás Berdych, Fish e Tsonga. Em nono Almagro, Tipsarevic e Simon – a briga é entre esses. Faltam esta semana, a seguinte e o Masters 1000 de Paris, que onde deve haver a definição – nessa hora tem uns que dão umas piscadas de dar pena.

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domingo, 23 de outubro de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 21:41

Uma prata e um bronze

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Estava dando uma olhada no meu Post do início do Pan. Havia, pelo menos da minha parte, uma expectativa de bons resultados, ao menos no masculino, que acabou não se concretizando.

Feijão Souza e Ricardo Mello perderam mais cedo do que eu esperava e para quem ninguém esperava. Com a falta de notícias que reinou no tênis fica difícil de avaliar corretamente. A CBT ignorou o evento, para minha surpresa – não enviou nada para a imprensa, ao contrário do que normalmente faz, e seu site foi protocolar e defasado.

Os resultados das nossas mulheres foram inexistentes, mesmo com as chaves também sendo escassas.

O único que se salvou – e por que isso não chega a ser uma surpresa? – foi Rogerio Silva. Ele ficou com o bronze nas duplas mistas com Ana Clara Duarte e com a prata nas simples. O paulista nunca chegou a jogar bem no torneio. Vale lembrar que, apesar dele ter vencido Campos do Jordão em condições semelhante de altitude, como eu já havia escrito, Rogério não fica à vontade nessas circunstâncias. Seu estilo exige um pouco mais de tempo, já que precisa fugir do revés com constância, o que as quadras duras e a altitude não oferecem.

Mas Rogério não foi a passeio – ele nunca vai. Fez o que deu para fazer e se mais não fez foi porque não conseguiu, o que está de bom tamanho.

Tenho a certeza que Feijão gostaria de ter feito bem melhor do que fez. O caso de Ricardo foi o mais inexplicável. Lemos as reclamações dele sobre o amadorismo da competição e ter descoberto no ultimo instante o horário de seu jogo, algo para o qual a CBT deveria ter um plano de contingência. É sabido que Panamericanos são terra de ninguém em termos de organização, pelo menos no tênis, especialmente para quem está acostumado com eventos profissionais, onde os vários erros relatados não acontecem.

Fui, como chefe-de-equipe, ao Pan de Winnipeg, algo que não planejei e para o qual acabei sendo convidado. O torneio estava mais competitivo, mas ainda saímos de lá com duas medalhas de ouro que não eram nem um pouco esperadas. Lembro que entre as mulheres estava a Alexandra Stevensson, que dois meses antes fora semifinalista de Wimbledon e o Nalbandian, que no ano anterior fora #1 do mundo como juvenil. Mas, mesmo na Canadá a organização era no nível de Futures – precária.

Mas trouxemos duas medalhas de ouro – nas duplas masculinas e femininas (então foram quatro!) – que é o que conta nesses eventos. A conta diária é pelo ouro, sendo um número que está constantemente na cabeça de todos os atletas, sendo postado nas paredes dos dormitórios e lembrado em todas as conversas dos atletas. Quem traz o ouro tem um status diferenciado no ambiente.

Panamericanos e Olimpíadas são duas competições muito distintas do circuito profissional de tênis. Se o tenista não conhece os caminhos das pedras, pode se perder com as inúmeras distrações, o que é padrão quando se coloca centenas de atletas dos mais diversos esportes juntos, uma realidade inexistente no circuito do tênis e que, por vezes, pode expicar certas surpresas nos resultados.

Rogério Silva – duas vezes no pódio pelo Brasil.

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