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sábado, 23 de julho de 2011 Tênis Masculino | 23:22

Reação

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Tem vezes que o mundo fica um pouco mais maluco do que já é. Sabe daquelas coincidências quando mais de um avião cai em poucos dias após um tempão sem termos essas tragédias? Ou na nossa vida, quando descobrimos que merda acontece quase sempre em séries?

Pois é. Os últimos dias não foram dos mais fáceis. Além das tragédias cotidianas que acontecem por aí e por aqui, que se fomos prestar um mínimo de atenção vamos ter que ligar para algum médico amigo e implorar por uma faixa preta, ainda temos essas megas tragédias que inundam a mídia que nos fazem pensar como é que tudo não termina em um grande e irreversível caos.

Hoje foi a Amy Winehouse, não que eu me importasse em especial com ela como pessoa. Nunca tive muito apreço pelo tipo death wish ambulante. Sim; uma grande voz e uma marcante interpretação saindo dos meus BW, mas não alguém que eu quisesse passar cinco minutos. A moça perseguiu esse fim, com insistência desde, pelo menos, que ouvimos falar dela. Alguma idéia ela tinha do que possivelmente estava no seu futuro. Será sempre, para nós que não enfrentamos esses demônios, por que a moça não reagiu e salvou sua própria vida.

Muito mais impressionante foi o que aconteceu na Noruega, de todos os lugares. O que a gente espera ler sobre o país é sobre seus fjords, vikings, altíssimo padrão de vida e o fato de ser considerado internacionalmente o país mais estável e funcional do planeta. Infelizmente, alguém, lá dentro, não concorda severamente.

A esta altura todos sabem sobre a bomba que estourou no centro de Oslo e, mais desconcertante, o assassinato em massa em uma ilha a poucos quilômetros da capital. Fico imaginando como era o clima desse local paradisíaco, de propriedade do maior partido político local, que reunia centenas de jovens todos os verões para conversar sobre diferentes temas sociais.

Porque, que um perturbado saia atirando durante uma hora e meia, matando quase cem pessoas, em uma pequena ilha já me parece totalmente surreal. O que fica difícil de entender é por que centenas de jovens que tinham à sua disposição facas, pedaços de paus, pedras e sei lá mais o que, todos cientes do que estava acontecendo, não conseguiram se organizar e reagir, me parece tão inacreditável quanto a matança. Acho que eles, sendo quem são, ou eram, esperavam de tudo na suas vidas, menos o que aconteceu. Até porque, se tivessem um pouco mais de manha, um pouco mais de raiva ou pouco mais do que Amy tinha em demasia, poderiam ter evitado uma tragédia dessa proporção. Teriam reagido.

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