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quarta-feira, 20 de julho de 2011 Tênis Feminino | 11:48

Carta fora do baralho

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Não podem dizer que se trata de implicância minha com a “cruzadinha” Wozniacky. A dinamarquesa, que à distância para ser um doce de pessoa, e encanta mais de um dos meus leitores com suas belezas, é extremamente empenhada e dona de tênis grande o bastante para conduzi-la à posição de #1 do ranking. No entanto, sua posição mais parece ser um produto do misterioso e discutível ranking da WTA do que o de uma tenista reconhecida e respeitada como tal.

A moça segue sendo #1, posição que ocupa desde Outubro de 2010, mesmo sem nunca ter vencido um Grand Slam. De lá para cá foram três GS onde tentou se provar merecedora da posição. Em todas sentiu a pressão, assim como outras em tempos recentes sentiram, solidificando uma tendência única na história do tênis: tenistas que, por conta desse ranking genial da WTA, se tornam #1 sem nunca vencer um GS, o que, consequentemente, coloca uma pressão inusitada que as tenistas apresentam enorme dificuldade em lidar. Resultado, elas chegam ao topo e desmoronam como cartas fora do baralho. Ex; Safina, Jankovic, Ivanovic.

Esse ponto de vista não é só o de um comentarista. Traduzo abaixo as palavras de recente entrevista de Svetlana Kuznetsova, atual #12 do mundo, dois títulos de GS, já foi #2 mundo, mas não #1, o que deve incomodar, de alguma forma.

“Com todo o respeito, não posso realmente chamar Caroline de numero 1. Sim, ela chegou lá e assim o merece, mas é uma questão complicada. Ela é uma daquelas tenistas extremamente consistentes, mas que lhe falta algo diferenciado e marcante em seu tênis. Muito como Safina e Jankovic. Não se pode colocá-las no patamar de tenistas como Serena, Henin e Clijsters.”

Com um parágrafo, Svetlana fez algumas inimigas, e como elas podem ser inimigas, mas ressaltou uma realidade que vem marcando o tênis feminino que, incrivelmente, passa por um dos momentos mais férteis, equilibrado e imprevisível da Era Aberta, o que não deixa de ser emocionante, instigante e, claramente, de transição.

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