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Arquivo de julho, 2011

sábado, 30 de julho de 2011 Tênis Feminino | 21:07

A volta

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As quadras de tênis da Universidade de Stanford, uma das melhores da Califórnia e do mundo, hospedam um dos melhores torneios do circuito feminino. Nesta sexta-feira, nas quartas de final aconteceu uma partida marcante, que nos relembra de uma realidade do circuito que estava afastada de nossas mentes.
A partida foi entre Maria Sharapova, finalista em Wimbledon e eterna candidata a um novo título nos torneios Grand Slams. Para quem não se lembra, Serena esteve afastada do circuito um ano por conta de uma contusão no pé e um grave problema de saúde e viu seu ranking despencar para #169. O evento em Stanford é o primeiro que a melhor tenista da década joga em seu país desde o US Open de 2009.
Apesar da falta de ritmo, como vimos em Wimbledon, Serena continua perigosa e, por conta do longo tempo longe das quadras, vem babando para os torneios. Ela pegou a russa e deu-lhe uma bela chacoalhada, vencendo por 6/1 6/3, uma surra de qualquer jeito que se olhe, provando que a moça deve ser uma das favoritas no US Open, que acontece daqui a uma mês, tempo mais do que suficiente para ela adquirir ainda mais ritmo.
Neste sábado Serena enfrenta a alemã Sabine Lisicki, outra tenista que teve sérios problemas de saúde, deu a volta por cima, venceu Birmigham e perdeu nas semis de Wimbledon para Sharapova.
Serena deu uma aula na Sharapova.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011 Copa Davis, História, Tênis Masculino | 00:51

O padrinho do tênis

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Uma das memórias mais antigas que tenho do tênis é meu pai me levando para ver uma noite de exibições de tênis na quadra de tênis coberta do Ibirapuera, um local que já recebeu muito profissional do tênis, mas que não é usada para isso, que me lembre, desde o fim dos anos setenta. Em quadra Jack Kramer, Segura Cano, Lew Hoad e outros. No fim das partidas Kramer colocou uma mesinha em uma sala e ficou vendendo livros autografados dos quais tenho ainda o que meu pai comprou aquela noite.
Lembro que eu devia ter menos de 10 anos. Talvez nem tanto. O evento era uma visita de Jack Kramer e sua trupe de tenistas profissionais ao Brasil na alvorada do tênis profissional. Este sempre existiu, de uma maneira bem capenga, mas foi Kramer que começou a lhe dar alguma forma e a reunir os melhores em um “circo itinerante” a partir de 1950. Na época os tenistas jogavam em qualquer tipo de piso, de cimento a taco de madeira, na rua ou galpões, nas mais variadas cidades do mundo ou uma noite em cada cidade dos EUA em seu tapete de borracha que carregavam no próprio ônibus.
Kramer venceu o US Open em 1940, 41, 43 e 47 e Wimbledon em 1946. Como percebem, se conhecem um mínimo de história, bem na época da II Guerra, quando os Slams não foram realizados na Europa e Austrália por razões óbvias. Em 1947 ele se tornou profissional e reinou no topo até 1954 quando passou a se dedicar aos bastidores do tênis.
A história de Kramer é muito longa para um Post. Ele foi, talvez, a figura mais representativa do tênis californiano, que acabou se tornando o “big game”, jogado sobre quadras duras e rápidas de cimento, um padrão mundial durante décadas, e o percussor do tênis-porcentagem, que se vocês não sabem o que é fique tranquilo em seu sofá porque a maioria dos jovens, e não tão jovens, tenistas atuais também não sabem. Isso é fácil tirar a limpo. Você conhece alguém que joga competitivamente tênis, mesmo que em futures, challengers ou na ATP Tour? Peça a definição do tênis-porcentagem e espere – sentado. Jack era dono de um poderoso saque e uma direita flat, que ficou famosa pela bola de approach inside-out na paralela para executar o voleio – básico.
Além do tênis profissional, do tênis-porcentagem, Jack também bolou, entre outras coisas, a ATP. Durante anos foi o ponta-de-lança do “tênis-aberto”, que só veio acontecer em 1968. Nesse maio tempo arrumou uma briga enorme com os cartolas do tênis das federações. Escreveu livros, realizou eventos, realizou um dos melhores clubes de golf do mundo, endossou raquetes, a velha Jack Kramer da Wilson – que tem a primeira história de maquiagem de raquete da história, que um dia eu conto – da qual tenho três aqui em casa, uma encordoada com tripa de mais de 30 anos, e que foi a raquete mais vendida da história – foi o primeiro presidente da ATP em 1972 e muitos etc, sendo considerado o homem mais influente da história do tênis, para o bem ou para o mal.
Como já é tarde, vou encurtar. Escrevo, mais uma vez, sobre Jack porque esta semana se joga o Torneio de Los Angeles, onde Bellucci passou hoje a primeira rodada, evento fundado por Jack e hoje, após sua morte, dois anos atrás, aos 88 anos, realizado pelo seu filho Bob. Fui.
Jack Kramer, sua direita flat, intensidade e raquete.
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quarta-feira, 27 de julho de 2011 Curtinhas, Light | 10:37

Grossura

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Não tinha como não dividir uma coisa desta com vocês. Grossura em campo a gente vê em todo lugar, não precisa ir do outro lado do mundo. Talvez esse detalhe faça uma diferença neste caso. Imagino que se o fato acontecesse por aqui, as respectivas torcidas pediriam as cabeças dos envolvidos. Para ser ainda mais franco, se isso acontecesse lá no campinho, era bom os caras sumirem uns 6 meses até o pessoal esquecer a cara deles.

A jogada, se é que assim se pode chamar, afinal nem ensaiados eles atingiriam tal “perfeição”, reúne jogadores das seleções do Catar e Uzbequistão. Eu sei que não celeiros de craques, mas também não era para tanto. Afinal, o Catar vai sediar a Copa do Mundo de 2022 – depois dessa eu acredito em qualquer notícia sobre a FIFA – e o Uzbequistão, onde, afinal, o Felipão andou ensinando o pessoal a jogar.

Nesses casos as imagens falam mais forte do que qualquer palavra, mas tentem entender o que o goleirão quis fazer, se aquilo foi um “fake”, tentando enganar o atacante ou se foi ruindade pura e grossa, e prestem atenção em como o atacante bate na bola! E o as caras são “profissionais”. Um último detalhe, tudo isso aos 91’ de jogo, ou seja, o lance decidia a partida que estava em 0x0, o que não é uma surpresa.

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terça-feira, 26 de julho de 2011 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 13:00

Dupla de ouro

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Martina Hingis sempre gostou de aparecer. Suas exibições, e brigas, com Anna Kournikova e a quebra de seu contrato com a fábrica de roupas Sergio Tachinni para usar Adidas, que na época fazia roupas sensuais para Kournikova, são uma pequena amostra de seu perfil.

Atualmente, depois de abandonar a carreira, após ser pega em antidoping em Wimbledon em 2007 – com cocaína no sangue, o que, para variar, ela sempre negou – virar dançarina profissional e casar, ela começa, já balzaquiana, a pensar em jogar mais tênis. Há poucos dias andou jogando uma exibição com Serena Williams – as duas não podiam se ver no passado.

Agora ela fez chegar à imprensa suíça a história que o pessoal de Roger Federer a sondou para jogar duplas nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Ela se apressa em dizer que não foi “ele”, e sim “eles” que a sondaram, sem especificar quem seriam, só adiantando que é um pessoal que próximo a Roger. Ela afirma que as conversas devem se estender esta semana. Porque ela divulgou isso antes de se confirmar eu deixo em aberto.

Vale lembrar que, mesmo que Roger confirme o convite, Martina teria um longo caminho a percorrer. Primeiro, teria que voltar a competir para conseguir chegar aos critérios de quem entra na lista das duplas, o que não seria fácil, nem impossível. Talvez pudessem até receber um convite da FIT. Dependeria como anda a barra dela na federação após a suspensão e as coisas que ela andou falando após a suspensão.

O assunto interessa mais à moça do que ao moço. Federer quer mesmo é ganhar as simples, até porque já ganhou as duplas com Wawrinka. Seria até uma chave de ouro para encerrar a carreira, apesar de que em todas as oportunidades ele nega que esse seja o plano. Além disso, diante da medalha conquistada na China, penso que Wawrinka seja uma prioridade acima de Martina. Será que Roger irá querer jogar as três provas? É bonito no papel a possibilidade de vencer as três, mas os riscos são maiores.

É interessante lembrar que Martina é menos de um ano mais velha do que Roger, apesar de serem de épocas distintas no tênis. Martina fez chover entre 1996, quando venceu Wimbledon, e 2002. Sempre foi excelente duplista, além de singlista. Tem cinco títulos de GS em simples e nove em duplas.

Se os dois decidirem jogar em Londres, não será a primeira vez. Em 2001 os dois jogaram a Copa Hopman, um evento preparatório para o Aberto da Austrália reunindo uma mulher e um homem no time. Na época, Martina era uma estrela consagrada (ela venceu seu 1º GS aos 16 em 1997) e Roger ainda começava a aparecer – estava ainda a dois anos e meio de vencer seu primeiro GS. Jogaram seis partidas e perderam somente dez games – o que dá uma idéia da potencialidade da dupla.

Martina e Roger – campeões na Austrália em 2001

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Curtinhas, Tênis Feminino | 15:52

Quase pronta

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Com muita frequencia me perguntam sobre a iniciação de jovens, se deve ser assim ou assado. Óbvio que não é o caso da maioria dos freqüentadores deste Blog – boa parte parece já saber tudo sobre tênis, alguns, talvez, desde a mais tenra idade.

Apesar de o básico pouco mudar com os anos, hoje existem técnicas de ensino bem distintas de anos atrás. Elas vão sempre mudando, com a FIT, Federação Internacional de Tênis, tendo um departamento especifico que é gerenciado por alguns dos maiores fantasmaços do tênis internacional.

Essa é uma “briga” internacional, a qual não vou entrar, muito menos aqui. De um lado esse pessoal “viajante”, cheio de “técnicas”, metodologias, biomecânicas, e do outro, a cada dia perdendo mais terreno, os mais pés no chão.
Os metódicos falam mais bonito, carregam planilhas e computadores, tem poucos resultados práticos para mostrar. Os da velha guarda têm mais resultados e gostam mais do mano a mano com seus pupilos.

Existem hoje técnicas modernas que são inquestionáveis, assim como existem algumas antigas que também o são. Como eu disse, aqui, pelo menos hoje, não será o fórum para tal. Talvez outra hora.

O que posso dizer é que, como em quase tudo, a virtude está no meio, para a frustração dos radicais. Coloco abaixo um vídeo da atual campeã de Wimbledon, a checa Petra Kvitova, aos 4 aninhos – uma idade considerada por alguns como prematura, por outros não.

A moça veio ao mundo com certas habilidades e talento. Para sua sorte, seus primeiros técnicos não inventaram muito e mantiveram as coisas simples. Alí, aos 4 anos, o seu drive já existia e pouco mudaria através dos anos. O drive de uma campeã de Wimbledon.

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sábado, 23 de julho de 2011 Tênis Masculino | 23:22

Reação

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Tem vezes que o mundo fica um pouco mais maluco do que já é. Sabe daquelas coincidências quando mais de um avião cai em poucos dias após um tempão sem termos essas tragédias? Ou na nossa vida, quando descobrimos que merda acontece quase sempre em séries?

Pois é. Os últimos dias não foram dos mais fáceis. Além das tragédias cotidianas que acontecem por aí e por aqui, que se fomos prestar um mínimo de atenção vamos ter que ligar para algum médico amigo e implorar por uma faixa preta, ainda temos essas megas tragédias que inundam a mídia que nos fazem pensar como é que tudo não termina em um grande e irreversível caos.

Hoje foi a Amy Winehouse, não que eu me importasse em especial com ela como pessoa. Nunca tive muito apreço pelo tipo death wish ambulante. Sim; uma grande voz e uma marcante interpretação saindo dos meus BW, mas não alguém que eu quisesse passar cinco minutos. A moça perseguiu esse fim, com insistência desde, pelo menos, que ouvimos falar dela. Alguma idéia ela tinha do que possivelmente estava no seu futuro. Será sempre, para nós que não enfrentamos esses demônios, por que a moça não reagiu e salvou sua própria vida.

Muito mais impressionante foi o que aconteceu na Noruega, de todos os lugares. O que a gente espera ler sobre o país é sobre seus fjords, vikings, altíssimo padrão de vida e o fato de ser considerado internacionalmente o país mais estável e funcional do planeta. Infelizmente, alguém, lá dentro, não concorda severamente.

A esta altura todos sabem sobre a bomba que estourou no centro de Oslo e, mais desconcertante, o assassinato em massa em uma ilha a poucos quilômetros da capital. Fico imaginando como era o clima desse local paradisíaco, de propriedade do maior partido político local, que reunia centenas de jovens todos os verões para conversar sobre diferentes temas sociais.

Porque, que um perturbado saia atirando durante uma hora e meia, matando quase cem pessoas, em uma pequena ilha já me parece totalmente surreal. O que fica difícil de entender é por que centenas de jovens que tinham à sua disposição facas, pedaços de paus, pedras e sei lá mais o que, todos cientes do que estava acontecendo, não conseguiram se organizar e reagir, me parece tão inacreditável quanto a matança. Acho que eles, sendo quem são, ou eram, esperavam de tudo na suas vidas, menos o que aconteceu. Até porque, se tivessem um pouco mais de manha, um pouco mais de raiva ou pouco mais do que Amy tinha em demasia, poderiam ter evitado uma tragédia dessa proporção. Teriam reagido.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Tênis Masculino | 13:56

MÃOS AO AR

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Eu fiquei sabendo sobre o assunto no portal do iG. Logo depois começou a reverberar aqui no Blog.

Não é a primeira, e pelo jeito não será a ultima, vez que um atleta, ou mesmo um dirigente, ou uma figura publica qualquer, se borra com suas tuitadas. Não é à toa que o Mano Menezes – por que diabo que ele tem esse nome? – proibiu os jogadores de tuitar durante a Copa América. O pessoal esquece de tomar o simancol pela manhã e passa o dia fazendo pasteladas.

Para quem ainda não sabe, não estou escrevendo sobre nenhum boleiro e sim sobre o sérvio Janko Tipsarevic. O rapaz, provavelmente na empolgação de mais uma vitória na Copa Davis, alguns dias de piscinas em Dubai, colocou um post em seu Facebook que causou o maior auê. A foto usada é a primeira, aqui ao lado. O texto que acompanhava era algo do tipo: “o quanto Nadal pagaria?”. Os dois juntos falam por si e não precisam de maiores explicações para os fãs do tênis.

Como podemos ver pela segunda foto, dele Janko com o Troicki que retirei de sua página do Face, o pessoal é doidinho da silvaxavier. Quando se juntam pode, e deve, rolar qualquer coisa. Sabe-se lá qual era a idéia deles – Janko e Novak – ao encenar a foto. Também não sei dizer se ao encenar já tinham o texto em mente. Mas imagino que não tinham o resultado.

O fato é que, até pelo desenrolar da coisa, o tiro saiu pela culatra. Logo depois de publicar – não sei quanto tempo – ele o retirou. Mas o que cai na net não some nunca mais como tantas boas meninas descobriram. O caso reverberou e Janko tenta agir como se nunca existiu, não o explicando nem no Face nem no Twiter. O único resquício é um tuíte seu chamando a atenção de outros tuiteros: “aos idiotas que pensam que endosso armas e não respeito esses dois campeões, por favor não me sigam mais e parem de deixar comentários idiotas” Os comentários não estão lá, mas dá para ver que a coisa ficou feia – os fãs do Nadal não são nada mansos.

O que parece claro, mais uma vez, é que o atleta não dimensionou a brincadeira, levou um puxão de orelhas de alguém e após passar a bebedeira caiu na real (em um dos seus recentes tuítes ele diz: “ressaca é a maneira de Deus lhe dizer que você chutou o pau da barraca na noite anterior”).

A brincadeira foi daquelas inofensivas enquanto feitas entre quatro paredes e entre amigos, porém que toma outro rumo, e mesmo outras conotações, quando vem a publico e para a avaliação de todos.

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Tênis Feminino | 12:01

Protegida

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Só uma curiosidade. Imaginando como os organizadores do U.S. Open irão lidar com o fator Serena Williams. Ele é a atual #172 do ranking, o que a deixa fora do torneio. O torneio não precisará lhe oferecer um convite, já que ela usará seu “ranking protegido” da WTA. O fator a que me refiro é como eles usarão a prerrogativa de lhe dar um status de cabeça-de-chave – se no mesmo cenário de Wimbledon, onde ela foi #7, algo melhor, ou pior? Provavelmente seus resultados até o torneio farão uma diferença. Mas o quanto eles a respeitam é que será determinante.

Serena em recente evento da ESPN.

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quarta-feira, 20 de julho de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:40

Calendário

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Muita conversa sobre o calendário de Thomaz Bellucci. Diferentes opiniões, algumas realistas, outras mais opinativas e não poucas sofasistas.

A maneira mais fácil, e imprescindível, de entender o desenho do calendário da temporada de quadras duras na América do Norte, que culmina com o U.S. Open, é entende-lo pelo ponto de vista do tenista, no caso assessorado pelo seu técnico.
Ao contratar Larri Passos, Bellucci tinha em mente, bem claro, a vontade de dar mais um pulo do gato na sua carreira. Top 20 ele já foi, sua vontade é ser Top 10. Para isso, sabe ser muito importante se dar bem nos Grand Slams – é para eles que seus olhos, assim como o da maioria dos top players, são direcionados.

Roland Garros e as quadras de saibro já eram. Agora é o U.S. Open e suas quadras duras. Por isso, Bellucci abdicou dos últimos torneios no saibro, mesmo Gstaad, onde já venceu, para focar nas duras. Isso é bem claro e demonstra um comprometimento com sua estratégia e um sinal de amadurecimento, independente de dar certo ou não.

Alguns insistiram que ele deveria ir à Atlanta, primeiro torneio da gira. Se o fizesse iria empilhar com a Copa Davis e os torneios anteriores. Daquela maneira, teve um tempo para treinar e assimilar, mesmo que pouco, as mudanças que o piso exige. Algo que, no caso dele, é importante, considerando suas dificuldades. Thomaz deixa claro que está também investindo em aprender e melhorar seu jogo sobre as duras, algo que escrevo aqui há tempos ser obrigatório para quem tem suas ambições e talentos.

Thomaz jogará cinco torneios, começando em Los Angeles na semana que vem, completando com Washington, Montreal, Cincinnati e N. York o que está, sob qualquer ponto de vista compreensível, de ótimo tamanho. Se não estivesse ainda aprendendo eu diria até que é um pouco demais. Mas com cinco dá para administrar. Se vai mal pisa no acelerador, se for bem administra.

A decisão tem que ser olhada e considerada pelo momento do tenista, seus objetivos e sua realidade. Tudo isso considerado, o calendário está bem desenhado e mostra clareza de estratégia e coragem em assumir suas responsabilidades, deixar a zona de conforto de quem está contente com o óbvio. O resultado disso é o que Thomas foi atrás, embarcando esta noite para Los Angeles. Aos torcedores e tenistas em geral resta acompanhar, quiçá aprender, porque estou porraqui de ver nossos tenistas, inclusive Bellucci, se complicarem todos nesse quesito importantíssimo na carreira de um jogador.

Bellucci – nas duras

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Tênis Feminino | 11:48

Carta fora do baralho

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Não podem dizer que se trata de implicância minha com a “cruzadinha” Wozniacky. A dinamarquesa, que à distância para ser um doce de pessoa, e encanta mais de um dos meus leitores com suas belezas, é extremamente empenhada e dona de tênis grande o bastante para conduzi-la à posição de #1 do ranking. No entanto, sua posição mais parece ser um produto do misterioso e discutível ranking da WTA do que o de uma tenista reconhecida e respeitada como tal.

A moça segue sendo #1, posição que ocupa desde Outubro de 2010, mesmo sem nunca ter vencido um Grand Slam. De lá para cá foram três GS onde tentou se provar merecedora da posição. Em todas sentiu a pressão, assim como outras em tempos recentes sentiram, solidificando uma tendência única na história do tênis: tenistas que, por conta desse ranking genial da WTA, se tornam #1 sem nunca vencer um GS, o que, consequentemente, coloca uma pressão inusitada que as tenistas apresentam enorme dificuldade em lidar. Resultado, elas chegam ao topo e desmoronam como cartas fora do baralho. Ex; Safina, Jankovic, Ivanovic.

Esse ponto de vista não é só o de um comentarista. Traduzo abaixo as palavras de recente entrevista de Svetlana Kuznetsova, atual #12 do mundo, dois títulos de GS, já foi #2 mundo, mas não #1, o que deve incomodar, de alguma forma.

“Com todo o respeito, não posso realmente chamar Caroline de numero 1. Sim, ela chegou lá e assim o merece, mas é uma questão complicada. Ela é uma daquelas tenistas extremamente consistentes, mas que lhe falta algo diferenciado e marcante em seu tênis. Muito como Safina e Jankovic. Não se pode colocá-las no patamar de tenistas como Serena, Henin e Clijsters.”

Com um parágrafo, Svetlana fez algumas inimigas, e como elas podem ser inimigas, mas ressaltou uma realidade que vem marcando o tênis feminino que, incrivelmente, passa por um dos momentos mais férteis, equilibrado e imprevisível da Era Aberta, o que não deixa de ser emocionante, instigante e, claramente, de transição.

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