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quarta-feira, 29 de junho de 2011 Tênis Masculino | 13:36

Milho para bode

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Não é de hoje que Roger Federer está dando milho para bode. Hoje, mais uma vez, ele priorizou o topete e dançou nas mãos gulosas de Jo-Wilfrid Tsonga.

A partida, decidida em 5 sets – uma das raras vezes que o suíço permitiu uma virada quando vencia por 2×0, a única em Grand Slams, após 178 partidas consecutivas quando fez 2×0 – poderia ter ido para vários lados. Tsonga teve um péssimo inicio de jogo, perdendo seu saque logo de cara, após uma pixotada junto à rede, algo do que ele só foi se recuperar quando o suíço viajou no início do 3º set e ele quebrou com uma bola que pegou uma casquinha da linha.

Após vencer o terceiro set, o francês se encheu de confiança e começou a acreditar que era o seu dia ou, na pior das hipóteses, não tinha nada a perder e que o suíço poderia tropeçar no cadarço.

Tsonga começou a sacar como sabe e a bater umas direitas as quais imitiam um som no impacto que eu nunca ouvi. A bola andava barbaridades. E, como é quase sempre o caso, depois que se começa a dar milho para o bode, este quer sempre mais.

No quinto set, Federer, mais uma vez, foi quebrado no início o que decretou sua derrota. Até porque se ele segura o chapéu e leva a partida para a hora da onça beber água – termo qual o comentarista de Dácio Campos usou pela primeira vez, que eu ouvi, e se não deu crédito nominal, pelo menos disse que é frase de quem entende das coisas, o que elejo acreditar que foi simpático da parte dele – o suíço poderia ter ganho a partida porque tem mais sangue frio nessas horas do que o francês. Como deu essa colher de chá, Tsonga se encheu de moral, foi agressivo até o fim e sacou muito para fechar a partida.

Surpresa? Sim, porque Federer era o grande favorito na grama sagrada. Não porque o francês foi à final de Queen’s, mostrando que seu jogo é perigoso sobre a grama e ele está cheio de amor para dar após tantas contusões. Falando em amor, adorei ver no final o sorriso no rosto da sua super-interessante namorada que, nos primeiros sets, demonstrava uma tristeza de doer.

                                                                                                                                                              Tsonga – Bodão!

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