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domingo, 24 de abril de 2011 Tênis Masculino | 14:00

Animal que ronda

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Deixando transparecer certa conformação, minha mulher me perguntou logo cedo que hora seria a final de Barcelona, para ver por quanto seria a derrota de Ferrer. Percebi uma certa ironia na pergunta. Só para descobrir, o que me deixou mais contente, que ela deu mais um passo em seu relacionamento com o tênis, ao torcer, sem pudores, pelo Ferrer, o que garantiria um melhor espetáculo. Pouco adiantou.

Ferrer continua respeitando, mais do que a conta, o seu maior adversário. No segundo set chegou abrir 4×2, sacando para ampliar. Não conseguiu. Perdeu quarto games seguidos.

Se engana redondamente quem pensa que Ferrer jogou mal, ali ou em algum outro momento. Ele jogou muito tênis. O tênis mostrado por ambos é quase uma aberração pela qualidade dos golpes e o incrível atleticismo. Porém, Ferrer ainda faz parte dos poucos mortais que jogam muito tênis, mas não conseguem manter o mesmo alto padrão em todas os pontos disputados.

O que pode causar severos danos emocionais a ele Ferrer, e a outros talentosos mortais com uma raquete na mão, é que do outro lado da rede ronda um animal que está em outra dimensão tenistica. Sei que meus leitores precisam se manifestar, o que acho ótimo. Para ajudar a evitar que descarrilem por caminhos menos produtivos, deixo a eles a tarefa de publicar alguns dos números que Nadal consolidou com a conquista do Torneio de Barcelona.

O Animal em Barcelona

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