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Arquivo de fevereiro, 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 17:36

alles ist blau

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Ainda comendo por fora, aceitando o convite de um ATP 250, um evento menos comparado com Dubai, onde estavam os cachorrões, ou mesmo Acapulco, onde estavam os reis do saibro, ganhando uma grana por fora, porque afinal é uma estrela, já que venceu o torneio maior das Américas, o argentino Del Potro foi à Delray Beach, ao norte de Miami, jogou com uns bons tenistas, nenhum big dog , progrediu na chave, que é o mais importante a esta altura do campeonato, ficou com o título e deixou todos felizes.
 
Delpo disse, outro dia, que precisaria de umas 20 a 25 partidas para pegar o ritmo necessáriao para enfrentar a matilha. Está certo que Fish não é cachorro, mas é um tenista perigoso, até porque cresceu naquelas mesmas quadras onde foi realizado o evento.
 
Os americanos colocaram o argentino para jogar à noite durante toda a semana e só a final durante o dia – algo que o tenista sente. Mas deram a ele uma boa grana para pagar esse mico, já considerando que a seção noturna é a dos grandes nomes do torneio.
No fim das contas, alles ist blau. O público de um torneio pequeno assistiu um campeão, garantiu a bilheteria dos organizadores e Delpo colocou mais cinco vitórias em seu portfólio. Os outros que se cuidem.

Fica a torcida que a contusão que atazanou seu pulso tenha caducado e que o hermano possa desenvolver sua carreira normalmente. Porque é, definitivamente, mais um na lista dos que vão atormentar a vida de Nadal e Federer.

Delpo – tudo azul.

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Tênis Masculino | 01:19

Dividendo

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Não é uma surpresa, mas uma interessante coincidência que o comentário de um dos meus leitores, Felipe Cavalcante, seja exatamente o mesmo que minha mulher fez durante a transmissão da final de Dubai.

Chegou o momento onde Roger Federer não está mais progredindo como outros tenistas, no caso Novak Djokovic, estão. Não é, como ressaltou Felipe, uma decadência, até porque Federer ainda está buscando caminhos e alternativas em seu jogo o que, invariavelmente, traz novos progressos.

Só que os seus não estão na mesma proporção de tenistas mais jovens, com muito a provar e crescer. Isso sempre foi assim e aconteceu, para os fãs mais recentes, com Nadal em 2005, e novamente em 2008, quando o espanhol levou seu tênis a novos patamares quebrando vários limites.

Djoko vem buscando esse momento há algum tempo, pelo menos desde 2008, quando venceu o Aberto da Austrália e acreditou, por alguns meses – sua mãe acreditou ainda mais – que seria o novo rei da cocada, substituindo o então imbatível Federer.

Mas tudo tem sua hora. Não são todos os atletas que maturam na mesma hora. Tampouco maturam da mesma forma.

Até há pouco tempo, Novak era um tenista extremamente disciplinado, guerreiro como poucos e um grande contra-atacador. Isso e muito mais. No entanto, desde, talvez, a vitória na Copa Davis, o que deve ter representado muito em seu coração e carreira, Novak vem explorando novos horizontes. Na Austrália flertou com eles. No Dubai, contra Federer, ele entrou em “warp drive”.

Saiu da posição de contra-atacador e coadjuvante para a de atacador e protagonista. Foi uma das raras vezes – lembram da final do US Open 2009? – em que assistimos Federer ser acuado e chacoalhado.

A nova realidade já havia sido anunciada, dias antes, por Rafael Nadal, que disse que ele e Federer não terão mais exclusividade nos grandes títulos. Federer, após ser derrotado, mais uma vez desmereceu a vitória do oponente, ao dizer que foi uma derrota para ele mesmo. Não foi – e ele tomou um cacete sem piedade. Muitas vezes um tenista joga abaixo de seu padrão por conta do padrão do adversário, o que foi o caso, e dar crédito aonde ele é devido é sempre um bom sinal de caráter.

Ainda assim, o suíço confirmou que Djoko não é o único fazendo progressos, lembrando Murray e Soderling. A diferença é que o sérvio encontrou não só uma maneira de vencer a Copa Davis para seu país, mas também de confirmar, três anos depois, a conquista de um Grand Slam, o que separa os rapazes dos homens. Isso tem dividendos.

Novak – novos horizontes.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 09:46

Merecendo

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Após a combatida vitória sobre o polonês maluco Lukasz Kubot, um tenista que gosta de jogar no limite de seu potencial quando não é o favorito, Thomaz Bellucci declarou que “mereceu esta vitória”.

Achei curiosa a declaração, que presumo ser mais um desabafo. Nunca vi no tênis uma vitória que não fosse merecida.

Mas talvez de para entender por trás das palavras a intenção do brasileiro. Vencer uma partida de 3h, em uma melhor de três sets, é sempre uma tarefa árdua, um feito. Mais uma vez não assisti a partida, porque, creio, não foi mostrada, nem na TV nem na internet.

Mas, acompanhei parte pelo Ao Vivo. O que transparece, após tanta briga, ou altos e baixos como escreveu um leitor, “sofasista” creio, é que Thomaz começa a vencer partidas onde o componente “briga” é uma exigência. E aí existe a mão do treinador.

Isso fica ainda mais claro na declaração de Larri Passos que o pupilo “esteve perfeito até o 3×1, 40×15 do 1º set”. Após perder a vantagem, e o primeiro set, no TB, Bellucci ainda encontrou forças para virar uma partida que deve ter sido “brigada” ponto a ponto. Não entrou em depressão após se complicar, nem se encolheu em definitivo quando a hora da onça beber água chegou. É bom lembrar que sacou para fechar no 5×3 do 3º set, perdeu o saque e encontrou uma maneira de vencer no game seguinte. Não era difícil “pirar” nessa hora, como acontecia.

Voltando à declaração de Thomas, ele devia estar muito contente com seu desempenho e o fato de ter mostrado a seu técnico, e a ele mesmo, que sabe sim brigar por um resultado.

Espero que seja por aí. E que o seu histórico de não vencer partidas que exijam muito de uma sempre necessária combatividade fique, cada vez mais, para trás em sua carreira.

Na semifinal, hoje às 20h, o brasileiro enfrenta o espanhol Nicolas Almagro que está na crista da onda após vencer sua 12ª partida consecutiva no saibro latino-americano.

Pode-se dizer que Bellucci estará cansado após a maratona de ontem. No entanto, se seu adversário está muito confiante, aos poucos o seu físico também deve encurtando. Ontem venceu, também em partida longa, o colombiano Giraldo por 7/6 5/7 6/4 em 2.30h de jogo.

Com isso, Almagro está no meio de uma terceira semana seguida de batalhas. Uma hora o corpo arria. É mais uma oportunidade, desta vez de chegar a uma final, que surge e pode ser aproveitada pelo brasileiro. E o seu técnico sabe bem disso.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 Light, Tênis Feminino | 22:54

Fashion girl

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Como a moça não ganha nada em quadra há tempos, vamos faturar em outras freguesias. Maria Sharapova pode estar enfrentando algum tipo de conflito emocional no que diz respeito a sua carreira dentro das quadras, fora a moça não tem dramas.

Ouvi falar que ela ficou noiva – teria ganho um anel que está usando com todo orgulho. O rapaz é o jogador de basquete – o que mais seria, já que a moça é uma vara de pegar balão – Sasha Vujacic, da Eslovênia e dos Los Angeles Lakers.

A esmagadora parte dos contratos de Maria vem do fato dela ser a tenista mais fotografada (fala aí Aninha) e, de longe, a mais fashion. Sei que o assunto é mais a área da minha coleguinha Bê Arruda, mas tenho que conceder; Maria tem bom gosto, entende de moda e sabe usar a mídia a seu favor. Aliás, poderia dar umas aulinhas para as breguissimas e cafonérrimas irmãs Williams em cada um desses departamentos.

Como está sobrando tempo fora das quadras, a moça segue realizando “fashion statements”. Desta vez foi para a revista russa Tatler, que eu desconhecia, mas estou considerando virar assinante.

Maria arriscou, e se deu bem, com um visual “retro”, o que não é para qualquer uma. Por conta, poderão convidá-la para o “remake” de algum filme “noir”, onde ela terminaria assassinada a raquetadas após passar o filme torturando sexualmente algum bonitão de Hollywood. Mas terão que escalar um grandão, pois o Brad Pitt, e outros muitos, teriam que filmar em uma escadinha.

Enquanto isso, vocês podem checar como ela aparecerá na próxima edição de Wimbledon, onde o branco é mandatório, e como a russa pin up, perdão tenista, prova que uma mulher pode ficar estranhamente sensual mesmo metida em cuecões.

Maria de cuecões, de vamp virginal e com um interessante “branco Wimbledon”.

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Tênis Masculino | 11:21

Azar dele. Sorte minha.

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Não assisti. Nem sei se a TV mostrou. Quando liguei, na hora anunciada, não estavam mostrando. Fui dormir.

Assim, perdi a apresentação do Thomaz Bellucci derrotando o #9 do mundo Fernando Verdasco. Não sei se o jogo foi bom tecnicamente. Nem se foi emocionante. O placar – 6/2 4/6 6/3 não indica nem uma coisa nem outra.

Sei que foi bom para o brasileiro, que precisava de uma vitória como essa, e ruim para o espanhol, que anda sofrendo além de suas contas nas ultimas semanas. Pelo menos desta vez o madrilenho exaltou o adversário, não sem antes oferecer suas desculpas pela derrota – “estava jogando há meses nas quadras duras e só tive 3 dias para treinar no saibro”. Azar dele.

Nenhuma palavra sobre quanto cobrou dos mexicanos para fazer um desvio de uma semaninha do circuito de quadras duras que continua por mais dois eventos. Podem apostar que pagava as contas anuais de qualquer um aqui no Blog – mesmo o mais perdulário. Sorte do brasileiro.

Foi a primeira vitória de Bello sobre um Top 10. Eu mesmo não estava ciente de tal estatística. Deve ajudar ainda mais sua confiança. Fica a expectativa – ops, melhor não escrever isso – de que aproveite o momento e deslanche nesse ultimo evento sobre o saibro na América Latina. Afinal, os pontos que conquistou o ano passado em Santiago foram-se e começam a fazer falta. Os conquistados com a vitória sobre Verdasco só protegem os conquistados no ano passado no mesmo evento.

O próximo adversário do rapaz será o fantasmaço Ivan Navarro, aquele que fez aquela partidaça no U.S. Open contra o Dent. O rapaz é a ambiguidade em pessoa. Um espanhol que saca e voleia. Jogo de quadra dura no nível do mar. Mais um pouco de sorte não faz mal a ninguem.

Ivan Navarro – um espanhol que vai a rede.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 13:09

Novos sabores

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O brasileiro Thomaz Bellucci joga esta noite em Acapulco uma daquelas primeiras rodadas temidas por todos. Thomaz, #36 do ranking, ficou a uma posição de ser cabeça de chave no torneio, e com isso ter uma posição privilegiada na chave. O ultimo cabeça de chave foi o argentino Juan Chela, #37 do ranking.

Com isso, o brasileiro, um tenista com a mão pesada, perigoso e respeitado, ficou solto na chave. Ruim para ele e ruim para seu adversário, o cabeça de chave #2 Fernando Verdasco. O fato não é confortável para nenhum dos dois.

Para o brasileiro, pela óbvia razão de enfrentar um dos favoritos do evento e #9 do mundo. Para o espanhol por que enfrenta um tenista perigoso que, em uma das raras oportunidades na temporada, jogará sem a responsabilidade da vitória.

Sem a responsabilidade em termos. É óbvio que nas casas de aposta Thomaz não é o favorito – nem na sua cabeça. No entanto, pelo andar da carruagem, Bellucci adoraria vencer esta partida. Primeiro porque está precisando vencer partidas – seu ranking começa a sofrer o impacto das derrotas. Depois deve estar ansioso para mostrar, e ver, que sua parceria com Passos está no caminho certo, além de que é a típica partida boa de vencer para se receber uma confiança na veia.

Por outro lado, teoricamente, o espanhol estará “esperto” por conta da chacoalhada que levou do Raonic na 1ª rodada em Memphis. Além disso, a teórica vantagem que o paulista teria, por estar vindo de torneios no saibro e uma semana de descanso, o espanhol recuperou tendo mais dias disponíveis para treinar no saibro, além de descansar a cabeça e o corpo.

Com esse cenário colocado, a partida ganhou novos sabores, o que pode ser um prato mais interessante a ser aproveitado no início desta madrugada pelos fãs do brasileiro.

Para aproveitar nesta madrugada.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:39

Reconhecimento

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Como muitos, assisti finalmente uma partida completa do canadense Milos Raonic. E que partida. Em uma daquelas viagens de confiança, o rapaz, de 20 anos, jogou sua segunda final em duas semanas consecutivas. Venceu a primeira, batendo Verdasco em San Jose, Califórnia, e perdeu a segunda, na bacia das almas, para Andy Roddick.

Nestas duas semanas o rapaz mostrou que veio para ficar. Não é, como insinuou o mau perdedor Verdasco, um samba de uma nota só. O rapaz é um dos melhores sacadores do circuito; seus feitos no Aberto da Austrália e nas ultimas duas semanas o provam, mas também é perigosíssimo tanto no fundo da quadra como junto à rede. Na ocasião pensei em fazer um Post sobre a infeliz declaração de Verdasco após a segunda derrota, já em Memphis (que Milos é um jogador de um único golpe e que iria lhe ensinar como se joga tênis quando se enfrentassem no saibro), mas a achei tão medíocre que deixei passar.

O mais incrível, ou talvez explique, é o fato de que desde Outubro Raonic treina na Espanha com seu novo técnico, o espanhol Galo Branco, o que em si é também é uma surpresa. Galo foi um tenista que deve ter batido duas ou três esquerdas em sua carreira e duvido que tenha dado um ace sequer. Seu companheiro de treinos em Barcelona e melhor amigo no circuito é Nicolas Almagro. Verdasco é de Madrid.

Talvez a escolha pela Espanha venha do óbvio fato que ninguém terá que ensinar o rapaz a sacar e já pode se dizer que é um bom voleador. Seus golpes do fundo são melhores do que se dá crédito, sendo capaz de definir com sua direita de qualquer lugar da quadra e sua esquerda capaz de fazer um estrago quando batida de dentro da quadra.

Há detalhes que só o tempo acrescentará e outros que boas instruções farão a diferença. Três ou quatro bolas mal jogadas causaram sua derrota ontem. Um primeiro saque empurradinho na hora de vencer o 1º set foi um deles. Bizarras esquerdas slices na paralela foram outras. O abandono do ataque em momentos cruciais mais um. O reconhecimento de que não é necessário ir para bolas vencedoras a toda hora mais um. Tudo isso se aprende.

Mas o rapaz é tambem brigador e tem personalidade, qualidades exigidas de um campeão. Mandou o técnico calar a boca após levar uma dura depois perder o TB do 1º set. Seu temperamento explosivo é conhecido e algo que Galo Branco vem trabalhando. A hora que o tenista deixa de ter faniquitos e passa a canalizar suas emoções e energias para vencer partidas e torneios se torna muito mais perigoso.

O maior reconhecimento de sua periculosidade veio por parte de seu adversário de ontem, Andy Roddick. A partida, vencida por 7/6 6/7 7/5, se aproximava de mais um TB. Com um match point a favor, o americano deu sua melhor devolução na paralela, o canadense apresentou o seu melhor voleio, já no limite da quadra, e Roddick, sabendo que a perda da oportunidade poderia levar ambos à roleta russa que é um TB no set final contra um adversário perigosíssimo, não hesitou em se lançar para vencer o torneio, em dos melhores match-points que já vi. Veja abaixo.



Será que o garoto tambem poderia ter pulado?

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domingo, 20 de fevereiro de 2011 Minhas aventuras | 20:06

Amigo

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Quem sentou no meio fio com seu melhor amigo, conversando sobre os mistérios do universo, após tentar, mais cedo na noite, desvendar os segredos das mulheres ao som de Ray Conniff, suspeitando que o mais certo fosse que nunca teríamos respostas definitivas para nenhuma das perguntas? Talvez atualmente não seja uma boa idéia sentar na calçada da esquina de uma das ruas mais movimentadas da maior metrópole da América do Sul no meio da madrugada, mas ainda me parece uma melhor idéia do que não se ter com quem dividir dúvidas e certezas.

Quem teve a oportunidade de jogar uma quarta-de-final de um Campeonato Brasileiro, enfiar o adutor na catraca da rede em uma troca de lado, vencer a partida assim mesmo, só para voltar ao hotel e ter a perna tratada com toalhas quentes por horas pelo seu melhor amigo, também colega de quarto e, por feliz coincidência, o adversário do dia seguinte, jogo o qual foi obrigado a abandonar, por conta de que ainda faltavam alguns anos para se descobrir que nesses casos o gelo funciona melhor do que o calor?

Quem, durante anos, teve seu melhor amigo como companheiro de equipe, nas quadras de tênis, nos campos de futebol, nas quadras handebol, jogando duplas, formando zagas, vencendo tudo que pela frente apareceu, e aceitando-o como capitão, até porque o técnico sabia que ele seria o único aceito sem maiores problemas, por ser o único que eu aceitava ser melhor do que eu em tantas coisas?

Quem teve um amigo e colega de classe que lhe passava cola naqueles dias em que você achou melhor ficar lendo um livro de Conan Doyle noite adentro do que o de matemática; e quando o professor de educação física, pentelho, os colocou para lutar boxe na aula de ginástica, só para ver como os dois amigos inseparáveis reagiam, após dois assaltos só fazendo sombra, sob os aplausos e apupos dos colegas e as ameaças do professor, acertou, sem querer, um punch que trincou uma costela do amigo/oponente e, por conta do fato, se recusou a pegar em luvas novamente?

Quem teve um amigo com o qual podia sentar por horas conversando, sem se importar com as outras pessoas, mesmo porque ambos falavam de uma maneira que ninguém entendia nada mesmo, e que, no fundo, sabiam que podiam se comunicar mesmo sem as palavras, que é o que grandes amigos fazem?

Quem teve um amigo que saia da universidade para ir a sua casa ouvir Blues, quando preferia MPB, até porque o outro estava entre a vida e a morte, sem poder sair da cama, e ainda sem respostas para inúmeras perguntas.

Quem não poderia preencher inúmeros parágrafos com histórias e mais histórias sobre aquele seu amigo de infância, que dividiu os melhores, e os piores, momentos até o momento que o destino os levou a caminhos diferentes e nem por isso suas almas se separaram?

Tenho certeza de que, pelo menos no que diz respeito o último parágrafo todos os felizardos deste e outros Blogs podem levantar a mão. Quanto aos outros causos, deixo aqui minha lembrança de uma amizade que não se encerra com a morte de um deles, até porque o outro está aqui para lembrá-la.

O amigo Marco Antonio Souza Ferreira; terceiro da direita para a esquerda.

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sábado, 19 de fevereiro de 2011 Tênis Masculino | 12:03

Aula de 15'

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Nunca fui lá um fã da pessoa Marcelo Rios, mas um fanzaço do seu tênis, o que torna evidente que caráter e personalidade nem sempre, se não raramente, andam juntas com o talento. O que causa tanto graves deformações na formação da personalidade de jovens fãs, e não estou falando só de tênis, como ambiguidades, do tipo das relações de amor e ódio que o que os chilenos tinham com Marcelo Rios.
Como hoje não vou falar sobre podres, mostro abaixo um video que o amigo Nark Rodrigues, o excelente comentarista da SporTV, postou no seu Face. Alias, ontem assisti o filme, o qual em breve comentarei.

Quanto ao video. Os comentários óbvios são sobre como Marcelo termina o ponto. Mas chamo a atenção de voces, pelo menos os tenistas, e se quiserem os sofasistas, sobre alguns detalhes que demonstram o talento natural do chileno, e o seu incrível arsenal, algo tão raro no tênis força e “ignorante” de por aí.

1- Aos 4 segundos ele se defende, com uma bola alta e sem peso no fundo da quadra, mudando o ritmo e anulando o ataque adversário.

2- Aos 8 ele estica, atacando, um drive longo e a meia altura, mudando o perfil do ponto.

3- Em seguida, aos 12, ele muda a direção da bola, para a paralela, sem força, mas machucando, como se fosse a coisa mais fácil do mundo, confirmando o ataque.

4- Aos 13, antes de Agassi bater na bola, usando sua intuição e a tão famosa antecipação, ele se adiana ao golpe adversário, o intercepta invadindo a quadra, ataca e vai à rede.

5- Aos 16, ele escorrega e logo em seguida executa o golpe que encanta e levanta o público. Detalhe: ele o executa, mesmo naquela posição, abrindo a cabeça da raquete, batendo na bola de dentro para fora – no caso bem mais complicado e delicado – algo que o seu posicionamento, e o do adversário, exigiam.

Depois, sem aquela fanfarronice atual, nem mesmo o sorrisinho presunçoso que um Federer dá nessas horas, levanta como se tivesse feito a coisa mais natural do mundo em uma quadra de tênis.

Uma aulinha imperdível de 15 segundos de um mala, mas um talento ímpar que faz falta.

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Tênis Feminino | 11:10

Perfume

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Em mais uma capitulo da novela “Não me peçam para entender o ranking da WTA”, a dinamarquesa Caroline Wozniacki voltou à liderança, após ser de lá desalojada pela belga Kim Clijsters somente uma semana atrás.

Caroline conquistou o feito ao chegar às semifinais do Torneio de Dubai, um dos mega eventos da temporada feminina. O computador da WTA nos adianta que do topo do mundo a moça não será desalojada até pelo menos 20 de Março, o que dá mais um tempinho para a moça se embriagar com o doce e inebriante perfume do sucesso.

Como falar é grátis e não paga imposto, se assim não fosse a humanidade viveria quebrada, não sei bem como fica a cabecinha da moça que, após ser desalojada, na ultima segunda-feira, declarou que graças a Deus não era mais #1 do mundo, pois assim não teria que responder mais a perguntas sobre ser a líder do ranking e nunca haver vencido um Grand Slam.

Eu só quero saber se vai ter algum jornalista cheio de brios com a profissão lá no Dubai e fazer a pergunta na primeira oportunidade.

Caroline e o perfume do sucesso.

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