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Arquivo de janeiro, 2011

domingo, 30 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 11:06

Diploma

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Eu ficaria feliz com um novo campeão, assim como fiquei contente em ver uma final inédita. A variedade sempre faz bem para o coração arejado. Mas ficou faltando alguém do outro lado da rede na conquista de Novak Djokovic.

Andy Murray deixou evidente que ainda não tem o espírito e o perfil de um campeão de Grand Slam, momento maior no circuito. Novak Djokovic deixou claro que está mais preparado do que quando conquistou o seu 1º título, também em Melbourne.

Murray sofre demais em quadra. Todo dia. O equilíbrio faz parte de qualquer combinação vencedora na vida do ser humano, independente da atividade. Murray oscila demais, dentro de uma partida, de um set, de um game e mesmo de um ponto. É muita montanha russa para administrar emocionalmente.

Djokovic é uma rocha mental e cada dia mais forte emocionalmente, duas coisas distintas. A primeira foi um presente de Deus ao sérvio. A segunda ele vem buscando há anos.

Novak conseguiu dar um pulo de qualidade no seu tênis ao melhorar o serviço, não muito, mas o bastante, e dar um gigantesco avanço com a direita vencedora, uma bola decisiva que ele não tinha até a temporada passada. O que um título de Copa Davis faz para o coração e a confiança de um tenista.

Murray, ao contrário, ainda não conseguiu passar para o próximo nível de seu talentoso tênis, insistindo em restringir seu estilo em minar os adversários, o que faz com maestria. Finais de Grand Slam é outra história. Quem chega ali são os dois melhores jogadores do tênis momentaneamente. A agressividade, a determinação, a confiança são qualidades que não podem ficar de fora do portfólio de um campeão. Este tem que ser capaz de vencer os pontos decisivos se impondo e não só contando com os erros alheios.

Mas, que fique claro. Se faltou alguém na final, no evento estiveram todos e Novak saiu vencedor. Olhando para trás, ele soube lidar com a zebra e os maus espíritos, ao bater um desconhecido croata em quatro sets, ainda na 2ª rodada, único jogo quando perdeu um set.

Seu diploma de campeão foi merecido e conquistado na semifinal ao bater, de modo incontestável, Roger Federer, o que não é pouco. Se um dia o suíço pode sair da quadra e dizer que alguém lhe bateu, do começo ao fim, foi naquela semifinal. Se não tivemos um novo campeão, temos um campeão novo – o que também está de ótimo tamanho.

Murray e Djokovic – uma questão de atitude.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 19:32

Karma chinês

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Se o Murray sofre pressão em casa para vencer Wimbledon, ou qualquer outro Grand Slam, imagino o peso sobre os ombros da Na Li, ou Li Na, como dizem os chineses. São cerca de 1.3 bilhões de pessoas por lá. É muita gente. Não sei se todas acompanham o tênis, mas a expectativa da moça, e sobre a moça, deve ser maciça.

Por alguma razão, ou mais de uma delas, cismei com o nome da moça desde o início do torneio. É só ter acompanhado as minhas transmissões ou assistir as entrevistas que estão no site da ESPN-BRASIL. Desde o início eu dizia que poderia estar chegando a hora da chinesa e que muito antes de apostar na Wozniacki eu apostaria nela. Infelizmente, não tenho o hábito de apostar, senão estaria olhando a uma possibilidade de embolsar uma boa soma, porque a Na Li era uma zebra aqui, na Austrália ou na China.

Li é a primeira oriental – homem ou mulher – a chegar a uma final de simples de um GS. Vale lembrar que as chinesas Yan Zi e Zheng Zie venceram em 2006 duplas em Wimbledon e Aberto da Austrália. Sun Tiao Tiao venceu mistas em Austrália 2008 com Zimonjic. A final, contra a belga Kim Cljisters, acontece neste sábado às 6:30 da manhã, com televisionamento pela ESPN.

A moça bate reto na bola, é forte e chegou tarde ao circuito. Faz 29 anos no mês que vem, o que nos garante uma campeã quase balzaqueana em Melbourne. Só começou a viajar mundo afora no circuito profissional em 2005. Em 2006 casou com o atual maridão para viajar com ele, que também se tornou seu técnico. Já vi os dois discutindo durante uma partida com o maridão abandonando as arquibancadas. Sei lá como eles administram esse delicado e intricado relacionamento.

Cljisters tem mais experiência, mais títulos no circuito (40×4) e mais títulos nos GS (3×0). A belga é a atual #3 do mundo e a chinesa #11. Só que, sempre existe um porem, Na Li venceu duas das ultimas três partidas, sendo a ultima duas semanas atrás na final de Sidney. Li está invicta esta temporada.

Acho Clijsters o máximo, dentro e fora das quadras. A moça é uma graça, simpática e querida. A única mancha no seu passado se chama Lleyton Hewitt. Mas tambem isso tem um porem. Eu o via com ela nos lounges dos tenistas e a fera era de uma meiguice sem fim.

Quanto a chinesa, pouco sei e nem a acho muito simpática. Mas torço para termos uma nova campeã, o que é sempre bom para o esporte, e de lambuja ainda deixaríamos 1.3 bilhões de pessoas felizes, o que deve melhorar consideravelmente o karma do mundo por algumas horas.

Na Li – a China nas costas.

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Tênis Masculino | 18:07

O meu chapéu

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Confesso que fiquei curioso com o teor da conversa entre Rafael Nadal, dentro da quadra, e seu tio/técnico Toni Nadal, nas arquibancadas, durante a derrota para David Ferrer, após sentir a contusão que lhe impossibilitou de jogar em seu padrão normal.

Para aqueles que tiveram a mesma curiosidade, o video abaixo jogará boa luz sobre as dúvidas. E eu aproveito para de público tirar o meu chapéu para o rapaz. E bem tirado.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 14:18

Novas saudades

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Em uma notícia que acabo de descobrir, Justine Henin anciou sua segunda aposentadoria das quadras. O ultimo evento oficial que a belga jogou foi Wimbledon 2010, quando perdeu para a compatriota Kim Cljisters na quarta rodada e sentir uma contusão no cotovelo, supostamente a razão do novo abandono. A ultima partida que jogou como exibição foi em Dezembro, em Antuérpia, tambem contra a compatriota.

Henis havia abandonado as quadras em Março de 2008 e voltou no início de 2010.

Henin terminou 3 temporadas como #1 do mundo, venceu 7 GS, 43 títulos, e a Fed Cup em 2001. Seu estilo clássico, a esquerda com uma única mão e capacidade de imperar em um mundo de enormes amazonas com um físico juvenil vão deixar saudades.

Justine Henin em sua última aparição, em Antuérpia.

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Tênis Masculino | 13:55

A realidade

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Uma coisa que eu aprendi é que muitas vezes o que chega ao público tem pouco, ou nada, a ver com a realidade. Escrevo sobre esportes, mas o raciocínio vale para outras atividades, da política ao que acontece na vida particular das pessoas.

Vivemos em uma realidade paralela, sedentos por informações, até porque a cada dia elas estão mais disponíveis, nos deixando completamente viciados. Quanto mais lemos, assistimos e ouvimos mais queremos saber. Sempre achando que tudo isso é a verdade e real, não raro nos enganando.

O que aconteceu hoje na estranha derrota de Rafa Nadal para o operário Ferrer?

O que eu sei é que não sei. E quem acha que sabe pode estar certo, ou não.

Imediatamente antes de entrar em quadra, Nadal foi entrevistado pela TV. Uma pergunta, uma resposta. O espanhol falou sobre contusões e problemas físicos, entre todos os assuntos, dizendo que com eles não seria possível bater um oponente como Ferrer. Nadal, o visionário?

Após perder seu serviço, no segundo game da partida, um game de mais de 10 minutos, Nadal quebrou de volta, sentou e pediu atendimento. Dali para frente deixou claro que não estava em suas condições físicas ideais para jogar. Nem tanto por não lutar e correr atrás das bolas, mas pelos atendimentos, as expressões faciais, as inúmeras conversas com seu tio de dentro da quadra e a sua inabilidade em manter o seu serviço – foram sete quebras em três sets.

Manchar a vitória de Ferrer por conta de uma contusão do adversário é ignóbil, considerando o que o operário apresentou em quadra, que foi um tênis de altíssimo nível. Mas foi assim que ficou, apesar dos esforços de Nadal em parecer ao contrário.

Considerando a contusão como séria o bastante para afetar seu desempenho, temos que tirar o chapéu para o campeão ficar em quadra em respeito ao público e ao adversário, um amigo fora das arenas também.

Não podemos deixar de considerar também a hipótese, ou pelo menos o fato de agregar à tal decisão, a lembrança que Nadal já havia desistido no ano passado, no mesmo torneio, na mesma rodada, para o oponente da próxima rodada – Murray.

Ele mesmo deu a dica nas entrelinhas, ao dizer em sua entrevista pós jogo: “eu odeio desistências, desisti no ano passado e não queria repetir”. “Fica parecendo que a cada vez que eu perco tenho uma contusão – eu não quero passar essa imagem”.

Como Nadal se recusou terminantemente a falar sobre a contusão, por mais que a imprensa presente insistisse, fica a dúvida sobre a realidade.

Não sei o que ele tinha, como não achei que estivesse na sua melhor forma. Talvez, tenha feito um esforço sobre humano em continuar jogando para não desmerecer a importante vitória de um colega e amigo. Talvez, fosse melhor que interrompesse a partida quando percebeu que não teria condições de lutar pela vitória. Talvez, simplesmente Ferrer estivesse melhor do que ele hoje. Talvez, pudesse camuflar melhor a contusão, para que ela não se tornasse a história do jogo.

São muitas as questões para um único fato concreto. Hoje, Ferrer foi impecável e mais tenista do que seu amigo campeão. E por isso está na semifinal contra Mutley escocês.

Qual a realidade do jogo?

Esta?

Esta?

Ou Esta?

 

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 História, Masters, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:48

Correndo

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Em junho de 1992, Jaime Oncins enfrentou nas quartas de final de Genova o ucraniano Andrei Medvedev, na época ainda com 18 anos, enquanto que Jaime com 22 anos.

Foi uma daquelas partidas determinantes na carreira dos envolvidos. O ucraniano venceu no tie-breaker do 3º set, após Oncins desperdiçar um set point em uma passada na corrida.

Oncins havia vencido seu 1º título em Bologna um mês antes e chegado às oitavas de Roland Garros após bater Ivan Lendl na 2ª rodada. Estava no embalo. A vitória nas quartas de Genova o colocaria nas semifinais contra Marcelo Filippini e ótimas chances de ir a mais uma final. Até hoje vejo aquela passada na corrida como se fosse minutos atrás.

Andrei bateu Felippini nas semis e na final surpreendeu o argentino Perez Roldan, conquistando seu 1º título da ATP. Pegou a elusiva confiança, o bem mais importante para um tenista em formação. Um mês depois venceu Stuttgart, então um “Masters”, batendo Prpic, Volkov, Emilio Sanchez, Edberg, Muster e Wayne Ferreira. Para completar, a missão e sua 1ª temporada, dois meses depois venceu Bordeaux, batendo um triste Bjorn Borg, que tentava um ridículo retorno na 1ª rodada, Cherkasov, Carlos Costa (atual manager do Nadal), Gilbert e Brugera na final. Em uma temporada foi de #227 do ranking a #23.

Durante essa ascensão esteve acompanhado de seu então técnico Oleksander, que viajava sempre com a mulher e filho pequeno. Como são poucos os técnicos com mulher no circuito e menos ainda os com criança pequena, chamavam a atenção, apesar do esforço para não fazê-lo.

Na época, o garoto Alexandr tinha de três para quatro anos e não era nada raro os tenistas o mimarem. Lembro que no dia após a derrota de Oncins tomamos café da manhã juntos no hotel, já na hora em que os maus humorados garçons italianos tentavam recolher a comida. Nós íamos embora e eles voltavam ao clube. That´s life.

Alexandr corria como um azougue entre as mesas, para o constrangimento da família extremamente introspectiva. O garoto, nem aí. Aliás, segue correndo. Hoje usa sua velocidade natural e a quilometragem adquirida no circuito para eliminar tenistas como Robin Soderling no Aberto da Austrália e se tornar, como já digo há algum tempo, um tenista diferenciado no circuito. Na próxima rodada, já nas quartas de Melbourne, vai ter que correr ainda mais ao encarar Andy Murray. O pai foi seu técnico até dois atrás. Até ambos descobrirem que essa acerto familiar tem data de vencimento. Aí o filho mudou a grafia do nome, que era identica ao do pai e foi correr por aí.

Dolgo Dog – correndo por aí.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Tênis Feminino | 22:26

Exagerou

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Não raro escrevo que o circuito feminino é algo perto do incompreensível.

Esta semana, a polonesa Agnieszka Radwanska está se tornando notícia em Melbourne de mais de uma maneira. A primeira, que todo mundo já sabe, é a sua “arte” ao quebrar uma raquete de tênis como nunca dantes visto. Quem não acompanhou a bizarra cena na ESPN deve ter visto na internet.

O que poucos viram foi o que aconteceu momentos antes, quando a moça, em um ataque safino, bateu a raquete no chão algumas vezes. Por isso, nenhuma surpresa com o que aconteceu.

O que eu achei mais hilário não foi a raquete quebrar do jeito que quebrou e sim a carinha da polonesa. Nem Merryl Streep faria uma expressão de surpresa daquela.

O que eu não sei dizer é como ficará a situação da tenista perante a patrocinadora e fabricante das suas raquetes – Babolat. Em um mundo justo, a moça, 21 anos e #13 do mundo, jogaria alguns anos para pagar o estrago que fez à marca. O mundo inteiro viu e condenou a raquete. Só não viram o que ela fez antes.

Radwanska quase não foi a Melbourne. Passou por uma cirurgia no pé em Outubro e seu médico declarou que só voltaria a jogar em Março. Perguntado, disse que dava 1% de chance a moça para estar no Aberto da Austrália. Ela disse que estava de bom tamanho.

Ela ficou deitada três semanas e perdeu musculatura e força nesse período, como qualquer um que passou por isso sabe. As cinco semanas seguintes foram nas muletas. Nesse período ia à quadra para bater bolas sentada, algo que eu já havia visto o Muster fazer.

Agnieszka voltou a correr atrás das bolinhas somente no dia 20 de Dezembro. Foi a Melbourne, esteve a ponto de ser eliminada na 1ª rodada, como tudo indicava que aconteceria, quebrou uma raquete, ficou famosa na internet, está entre as oito melhores, encara Kim Cljisters e deixa claro que fez todo esse esforço porque não queria assistir os jogos pela TV. Talvez as transmissões na Polônia sejam ruins, mas a moça não precisava exagerar.

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domingo, 23 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 09:17

Maria

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A Maria Sharapova pode ser dona de um joguinho feio de dar dó, sem contar que tem o narizinho empinado além da conta.

Mas a russa, além de ser uma das mais atraentes do circuito, para alegria de seus fãs, reunindo um corpo colossal com uma fineza de traços, é um dos espiritos mais guerreiros do circuito e uma das maiores itensidades em quadra, independente de entre mulheres ou homens.

Assim sendo, é com uma certa tristeza que tenho acompanhado um gritante declínio no seu jogo e consequentemente carreira.

Sharapova já foi #1 do mundo, viu o ranking despencar com seu afastamento do circuito por conta de uma contusão no ombro, recuperou e agora empacou. Atualmente é #16.

Por conta de seu enorme sucesso, parece que Maria está no circuito há muito mais tempo do que seus 23 anos indicam. Considerando o quanto seu jogo estacionou, para não dizer despencou, fica claro que a moça terá que investir na mudança, para melhor, de sua estratégia de jogo e carreira.

É certo que ganha muuuuito mais dinheiro fora das quadras do que dentro delas e isso pode, como vimos bastante no tênis feminino, alterar o foco da atleta. Mas, aos poucos, deve chegar o momento em que a ausencia de títulos relevantes pode mexer com a disposição do pessoal de Madison Avenue, assim como com sua própria confiança.

Com mais uma contudente e humilhante derrota para uma tenista sem maior expressão, fica claro que é hora de mudanças. Só que esse necessário upgrade em seu jogo só virá com a contratação de um sério e competente técnico e não marionetes do tipo Michael Joyce ou Thomas Hogstead, o que atualmente indica que ela não está tão comprometida com melhoras.

Fashion Maria

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sábado, 22 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 10:29

Engoliu e cuspiu

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Mais alto para Tomas Bellucci do que sua derrota para Hernich, fala a contundente vitória de hoje do sueco Robin Soderling sobre o mesmo checo. Se perder para um tenista #241 do mundo, e 31 anos de idade, mesmo que perigoso, não deixa de ser surpreendente para um cabeça de chave a fácil vitória de Soderling – 3/1/4 – o que evidencia a distância que separa o brasileiro de sua ambição de estar entre os 10 melhores do mundo e ser um fator nos torneios Grand Slams.

Thomas concentrou seus comentários sobre a partida na capacidade do adversário em jogar reto e o incomodar. No entanto, Soderling pegou essa mesma qualidade do adversário, rasgou, engoliu e cuspiu. Nem tomou conhecimento.

Isso porque é capaz de impor seu estilo e não se preocupar com o do outro. É justamente essa capacidade – técnica e mental – de se impor, e sustentar essa imposição, que ainda falta a Bellucci.

O trabalho do brasileiro para melhorar consiste não só em resolver suas carências técnicas, como contra-atacar com qualidade e consistência; resolver e melhorar suas melhores armas, como saque e drive e ainda mais importante, acertar seu emocional, sua consistência, sua postura, sua resolução.

O momento que Bellucci conseguir lidar com os Hernich da vida, será a hora em que o brasileiro conseguirá fazer a transição que o tirará do atual limbo, onde já provou que pode frequentar, para se instalar no clube privée dos cachorrões do circuito.

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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 Tênis Masculino | 14:48

Arraial da Ajuda

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Uns cinco anos atrás andei escrevendo sobre uma visita minha à Bahia, onde encontrei um velho amigo de guerra na contra mão de uma das ruas de Arraial da Ajuda. Ele me levou para sua casa, batemos uma bola, jantamos fartamente, bebemos um vinho, conversamos bastante e ainda me ofereceu o quarto de hóspedes. No dia seguinte segui meu caminho rumo à praia do Espelho.

Walter Priedkman, mais conhecido por Gringo, é mais um técnico argentino que se decidiu pelo Brasil, fez de tudo um pouco por aqui, sempre gostou do inusitado e sempre fez valer a sua determinação em conquistar suas metas. Na sua casa na Bahia tinha uma quadra onde dava aulas para várias pessoas da cidade e fazia do tênis sua carreira.

Como sempre gostou de ares, um par de anos mais tarde o vi no Clube Pinheiros com um de seus tenistas, quando descobri que estava vivendo na serra fluminense, onde havia montado residência e uma academia. Lembro que escrevi sobre o assunto aqui no Blog.

Esta semana descobri que Gringo foi uma vítimas em Itaipava – felizmente unicamente com perdas materiais. Sua academia Tennis Route foi arrasada. Felizmente nenhum dos tenistas estava presente, todos competindo fora da cidade.

Agora a CBT vai oferecer algum tipo de ajuda a Gringo e sua turma, como novos materiais para técnicos e jogadores. Em São Paulo, a CBT arrecada doações. Abaixo fotos do local e como enviar doações.

Como doar:

Na sede da CBT – Roupas, tênis, comida, material esportivo, etc.
Rua Nhu-Guaçu, 44 – Campo Belo – São Paulo (SP)
Informações no Tel: (11) 2359-0160

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