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terça-feira, 16 de novembro de 2010 Tênis Masculino | 22:50

U$300 milhões

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O que ninguém admite, pelo menos publicamente, dentro da Federação Americana de Tênis – USTA – é que quase duas décadas atrás os dirigentes da entidade pisaram na bola feio ao aprovarem o mastodôntico Estádio Arthur Ashe – quem já tentou assistir uma partida no anel superior do estádio sabe do que estou falando – sem contemplar a possibilidade de se colocar um teto no estádio.

Para quem não sabe, o local era aterro de resíduos, o que não sustentaria um peso maior com a estrutura existente. A USTA diz que a única possibilidade é de um dia existir uma tecnologia revolucionaria que permita tal obra.

Mesmo com todos os problemas da economia local, os americanos têm grana sobrando nos bolsos e nos cofres. A USTA vai construir um novo mini estádio para 3.000 pessoas, que deve ficar pronto para o evento de 2012.

Com um total de U$ 300 milhões aprovados para novas obras – dos quais 10% seriam dinheiro da entidade e o restantes “bonds” vendidos a investidores, assim como fazem os ingleses em Wimbledon – os americanos planejam outras obras.

Colocar no chão o Estádio Louis Amstrong, junto com a quadra a ele acoplada, a chamada “Grandstand”, e reconstruí-lo com a capacidade para 15 mil pessoas, ainda sem teto, mas desta vez com as condições estruturais de um dia receber o danado. Esta obra não deve começar nos próximos seis anos.

Querem também refazer o último anel do Arthur Ashe, melhorando os banheiros e as concessões de comida – aqueles balcões que vendem refrigerantes, cervejas, hot-dogs e aquele monte de lixo que eles adoram comer nas arquibancadas. O seguinte eles não dizem; melhor assim, porque assistir uma partida de tênis de lá é que não dá. Você só sabe que um é o Federer e o outro o Nadal se conseguir distinguir qual joga com a mão esquerda.

Os americanos – supostamente os reis do planejamento – gastaram U$250 milhões para construir o Estádio Arthur Ashe, pronto em 1997, e na ocasião tiveram que decidir entre construir um estádio para 20 mil pessoas e sem um teto, que foi o que fizeram, ou um estádio para aproximadamente 16 mil pessoas com um teto retrátil, que foi o que os australianos e os ingleses fizeram (e os franceses estão loucos para fazer). Sendo que o primeiro é usado somente em duas semanas do ano e o segundo poderia ser usado todas as semanas do ano com vários eventos, que é o que os australianos fazem

Por isso, os organizadores dos dois torneios dormem tranquilos com suas decisões, assegurando milhões fãs ao redor do mundo que o espetáculo é ininterrupto mesmo quando chove, enquanto que os americanos são obrigados a perder o sono, explicar a ausência do teto e amaldiçoar, a boca pequena, os que fizeram aquela decisão, a cada vez que cai uma chuva durante o evento.

Qual é o Federer??

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