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Arquivo de novembro, 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Copa Davis, Tênis Masculino | 11:01

A final da Davis vem aí.

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Os franceses já estão em Belgrado onde esperam um clima de guerra neste fim de smana na final da Copa Davis 2010, o que acho uma colocação exagerada e uma maneira de pressionar os locais. Torcida e pressão sim, clima de guerra não.

Até porque os sérvios querem ganhar a final, mas querem, acima de tudo, melhorar a sua imagem para o resto do mundo. Mesmo um mundo que andou jogando bombas em suas cabeças. Por isso a Federação local se comprometeu publicamente com a segurança dos adversários

Nesses casos a FIT age diferente do que agiria se o confronto fosse em países que considera. Inventam maneiras de esvaziar a pressão. O estádio foi obrigado a encolher de 18 para 15 mil. Cerca de 10% disso, que é praxe, vai para os visitantes – só que quando jogamos a semifinal contra a Suíça não quiseram nos dar esses 10% e o que deram foi afastado da quadra, o que, aposto, não será o caso dos franceses como poderemos ver na TV.

Além disso, “requisitaram” um numero enorme de convites, teoricamente para “convidados”, que não aparecem e esvaziam locais previlegiados.

Os franceses, liderados por Forget, ainda não escalaram seu time. Todos os possíveis tenistas estão por lá – Llodra, Clement, Simon, Monfils, Gasquet. Este só deve entrar no time em ultimo caso, já que o capitão não confia nele. Mas ha rumores – só boatos – de que Monfils teria machucado o pé. Mas este é malaco e tinhoso, ao contrário do outro, que é introvertido e um pouco medroso.

Os sérvios vão de Djokovic e mais um nas simples. O capitão ainda não divulgou se Tipsarevic ou Troicki – talvez um cada dia. As duplas será Zimonjic, que acabou de vencer o Masters, e mais um.

Os franceses, com nove títulos, é o terceiro time com mais títulos na Davis, junto com a Grã-Bretanha, que não ganha a décadas e nem vejo quando vencerão. Os sérvios lutam por um título inédito e numa situação privilegiada que, por exemplo, os argentinos, para sua armagura, recém desperdiçaram.

O bicho vai pegar. E eu vou assistir. 

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 23:30

O mundo gira e a Lusitana roda.

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Como sempre acontece quando temos um embate entre os dois melhores tenistas da década, o QI geral do Blog despenca. Vivo, e de certa maneira me divirto, com o fato.

Já abandonei a expectativa de conseguir manter um alto padrão na área dos comentários nessas horas. Na verdade, me surpreendo agradavelmente com alguns que aqui vem para acrescentar positivamente à discussão. Em outras ocasiões, tive a audácia de escrever que o lugar ficava um tanto infestado de idiotas, algo que não farei nunca mais. Afinal, ninguém gosta de ler e constatar – “pô, o idiota sou eu”, e nem serei eu a colocar tal pecha em alguém. Nunca.

O leitor, nunca um idiota, até porque aqui veio, o que denota um certo conhecimento, pode simplesmente ser mal informado sobre o Blog ou o Blogueiro. Afinal, se o leitor não começou acompanhar o tênis, e o Blog, na semana passada, sabe da minha admiração pelo tênis de Roger Federer.

Agora, a cada vez que os dois se enfrentam, e eu escrevo algo, seja o que for, vem uma horda querendo me crucificar por uma coisa ou outra: ou eu não fico babando pelo seu ídolo ou o critico, quando é o caso. Ahh, dá um tempo!

Se o que querem é ler “baba-ovo” ou “release” de relação-pública procurem outro local ou abram um Blog para escrever e ler suas próprias asneiras.

Dito isso, para quem não percebeu, o Post de ontem foi muito mais sobre a frustração de não ver uma grande partida do que qualquer outra coisa. Que é como me senti sobre o embate – afinal, como escrevi, são os dois maiores do mundo nos últimos anos.

Se o leitor sente orgasmos leitosos quando esse ou aquele tenista vence, é um gosto seu e não meu. Para mim, tanto dá vencer Nadal ou Federer. Gosto de tênis e não de tenista.

Prefiro outro cenário. Os dois tenistas nos presenteiam com a maior rivalidade das ultimas décadas, só comparada com algo como Sampra x Agassi, só que melhor. E eu lá vou ficar perdendo esse espetáculo por conta de torcer, me desesperar ou gozar com a raquete alheia? Nem que o magnífico Bill Tilden volte e declare que agora virou machão e quer bater a esquerda com as duas mãos.

Para aqueles que têm dificuldades em interpretar um texto, sugiro, em alguns casos, o Mobral, ou em outros, pelo menos que leiam um pouco de mestres da língua portuguesa como Machado, Drummond, Lispector, Trevisan, Érico, Graciliano, Ubaldo, Rosa, Quintana, Braga ou mesmo o Chico e, em caso de desespero, o Jô. Sei lá, não precisa ser um mestre das entrelinhas, basta aprender a ler, avaliar e compreender com isenção e nitidez, o que um pouco da melhor literatura sempre ajudará.

Se Nadal perdeu porque estava cansado, e claramente estava, com certeza Federer não venceu pela mesma razão. Venceu porque jogou muito, como jogou a semana inteira e como joga quase todas as vezes que entra em quadra. Não é o melhor da história só porque um idiota qualquer assim determina com todas as forças de suas tripas. É pelos resultados – eu só faço me emocionar e sensibilizar com o espetáculo que ele oferece e tentar, ao longo dos anos, interpretar, o que vejo e sinto, nas minhas falas e escritas.

Como escrevi no Post, que a maioria decidiu ignorar, atentem à palavra, determinante foi que Federer inovou, arriscou e cacifou em cima de suas decisões, a mais evidente a de interceptar a esquerda e enfiar mão como a foto do Post anterior mostra. Se o Nadal não estava no seu melhor dia, e não estava, azar dele.

Lógico que muitos desses torcedores ignoram o que escrevi (sobre a maravilha da esquerda batida na ascendência) porque nunca bateram ou tentaram bater ou tem idéia do que seja bater esse golpe. Se tivessem a mais remota idéia, perceberiam que só essa constatação vale mais do que dez parágrafos de babação floreada que é o que a rapaziada queria e, provavelmente, entende. Lógico, também, que nos resta a ver como essa estratégia funcionará em futuros e aguardados embates.

O mundo gira e a Lusitana roda. E eu já vou, porque já me alonguei bem mais do que deveria sobre o assunto.

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domingo, 28 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 19:51

Domingão de sol e sem brilho

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Planejei o meu dia ao redor da final em Londres, mesmo tendo bons assuntos familiares a viver, o Brasileirão para acompanhar e outras coisas gostosas que um Domingo de clima perfeito como o de hoje oferece.

Uma pitada de frustração tingiu o meu dia!

O jogo foi menos do que esperávamos, pelos envolvidos e pelo o que acompanhamos ontem, no confronto entre Nadal e Murray, esta sim uma partidaça, a melhor do torneio. Não escrevi sobre ela, guardei a emoção para o de hoje e dancei.

Era evidente que Rafael Nadal não estava em condições ideais desde o início. Mais de uma vez o espanhol simplesmente abandonou bolas – uma delas quase me fez cair o queixo, uma esquerda cruzada do adversário que ele sequer esboçou uma reação. Sabem quando foi a ultima vez que vi isso acontecer? Nunca.

Para quem acompanhou no HD – que maravilha é o tênis sem aqueles comerciais repetitivos, percebeu o quanto Nadal massageava sua coxa direita nos intervalos.

Enquanto escrevo ainda não saiu a entrevista pós jogo do espanhol. Imagino que ele vá falar sobre o tema, apesar de ele, como todos, insistir em dizer que não dá desculpas, sempre fala sobre as razões da derrota, o que é o mesmo.

Já que não tenho a de hoje, comento a de ontem. Nadal confessou, após a partida, que estava muito cansado, adiantando que não saberia dizer como estaria amanhã (hoje).

Perguntado, também falou sobre o mesmo tema que insistiu toda a semana – que as condições em Londres não lhe eram favoráveis.

Questionado então como estava na final, Rafa disse que vinha jogando bem e estava mentalmente fresco. Porem, insistiu em afirmar que todos os adversários presentes (só deixou Ferrer de fora da lista) são mais especialistas no piso do quem ele. Adiantou que não considerava o “piso nem rápido nem lento, mas que era impossível imprimir seu estilo de jogar bolas altas e defender com qualidade”.

Nesse piso, o jogador para ter sucesso tem que sempre voltar ao ataque. Para o espanhol fazer a transição da defesa para o ataque tem que se movimentar com muita intensidade, algo que estamos carecas de acompanhá-lo realizar. Mas não hoje.

Além de não ter pernas para segurar o ataque de Federer, Nadal pouquíssimas vezes conseguiu fazer a transição. Uma das razões, para quem curte a parte tática, foi a capacidade do adversário de entrar na quadra e interceptar seus “drives” cruzados que normalmente procuram altura e profundidade. Federer entrava na quadra, pegava a bola ainda na ascendente e, na maior cara de pau, voltava na cruzada com velocidade – foi numa dessa que o espanhol ficou olhando?!

Geralmente o espanhol consegue jogar o suíço mais para trás, o que causa com que sua bola encurte, para a festa de Nadal. Hoje não teve essa moleza.

O segundo set só foi para o espanhol porque Federer, para variar, deu aquela viajada e Nadal jogou sua ultima cartada. Mas, para a nossa surpresa, o espanhol não tinha mais nada a oferecer na “negra”. Não me lembro de ver o espanhol tão parado nos últimos anos.

Como o campeão é o que vence a ultima partida, o título está em ótimas e habilidosas mãos. Roger jogou bem toda a semana, sempre ao seu estilo – jogando para o gasto e quando exigido.

Se a final não foi a maravilha que esperávamos, guardaremos na memória algumas outras belas partidas do evento, entre as quais, óbvio, destaco a semifinal com Murray, que deixou a quadra chorando de frustração, mostrando que o escocês se importa e isso é muito bom de se saber e ver. Ainda quero ver esse tenista desabrochar.

Djokovic fez algumas belas apresentações e ainda teremos uma emocionante oportunidade de assisti-lo esta temporada, na final da Copa Davis, contra a França, em Belgrado, o que deve ser, para quem gosta de tênis, imperdível.

A vitória de Roger deixa a maior rivalidade da década, e uma das maiores da história, acesa e ainda mais renovada para a próxima temporada.

Sendo assim, e muito mais, o Domingo, de sol radiante e com tudo que consegui fazer, foi excelente e longe de perdido. Assim como a temporada para Nadal, para Federer e para nós, os fãs do tênis.

Federer – soltando o revés.

Nadal – atrasando o revés.

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sábado, 27 de novembro de 2010 Curtinhas | 14:27

Momento

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Nadal acaba de quebrar no início do terceiro set, fazendo 2×1. Será que a bola do jogo vira a ser aquela curtinha do Murray, no 1×1, 30×40 e segundo BP no game contra o espanhol??

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Tênis Masculino | 12:52

Inédita e das boas

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Essa é uma discussão das boas – das melhores, até por ser inédita, pelo o que eu sei. Muita gente viu o jogo ou já assistiu ao vídeo que coloco abaixo para referencia.

O embate entre o numero 1 do mundo Rafael Nadal e o juiz de cadeira brasileiro Carlos Bernardes apresentou uma situação inédita que culminou na cena mais ridícula que já vi do espanhol em quadra, ele que é bem avesso a esse tipo de coisa.

O que eu vi:

Nadal levanta o dedo e interrompe o jogo, imediatamente ANTES da chamada de Bernardes, confirmando a chamada espanhola, fazendo o “overule”, já que o juiz de linha não se manifestara.

Berdich, indignado, achando que o juiz entrou na do espanhol, pede o desafio, que acaba contrariando os dois primeiros. Fica aquele momento no ar e Nadal se prepara para repetir o ponto. Imediatamente Berdich interfere, pedindo o ponto, no que é imediatamente é aceito pelo juiz. Confusão formada.

Nadal oferece o maior piti, indo ao, juiz de cadeira e, por não ser atendido, ao Tom Barnes, veterano “supervisor”do circuito, homem que tem a palavra final sobre interpretações de regras; nunca de fatos em quadra. Barnes concorda com Bernardes. Aumenta o piti espanhol, que, por um instante ameaça não continuar jogando, só para mudar de idéia e partir para o jogo.

O que eu acho:

Ao interromper o jogo Nadal assumiu a responsabilidade de perder ou ganhar o ponto, conforme a sentença do desafio. Como Bernardes tomou o seu lado, o desafio só podia então ser feito pelo tcheco, que o fez. Se Bernardes não tivesse se manifestado, o desafio seria creditado a Nadal, que já tinha apontado o dedo, que hoje serve tanto para indicar uma bola fora como para chamar o desafio. Pode-se argumentar que Nadal só indicou a bola fora e não chamou o desafio, o que então Berdich argumetaria que o Nadal interrompeu e daria na mesma. De qualquer maneira o desafio tem a palavra final – bola boa. Como Nadal interrompeu o ponto; ele o perde. Ponto final, tanto que o “supervisor” nem pestanejou.

Tanto Nadal como Bernardes erraram, mais o tenista porque disse que o outro estsva louco e ameaçou não jogar mais. Assim como Berdich e o juiz de linha acertaram. O brasileiro, se fosse um pouco mais “malaco”, teria ficado quieto e deixado o computador definir. Ao se manifestar, errou, algo que o Berdich desafiou e que estava correto. Além disso, vacilou ao não anunciar imediatamente, após a sentença do computador, que o ponto era de Berdich, permitindo que esse se manifestasse primeiro e, talvez aí, a manifestação do Nadal que, para quem não sabe, não é lá grande amigo do Berdych, que reclamou bastante do espanhol após a partida, o acusando de “fazer o que quer” em quadra.

Ou seja: Nadal errou ao interromper e Bernardes ao concordar. Mas o “desafio” foi inventado exatamente para isso. E a regra é muito clara: o tenista que interrompe assume o risco.

É interessante notar que Nadal não parecia chateado com Bernardes no término da partida, apesar de ter declarado à imprensa que o brasileiro estava errado.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010 Curtinhas, Tênis Masculino | 11:15

Golpe de vista

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Algum tempo atrás escrevi sobre a eventual importância de um determinado ponto dentro da partida para a determinação de quem ganha ou perde o jogo.

Na ocasião alguns contestaram a colocação, talvez por não ter a vivencia no assunto. Fico imaginando se os ajudou trocar de posição após assistir o set point desperdiçado por Robin Soderling ontem, no tie-break, ao largar um voleio ao fazer um ridículo golpe de vista, que estava mais para um “pelo amor de Deus sai” do que “esse eu sei que sai nem que seja um dedo”. Pelas declarações de ambos, pelo menos para eles não há duvidas sobre o assunto.

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010 Tênis Feminino | 14:34

Balzaquiana #1

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Considerando os seus 29 anos, a contusão de Serena Williams que a forçou a antecipar ontem que estará fora do Aberto da Austrália em fins de Janeiro, onde já foi penta campeã, tem uma dimensão maior do que à primeira vista.

Primeiro porque o seu ranking de #1 do mundo vai para a beleléu. Segundo e por aí afora, ela já perdeu os primeiros meses da temporada 2010 por conta de uma contusão no joelho e agora não joga desde Wimbledon – e não joga tão cedo.

Como já escrevi anteriormente, a real situação de como ela cortou o pé e danificou ligamentos foi contada, por ela, bem por cima. No fundo é um mistério. Ela celebrava a conquista de Wimbledon, em uma bar/restaurante em Munique, quando, descalça, ou em outra versão de sandálias, pisou em cacos de vidro e lá se foi o pé, a temporada, o Aberto da Austrália, o #1 no ranking e sabe-se lá mais o que. Ela chegou a jogar uma exibição logo após o acidente com Cljisters, em Bruxelas, mas acabou mesmo passando por uma cirurgia. Hoje ela diz que a contusão provavelmente piorou por conta de ter feito mais do que devia muito cedo na recuperação – o que não é tão insólito.

Como a moça está prestes a se tornar uma balzaquiana e tem inúmeros interesse fora das quadras, muitas coisas podem passar por sua cabeça. Mas, se for esperta, o que acredito, não vai largar as quadras, onde é a melhor do mundo, para ser, por exemplo, como gostaria, atriz ou desenhista de moda. Porque aí, além de não ganhar vai perder.

Serena e sua bota.

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:12

Nebuloso

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A vitória do checo Tomas Berdich sobre o americano Andy Roddick foi a vitória do tenista mais encorpado técnicamente, uma verdade perene entre os dois, e o do tenista mais confiante, uma verdade momentânea.

Berdych sempre foi perigoso. Mas só esta temporada mostrou o que é capaz, e acho que é capaz de ainda mais, dependendo exatamente do quesito “confiança”. A sua temporada 2011 será interessante de acompanhar.

Roddick, que se abateu bastante após perder o 1º set e sofrer uma quebra prematura, fato que só ilustra ainda melhor meu post anterior sobre a força mental de Nadal. E, ressaltando, Roddick tem que ser considerado um tenista muito forte mentalmente. E foi por deixar escapar uma importante vitória sobre Nadal dois dias atrás que perdeu a fé na partida de hoje.

O futuro do americano no Masters de Londres ficou, na melhor das hipóteses, nebuloso, mas é na temporada de 2011 que ele e as pessoas próximas devem estar pensando neste momento.

Andy Roddick – sem confiança.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 15:23

Aulinha

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Andy Murray foi visto no vestiário, logo após sua derrota de hoje para Roger Federer, por 6/4 6/2, passando, sutil e sorreteiramente, uma nota de 100 libras ao suíço. Extra-oficialmente foi por conta de emprétimo recente para pagamento do taxi. Pessoas com acesso ao local garantem ter ouvido o escocês murmurar algo como “bloody class”.

Murray – cenzinho?! Até que foi barato!

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Masters, Tênis Masculino | 23:05

Ο Θεός να μας σώσει

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Eu escrevo que esse jogo não dá para entender do sofá e o pessoal não me acredita. Fico imaginando quantos conhecem a frustração como o americano Andy Roddick a conheceu, mais uma vez, hoje.

Após jogar bem, se impor e vencer o primeiro set,  Andy começou bem o segundo, enquanto o Rafael Nadal não se encontrava. Roddick conseguiu uma quebra logo no início deste set, o que lhe permitiu vislumbrar as luzes da vitória.

Eu acompanhava o jogo na TV, no restaurante do tênis em meu clube, com alguns amigos que se viram condenados ao sofá enquanto o barulho da chuva em São Paulo abafava o som da quadra em Londres.

Logo após aquela quebra prematura, virei para os amigos e sentenciei – agora nós vamos ver esse cara virar o demônio, sem sombra de dúvida me referindo ao espanhol.

A quebra de volta veio imediata, com o início da temível energia ibérica enviando uma massa de más vibrações em direção do serviço americano.

O resto do set foi em banho-maria, um termo extremamente inadequado para refletir a ausência de quebras de serviço.

No TB, Nadal conseguiu um mini-break de imediato. O americano brigou, quebrou de volta, quebrou de novo e abriu a vantagem que poderia, mais uma vez, se tornar fatal. Como um corvo agourento, retruquei ao já impaciente  amigo – agora nós vamos ver o quanto é difícil bater o espanhol.

Dito e feito.

Andy perdeu os dois pontos seguintes, por razões que me fogem, assim como escapam as explanações lógicas, e com eles o controle momentâneo do emocional, do tie-break e, no fim das contas, o da partida.

Eu escrevo, e não é de hoje, que não tem outro tenista no circuito com a força mental de Nadal. Essa força, que não pode ser descrita em linhas e cores, é mais real do que se viesse vestida de vermelha com uma coroa de fogo na cabeça. A cada vez que tem seu serviço intimidado, um set ameaçado, uma partida comprometida, Nadal abre as portas do inferno e cavalgando como uma horda de hunos embestados vem em busca de adversários intimidados e abestalhados.

Nadal – 3/6 7/6(7×5) 6/4. Ο Θεός να μας σώσει

Nadal – abrem-se as portas.

 

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