Publicidade

Arquivo de outubro, 2010

sábado, 30 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro | 11:58

Chove!

Compartilhe: Twitter

Lá pelas 10hs desta manhã começou a chover em São Paulo. Imagino que os organizadores e tenistas envolvidos nas finais da Copa Patrobras estejam um tanto deprimidos e olhando para o céu paulistano, totalmente encoberto, a cada dez minutos. Será que vai dar jogo?

Autor: Tags:

sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Tênis Feminino | 15:20

A deusa

Compartilhe: Twitter

Não sei as razões pessoais da decisão, nem este será o post definitivo a respeito. Elena Dementieva, 29 anos e atual #9 do mundo, anunciou hoje o fim de sua carreira, após encerrar sua participação no Masters feminino que acontece em Doha.

Elena Dementieva é a minha tenista favorita, tanto por razões técnicas, ela é uma das tenistas mais bem modeladas tecnicamente, como pelas óbvias razões estéticas, ela é a tenista com a beleza mais estonteante do circuito.

Dementieva no momento do anúncio de sua aposentadoria, feito em Doha

Elena faturou 16 títulos no circuito da WTA, conquistou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim e prata em Sidney, sendo esse o seu título mais querido, além de ter ajudado a “Mãe Rússia” conquistar a Fed Cup em 2005.

Ela chegou a ser a 3ª do ranking mundial, e a 5ª em duplas, foi finalista em Roland Garros e no U.S. Open em 2004, deixando escapar o título em ambas ocasiões, o que provavelmente marcou, infelizmente negativamente, sua carreira.

Elena tornou-se profissional em 1998, aos 17 anos, e durante todo esse tempo foi uma das tenistas mais gostadas do circuito, dentro e fora das quadras, tanto pela beleza como pela simpatia e a adorável tranquilidade que completavam com propriedade a sua grandeza técnica.

A única esperança que nos resta é que, assim como as belgas, a russa reconsidere a sua decisão. Infelizmente, suspeito que não; a moça será uma balzaquiana o ano que vem, no esplendor de sua forma física, e deve ter outras ambições em vida. Boa sorte.

Autor: Tags:

Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:02

Castigo

Compartilhe: Twitter

Um pouco chateado, óbvio, por ter de ficar longe dos confrontos da Copa Petrobras. São raras as oportunidades de se acompanhar partidas de tênis por aqui e quando elas chegam eu não consigo ir?!

A Copa Petrobrás é um circuito bem bolado e que deu o maior trabalho para montar e vingar. O circuito em si já teve diferentes formatos e patrocinadores e agora parece ter encontrado ambos em definitivo – espero.

O patrocínio tinha mesmo que ser de uma empresa que tenha interesse em todos os países onde o circuito é jogado e é ainda mais interessante, para nós, que seja uma empresa brasileira.

Eu estava considerando se ia ou não até o Clube Harmonia. Porém, pelas dificuldades de logística, achei melhor não ir assistir as semifinais e tentar dar um pulo lá amanhã para a final.

Acredito que hoje seria mais interessante. Geralmente semis são melhores confrontos do que finais, mas hoje o meu joelho ainda está parecendo uma bola de basquete.

Sei que devo o maior respeito aos leitores do Blog. Mas por vezes fico em dúvida em como devo lidar com pseudos amantes do tênis que insistem em menosprezar um evento como a Copa Petrobras e, especialmente, todos que nela participam.

Já escrevi que me divirto até em partidas de verdadeiros e indiscutíveis “pangas”, em clubes, academias ou mesmo em casa – como não vou apreciar tenistas do excelente nível que estão se apresentando no Harmonia? É uma chance única na cidade e uma das raríssimas no país.

Não tem conversa – quem insiste nesse tipo de argumentação não gosta de tênis. Gosta de controvérsia barata, críticas levianas, de encher o saco. Inevitavelmente são daquele time que não gosta de esporte per si. São fanáticos por times, ídolos, eventos – algo bem distinto de ser apaixonado por um esporte.

Amanhã vou à final nem que seja de muletas.

 

Pangarés jogam tênis, burros não.

Autor: Tags:

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:05

Sem bombar

Compartilhe: Twitter

Nome ganha jogo? Se não, e não ganha, ajuda barbaridades. A partida de ontem entre Thomas Bellucci sobre o insosso esloveno Ivo Klec foi um bom exemplo. O esloveno, derrotado por rápidos 6/2 6/0 deixou a fé nos vestiários e veio para a quadra fazer uma simpática apresentação. Não confrontou o adversário, nem enervou a torcida.

Como fazia um certo frio e a garoa paulistana molhava as arquibancadas, o rapaz não conseguiu sequer bombar nossos sangue nas veias e cheguei a passar frio. Thomas jogou à vontade, impondo seu maior volume de jogo, o fato de jogar em casa e larga vantagem no ranking.

Esta noite, a partir das 19:30h, Bellucci enfrenta o chileno Capdeville, que não é nenhuma flor que se cheire, nem vem vai deixar nada nos vestiários. Os dois já enfrentaram em três oportunidades, todas com vitórias brasileiras. Duas em Challengers, em 2008, e a última no ATP de Santiago, quando, em casa, o chileno só foi perder por 7/5 no terceiro set, após vencer o primeiro.

Capdeville é o atual #225 no ranking, já foi #76 e gosta de pontos longos, algo que Bellucci prefere evitar. Por conta disso, o serviço de Bellucci será, mais uma vez, um fator. O resto fica por conta da briga em quadra.

Autor: Tags:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:09

O salto

Compartilhe: Twitter

Não consegui ir ao Harmonia nesta segunda-feira. Passei boa parte da tarde conversando com o amigo Marco Aurélio Cunha, atual vereador na cidade de São Paulo, supervisor do tricolor paulista, renomado médico ortopedista e, acima de tudo, pelo menos para mim, um amigo do peito.

Infelizmente a visita de hoje, como os leitores do Blog podem imaginar, não foi para matar as saudades. Fui lá para aprofundar o diagnóstico sobre meu joelho. Se a notícia não é para chorar, tampouco é para ficar aliviado. Uma pequena cirurgia à vista ainda esta semana.

Sendo assim, perdi a oportunidade de acompanhar a vitória de Rogério Silva sobre o croata Antonio Veic por 7/5 6/4. Rogerinho é filho de um dos meus rivais de infância, Eulício Silva, que começou no tênis pegando bolinhas no Clube Pinheiros, aprendeu o jogo, tornou-se um dos melhores tenistas do país e, como professor, fez do nosso esporte o seu meio de vida até os dias de hoje. Uma de suas heranças é o filho Rogério. Aliás, a família Silva formou vários tenistas, o que, mais uma vez, prova que o tênis é um esporte democrático e nunca um esporte burguês como já insinuaram.

Para dar um salto em sua carreira, Rogerinho convenceu o técnico Larri Passos que estava disposto a pagar o preço necessário visando uma melhora em sua carreira e por conta disso mudou-se para Balneário Camboriú. Larri assumiu os treinamentos sem cobrar e tem conseguido dar ao tenista paulista a confiança necessária para o rapaz começar a ganhar. Um mês atrás, em Belo Horizonte, Silva venceu o seu primeiro Challenger, aos 26 anos, atingindo então o melhor ranking de sua carreira – 159.

Na próxima rodada, Silva enfrenta o vencedor de Ricardo Hocevar, membro de outra família com tradição no tênis nacional, e o espanhol Ruben Hidalgo, que se enfrentam amanhã, uma terça-feira que promete ser repleta de bons jogos.

Silva à esquerda, ouve Passos à direita.

Autor: Tags: ,

domingo, 24 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:29

Plano B

Compartilhe: Twitter

Claudicando lá fui eu passear na Sociedade Harmonia de Tênis acompanhar o segundo dia de partidas pelo qualy, que foram mais rápidas do que o esperado.

Logo de cara encontro Luiz Mattar que escolheu o mesmo programa, o que para ele faz ainda mais sentido já que é sócio do Harmonia. Almoçamos e colocamos a conversa em dia. Estava apurado, pois teria ainda que passar em casa, pegar o filho do meio – tem três garotos – e levá-lo para competir um torneio infantil nas quadras do Corinthians, do outro lado da cidade. E ontem esteve nas quadras do Clube Pinheiros acompanhando o mais velho. Como diz o comercial – “tem que participar”

Perguntei ao Mattar, o segundo brasileiro com mais títulos na ATP – são sete – como era quando ele era garoto. “Geralmente a minha mãe levava e o meu pai buscava. Sempre tinha um deles presente. Mas, na época, havia bem menos torneios infanto-juvenis do que atualmente”. Apesar das atribulações e correrias de sua vida, Mattar voltará ao Harmonia na terça à noite para assistir a estréia de Thomas Bellucci.

O ambiente no clube fervia com as repercussões das declarações de Bellucci e a réplica de alguns tenistas. Além disso, a pergunta que rondava o clube é sobre qual será o próximo técnico de Bellucci.

Thomas treinou com Thiago Alves, que continua dando incrivelmente forte na bola com sua direita e ambos realizaram um belo treino.

Após o set entraram em quadra Tiago Fernandes e seu técnico Larri Passos – os dois, obviamente, estavam treinando em outra quadra antes, pois Tiago aqueceu alguns serviços e foi para o jogo. Os tenistas deram barbaridades na bolinha e apresentaram um alto padrão – o primeiro game, no serviço de Thomas, demorou uns 10 minutos e teve emocionantes trocas de bolas.

Tiago é um tenista com excelentes golpes, ótima envergadura, imagino que tenha mais de 1.90m, o que vai possibilitar que seu serviço seja ainda melhor do que já é, com boa velocidade para chegar nas bolas laterais, sabe correr para frente, ainda tem que melhorar seus voleios, apesar de não aparentar receio de ir decidir os pontos na zona do agrião.

Além disso, como me apontou Larri, enquanto acompanhava os pontos do pupilo, está aprendendo a ter um “Plano B” e um “C” e não se limitar a ser um tenista unidimensional, uma praga que assola o tênis atual, especialmente entre os mais jovens. Tiago mostrou algumas variações, executou uma passada de slice no apuro da corrida que não é bola para qualquer um, deu na bola como gente grande, mudar o ritmo, para o alto e para baixo, quando apurado e, obedecendo a um comando, sacou alto no drive do adversário, um golpe pouco visto por aí.

Do outro lado da rede, a ausência de João Zwetsch evidenciava a presença de Roberto Marcher, conhecido como “O Bruxo”, e a eminência parda por detrás do atual numero 1 do país. Roberto, para quem não sabe, foi tenista na mesma época do que eu, possui um excelente conhecimento teórico e pratico do tênis, além de uma erudição não muito padrão pelas quadras, que está tentando passar para o pupilo, e já trabalhou como técnico de inúmeros tenistas.

A presença desse quarteto na Quadra 1 do Harmonia, aguçou as conversas de bastidores sobre os boatos de Bellucci vir a treinar com Passos.

Duvido que teremos alguma definição de imediato sobre o assunto e menos ainda alguma declaração das partes. Eu diria que um certo flerte existe, esperado até pelas circunstâncias. Se alguém vai pegar na mão eu não sei dizer.

Pelo perfil de Bellucci, ele pode ser atraído por dois perfis razoavelmente opostos de treinadores. Um deles é o mais “amigo” e “parceiro”. O outro o mais exigente e cobrador. Pelas suas declarações recentes, Bellucci deve contemplar um técnico lá fora, um argentino talvez, e viver com o ônus e o bônus de tal decisão.

Se escolher alguém por aqui, a primeira suspeita recai sobre Passos, que, não esqueçamos, nunca foi técnico de passar a mão na cabeça de ninguém. Com ele o bicho pega – é o atual Capitão Nascimento das quadras nacionais. Se optar por esse caminho, Bellucci também estará fazendo também uma opção pelos bônus e ônus.

Acredito que primeiro o tenista defenderá o título em São Paulo e irá a Paris jogar o último Masters 1000 da temporada. Depois, terá duas semanas de férias, tempo para pensar e decidir qual parada irá assumir para enfrentar a temporada 2011.

Passos, Fernandes, Marcher e Bellucci – quadra em quadra.

Autor: Tags: , , ,

sábado, 23 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:21

Críticas no atacado.

Compartilhe: Twitter

O beneficio da dúvida é um consenso na jurisdição. Por isso, porém não só, elejo, desta vez, relevar, até certo ponto, as recentes declarações de Thomaz Bellucci na sua entrevista anterior a sua estréia na Copa Petrobrás. Veja no link abaixo trechos da entrevista que tanto pano para manga tem dado. Se voce não conseguir visualizar entre na pagina de esportes então de tênis do IG:

http://esporte.ig.com.br/tenis/2010/10/22/bellucci+critica+falta+de+apoio+de+ex+tenista+na+formacao+de+novos+talentos+9799099.html

Quando recebi cerca de cinco telefonemas de diferentes jornalistas me arguindo sobre as declarações, a minha primeira reação, após a surpresa, foi perguntar em que contexto havia sido feitas. Como estava ocupado cuidando do meu joelho, só fui conhecer os detalhes no fim do dia.

Pelo tom e conteúdo, imagino que o rapaz estava guardando algo no fundo do baú da amargura só esperando a hora de abri-lo. Pensei que se ele estava querendo atingir alguém, deveria ter feito melhor uso de um rifle com luneta em não disparos com uma “12”, onde o atirador acaba mirando onde quer e atingindo Deus e o diabo e também o que, talvez, não quer.

Não precisa ser muito envolvido com o tênis para saber quem era seu maior alvo. Deveria então ser mais preciso e não fazer o estrago que fez, se é que não queria fazer. Até porque foi de surpreendente deselegância como uma série de pessoas que, no mínimo, lhe tem pago um respeitoso silencio e, não esqueçamos, tem um passado no tênis brasileiro.

Imagino que seu alvo preferido seja um ex-tenista que não perde uma oportunidade para sair na mídia, ele que é capaz de qualquer macaquice para se manter visível. O rapaz claramente tem suas divergências com o atual número um do país – dizem as más, ou seriam boas, línguas que por conta de ciúmes – e se decidiu por contundentes críticas após o fiasco em Chennai. Logo ele que ficava todo melindrado e nervoso quando ouvia qualquer crítica às suas inimagináveis pisadas de bola na mesma Copa Davis, algumas mais passíveis de críticas do que as que dirigiu a Bellucci. Mas, como dominava a mídia com bem mais facilidade do que o atual #1 do Brasil, acabou por torna-se um queridinho do público, que comprou o personagem e desconhece as suas reais características.

Mas Bellucci criticou técnicos e ex-tenistas brasileiros em geral. E críticas no atacado, especialmente quando são opiniões e não necessariamente fatos, causam maiores e desnecessários estragos do que as bem dirigidas – por isso Thomaz merece um puxão de orelhas. Mas não sou eu que aqui vou dá-lo. Devem existir pessoas próximas a ele mais capacitadas para fazê-lo.

Talvez um fato, ainda inédito na imprensa, pelo menos enquanto escrevo e publico este post, possa explicar o inesperado destempero do nosso melhor tenista da atualidade: João Zwetsch não é mais seu técnico, o que, imagino, deva ser divulgado a qualquer momento.

As razões não as sei, porém imagino, assim como duvido que um dia sejam divulgadas pelos envolvidos, já que essas coisas geralmente são tratadas a portas fechadas. Não sei o quanto isso, sempre um fato frustrante e emocional para o atleta, foi catalisador da repentina verborragia do rapaz, mas imagino que tenha algo a ver. Mas aguardemos.

Autor: Tags:

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Tênis Masculino | 15:31

Exigências, contusões e medos

Compartilhe: Twitter

O inferno do tenista são as contusões. Eu, entre outros, que o diga. Ontem estava em quadra, já para o fim da tarde, aproveitando o belíssimo dia e o horário de verão, enfrentando um dos meus mais tradicionais e valorosos oponentes.

Primeiro game e o filho da mãe já estava me aplicando uma segunda curtinha. Cheguei nela, com certa folga, e fui para a contra-curta, até porque na primeira eu havia ido longa na paralela para vencer o ponto.

Conforme executava o golpe, ouvi/senti aquele maldito “crack” no joelho. Na hora senti que boa coisa não era. Pedi para o pegador correr ao bar e pegar um pacote de gelo, padrão lá pelas bandas do tênis.

Como o Clube Pinheiros é um dos melhores, senão o melhor, clube do Brasil, em minutos uma ambulância me levou ao Dept. Médico, onde o Dr. Marcelo fez o exame clínico, deu seu parecer e pediu a ressonância. Já armado de muletas, passei pela sala ao lado e avisei a fisioterapeuta Fernanda que nosso namoro vai ser retomado.

Hoje de manhã já estava no excelente Centro Brasileiro de Diagnóstico, onde o cliente/paciente não se sente intimidado e sim muito bem vindo. Fui recebido pelo Dr. Juan Cevasco, que sabe das coisas e tem um carinho especial com seus pacientes, e entrei no tubo para fazer a ressonância. As notícias podiam ser melhores, mas também podiam ser piores.

Chego em casa, falo pelo telefone com minha mulher, que reclama estar com dor de garganta e sintomas gripe. Pergunta o que eu acho melhor ela tomar, já que seu perfil é o oposto da hipocondríaca e tem pouco contato com remédios. Ela está preocupada porque tem que trabalhar, além de jogar ranking amanhã e interclubes no Domingo.

Onde quero chegar com esse relatório médico familiar? Imagino que os tenistas do pedaço saibam do que estou falando. No entanto, os do sofá também têm suas agruras normais com a saúde.

Mas o fato é que me lembrei de algo que me chamou a atenção. No inicio da semana passada, em Xangai, Andy Murray confessou em uma entrevista, após dizer estar brigando com uma gripe: “eu prefiro me sentir miseravelmente ruim por mais alguns dias do que correr risco em um exame antidoping”. Murray tinha dor de garganta e de cabeça há dias, antes de estrear na China, quando seu a entrevista acima.

Os fisios da ATP estão proibidos de entregar sequer uma aspirina aos tenistas. Os médicos dos torneios podem fazê-lo e espera-se que eles saibam exatamente o que pode ser usado ou não – mas é bom lembrar o caso do Guillermo Canas e o médico do Torneio de Acapulco, que sumiu do mapa. Imagine tentar se auto-medicar na China. Você pede um antinflamatório e aparece um china com agulhas na mão.

Em 2009 a FIT realizou um total de 2126 testes, em homens e mulheres, a um custo de U$1.5 milhão. Federer foi testado 17 vezes, praticamente a cada torneio, sendo uma delas fora de um evento.

Hoje os tenistas têm um receio enorme de tomar qualquer remédio – receio totalmente fundamentado. Parte dos atletas que tiveram problemas com antidoping ingeriu substâncias encontradas nos mais variáveis remédios que se vende em farmácias.

Tenistas são super atletas com um físico privilegiado e que exige os maiores cuidados. Ao mesmo tempo, são obrigados a viajar o mundo, mudando de habitat, alimentação, fusos horários, desgastes nos limites da resistência física, tanto pelo ritmo de vida que levam como pelo o que fazem em quadra, o que é massacrante no organismo.

Viver sob o receio de se contundir já é um incomodo emocional dos grandes. Viver com o receio de se cuidar medicamente e o risco de ser penalizado não deve ser um cenário confortável. Sinais dos novos tempos e novas nem sempre bem vindas tecnologias – estou falando de doping e não antidoping.

Para um amador, com limites físicos, e sem os limites dos exames antidoping, a vida já pode ser cruel. Imagine-se eles. Estou angustiado pela minha contusão e mais ainda pelas suas consequências. Só posso imaginar o que se passa no âmago de um atleta, com suas exigências e medos.

Murray – não tão forte e dodói.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 00:28

Milho para bode

Compartilhe: Twitter

Como diz um amigo meu, há que se cuidar ao ficar se dando milho para bode. A coisa pode começar a cheirar mal.

Desde o Torneio de Hamburgo – isso foi em meados de Julho, Thomaz Bellucci não vence duas partidas seguidas no circuito da ATP. Como eu já disse inúmeras vezes, a confiança do tenista é seu bem mais precioso. É dela, acima de todas as coisas, que o tenista tem que cuidar com o maior carinho e atenção. Senão o preço é caro.

Nesse quesito, quanto maior a mais se cede mais se é obrigado a ceder.

No primeiro semestre da temporada, Thomas conquistou um lugar ao sol, junto com um lugar nos nossos corações, além do respeito dos adversários, que é a segunda coisa mais importante. Neste segundo semestre, ele vem deixando que algumas escolhas e decisões errôneas coloquem em perigo todo o seu esforço e seu sucesso até o momento.

Ao perder na primeira rodada de Estocolmo para James Blake ele deu mais um passo na direção contrária do seu sucesso. Blake é um tenista perigoso apesar do seu péssimo momento? É! Porém, Thomaz já é #27 do mundo e deveria poder lidar com as possíveis más intenções de um tenista mais à beira do fastio do que do desespero.

Agora o brasileiro volta ao Brasil para disputar um Challenger em São Paulo, um evento abaixo de seu atual padrão, e volta a Europa para jogar um dos torneios mais difíceis da temporada.

O evento em São Paulo acontece na semana que vem nas quadras da Sociedade Harmonia de Tênis – uma excelente oportunidade para se acompanhar o melhor evento que acontece na cidade – e onde Bellucci defende os pontos de campeão. Os jogos serão em quadras de saibro – o que é uma boa e uma má notícia para Bellucci. Ele adora e prefere jogar no saibro, mas não o faz desde Hamburgo.

Para dificultar um pouco mais, duas semanas após São Paulo embarca para Paris, onde joga nas quadras duras de Bercy, um torneio onde todos os melhores do planeta batem cartão e pagam suas penitencias, já que é a ultima chance da temporada de conseguirem bons resultados. Depois disso é voltar para casa, viver com os louros e as frustrações até o ano que vem.’

Autor: Tags:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 Tênis Feminino | 23:27

Magia em Linz

Compartilhe: Twitter

A melhor notícia da semana, aparte da que Andy Murray pode vir desabrochar ainda mais em seu potencial tenistico, foram as pazes de Aninha Ivanovic com a vitória ao conquistar o Torneio de Linz na Áustria.

A sérvia não vencia um torneio há exatos dois anos. Foi preciso todo o esforço que a moça vem fazendo para tirar a sua vaquinha do brejo e, talvez mais importante, uma boa dose daqueles componentes mágicos que os deuses ofertam para escrever histórias de sucesso.

O último torneio que Aninha havia vencido foi o mesmo torneio de Linz. Geralmente tenistas gostam de voltar aonde vencem, mas essa não era a idéia da serva, que não se inscreveu. Vai entender, já que a moça está precisando, desesperadamente, de boas memórias e bons fluídos. Mas os deuses não haviam desistido de seus intuitos com tão divina criatura.

Serena Williams ligou para os organizadores do evento no sábado, dois dias antes do inicio do torneio, avisando que não iria jogar. Com uma maleta de dinheiro mais pesada e sem um grande nome para os compradores de ingressos, os austríacos foram atrás de uma tenista que compensasse a ausência da americana.

Quando ligaram para Ana, já no Domingo, disseram que a moça tinha que resolver de bate pronto – a urgência urgia. Ela diz que foi fácil de resolver, já que algum Apolo deve ter-lhe cochichado algo em sua orelhinha. A moça aceitou o convite.

Sorte dela. É verdade que não encontrou muitas tenistas perigosas pelo caminho, mas também não perdeu um único set no torneio. Inclusive batendo a suíça Pat Schnider na final por 6/1 6/2, após estar vencendo por 6/1 5/0 30/0 e começar a derrapar na dúvida.

A conquista não é marcante pelo resultado, mas importantíssima para uma tenista que vem tentando fazer as pazes com a vitória e com ela mesma. Ivanovic é uma das mais talentosas do circuito, o que um olhar mais atento ao seu estilo e resultados passados evidenciam. Felizmente deixou os técnicos-fantasmas de lado e contratou Heinz Gunthardt, ex-técnico de Graf para colocar ordem em sua vida, já que a moça andou achando que teria sucesso na mesma medida em que posasse para fotos sensuais. Não tem sido fácil, mas com a vitória em Linz uma luz se acendeu o fim do túnel.

Aninha – a moça é mesmo uma graça.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última