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Arquivo de fevereiro, 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010 Copa Davis, História, Tênis Masculino | 13:48

Tremeu

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Apesar das finais de alguns torneios – Acapulco, Dubai, Delray Beach e Kuala Lampur – me sinto propenso a falar sobre o drama chileno.

Se é para fazer um link com o tênis da tragédia que aturde os hermanos, e que me deixa triste e passado, lembro do confronto da Copa Davis entre a Suécia e o Chile que era para acontecer a partir do dia 8 de Março de 1985, no Estádio Nacional de Santiago. Os suecos, liderados por Mats Wilander, e os então campeões, chegaram no sábado anterior e no Domingo a terra tremeu feio no Chile.

Os vikings subiram no 1º avião indo para algum lugar e abandonaram a competição. Lembro que a fugida deles causou o maior furor, já que os chilenos queriam jogo, que aconteceria no fim de semana seguinte.

Depois de muita, muita mesmo, confusão e negociações, uma nova partida foi marcada, cerca de um mês depois, lá mesmo em Santiago.

Desta vez, Wilander ficou de fora e os suecos foram de Edberg, um dos tenistas mais elegantes da história, que foi volear na altitude de Santiago, e Henrik Sundstrom, um maluco que foi campeão mundial juvenil, chegou a #6 do mundo e foi um dos heróis do título da Davis em 1984, ao bater Lendl na semis e McEnroe na final. Do dia para noite começou a perder partidas incríveis, pirou e desapareceu do circuito aos 25 anos. O encontrei pelas ruas de Paris 15 anos mais tarde em Paris, tomamos um drink e conversamos brevemente. Morava na Suíça e trabalhava como corretor de imóveis.

Os suecos venceram aquele confronto por 4×1, após Hans Guildmeister bater Edberg na 1ª partida. Mas Sundstrom bateu Pedro Rebolledo e Guildmeister e acabou com as esperanças andinas. Foi um dos poucos a bater Hans em Santiago.

No próximo fim de semana os chilenos devem receber os israelenses em Coquimbo, no norte do país. Por enquanto confirmam a competição. Não acredito que os israelenses vão criar muitas dificuldades, até porque em devem estar acostumados com a terra tremer, mesmo que por razões distintas.

Davis_Cup_1984s

Henrik Sundstrom, o primeiro a direita.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010 Tênis Masculino | 19:01

Sobrevivente

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O cara é um sobrevivente. Atual número 2 do mundo, o que não é pouco, Novak Djokovic tremeu a semana inteira por conta de defender o melhor ranking de sua carreira, mas não perdeu aquilo que o levou a ser um dos melhores do mundo; uma vontade enorme de sobreviver, de vencer.

Seu tênis não é dos maiores e mais bonitos, mas é sólido o bastante para jogar de igual com qualquer um em qualquer piso. Mais ainda, tem uma capacidade enorme, verdadeira marca dos campeões, de jogar bem contra a parede. O seu maior problema continua sendo que ele ainda é inseguro de suas capacidade em tempo integral, especialmente nos grandes palcos contra os cachorrões. Mas não cutuquem a onça.

Foi isso que fizeram o Troicki, o Ljubicic e o Baghdatis. Todos venceram o 1º set, todos tiveram oportunidades no 2º set e todos entraram pelo cano no 3º.

Hoje Baghdatis teve 8 break points no 2º set e não teve a coragem de arriscar em nenhum deles. Jogou no erro do adversário. Dançou. Devia ter aprendido essa lição ainda nos tempos de juvenis. Enquanto estiver no avião de volta para casa Djoko, o sobrevivente, estará em quadra jogando a final contra o soldado Youzhny. Quando entrar em quadra que coloquem a Glorinha para cantar.

Não acredito: vejam abaixo da Glorinha o video que me encaminharam….

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Light, Tênis Masculino | 13:08

Gipsy – o video

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Já que o pessoal gosta, abaixo as duas versões do video-clip que a cantora Shakira liberou com a MTV, onde a estrela é o espanhol Rafa Nadal. O clima é pós Blade Runner, mais para a época do John Connor e o Terminador da Era da Escuridão.

Rafa sempre foi mais para o introvertido e nunca foi de fazer muito agito na midia. Os tempos mudaram, até porque, ultimamente, ele vem tendo mais tempo extra quadra.

São duas versões, uma em ingles e outra em espanhol, da mesma música; Gipsy ou Gitana. Me parece que na versão em espanhol o tenista tem alguns takes a mais. A musica em si ficou melhor em inglês.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010 História, Light, Tênis Masculino | 18:31

Choro

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É cada dia mais raro assistir bons tenistas executando o saque/voleio com maestria. Uma consequência disso é a falta dos confrontos entre os agressores e os contra-atacadores, um dos confrontos mais interessantes do tênis.

Nas mulheres, nos tempos de Sharapovas e outras do tipo é quase uma nulidade. Allez la Justine e bem vida de volta.

Ainda hoje pude acompanhar, no torneio de Dubai, um pouco do contra-atacador Marcus Baghdatis lidando, com certa facilidade, com o alemão Michael Barrer, que se não tem um tênis lá muito bonito adora uma rede. O outro lado da moeda foi o jogo, que deve ter sido interessante, entre o grandão Cilic, que executa seu estilo do fundo da quadra, derrotado pelo habilidoso e excelente voleador Jurgen Melzer, um tenista que adoro assistir.

Tudo isso um mero devaneio para ofertar os meus leitores com um vídeo de uma partida entre um dos melhores saque/voleio de todos os tempos, Boris Becker, contra um dos melhores contra/atacadores da história, Ivan Lendl. O ponto mostra tudo que há para se empolgar quando dois tenistas de estilos antagônicos se enfrentam. Choro na rampa.

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Tênis Masculino | 12:58

Impeto cancelado

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A derrota mais surpreendente da semana, até agora, foi a de Andy Murray para o sérvio Janko Tipsarevic em três sets difíceis.

A notícia ruim, para nós fãs e especialmente para o escocês é que ele foi a Dubai com novas e boas intenções quanto ao seu estilo de jogar.

Ele não fala abertamente sobre o assunto, alias é difícil que um tenista o faça, mas depois da frustrante derrota para Federer, após uma interessante vitória sobre Nadal, Murray acabou se convencendo da necessidade de ser mais agressivo em quadra.

Foi isso que se viu; com idas à rede mais freqüentes, já que ele é capaz de ir ao mata-burro e voltar. O diabo é que com sua nova estratégia o rapaz acabou por ter uma das mais frustrantes derrotas de sua carreira recente.

Espero que isso não tire esse foco de impetuosidade do britânico, até porque ele não competia desde o Aberto da Austrália e estava um tanto fora de ritmo. Mas seria interessante acompanhar um tenista do calibre técnico do Murray, acrescentar mais uma faceta ao seu tênis que, como já escrevi, é dos mais completos e eficientes.

                                                                                 No fim do jogo, tipsarevic_murray_reuters_24022010_292TENNIS-MEN/Tipsarevic ajoelhou vibrando e Murray quebrou a raquete.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 Tênis Brasileiro | 12:01

Parâmetro

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Hoje, quarta-feira, tem teste de fogo. Thomaz Bellucci enfrenta o casca de ferida David Ferrer no saibro de Acapulco. O espanhol é um adversário que não dá nada a ninguém, o tipo do jogador que você tem que bater categoricamente. O tipo de vitória que Bellucci conquistando o fará se sentir confiante e orgulhoso.

Especialmente porque a partida acontece no nível do mar, onde a bola anda menos, o que é, sob quase todos os aspectos, desfavorável ao brasileiro. Seu saque incomoda menos e os pontos são mais longos. E na mesma proporção ajuda o espanhol.

Um fator a favor do paulista é que ele descansou a semana passada, enquanto o espanhol foi à final de Buenos Aires – e perdeu. De qualquer maneira foram cinco jogos mais uma viagem cansativa, com trocas de avião – um aluguel imenso.

Com tudo considerado, volto ao raciocínio original. O típico confronto para se medir parâmetros. A partir das 21h. A Bandsport que está transmitindo o torneio não tem cameras na quadra do brasileiro. O jeito é na internet.

ferrer2Ferrer, um casca de ferida difícil de bater.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010 Porque o Tênis., Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:19

O Aberto do Brasil

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Antes que esfrie, assumo uma das pautas prometidas. De vez em quando leio algumas críticas ao Aberto do Brasil, a maior parte sobre o local, distante das capitais tradicionais para esse tipo de evento.

Se vale a crítica acima, vale também a crítica de que a visita de um fã do tênis ao complexo da Costa do Sauípe também seria um programão que a muitos prefere ignorar.

Afinal, e isso é um fato, é um belo programa passar uns dias na Bahia, misturando tênis – jogando e assistindo partidas que por aqui só mesmo na TV – praia e mar, ótimo clima, bons passeios, golfe, pessoas com interesses comuns etc. Se o pessoal prefere ignorar o evento, fica um pouco mais difícil de entender a crítica, afinal essa é a realidade de boa parte dos eventos mundo afora.

Tenho certeza que os organizadores, no caso a Koch Tavares Promoções, realizariam o evento em São Paulo, ou mesmo no Rio, se houvesse condições necessárias. São precárias e, quando existentes, não cobrem todos os requisitos.

Como acontece na maior parte dos casos, o público só conhece uma ínfima parte do necessário para se realizar um projeto desses, e não tem lá muita curiosidade em saber os detalhes. Quer a comodidade e quem não oferece da maneira esperada é criticado. Bem, não dá para dizer que não tenham razão, já que o conforto, o atendimento e a qualidade do espetáculo oferecido devem ser a prioridade de qualquer evento. Mas, tirando a distância das capitais do sudeste, não dá para dizer que as outras prioridades não estejam presentes. Se existe o custo da viagem/estadia, atualmente não dá para dizer que a Costa do Sauípe seja uma viagem cara, considerando os benefícios.

Só que alguém tem que pagar a conta, que não é pequena. Quem a pagava antes era o Banco do Brasil, que foi parceiro do tênis por alguns anos – no auge da era Kuerten. Este ano o BB decidiu ficar fora do evento e isso de última hora.

O resultado é que os organizadores ficaram com uma conta de cerca de 3 a 4 milhões de reais na mão. Após algum estresse e muita correria – e assumindo a realização do torneio, mesmo não sabendo de onde viria o dinheiro – encontraram na Gillete um parceiro. E um dos fatores decisivos para a empresa entrar como patrocinador principal foi a possibilidade de realizar o seu congresso anual no hotel durante a semana do torneio.

Para ilustrar, só um pouco, as necessidades de um torneio destes, mostro alguns números abaixo:

442.500,00 de dólares americanos foi a premiação –
71 jogadores (quali, simples e dupla) participaram
3.500 pessoas era a capacidade da arena
6.300 bolas foram usadas para treinos e jogos
900 toalhas brancas foram usadas pelos tenistas
14.220 litros de água em 57,6 mil copinhos (200ml) e 5,4 mil garrafas (500ml)
2.100 garrafas de 500ml de isotônicos bebidos pelos jogadores
55h de transmissão de TV para o Brasil – 30h para o exterior
46 pessoas para a equipe de arbitragem
12 pessoas para a equipe de quadra
25 pessoas para a equipe de manutenção de quadra
15,2 toneladas de pó de telha jogadas sobre a quadra durante a semana.
Fora um sem número de pessoas e de outras necessidades de infra estrutura, obrigatórias e necessárias, para receber tenistas, público, imprensa e patrocinadores.

costa


Praia na Costa do Sauípe – alternativas.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010 Light, Tênis Feminino | 14:58

Votos

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Aninha Ivanovic está mais perdidinha do que cego em tiroteio. Não sabe se treina ou posa para algum fotografo famoso. Não sabe se seu futuro é o de uma Graf ou o de uma Kournikova. Faz as contas no fim do dia e descobre que ganha mais com contratos do que com jogos – o pior é que quem faz as contas dela deve ser algum manager que só ganha porcentagem de contratos e não de prêmios.

Seguindo a tradição futebolista, e não tão rara também no tênis, Aninha vai trocando de técnico, porque a culpa só pode mesmo estar em alguém mais, porque todo tenista é perfeito – a Aninha um pouco mais. Mas está chegando a hora de dar um jeito na vida, porque senão o pessoal vai começar a escolher outras para fotografar e pagar. Uma coisa é a primeira do mundo bonitinha e gostosinha. Outra é a #23. Dessas tem várias.

Depois de inúmeras tentativas, algumas verdadeiras piadas, a sérvia elegeu o suíço Heinz Gunthardt, que foi um bom tenista, especialmente nas duplas, para lhe dizer qual é o seu problema. O rapaz treinou Steffi e Jennifer Capriati. A primeira deixaria qualquer técnico com fama de bom, a segunda, quando tentou enquadrá-la não funcionou.

Já ficam os meus votos que a parceria possa salvar a carreira dessa excelente e jovem tenista que já foi #1 do mundo e agora, em poucos meses, perdeu o foco e a confiança e viu seu ranking despencar para para #23. O tênis, como um todo, agradeceria.

ana-ivanovic-relaxAninha treinando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

gunta                                                                                                                                      Gunthardt e sua Kneissl, o salvador??

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domingo, 21 de fevereiro de 2010 Tênis Masculino | 20:11

A quarta.

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Para quem gosta de um clássico saque/voleio, nada como assistir uma partida do maluco beleza Michal Llodra. O rapaz não tem a menor cerimônia de usar das vantagens do canhoto para sacar e volear, assim como não pensa duas vezes em incomodar com o quase extinto chip and charge para atazanar o serviço alheio. E faz isso tudo como poucos.

Foi assim que Llodra voltou a venceu um torneio após dois anos de secura. Não poderia escolher melhor lugar. Marseille – França. Para completar a festa dos compatriotas, do outro lado da rede estava outro francês, Julien Benneteau, outro tenista que gosta de ir à rede, sem a mesma sofreguidão do adversário. Final interessante, nestes tempos de tenistas que só vão em direção à rede para trocar de lado ou cumprimentar o adversário.

Enquanto esse foi o quarto título do campeão em oito finais, Benneteau seguirá amargando a frustração de perder na hora da onça beber água. Foi a quarta vez.

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Benneteau e Llodra, dois doidinhos na final em Merseille que voltaram para a quadra para vencer a final de duplas.

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Tênis Masculino | 19:56

Fora do limbo

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Nada como jogar sem pressão. Que já teve essa sensação sabe do que estou falando. Quem deve saber também é o espanhol Juan C. Ferrero.

O afável campeão espanhol venceu Roland Garros, liderou o ranking mundial e, de repente, perdeu a confiança, talvez por conta das expectativas e consequente pressão.

Para quem um dia foi numero 1 do mundo, teve que se resignar, durante anos, a viver no limbo do ranking mundial.

No ano passado, anunciou que 2009 seria sua ultima temporada. Foi só avisar para dar uma melhorada e ganhar algumas partidas que antes perdia.

No fim do ano decidiu que já que era assim, insistiria mais um pouco só para ver no que dava.

Como na sua cabeça “encerrara” a carreira, pode começar outra em 2010 sem as expectativas, frustrações e pressões. O resultado? Venceu o Aberto do Brasil, sem perder set, e hoje, Domingo, joga a final de Buenos Aires, sabendo que já é top 20, contra o “pedreiro” David Ferrer, um carne de pescoço que sabe o quanto é duro ganhar ávida no batente, assim como sabe o quanto vale ganhar uma partida. Os argentinos assistem e batem palmas, até porque sabem reconhecer o valor de outrem.

Spain Israel Davis Cup Tennis

Ferrer e Ferreiro, terceiro e quarto, a partir da esquerda, na final de BA.

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