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Arquivo de janeiro, 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010 Tênis Feminino | 13:13

Travada

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Infelizmente me parece que terei problemas com minhas costas para o resto dos meus dias. Jogar sem dores é uma experiência quase Nirvânica, tamanho o incômodo que é jogar com dores, o que resulta sempre em um travamento das costas e regiões periféricas. Por isso estendo meus sentimentos à Dinara Safina, #2 do mundo vice-campeã do AA de 2008, que por conta disso defendia um caminhão de pontos que agora vê ir para o ozônio.

Dinara enfrentava, pelas oitavas de final, Maria Kirilenko, outra russa, que já havia derrotado Maria Sharapova, quando as dores se tornaram insuportáveis e limitadoras, já que um tenista “travado”, mal pode bater na bola ou sacar e nem pensar em abaixar.

Dinara estava jogando bem e me pareceu mais em forma do que qualquer outro momento da carreira. Mas fez bem em parar, porque dores nas costas são as mais delicadas e, infelizmente, um prenuncio de mais dores no futuro.

TENNIS-OPEN/

Dinara, em forma, porém com dores.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 Tênis Feminino | 18:27

Explica?

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O que é pior, perder jogando bem ou perder jogando mal? Perder conseguindo colocar em prática tudo para o qual se preparou e trabalhou e ver seus esforços naufragarem na praia por conta da superioridade do oponente, ou ser derrotado por adversário quiçá mais fraco que saiba aproveitar a oportunidade em função de um daqueles seus dias onde nada dá certo, onde o coração simplesmente não bate, por mais esforço que se faça, onde todas as tentativas se mostrem infrutíferas por algum desígnio superior? Está é a questão colocada por Kim Clijsters em entrevista após a sua estranha e inesperada derrota para Nadja Petrova.

Já ouvi variantes dessa mesma colocação em conversas de tenistas. Assim como já ouvi um dos meus tenistas afirmar que preferia perder na 1ª rodada que numa final.

Não sei, assim como ela não sabe, assim como ela afirma que seu técnico não sabe, e o maridão menos ainda, a razão da incrível derrota por 6/0 6/1 em jogo que era a favorita, assim como era uma das favoritas ao título após vencer o Aberto dos EUA.

O que posso escrever, correndo os riscos de quem faz suposições, são nada mais do que idéias.

O Aberto da Austrália é o evento do circuito mais emocional para a belga, que desde menina é adorada pelo povo de lá, pela sua simpatia e por ter sido namorada/noiva de Lleyton Hewitt, o maior ídolo do tênis australiano na década.

Era também um torneio emocional por ser o torneio seguinte a inesperada conquista no U.S. Open. A expectativa agora era infinitamente maior na mesma proporção de que em N. York era inexistente. Só que em N. York ela jogou como se não tivesse se afastado uma semana sequer do circuito e hoje ela jogou como se tivesse ficado dois anos longe das competições, casado, tido uma filha e com 1000 coisas em sua mente.

Como um grande incêndio pode começar com uma pequena faísca, chamo a atenção para o fato que Petrova sacou e fez 1 x 0, normal; Clijsters sacou, fez 40×0, perdeu cinco pontos seguidos, anormal; e aí ficou nove games sem vencer, bota anormal nisso e, no final, perdeu para a Petrova por 6/0 6/1, totalmente inesperado. O tênis, assim como a mente humana, é uma ciência menos exata do que se imagina.

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Kim Clijsters – sem poder explicar.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:32

Nada Real

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Nada de muito interessante aconteceu no Aberto no dia de hoje. A não ser que considerem a visita do príncipe britânico digno de nota. O rapaz parecia mais encabulado do que Federer, que foi escolhido por Jim Courier para fazer as honras da casa e apresentar o Principe William ao mundo do tênis. Já vi o Federer mais a vontade em quadra. E o Principe também.

Apesar de não ser lá grande coisa, com certeza melhor do que a nota acima, a derrota mais uma vez prematura de Ana Ivanovic, desta vez para a argentina Dulko. A moça tem sérias decisões a fazer na carreira e na vida. Um terapeuta, please..

O incidente com Marcos Daniel foi esclarecido e nenhuma surpresa aqui. Um colombiano encheu o saco do tenista, que sempre foi um cara educado dentro e fora das quadras, durante toda a partida. Houve bate boca no final da partida, mas Marco sequer chegou perto do idiota, pois foi impedido. A organização deu o caso como encerrado, após o próprio tenista colombiano depor a seu favor. Mais de 60 pessoas já foram expulsas do recinto nesta edição do AA por má conduta. É de longe o evento que mais tem problemas nesse departamento.

O Tipsarevic é um mágico, mas não conseguiu tirar a vitória da cartola contra o Haas. O sérvio não tem tamanho, nem talento, nem bolas. Mas tem coração e está entre os 40 melhores há anos.

Davydenko 6/3 6/3 6/0 no ucraniano Marchenko. Até onde irá essa avalanche do rapaz? O Youzhni, após os 5 sets com o Gasquet, enfiou 2,1,1 no Hajek. O Federer estava esperto, após as dificuldades com Andreev – fazia seis anos que ele não perdia um set na 1ª rodada de um GS – e não deixou a emoção passar perto de sua quadra.

Como eu disse acima, nada digno de nota, especialmente após as partidaças de ontem.

Amanhã, com Cljisters x Petrova, Henin x Kleibanova, Monfils x Isner, Cilic x Wawrinka as emoções devem melhorar, pelo menos um pouco. Em compensação, sou capaz de ter de encarar Safina x Baltacha, Zeng x Bartoli, Murray x Serra e Karlovic x Ljiubicic (clássico!). É na rodada seguinte que o bicho deve começar a pegar.

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Principe William – envergonhado ao ser apresentado por Federer ao público e nos bastidores.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 15:34

Definindo

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Conversei com Thomaz Bellucci poucos dias antes do tenista embarcar para a Austrália. Ele falou sobre suas ambições e metas para a temporada e sobre alguns detalhes técnicos que buscaria inserir em seu tênis.

Assisti e comentei na ESPN boa parte de sua derrota para Andy Roddick na 2ª rodada do Aberto da Austrália. Cada partida tem sua realidade e um tenista pode, de acordo com o adversário, jogar melhor ou pior, assim ou assado. Particularmente um adversário como o americano, um dos mais experientes do circuito, entre os 10 melhores a mais tempo do que qualquer outro na ativa.

Thomaz vem melhorando a cada partida sua que assisto. Talvez, pela ansiedade de torcedor, podemos pensar que esse progresso poderia ser mais rápido. Porém tem sido constante e levou o tenista, aos 22 anos, a estar entre os 40 melhores do mundo.

Thomaz e seu técnico, João Swetch, reconheceram que seria necessário melhorar a regularidade do revés, onde cometia muitos erros não forçados. Definitivamente o quesito melhorou e o golpe como um todo também progrediu. Mas ainda não é um golpe que domine com confiança.

O que mais me chamou a atenção foi a insistência de como Thomaz cruzava seu revés, no golpe forte e consistente do adversário, e não procurando o seu golpe frágil, o que forçaria Roddick naturalmente cruzar no golpe forte de Bellucci ou então ao incomodo de mudar a direção da bola. Esse detalhe técnico deixou o americano em uma zona de conforto durante a maior parte das trocas de bola, assim como dificultou a vida de Thomaz.

A razão disso, creio, seria um desconforto técnico de Thomas em ir para a paralela com seu revés, já que até a maioria dos meus leitores sabem a gritante diferença de qualidade dos golpes do americano, como se vê pelos “comentários”.

Até mesmo se tivesse sido extremamente conservador e trocasse a direção das bolas com um slice ou bolas mais altas seguras e longas, do que fortes e penetrantes, teria mais sucesso do que cruzando e colocando mel na sopa americana. De qualquer maneira, o revés de Bellucci melhorou barbaridades, ele não bate mais só na cara da bola, colocando um razoável spin nas bolinhas, o que cria uma margem de segurança e ângulos.

Sei que uma de suas mudanças, que já apareceu na temporada passada, foi aumentar a porcentagem de 1º serviço em quadra e não só tentar aces. Hoje ele enfrentou um adversário que aprendeu isso depois de anos de carreira, graças a uma exigência do atual técnico. Assim, Roddick, que é um sacador, e por isso vivia em zona de alto risco, conseguiu a incrível, e bota incrível nisso, marca de sacar 80% de 1º serviço em quadra. Isso colocou muita pressão no brasileiro que não tinha espaço para jogar nos games do saque adversário.

Mas me pergunto se essa porcentagem se manteria se o jogo ficasse mais apertado e se Thomaz também aumentasse a sua porcentagem, que foi de 61%, ou se, alternativamente, fosse mais incisivo. Além disso, importante, Andy venceu 78% dos pontos com os 1ºs serviços enquanto que Thomaz ficou com 65%.

Outro projeto de Bellucci para a temporada é ir mais à rede para definir os pontos, já que sabe volear, tem uma ótima envergadura e não gosta de pontos longos. Mostrando disciplina tática, o que é uma forte qualidade no tenista, Thomaz foi à rede 28 vezes, o mesmo número de Roddick, e teve sucesso em 17 delas, uma a mais do que o americano.

Olhando de fora, sempre mais confortável, vejo uma enorme margem de possível progresso para o brasileiro. Técnico, emocional e físico. Achei que ele mostrou cansaço no terceiro set, o que seria fatal se o jogo estivesse parelho. Talvez fosse físico, talvez um desconforto com a eminente derrota.

Por vezes fica a impressão que Thomaz poderia “morder mais a raquete”, o que o tornaria mais perigoso do que provavelmente imagina. Por outro lado, segue uma característica de sua personalidade que o possibilitou ser o tenista brasileiro de maior sucesso desde Gustavo Kuerten.

Resta a ele a possibilidade de tentar modificar e acertar, dentro do possível e de sua vontade, suas características, limites e possibilidades para que a definição do seu sucesso na carreira seja escrito por suas mãos e não pela mão do Divino.

TENNIS-OPEN/

Bellucci e seu novo revés, quase lá.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 17:25

Austrália na TV ESPN

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Os canais ESPN (ESPN E ESPN-HD e ESPN-BRASIL) confirmam que devem mostrar a partida entre o paulista Thomaz Bellucci e Andy Roddick. A partida deve começar perto da meia noite. Tambem deve ser mostrada as partidas entre Delpo e Blake e Nadal e Lacko, entre outras.

Amanhã, às 6hs a ESPN mostra Henin x Dementieva, um partidaço logo na 2a rodada. Tambem devemos ver, entre outras, Murray x Gicquel e Cilic x Tomic, a nova sensação australiana.

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Tênis Masculino | 13:14

O parâmetro

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O campeão é feito sim de um material diferente, mas não deixa de ter os mesmos problemas e dificuldades dos seres humanos normais. Hoje, Roger Federer teve que encarar alguns deles em quadra ao enfrentar o russo Igor Andreev. O russo é o que se pode chamar de uma primeira rodada encardida. Ele tem uma das grandes direitas do circuito, não é um tenista que se intimida com nomes e sabe como levar uma partida taticamente.

Após a partida Federer deu uma entrevista exclusiva à ESPN. Como a entrevista não fez parte das coletivas, o entrevistador pode conduzi-la de uma maneira mais interessante, cobrindo tanto o jogo como áreas mais pessoais.

Roger confessou que esteve em situação delicada na partida com Andreev, tendo três set points abaixo no terceiro set. O russo errou duas direitas, seu ponto forte, nesse momento, o que foi triste para ele e salvou o suíço. Seria um jogo, e possivelmente um resultado, distinto se o Andreev tivesse aberto 2×1 em sets. Mas, como todo campeão, Federer encontrou uma maneira e ficou com a vitória na sempre complicada primeira rodada.

Após falar sobre a partida, Federer falou sobre seu momento, seu futuro e sua família.

É óbvio que com suas conquistas as expectativas, cobranças e motivações mudam. Perguntado sobre a paternidade – é conhecido no circuito que pais geralmente se acomodam e não mostram o mesmo sangue nos olhos de antes – Federer diz que de fato as coisas mudaram. E aí existem dois pontos. Um que ele não chega mais no quarto do hotel e fica pensando em como quebrar o serviço dos adversários. O natural é ir brincar com as gêmeas e passear com a mulher e as filhas. Por um lado, talvez desvie o foco, por outro fica mais relax, menos ansioso. Perde um pouco aqui e ganha um pouco ali.

Quanto a quando vai se afastar das quadras, Federer lembrou que andaram modificando suas declarações que pararia após a Olimpíada de Londres em 2012. Roger insistiu que suas declarações foram que jogaria no mínimo até as Olimpíadas e não até lá. O que deve decidir quando vai parar é seu corpo. O que não disse, mas se subentende, é que os resultados, consequência das condições de seu corpo, assim como da motivação e da capacidade de manter o foco na carreira e partidas, é que devem determinar essa decisão.

Uma de suas motivações, confessou na entrevista, é justamente enfrentar os jovens tenistas que começam a se destacar e que vão se esforçar para afastá-lo do topo, já que ele sempre será o parâmetro do circuito. Como todo campeão, Federer anseia pela competição, mas como todo campeão de sua estatura não vai ficar por aí para ser saco de pancada da molecada.

TENNIS-OPEN/

Federer – começa a estender o olhar sobre o futuro.

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 Tênis Feminino | 10:17

Zebrinha?

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Pode ser que a maioria dos fãs veja a derrota da Maria Sharapova como uma grande zebra. Acontece que a Maria Kirilenko sempre foi uma das tenistas mais talentosas e com um dos arsenais mais completos do circuito. Faltou-lhe sempre a motivação e o foco necessário na carreira e nas partidas para se manter entre as melhores, algo que sobra na Sharapova.

Mas jogar na quadra central de um Grand Slam, contra uma tenista da estatura e fama de uma Sharapova é sempre o bastante para motivar e inflamar qualquer que pense ser um tenista profissional. E quando essa tenista tem o gabarito técnico da Kirilenko uma zebra pode cruzar a linha.

Foi o que aconteceu. Para quem acompanhou a partida, pode ter percebido o momento que definiu a partida. Com 4×2 no tie-break do primeiro set, Sharapova, seguindo uma nova orientação em seu estilo, tentou uma ida à rede, local onde sempre teve dificuldades, e acabou se confundindo e perdendo o ponto. Deu para ver que ela ficou, por alguns pontos, fora de si, perdeu a confiança que vinha mostrando, perdeu cinco pontos seguidos e colocou a adversária no jogo.

Interessante foi a postura de Sharapova na entrevista à imprensa, com quem ela nunca teve o melhor dos relacionamentos, mostrada pela ESPN logo após a derrota. Ela disse que não vai ser uma derrota que vai impedi-la de fazer o que gosta (jogar tênis). E até aí ninguém duvida, até porque ninguém abdica de uma carreira por conta de uma derrota. Mas então, levantando o narizinho e lançando a cabeça para cima enquanto lançava um sorriso sarcástico, soltou com um uma ênfase inconfundível de desafio: vocês vão ver! Bem ninguém duvida, até porque nunca me passou pela cabeça que ela iria agora querer ser dentista ou bióloga; mas precisava aquele tipo de postura que beira a arrogância como se o mundo fosse seu inimigo? E venham os fãs da moça.

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Sharapova – prematuramente fora.

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domingo, 17 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:37

Genético

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Um dos leitores, André, pediu, mas a pauta já estava definida. Fiquei contente de ver o Ricardo Hocevar pegar o avião e ir disputar o qualy do Aberto da Austrália. Mais contente em vê-lo se classificar. Não tão contente em saber que enfrentará na 1a rodada o dono da casa, Lleyton Hewitt, mas isso já é uma outra história.

Para quem não sabe, Ricardo é sobrinho de Marcos Hocevar, um dos melhores tenistas da história de nosso tênis. Marcão é de Ijuí, terra do Dunga, atual técnico da seleção, e foi um tenista que tudo que conquistou foi pelo esforço e determinação. Nada lhe vinha fácil, nem o tênis. Fora isso, Hocevar foi uma das pessoas mais gentis que conheci, além do caráter acima de qualquer suspeita. Viajamos muito junto, fui seu capitão na Copa Davis e para meu orgulho e satisfação posso lhe chamar de amigo.

Ricardo é filho do Jorge, irmão de Marco, que veio para São Paulo no fim dos anos setenta para ser professor de tênis no CPT, ali na Marginal Pinheiros. Jorge era um verdadeiro touro, dando aulas das 6h da manhã até 22h todos os dias, menos os fins de semana, para sustentar a família, inclusive o futuro Ricardo, que nasceu em 1985, em São Paulo, e teve seus primeiros contactos com a bolinha ali no CPT. Atualmente seu pai não dá mais aulas e Ricardo treina no Clube Pinheiros.

Hocevar tem 25 anos, vem fazendo sua carreira em torneios Challengers e seu melhor ranking foi #149. O tempo está lhe passando e algo precisa acontecer em sua carreira para ela deslanchar. Lembro que Marcão foi um tenista que desabrochou tarde.

Não sei, porque não sou adivinho, se o sobrinho conseguirá o mesmo sucesso do tio, que chegou a ser #30 do mundo, o que não é para qualquer um. Os estilos são distintos – Marcão era um voleador extremamente agressivo e Ricardo gosta de dar porradas do fundo. Mas talvez a genética venha a falar alto.

O que posso dizer é que o fato de Ricardo, atual #194 no ranking, ter pegado um avião, cruzado meio mundo, com 13 h de fuso horário, só para jogar o qualy de um GS, depois de ter perdido na 1ª rodada do evento em São Paulo, na 1ª semana do ano, mostrou uma bravura quase inconsequente. Mas foi exatamente esse tipo de bravura que tirou seu tio do fim do mundo do interior gaúcho para conquistar o mundo.

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Ricardo Hocevar, sobrinho de campeão.

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sábado, 16 de janeiro de 2010 Light, Minhas aventuras | 14:27

Novidades

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Depois de quebrar a cabeça decidi encarar o turno da manhã e não o turno da noite nas transmissões do Aberto da Austrália na ESPN.

Assim como os meus leitores – que deixaram isso claro – a minha preferência era pela faixa noturna. Até a D. Ruth me ligou afirmando que o horário era esse.

O conflito é maior do que vocês imaginam. Nas ultimas três edições do evento fiquei doente, e nada me garante que isso não vá acontecer novamente, independente da escolha.

O horário noturno é mais condizente com meu “way of life” do que o matinal. Sempre notívago, entre outras coisas, à noite sou falante, de manhã sou observador. Apesar de tudo, escolhi a manhã – ou melhor; a madrugada e a manhã, ao invés da noite e da madrugada.

Por quê? Primeiro porque até o ano passado o horário oficial desse turno era das 22hs até às 2hs, com chances de se estender. Este ano o horário oficial é até às 4hs com chances de se estender.

Segundo, tenho considerado certas mudanças na vida e uma delas e passar a dormir e acordar mais cedo. Sei; acordar 5:00 hs é um exagero!

Porém, todos os dias em que tenho o privilégio de admirar um pôr do sol, a primeira coisa que imagino é como foi o nascer do astro-rei. Como tudo na vida, abre-se mão de algo para ter algo mais.

Não vai ser nas próximas duas semanas que vou ver o sol nascer. Mas espero estar abrindo uma janela nesse sentido. Ainda preciso de novidades em minha vida.

sunrise

Quero ver mais destes.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 16:46

O sorteio da chave masculina

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A maioria dos tenistas fica apreensiva com a publicação da chave do torneio. Afinal, o rolar dos dados decide a sorte de muitos, para o bem ou para o mal. Alguns – eu sempre suspeito essa afirmação – juram que não olham, mesmo depois que o torneio começa. São adeptos de um susto por vez.

Como sempre, alguns gostaram do sorteio, outros nem tanto e vários devem ter odiado – mas não o confessam nem debaixo de boladas.

Como não odiar o sorteio o Luczak, que enfrenta o Nadal, e o Andreev, que enfrenta o Federer? Voar até o outro lado do mundo para encarar esses malas?! Apesar que existem uns “losers” que adoram pegar essas encrencas logo de cara para poderem dizer que pegaram o favorito ou o campeão. Tem cabeça para tudo.

Federer enfrenta Igor Andreev na 1ª rodada, mas tem Davydenko, o zebrão, nas quartas e, talvez, Baghdatis, uma zebrinha, antes.

Djoko e Gasquet, que voltou jogando bem, podem se encontrar na 4ª rodada. Haas e Tsonga podem colidir na 3ª rodada em um jogo de atacadores. Nessa chave, Marcos Daniel tem um clássico sul-americano com o colombiano Falla – uma partida bem ganhável para o brasileiro. O vencedor encarara o Soderling.

Thomaz Bellucci encara o casca-de-ferida russo Teimuraz Gabashvilli. Não é fácil, mas tem que ganhar essas. O vencedor encara Roddick. Nessa chave tem ainda o Berdich, o Querrey e o Gonzalez.

O Marin Celic vai, infelizmente, acabar com a carreira do mago Santoro. O Delpo, se jogar, por conta de contusão, enfrenta aquele baixinho Russel que quase eliminou Kuerten em Roland Garros. Se vencer, encara o vencedor de Blake x Clement, um jogo que pode ser tanto emocionante como de cortar os pulsos.

O Murray caiu na chave do Nadal, nas quartas-de-final, o que viria a ser uma partidaça, com um monte de coadjuvantes entre eles. Os que podem incomodar são o Monfils, que está mais perto do escocês, e o Isner e o Kohlschreiber que estão perto do Nadal – ou seja, o espanhol não está, como eu, perdendo o sono. Nessa chave temos uma 1ª rodada também tanto imperdível como de cair no sono. Stepanek e Karlovic se enfrentam em mais uma melhor de cinco. Na última, o croata bateu o recorde mundial de aces e fez a proeza de perder o jogo.

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Alguem ao olhar a Chave.

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