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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 16:48

Showman

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Estou vendo muita gente contando dinheiro no bolso alheio; Federer na final. É o óbvio, mas o tênis não é um esporte tão óbvio. Menos ainda o Jojo Tsonga.

O francês foi um dos melhores talentos juvenis de sua época, sofreu com contusões, tem dois golpes perigosos – saque e direita -, gosta de ir à rede e sabe volear, especialmente o curto cruzado, tem um gosto pelo espetáculo, uma exigência para quem quer bater o melhor do mundo em uma semi de GS, numa arena com mais de 16 mil pessoas.

Sei que há gente com dificuldades em entender até sinal de trânsito que vai achar que estou escrevendo que o francês vai ganhar. Para esses o melhor é voltar à D. Lucy, a professorinha gostosa do primário. Na próxima vez prestem atenção no que ela ensina e não no que ela mostra.

Os dois semifinalistas se enfrentaram duas vezes. Uma vitória cada. Em 2008, na quadra dura de Madrid, Federer em dois sets. Em 2009, Tsonga, em Montreal, também na dura, no TB do 3º set. Nada fácil para o suíço, que já confessou que numa próxima encarnação preferiria uma esquerda com duas mãos para devolver saque.

Lógico que a experiência de Federer conta, e muito, a esta altura do campeonato. O natural seria a pressão do momento morder o francês. Só que Tsonga está mais para o irresponsável do que para o amarelão. Quando se vê contra a parede sai dando porrada em tudo que aparece. Se entra é um Deus nos acuda, se sai, até a semana que vem.

A vitória em Montreal mostra que Tsonga tem as ferramentas para vencer. Se tem o que é preciso para vencer “O Chefão” na semifinal do Aberto da Austrália é algo que vamos descobrir amanhã, às 6:30h na ESPN.

TENNIS-OPEN/

Jojo Tsonga – Showman e perigoso.

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