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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 13:08

Bicicleta

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Eu já tinha total pé atrás com aquela frescura generalizada entre os tenistas profissionais de ficar tentando um “Grand Willie” todas as vezes que levam um lob, sendo obrigados a viver com menos de 1% de aproveitamento positivo no ponto. Agora mais ainda.

A semifinal entre Murray e Cilic foi dividida entre dois capítulos. O primeiro com um domínio do croata por um set e meio e o segundo a partir do momento que o escocês consegue a primeira quebra na partida, após 11 tentativas, com um ponto magnífico e uma jogada espetacular.

Dá para dizer que um ponto muda o trajeto e o ritmo de uma partida. Já vi acontecer muitas vezes. Só que nessa partida a mudança veio após uma das jogadas mais incríveis do torneio. A partir daquele momento o croata muxou e o escocês cresceu. E essa tendência foi até o aperto de mãos.

Desde o voleio junto à rede, onde Murray foi obrigado a se contorcer todo para mal colocar a raquete na bola e passá-la para o outro lado, e, após levar o lob, ter a garra e velocidade de correr atrás, realizando a escolha correta do golpe, e ter o talento para executá-lo, surpreendendo o adversário.


“A Jogada”, a partir dos 14 segundos.

Ou então a partir dos 38′ no video abaixo, que tem ainda um bonus na 1a jogada.

 

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