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terça-feira, 26 de janeiro de 2010 Tênis Masculino | 13:04

Misturando

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Apesar de alguns leitores quererem me colocar como torcedor, o Blog continua sendo o de um analista. E se ao analisar um tenista eu me torno crítico ou elogioso isso faz parte do programa. Se alguns têm dificuldade de distinguir uma coisa da outra eu não tenho.

Não é difícil para um amante do tênis apreciar um tenista como Andy Murray. Talvez um fanático pelo Nadal tenha essa dificuldade; por isso sigo um apaixonado do tênis, um apreciador dos bons tenistas, um crítico quando necessário e um torcedor do Brasil na Copa Davis.

Murray mostrou mais uma vez suas qualidades, aliando um pouco de experiência, decisão e equilíbrio em momentos importantes. Detalhes necessários para um tenista progredir, no torneio e na carreira.

O escocês misturou táticas e golpes como poucos sabem fazer na atualidade. Bolas de ataque dos dois lados, retas e com spin, bolas altas, bolas lentas, slices, idas à rede, 18 aces – muitos em momentos chaves, velocidade para atacar e defender.

Enquanto teve pernas, e joelho, Nadal tentou mudar o ritmo e a história da partida, só para ver o adversário lhe fechar a porta. O espanhol é um grande campeão e um adversário perigosíssimo, mas mesmo que não sentisse a contusão, a definição do resultado ficou clara após a definição do 2º set.

O torneio continua aberto – como eu disse antes do início do evento esse é GS mais equilibrado dos últimos anos – e qualquer um dos tenistas pode ficar com o título. Está sobrando qualidade na chave masculina. Murray deu um passo à frente na busca do seu primeiro troféu de GS na carreira e tecnicamente está pronto para o feito. Resta saber se está também mental e emocionalmente.

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Murray, em foto de seu twitter, logo após a partida, sentado sobre sacos de gelo e uma fatia d’água. Evitando contusões.

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