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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 Tênis Brasileiro | 16:29

Chave e chuva.

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Aquele pessoal que se encontrou em Copenhagen é melhor começar a se entender. Qualquer pessoa que não saiba, e assimile, o fato de que o clima está mudando drasticamente ou é cego ou não está por aqui há tempo o bastante para enxergar as diferenças. Eu, como milhares de outras pessoas, desci a serra em direção ao mar em procura do sol neste fim de ano e estou há horas ouvindo o barulho da chuva nas árvores. E não estou em Ubachuva.

Nem tudo muda. Uma que não mudou muito foi a lista de inscrição para a chave do Aberto do Brasil que acontecerá, novamente, na Bahia. Imagino que os organizadores flertem com a idéia de trazê-lo para o sul-maravilha há algum tempo, o que daria uma outra tonalidade ao evento.

Pensei que isso talvez acontecesse com a saída do Banco do Brasil como patrocinador, já que o banco era o maior interessado em mantê-lo por lá. Mas, mesmo com a saída do patrocinador, o evento permaneceu na Costa do Sauípe e para tal razões devem ter havido. Talvez com a vitória do Rio de Janeiro nas Olimpíadas a enredo se ajuste.

O torneio encontrou seu nicho, os tenistas são mesmo esses que se escrevem e não há nenhuma novidade especial. Quanto a outros tenistas com ranking melhores – um dos leitores mencionou a presença de Haas em Santiago – tenho certeza que os organizadores adorariam fazê-lo se alguém desse o dinheiro que esses tenistas exigem para aparecer. Foi-se o tempo em que se podia pagar U$300 mil para um tenista comparecer.

A lista é liderada pelo espanhol Ferrero, que disse no meio da temporada, após um série de derrotas prematuras, que encerraria a temporada no fim do ano. Mas foi só tirar a pressão de cima de si que voltou a ganhar. Se ele para eu não sei, mas está inscrito. Além disso, tem uma casa em condomínio vizinho ao Sauípe. Talvez já fique por lá.

Almagro é outro que tem uma quedinha pela Bahia. Talvez aquele jeito baiano lhe fale alto. O francês Mathieu também está inscrito. Se vem é outra estória. O rapaz é aquilo que se pode chamar de instável.

O russo Andreev adora vir por aqui, o que é uma certa incógnita. Já cheguei a escrever que ele poderia se dar bem no Sauípe, só para vê-lo perder na 1ª rodada. O romeno Hanescu é um que se alguns planetas se alinharem pode surpreender. Bota planeta nisso.

Pablo Cuevas pode ser uma surpresa – até para ele mesmo. O uruguaio vem melhorando e vencendo alguns jogos difíceis, ainda sem estourar. Como joga perto de casa pode se inspirar.

Um nome bem interessante, que deve despertar o interesse da imprensa, é o francês Richard Gasquet. É desnecessário elogiar seu talento e sua habilidade, mas a cabecinha.. No entanto ele tem algo a provar após ser inocentado por conta daquele beijo da mulher aranha. Mas toda vez que ele se sentiu pressionado, miou.

O italiano Fabio Fogini é outro que tem nome e jogo, mas os italianos, por alguma razão, nunca conquistaram nada por aqui. Finalmente, teremos Nicolas Lapentti, outro que havia dito que abandonaria o circuito no fim de 2009 e que o feito comandado pelo Chico deu-lhe uma sobrevida, conforme ele mesmo admitiu e agradece.

Direto na chave teremos dois brasileiros: Thomas Bellucci e Marcos Daniel. A lista deve aumentar com os quatro convites dos organizadores, que serão divulgados aos poucos. Devem guardar uns dois até o ultimo instante para os Haas da vida. Além das quatro posições que serão preenchidas pelo qualyfing.

A torcida, porque não deve ser uma expectativa, é que Bellucci consiga vencer em casa. Não é tarefa fácil, mas é um dever de casa. E depois de 23 horas ininterruptas de chuvas vou tentar postar este texto. Arrfff!!..

E amanhã conto aquela historinha do Federer que prometi há tempos.

Abaixo a lista completa divulgada pela ATP:

Juan Carlos Ferrero (ESP) – 23
Nicolas Almagro (ESP) – 26
Albert Montañes (ESP) – 31
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 33
Igor Andreev (RUS) – 35
Thomaz Bellucci (BRA) – 36
Horacio Zeballos (ARG) – 45
Victor Hanescu (ROM) – 48
Pablo Cuevas (URU) – 50
Jose Acasuso (ARG) – 51
Richard Gasquet (FRA) – 52
Fabio Fognini (ITA) – 54
Simon Greul (ALE) – 59
Potito Starace (ITA) – 62
Frederico Gil (POR) – 69
Oscar Hernandez (ESP) – 70
Daniel Gimeno-Traver (ESP) – 72
Juan Ignacio Chela (ARG) – 73
Peter Luczak (AUS) – 77
Paolo Lorenzi (ITA) – 84
Marcos Daniel (BRA) – 87
Marcel Granollers (ESP) – 91
Nicolas Lapentti (EQU) – 97

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