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Arquivo de dezembro, 2009

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009 Tênis Brasileiro | 16:29

Chave e chuva.

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Aquele pessoal que se encontrou em Copenhagen é melhor começar a se entender. Qualquer pessoa que não saiba, e assimile, o fato de que o clima está mudando drasticamente ou é cego ou não está por aqui há tempo o bastante para enxergar as diferenças. Eu, como milhares de outras pessoas, desci a serra em direção ao mar em procura do sol neste fim de ano e estou há horas ouvindo o barulho da chuva nas árvores. E não estou em Ubachuva.

Nem tudo muda. Uma que não mudou muito foi a lista de inscrição para a chave do Aberto do Brasil que acontecerá, novamente, na Bahia. Imagino que os organizadores flertem com a idéia de trazê-lo para o sul-maravilha há algum tempo, o que daria uma outra tonalidade ao evento.

Pensei que isso talvez acontecesse com a saída do Banco do Brasil como patrocinador, já que o banco era o maior interessado em mantê-lo por lá. Mas, mesmo com a saída do patrocinador, o evento permaneceu na Costa do Sauípe e para tal razões devem ter havido. Talvez com a vitória do Rio de Janeiro nas Olimpíadas a enredo se ajuste.

O torneio encontrou seu nicho, os tenistas são mesmo esses que se escrevem e não há nenhuma novidade especial. Quanto a outros tenistas com ranking melhores – um dos leitores mencionou a presença de Haas em Santiago – tenho certeza que os organizadores adorariam fazê-lo se alguém desse o dinheiro que esses tenistas exigem para aparecer. Foi-se o tempo em que se podia pagar U$300 mil para um tenista comparecer.

A lista é liderada pelo espanhol Ferrero, que disse no meio da temporada, após um série de derrotas prematuras, que encerraria a temporada no fim do ano. Mas foi só tirar a pressão de cima de si que voltou a ganhar. Se ele para eu não sei, mas está inscrito. Além disso, tem uma casa em condomínio vizinho ao Sauípe. Talvez já fique por lá.

Almagro é outro que tem uma quedinha pela Bahia. Talvez aquele jeito baiano lhe fale alto. O francês Mathieu também está inscrito. Se vem é outra estória. O rapaz é aquilo que se pode chamar de instável.

O russo Andreev adora vir por aqui, o que é uma certa incógnita. Já cheguei a escrever que ele poderia se dar bem no Sauípe, só para vê-lo perder na 1ª rodada. O romeno Hanescu é um que se alguns planetas se alinharem pode surpreender. Bota planeta nisso.

Pablo Cuevas pode ser uma surpresa – até para ele mesmo. O uruguaio vem melhorando e vencendo alguns jogos difíceis, ainda sem estourar. Como joga perto de casa pode se inspirar.

Um nome bem interessante, que deve despertar o interesse da imprensa, é o francês Richard Gasquet. É desnecessário elogiar seu talento e sua habilidade, mas a cabecinha.. No entanto ele tem algo a provar após ser inocentado por conta daquele beijo da mulher aranha. Mas toda vez que ele se sentiu pressionado, miou.

O italiano Fabio Fogini é outro que tem nome e jogo, mas os italianos, por alguma razão, nunca conquistaram nada por aqui. Finalmente, teremos Nicolas Lapentti, outro que havia dito que abandonaria o circuito no fim de 2009 e que o feito comandado pelo Chico deu-lhe uma sobrevida, conforme ele mesmo admitiu e agradece.

Direto na chave teremos dois brasileiros: Thomas Bellucci e Marcos Daniel. A lista deve aumentar com os quatro convites dos organizadores, que serão divulgados aos poucos. Devem guardar uns dois até o ultimo instante para os Haas da vida. Além das quatro posições que serão preenchidas pelo qualyfing.

A torcida, porque não deve ser uma expectativa, é que Bellucci consiga vencer em casa. Não é tarefa fácil, mas é um dever de casa. E depois de 23 horas ininterruptas de chuvas vou tentar postar este texto. Arrfff!!..

E amanhã conto aquela historinha do Federer que prometi há tempos.

Abaixo a lista completa divulgada pela ATP:

Juan Carlos Ferrero (ESP) – 23
Nicolas Almagro (ESP) – 26
Albert Montañes (ESP) – 31
Paul-Henri Mathieu (FRA) – 33
Igor Andreev (RUS) – 35
Thomaz Bellucci (BRA) – 36
Horacio Zeballos (ARG) – 45
Victor Hanescu (ROM) – 48
Pablo Cuevas (URU) – 50
Jose Acasuso (ARG) – 51
Richard Gasquet (FRA) – 52
Fabio Fognini (ITA) – 54
Simon Greul (ALE) – 59
Potito Starace (ITA) – 62
Frederico Gil (POR) – 69
Oscar Hernandez (ESP) – 70
Daniel Gimeno-Traver (ESP) – 72
Juan Ignacio Chela (ARG) – 73
Peter Luczak (AUS) – 77
Paolo Lorenzi (ITA) – 84
Marcos Daniel (BRA) – 87
Marcel Granollers (ESP) – 91
Nicolas Lapentti (EQU) – 97

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domingo, 27 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 23:48

Destaques de 2009

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Posso até confessar minha preguiça, mas não fujo aos meus deveres. Abaixo os destaques de 2009. Se alguém quiser acrescentar…

O MELHOR
Roger Federer conseguiu sair do feitiço do espanhol Rafael Nadal – graça aos seus inúmeros talentos, alguns erros estratégicos do espanhol e a ajudinha de um sueco – virou a mesa e conseguiu aquilo que alguns começavam a duvidar. Dono de inúmeros recordes, se solidificou como o melhor da história, segundo muita gente que entende do riscado.

Wimbledon 2008

A MELHOR
Pelo menos tecnicamente, Serena Williams mostrou que não tem adversárias a sua altura. Sempre que a coisa aperta, ela sobe o padrão, na mesma proporção que suas principais adversárias descem. E no fim do dia é isso que distingue os campeões.

O MOMENTO – A vitória de Robin Soderling sobre Rafael Nadal em Roland Garros, escancarando algumas raras fragilidades do espanhol, mudando o curso da temporada, tirando o espanhol do topo do ranking a abrindo as portas para o suíço deitar e rolar.

A SURPRESA – A volta de Kim Cljisters. E não adianta pensar que foi só porque as adversárias amarelam. Ela bateu também, em partida memorável, Serena Williams. E não adiante dizer que foi com a ajuda daquela juíza de linha fantasma, porque ela iria ganhar de qualquer jeito.

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O GATO – O tenista que melhor deu o pulo do gato foi o argentino Del Potro. Comendo pelas beiradas foi subindo de produção e ganhando confiança, culminando no U. S. Open, em especial naquela inesquecível final contra Federer. O que ele deu de pancada aquele dia levou o padrão do tênis a um novo patamar. Uma pena que ele tenha desperdiçado o momento e jogado o resto da temporada fora.

del potro us open

PARA VER DE NOVO – A final de Wimbledon, deixou claro, mais uma vez, que o tênis está, pelo menos para aqueles que entendem um mínimo do riscado, um degrau acima dos outros esportes em termos da simbiose qualidade/emoção. Aliás, os ingleses devem estar estáticos. A final, que raramente é um momento de alto padrão técnico em um torneio, foi o momento máximo da temporada dois anos seguidos. E ambas partidas entre as melhores da história.

TENNIS-WIMBLEDON/

A FAÇANHA – A vitória de Rafael Nadal no Aberto da Austrália. Bater o conterrâneo Verdasco naquela partidaça pela semifinal e depois encontrar forças, físicas e mentais, para bater um Federer babando por uma vitória, em um piso onde este era franco favorito, é um feito que não pode ser menosprezado em sua magnitude. Que o digam as lágrimas de Federer.

SAUDADES – Marat Safin, Fabrice Santoro e Amelie Mauresmo, três tenistas extremamente talentosos, não competem mais profissionalmente. Os três vão fazer falta. Safin ameaça de jogar os torneios de veteranos, o que não deixaria de ser uma surpresa. Se é para competir que vá jogar com os melhores.

BRASILEIROS – O destaque fica restrito a Thomaz Bellucci, que sentiu o bafo no cangote, soube controlar os nervos e mudar o rumo de sua temporada. Entrou e deve se consolidar entre os 40 melhores do mundo. A partir daí é um novo desafio e ele também é novo. Marcos Daniel teve o seu melhor ano e não deixa de ser legal ver um tenista veterano mostrando amor pelo esporte e vontade de melhorar.

Tennis - Allianz Suisse Open Gstaad 2009

ASSUSTADOR – A maneira como as tenistas tops continuam amarelando emocionalmente nos momentos importantes das partidas e dos torneios. Onde estão as Grafs da vida?

PARA ESQUECER – Vocês podem escolher. A derrota do time “comandado” por Chico Costa ou a cafajestada de Serena no U.S. Open. A primeira pela incrível oportunidade perdida dentro de casa contra um time bem ganhável e a segunda pelo fato, pelo palco, pela violência e pela cara de pau de se fazer de boba quando confrontada.

serena eats

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009 Tênis Masculino | 00:23

Enfim, Feliz Natal

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É véspera de Natal, o que para mim quer dizer que é Natal, pois hoje é a noite da ceia familiar. Aproveito a data e local para enviar os meus votos de Feliz Natal a todos que estiveram por aqui este ano incrementando a nossa família. Espero, de verdade, que a data seja feliz para cada um de vocês e cada uma das pessoas que lhe são importante.

Por conta do pedido específico de um dos meus leitores, feito esta semana, reproduzo abaixo um texto meu publicado no jornal O Estado de São Paulo no Natal de 2005. Segue atualíssimo.

tennis-holiday-christmas

Estou esperando o trânsito diminuir para ir buscar um tortelli com figo seco com molho de nozes que é para comer de joelhos. Sinto, vindo da cozinha, o aroma da torta de maçã verde preparada com carinho que, com sorvete de creme por cima, é minha sobremesa preferida. São minhas contribuições para a ceia de Natal familiar.

Além disso, dois cunhados metidos a chefs competem para ver quem serve os melhores pratos. Confesso ambos ótimos. Sempre achei que havia alguma salvação no ramo de cunhados. Uma coisa é certa – a mesa será farta, a qualidade excelente e a companhia excepcional.

Sou um tanto ambíguo com a celebração do Natal. Se logo descobri que não havia Papai Noel, nem por isso deixei de receber meus presentes e ajudar a montar a árvore de Natal. No final da adolescência, quando os presentes começavam a rarear, fui morar sozinho fora do país.

Durante cinco anos, em uma época determinante em minha vida, a data foi a coisa mais sem graça e triste do mundo, o que tem suas conseqüências. Ficou registrada na memória afetiva uma delas, quando em Miami para um torneio junto com o amigo Carlos Kirmayr.

Duros, em um hotel no meio do nada e sem maiores perspectivas, fizemos nossa ceia em uma lanchonete pra lá de decadente. A companhia era de vagabundos, bêbados e outros abandonados. Apesar da presença de um grande amigo, foi um dos pontos baixos de minha vida.

Após a volta ao Brasil abracei a profissão de treinador e, durante uns dez anos, vejam vocês, passei o Natal na mesma Miami, onde acontecia o Orange Bowl, o mais importante torneio juvenil do mundo. Não voltei àquela lanchonete desgraçada, mas, longe da família, as coisas também não foram tão melhores.

Hoje, e nem falo nada lá em casa, mesmo que meus cunhados fossem uns enganadores no fogão, eu continuaria achando a nossa ceia a melhor do mundo. Pois cada prato tem um ingrediente inigualável. Quem tem a benção de dividir esta data entre os seus sabe do que estou falando.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009 Light, Tênis Feminino | 22:28

Morrendo na praia?

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A essa altura todos já sabem, na verdade imaginam, o sacrifício necessário para uma jovem se tornar um profissional do tênis. Algumas conseguem lidar com todo o maldito estresse – mais uma vez, o livro do Agassi – a massacrante maioria não.

Alguns chegam perto, mas novamente a esmagadora maioria sucumbe na praia. Vocês não têm nem idéia de quantos, até porque vocês só ficam sabendo dos sobreviventes.

Ana Ivanovic e Jelena Jankovic foram duas tenistas que sobreviveram a Sérvia despedaçada – ou até mesmo por conta dessa tragédia chegaram entre as melhores do mundo. Mas elas tinham outras conterrâneas que, por uma razão ou outra, desistiram no caminho ou morreram na praia. Uma delas é Vojislava Lukic.
A menina era a melhor da Sérvia e da Europa até os 14 anos; chegou a ser a 5ª do mundo até 16 anos. Um futuro promissor. Nadando até perto da praia, chegou a ser #200 da WTA. De repente, parou. Afogou
.
Por que, deixou para vocês pensarem.

Ela diz que perdeu a fé no seu tênis. Queria uma vida mais frutífera, seja lá o que isso quer dizer. Decidiu ser atriz, modelo e trabalhar com marketing, seja lá o que isso quer dizer. Alega que quer ser feliz – e quem não quer? Talvez o Agassi, que afirma que era miserável enquanto faturava títulos e milhões. O ser humano é difícil de contentar, o que, talvez, para um tenista, seja uma qualidade.

Em 2008, aos 21 anos, jogou três torneios, parou e perdeu todos os pontos. Deixou o circuito. A semana passada foi até Dubai e jogou o torneio de duplas com uma amiga. Venceram uma rodada. Nem ela sabe por que foi nem se volta a jogar. Como muitas que escolhem as duas primeiras profissões acima, Lukic decidiu tirar a roupa – o que a macacada agradece. Este ano posou para a revista FHM da Sérvia e está tentando trabalhar na “Total Tenis”.

Na foto abaixo, do tempo em que ainda jogava, aos 17 anos, dá para notar o início da Síndrome Kournikova. A outra é deste ano. Encorpou, a moça. Ser feminina, e mesmo charmosa, em quadra é uma coisa. Transpassando uma tênue linha é um sinal de que as prioridades estão mudando – e aí é difícil continuar pagando o preço necessário para ser uma das melhores do mundo, pelo menos em quadra. Então fica mais fácil tirar a roupa para ver no que vai dar.

lukic Vojislava – A Sindrome Kournikova amadurecendo.

lukic6 Vojislava – quase no ponto.

vojislava lukic5 Vojislava – caída de maduro.

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Light | 13:33

Preguiça

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Parece brincadeira, mas desde segunda-feira, cada pessoa com quem tento falar sobre algum tipo de negócio, pula fora dizendo que o ano acabou e agora só em Janeiro. E assim mesmo na segunda quinzena. O pessoal diz que volta dia quatro, mas como os outros não voltam, fica mesmo para a segunda quinzena.

O acesso ao Blog cai um pouco com isso. Com o final da temporada o pessoal fica um pouco mais preguiçoso, ou desinteressado, em ler e debater tênis. Isso sem contar muitos fieis leitores, alguns que querem ver o que posso estar escrevendo e poucos que são capazes de bater um cão chupando manga por conta do sexo dos anjos.

Tem aquelas listas de melhores e piores do ano. Sou um pouco preguiçoso com isso. Talvez não devesse ser, mas sou. Escrevi sobre minha maior decepção na temporada tenistica (o tênis feminino) e a partida mais importante da temporada (Nadal x Soderling). Há outras opções – se vocês fazem questão de alguma me deixem saber. O Producer que é bom nesse negócio de lista podia compilá-la. Aquela história do Federer que prometi voces nem precisam mencionar novamente.

Acompanhando o clima mais light da temporada e das pessoas, vamos investigar esse lado do circuito. Hoje vou preparar um desses;light e interessante – as fotos eu sei que vão agradar. Pelo menos a alguns, espero que muitos.

preguica-na-cama Esse negócio de preguiça não é legal.

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 Light, Tênis Masculino | 14:53

Pachorra

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Há alguns anos os dirigentes do tênis vêem diminuindo a velocidade do tênis, através das bolinhas e pisos, enquanto que os tenistas caminham na direção oposta, ficando cada vez mais fortes, rápidos e altos. Sem falar das novas tecnologias em raquetes, que tornam os petardos em quadras ainda mais fortes e controláveis.

Um dos exemplos dessa luta inglória dos dirigentes é o croata Ivo Karlovic que, de cima dos seus 2,08 m de altura, teve a pachorra de sacar 78 aces em partida de Copa Davis contra o Galã Stepanek, um recorde, e a pachorra ainda maior de perder a partida. Provando, acho, que deus não dá asa a cobra, ou algo assim.

Pachorra teve também um sujeito na internet que editou e postou o vídeo com os 78 aces, em seguida, do croata, que sacou exatamente metade em cada lado do adversário. Saque no corpo? Nenhum. Se você quer ver o quanto pode ser melancólico um jogo de aces de uma olhada no vídeo.

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domingo, 20 de dezembro de 2009 Light, Minhas aventuras | 15:11

Over and Over

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A viagem entre São Paulo e Campinas é de uma hora – um CD. Há 22 anos essa é a medida. Escolho um, aumento o som e venho cantando, nem que seja só na minha imaginação. Apesar de que, não tão raro, sou capaz de fazer a viagem ouvindo uma única música. Over and over.

Desta vez o CD eleito foi “I´m alive” do Jackson Browne, de quem sou fã também há mais de 30 anos. A primeira vez a gente nunca esquece – foi na casa de um amigo de descendência italiana que fazia uma ótima massa. Meu paladar armazena até hoje aquele molho de tomate com uma pitada de açúcar para tirar a acidez. Ele colocava “The Pretender” nas caixas, servia um Chianti, entrava na cozinha, que era ligada por um balcão com a sala, e a conversa ia longe.

“Im alive” é um CD equilibrado em termos de qualidade. Mas tem uma música que se bobear paro nela. Mas não fiquei apertando o replay durante todo o percurso porque a minha mulher abriria a porta e se jogaria. Ela tem mais paciência do que afinidade musical comigo. Seu pedido musical mais freqüente é “Abaixa um Pouquinho”. O perigo é que depois que descobriu que o Agassi é fã do Barry Manilow ficou toda serelepe. Agora, se tentar colocar esse som no carro eu jogo ela na estrada.

De qualquer maneira, ela me deixa pilotar o som e eu, como sempre, respeito o seu respeito. Assim, nem pensei em ficar ouvindo “My problem is you” over and over. Repeti só umas três vezes e deixei rolar, afinal ela estava quase dormindo.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 História, Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 19:09

Capitão Kuerten

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Já que não devemos rasgar dinheiro não podemos perder as pautas que nos dá Gustavo Kuerten em uma de suas raras entrevistas.

O Mané sempre dominou intuitivamente a arte do marketing e, ao contrário dos tolos, tem uma boa idéia da ressonância de suas declarações. Até por isso, como tenista não saia muito da esfera das declarações óbvias e positivas. Esta semana deu um passo à frente.

Posso lhes assegurar que o catarinense não é nenhum tolo – muito distante disso. É uma das pessoas mais inteligentes intuitiva e emocionalmente que conheci. À parte de uma capacidade de assimilação e raciocínio excelentes, e muito acima do padão, que utilizou nos limites de uma quadra de tênis, poderia, se quisesse – como sugeriu ao hesitar entre estudar matemática e artes cênicas – investir em outras paragens. Boa parte da razão de seu sucesso provém dessa rara convivência de inteligência emocional, inteligência intuitiva e inteligência para exatas.

Por isso não se deve tomar suas declarações como a de outros que estão por aí, implorando por atenção, gesticulando como birutas e falando muito porque é de graça e sempre há tolos que babam com asneiras.

Acho que Gustavo está, aos poucos, chegando a termos com uma nova fase de sua vida e que, aparentemente, não está ainda claro qual, quando e como será esse novo ato.

O que começa a ficar claro é que hoje ele se vê, eventualmente, atuando dentro do tênis. Sua recente presença na festa da Fundação Agassi, a quem criticou duramente pelo livro publicado, na comitiva do Brasil que brigava pela sede olímpica, na exibição da Sharapova e as entrevistas à Globo e ao Correio Braziliense dizem que ele está pronto para uma exposição maior. Como será sua participação de fato o tempo dirá ou, mais provável, ele decidirá.

Na entrevista ao Correio ele diz, de uma forma não muito clara, que se vê um dia fazendo mais parte da Copa Davis. Afirma não se ver como técnico de tenistas e sua participação na equipe será “de qualquer forma, até mesmo como capitão”. Kuerten completa o assunto dizendo que ainda “não é o momento, pois não tenho a capacidade, maturidade e disponibilidade para isso”.

Pode ser; eu pensaria ser a terceira alternativa a mais forte em seu raciocínio. Suspeito que a provável momento do Capitão Kuerten na equipe chegará com a maturidade tenística de Thomaz Bellucci e o despontamento de jogadores como os juvenis Guilherme Clezar e Thiago Fernandes, este treinado por seu ex-técnico Larri Passos, ambos com futuros promissores e, talvez, os potencialmente melhores profissionais que surgiram nos últimos tempos. A cabeça de Gustavo Kuerten, o pragmático, nunca foi só para usar boné.

gugamao Kuerten e suas opções.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 Tênis Masculino | 18:05

RIVALIDADES DISTINTAS

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Interessante as recentes declarações de Gustavo Kuerten sobre Federer. Lembra que as três vezes que jogou com o suíço foram pós sua 1a cirurgia. Perdeu a 1a na terra de Hamburgo em 2002, venceu a 2a na quadra dura de Indian Wells em 2003 e venceu a última em Roland Garros 2004. Vale lembrar que esta foi a única derrota de Federer em GS na temporada, a qual fechou com 18 vitórias e nenhuma derrota contra os top 10.

Kuerten sugere que eleger um melhor da história é subjetivo e afirma que só pode ser feito em cima de estatísticas, o que concordo. Diz que não dá para comparar gerações, por conta de serem diferentes adversários. Acrescento que as circunstâncias, também diversas, realizam uma enorme diferença, fazendo dessa eleição algo razoavelmente subjetivo.

Criando certa polemica, Kuerten diz que o suíço não teve as mesmas dificuldades de tenistas como Connors, Lendl e Sampras que tinham adversários mais dispostos a brigar pelo topo do ranking. É um prisma para se olhar, só não sei o quanto correto.

A questão é se os atuais não têm a disposição ou não têm a qualidade dos dois melhores – Federer e Nadal. Duas coisas distintas, mesmo que parecidas. Algo que colocaria ambos em patamares técnicos gritantemente distintos de seus adversários que é a visão geral atual e, óbvio, não a de Kuerten.

Já que diferentes prismas são sempre possíveis, coloco algo que possivelmente apimentava e, consequentemente, incrementava as rivalidades de então, como lembra o brasileiro.

Ao contrário do que acontece hoje, onde os adversários se respeitam e mesmo se gostam – vejam o relacionamento de Federer com Nadal, entre outros – antigamente não era raro um ódio latente, muito bem trabalhado e lustrado, entre os grandes rivais, mesmo quando devidamente camuflados. Isso fazia parte da “escola” americana.O livro do Agassi, aliás excelente, joga uma luz pessoal sobre o assunto.

Para deixar mais evidente essa teoria é só considerar o que o “ódio” mais conhecido, entre os bons tenistas do circuito atual, fez em termos de qualidade de jogo e competitividade: Nadal e Soderling.

Abaixo alguns exemplos de rivalidades de então.

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Tênis Masculino | 15:32

BOQUINHA BATIZADA

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Como já escrevi antes, esse negócio de tribunais e esportes está ficando cada vez mais complicado e labiríntico.

Hoje a Corte de Arbitragem do Esporte decidiu não atender a apelação da WADA e da FIT, sobre o desafio destes à decisão de um Tribunal Anti Doping independente, que aceitou a alegação de Richard Gasquet de ingerir cocaína através de um beijo de uma desconhecida em um bar.

Em miúdos – vou ter que contratar um painel jurídico para o Blog – Gasquet se safou e pode voltar às quadras. E a WADA, mais uma vez, e a FIT ficaram a ver navios.

A apelação tinha sido feita por conta de não haver evidencias comprovando a alegação de Gasquet, o que, convenhamos, nos forçou a imaginação e a boa vontade. Pode, e deve, até ser verdade. Mas, por esse raciocínio, aquele cara do Cruzeiro, e qualquer outro que cair de cara nas carreiras da vida, também pode alegar que beijou a boca errada. Mas depois da estória daquela russa que engravidou do Becker em tenho que acreditar em qualquer coisa.

O Tribunal independente aceitou que havia cocaína no metabolismo do tenista, mas aceitou também suas alegações. Para o Tribunal os dois meses de suspensão foram de bom tamanho, e não os 12 meses que queriam a WADA e a FIT.

Para os que querem mais informações de como funciona o Programa Anti Doping do Tênis, acessem a página: www.itftennis.com/antidoping

Fecha a boca, fecha

Fecha a boca, fecha

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