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segunda-feira, 16 de novembro de 2009 Minhas aventuras | 00:20

Sábado na represa.

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Pegar o carro e sair pela periferia de São Paulo é sempre uma aventura, quase sempre surpreendente. Fazia alguns anos que não me aventurava pelos lados da Represa de Guarapiranga, um lago incrustado dentro da cidade que, com seus 28 km de margens, poderia, em países outros, ser um detalhe geográfico tão maravilhoso como os que marcam cidades como Chicago, Minneapolis ou Berlin.

No século passado, o local, a uns 25 km do centro da cidade, foi procurado por estrangeiros que sabem apreciar o valor da natureza em nossas vidas. Alemães construíram suas casas e clubes ao redor da represa. A história do iatismo brasileiro vem sendo construída por nomes nas águas de Guarapiranga. Foi ali que boa parte de nossos medalhistas aprendeu a velejar, assim como foi ali que, em uma lancha puxada pelo patriarca Kirmayr aprendi, as duras penas e tombos, a esquiar.

Nos anos sessenta e setenta eu ia muito por lá, em casas de amigos e festas maravilhosas, quase sempre protagonizadas por brotinhos de traços, perfis e hábitos europeus de uma primeira geração paulista.

Voltar nos tempos atuais é como se voltasse a um lugar nunca dantes ido. A periferia de São Paulo cercou a represa com um cinturão de pobreza e um infindável mar de casas que nada lembra o que um dia foi Guarapiranga. No entanto, ilhas de beleza iluminam o local, entre elas o Yacht Clube Paulista, um clube náutico fundado em 1932.

Foi nesse local que Maysa, a impecável anfitriã do nosso grupo, nos recepcionou. Uma vez passada a portaria, um ar interiorano do meio do século passado toma conta. As árvores são antigas e frondosas, a sede espelha as características germânicas, os hangares dos barcos são enormes e custariam um dinheirão para construí-los atualmente, a piscina azul e as quadras de saibro um convite às raquetadas.

Quase perco a oportunidade. Se não fosse minha troca de emails com Maysa, pedindo direções, permaneceria com a certeza de que o encontro aconteceria no Domingo, o que seria um desastre.

Com a informação correta pude viver essa experiência única e passar um dia maravilhoso com amigos que só conhecia através do blog. Esse negócio de internet pode ser uma aventura, às vezes surpreendente.

Não se preocupem, os detalhes vem amanhã.

Nas fotos abaixo: O YCP, a Maysa com uma amostra das frutas com que nos recepcionou. Marcos P., Flavio B, PC com sede e Maysa acenando. Marcos P. na rede e Maysa ao fundo em foto artistica. Giuliano, o da direita sinistra, e PC.

O grupo, já extenuado, após os jogos: Martin A, Marcos P, Giuliano, Adriana, Silvio, o namorido, PC, Silvio, irmão de Giuliano, Flávio B e senhora, Maysa e Alexandre.

PC e Bruno, maridão da Maysa e nosso anfitrião. Alexandre, PC, Martin H e Flávio B. A última e magnífica ceia.

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