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Arquivo de novembro, 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009 Tênis Feminino | 20:48

FALANDO ALTO EM MURMURIOS

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A FIT finalmente vestiu as calças e divulgou a punição a Serena Williams pelas ofensas e ameaças à juíza de linha que lhe aplicou um foot fault em momento crucial da partida pelas semifinais do U.S. Open contra Kim Cljisters.

São U$82.500,00 de multa, que pode ser dobrada se nos próximos dois anos ela cometer alguma falta grave em torneios de Grand Slam. Além da multa, ela seria suspensa do U.S. Open se cometesse tal falta. Não me perguntem o que é uma falta grave, já que nem a FIT sabe determinar. A pessoa que determinou a punição chegou ao nirvana da lógica ao afirmar que uma “falta grave” é algo que possa ser caracterizado como uma falta greve. Ahh, sim! Acho que, se ela realmente tentasse enfiar uma bola garganta abaixo de uma juíza de linha, a tal falta seria caracterizada.

Trocando em miúdos, ela paga a multa e não apronta nenhuma grande baixaria, o que até hoje eu não lembro de ela tê-lo feito anteriormente, e estamos conversados.

A multa é a campeã desde de que a mulher de Jeff Tarango enfiou a mão na cara do juiz francês que trabalhou em uma partida sua em Wimbledon, há mais de 20 anos atrás. Vale lembrar que a mulher do Tarango, um dos maiores malas que o circuito já teve que aguentar,era francesa e conhecia um juiz de outros carnavais.

Uma coisa é o tenista reclamar, ser chato, desagradável, tentar garfar, e até mesmo fazer uma reclamação mais incisiva. Outra é aquilo que Serena fez em quadra e naquela circunstância. Nos EUA aquilo dá cana. No entanto, no passado já vimos a ATP, aquela do Agassi, se omitir até em casos como o do Marcelo Rios ofendendo o juiz brasileiro Carlos Bernardes de coisas pior do que a Serena falou e ficar por isso mesmo.

A multa falou alto, a punição foi um murmúrio. Se o pessoal tivesse mesmo coragem e Serena não fosse a #1 do ranking ela ia ficar em casa um bom tempo assistindo tênis pela TV. Mas então os australianos seriam penalizados e por isso chiaram. A Federação Americana, que deveria ter agido, ficou o tempo todo fingindo que não era com ela. A punição de hoje é o resultado de centenas de horas de conversas entre todos os envolvidos. Muito mais um meio termo do que uma punição.

Clique aqui e assista ao vídeo

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Tênis Masculino | 00:35

Yes, he can.

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Agradeço a todos que por aqui estiveram na expectativa de ler algo sobre a final do Masters, vencida, de maneira categorica e surpreendente, pelo carequinha Nikolay Davydenko, e mesmo sem encontrar nada deixaram sua contribuição para o resto dos leitores.

Prometo que amanhã voltarei ao assunto. Hoje só posso dizer que o rapaz foi, definitivamente, o melhor tenista da semana em torneio que reuniu os melhores do mundo.

Vencer o Masters não é feito pequeno nem algo que possa ser desconsiderado, especialmente no momento extremamente competitivo que o tênis masculino atravessa, com vários tenistas mostrando um excelente padrão.

A vitória de Davydenko pode servir de ” wake up call” para esse tenista que sempre foi magistral tecnicamente e um tanto abaixo desse padrão emocionalmente.

A conquista do título foi mais uma vez possível pelo formato do evento, onde um tenista pode ser derrotado durante a semana e ainda assim sair com o título, algo que já aconteceu inumeras vezes – lembram de Gustavo Kuerten em 2000?

Para os fãs é tambem uma boa notícia pois é mais um tenista que atinge a confiança que um título deste agrega, o que pode gerar dividendos para outros grandes eventos.

Talvez agora Nikolay Davydenko se permita a vibrar em quadra, o que é uma maneira do tenista extravasar e elevar seu emocional. Para isso o tenista tem que se sentir bem e à vontade consigo, com o público e adversários. Nikolay sempre pareceu ter uma questão com o assunto, o que fazia dele um tenista frio que não conseguia cacifar os grandes momentos com os grandes adversários. O título em Londres e a foto abaixo mostra que ” yes, he can”.

TENNIS-MEN/FINALS

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sábado, 28 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 23:26

Motivação extra

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Confesso que não presto atenção nos “bolões” dos leitores, mas duvido muito que alguém tenha sido macho de colocar Del Potro x Davydenko na final do Masters. E se aparecer uma nota preta no ucraniano/russo nos sites aposta ingleses, podem apostar que foi a mãe ou, mais provável, a mulher dele que, ao contrário dele, não esconde suas emoções. Fico só imaginando o carequinha lidando com aquela bomba russa – bem vamos ficar na realidade.

Esse negócio dos leitores ficarem criando desculpas para o suíço ou então tentando convencer alguém de que o cara não é mais o mesmo é delírio de torcedor. E como eu já escrevi antes, e o Belluzzo não me deixa mentir, fanatismo é um passo além da ignorância.

O fato é que Federer já estava mentalmente contente com a temporada, apesar de pela cara que fez ao cumprimentar o adversário no final da partida das duas uma: ou não gosta nada do carequinha ou ficou chateado com a derrota. Do outro lado da rede, Nikolay não mostrou a menor emoção.

De qualquer maneira, um pouco que estivesse fora do eixo foi o bastante para abrir a porta ao Davydenko que jogou muito tênis, sim senhor. Além disso, ele que é meio amarelão em grandes momentos, jogou muito na hora da onça beber água. Aguentou a pressão que nem gente grande e jogou um 30×30 no último game, aquele da direita cruzada no contra pé, como um campeão.

Del Potro e Soderling têm o mesmo tênis. Assistir um ou outro na final não vai fazer grande diferença. Prefiro o argentino por questões geográficas. Comendo por fora, não se pressionando por vitórias e com aquela mesma cara de paisagem de sempre chegou lá. Em nenhum momento demonstrou querer tanto esse título como os outros. Talvez por isso chegou à final.

No entanto, amanhã Delpo tem uma motivação extra. Mostrar ao Nalbandian, e aos fãs argentinos, que não é só o Pança que ganha o Masters. No entanto, eu talvez tenha uma motivação extra em ver o Davydenko vencer – ver como é a cara dele vibrando, o que, espero, só a mulher dele conhece.

TENNIS-MEN/FINALSTENNIS-MEN/MASTERS

Vamos deixar algo bem claro: NINGUÉM bate Nikolay Davidenko 13 vezes seguidas!!

Vem cá, meu carequinha!

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Light, Masters, Tênis Masculino | 13:40

Garfos e capetas

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Minha mulher anda indignada com o fato de que alguns adversários roubam. Ela é nova no circuito. Eu tento corrigir – roubam não, garfam. Ela retruca que é a mesma coisa. Eu é que não vou arrumar discussão por uma questão de semântica.

Eu sempre pensei que algumas pessoas mudam drasticamente quando entram em quadra. É mais notável quando mudam para pior. Conheci tenistas profissionais que fora da quadra são uns gentlemen e dentro viram um capeta.

Os mais malas são aqueles que ficam tentando desestabilizar o adversário e os mais descarados são os que ficam garfando. Os primeiros sempre racionalizam suas baixarias. As racionalizações mais usadas é que outros também fazem e/ou que aquilo faz parte de uma estratégia, uma competitividade, e que, em seus delírios, são características elogiáveis. Pior, tem gente que acredita. Algo como os argentinos, os boleiros, tentando justificar suas atitudes e milongas em campo. Os argentinos de então, porque atualmente eles estão bem diferentes.

Mas os garfadores são um caso à parte. São desprezados e olhados como uma casta ordinária no tênis e simplesmente não gostados. E são sempre conhecidos, apesar de que em seus delírios acham que ninguém vê, ninguém sabe. Aparecem mais entre amadores e juvenis, já que entre os profissionais existem os árbitros. O que não impede que tentem dar suas mordidas, como vemos abaixo. E não se iludam, o Robin não é o único. Existem várias formas de garfar, ou ser desonesto, entre os profissionais. Tentar ludibriar o juiz e roubar o adversário é só uma. Vamos ver se vocês lembram de outras.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 22:42

Dói!

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Os ingleses ficaram sem seu jogador nas semifinais por um game. E, pior, justamente por conta de um argentino.

Faz tempo que um grupo não era decidido por um placar tão apertado. O saldo favorável de games de Federer foi quatro, Del Potro dois e Murray um. Com certeza, o escocês vai ficar, mesmo que inconscientemente, fazendo contas durante a noite. “Qual foi mesmo o game que eu não deveria ter perdido?” Ou quais deveria ter feito – uma má lembrança será como “largou” o terceiro set contra Federer (6×1).

Para azar do Murray houve o empate de três tenistas – se tivesse empatado só com Delpo ele estaria na semifinal por ter vencido o confronto deles. E não me venham com teorias conspiratórias entre Federer e Delpo!

O que deve tirar mais o sono de Murray, além de ficar de fora de sua própria festa, é ver Delpo, com quem tem uma encardida rivalidade, mais uma vez lhe dar uma rasteira. A maior delas, lógico, o fato do argentino ter conquistado um GS antes dele. Isso sem falar que o argentino vai se aproximando de seu ranking.
Como sempre acontece, Murray vai esnobar a derrota e o fato e ficará falando do sucesso de sua temporada e das expectativas para a próxima. Mas que dói, dói.

mur

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009 Tênis Masculino | 18:16

Caminha pra um…

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Confiatrix nele. E caminha para o outro. A confiança é determinante para um tenista em qualquer nível. Do aprendiz, ao panga, o 2ª classe e o profissional. O Soderling que o diga. O cara está na dose dupla da Confiatrix.

Djokovic é aquilo que eu levantei após ele vencer Basel e antes de vencer Paris. Será que ele teria pernas para o Masters? Ele disse que ficou bravo de ter que jogar hoje e que não estava 100%. Bem, azar dele.

O sueco deitou e rolou. O jogo foi decidido no 1º set. Após perdê-lo, o sérvio só queria saber qual o restaurante da noite – massa ou sushi? Ele não estava nem um pouco a fim de correr mais dois sets. E Djoko sem vontade não vale muito. O cara ficou dando slicezinhos o 2º set todo!?

Com isso, Robin, que estava de fora e só entrou graças a ausência do Roddick, tornou-se o 1º semifinalista sem perder um set. Não há nada como jogar no lucro total, sem nada a perder. O cara fica perigoso. Mas, chegando a uma semifinal, a expectativa muda e a pressão também. Mas que seria interessante ver o “mala” crescer e se tornar mais um dos cachorros grandes, isso seria.

TENNIS-MEN/FINALS Robin – Confiatrix para o outro..

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Masters, Tênis Masculino | 10:29

A diferença

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Com a vitória sobre Andy Murray, Roger Federer confirmou a posição de #1 para a temporada de 2009. É a quinta temporada que encerra como o melhor do mundo e o 2º tenista a conseguir voltar a fazê-lo, após perder essa posição no fim da temporada. Como o homem está jogando por grandes feitos, fica a pergunta se ele conseguirá manter a motivação para o resto do torneio. Porque fechar a temporada como #1 falará mais alto em seu currículo do que um eventual título em Londres.

Por outro lado, a partir do momento que o Masters saiu de onde o Judas perdeu a bota – Xangai – e passou a ser jogado em Londres, talvez seja o bastante para um ultimo esforço mental por parte do suíço na temporada.

À parte dessa incógnita, a partida contra Murray foi interessante taticamente. Pelo 1º set, parecia que o escocês pudesse enrolar o suíço mais uma vez. Mas Federer foi humilde o bastante para jogar, quando necessário, no esquema do adversário e não sucumbir aos erros não forçados. Foi paciente a partir do segundo e não hesitou em ficar trocando slices de esquerda.

No final das contas, Federer levou a melhor porque tem também a agressividade e o ataque – tanto do fundo como na rede. Sem falar naquela direitaça. Murray continua contando só com a habilidade, a enrolação e a força das pernas. E fica bravo quando sugerem que ele deve ser mais agressivo. Disse que vai ganhar um GS é dessa maneira. Bem, por enquanto vai esperar.

TENNIS-MEN/FINALSFederer – cinco vezes número 1

E para quem não entendeu, olhem o dedinho…

Britain Tennis ATP Finals


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terça-feira, 24 de novembro de 2009 Light, Masters, Tênis Masculino | 12:50

Savile Row?

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Qual dos elementos abaixo está mais, e o que está menos, confortável, e o mais, e o menos, elegante, com a vestimenta formal que os organizadores acharam por bem colocar nos tenistas, por conta do evento ser jogado em Londres? Os dois elementos mais atrás, de chapéu coco, não contam.

Adianto, não por ter “inside information”, mas por utilizar simples métodos utilizados por famoso residente da Baker Street, próxima do local da foto, que as vestimentas não pertencem aos jogadores e sim foram cedidas pela produção local – atentem para o detalhe dos bolsos duplos em quatro deles, dois com bolsos altos e o mesmo corte do bolso em mais dois – o que prejudica, ou pensando bem, ajuda os tenistas.

Vejamos a avaliação fashion de nossos leitores. Opiniões femininas valem dobrado.

TENNIS-ATP-MASTERS

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009 Masters, Tênis Masculino | 16:20

Nem o pão-com-manteiga?

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Até o fim do primeiro set eu ainda acreditava na vitória do Rafael Nadal. Até o fim do segundo ainda acreditava que o espanhol encontraria um jeito. Nada feito.

Nadal entrou em quadra com um “game plan” diferente do utilizado no ultimo confronto – mais slices, agressividade na devolução de 2º serviços, bolas mais anguladas e não tão altas etc.

O plano era bom, funcionava, mas a diferença foi mental. E aí a grande surpresa. Os dois sets – 6/4 6/4 – foram decididos na hora da onça beber água, um momento da partida onde o espanhol normalmente faz e desfaz à vontade. Não hoje.

O final do 1º set já foi estranho, com aquele 30×40 que Nadal vibrou achando que era um ace, é cantado fora e ele não desafia?! E ainda erra uma direita pão-com-manteiga para perder o set!?

No segundo, o sueco novamente sacou na frente, sempre mais confortável emocionalmente. E na hora H Nadal miou. Erros de revés acabaram com suas chances de, pelo menos, vencer um set, enquanto o revés do Soderling aguentou o tranco.

Mudou Soderling ou mudou Nadal? Talvez um pouco dos dois. O sueco, tenista perigosíssimo, mais do que ele mesmo acredita, vem melhorando tecnicamente e mentalmente; ele que se derretia psicologicamente com frequencia.

Por outro lado, Nadal, apesar dos esforços, não consegue fazer as mesmas barbaridades com a mesma frequência. Ainda as faz, mais do que qualquer outro, mas, desde Maio, nas mãos do mesmo algoz de hoje, alguma coisa carece no tênis do espanhol.

pao

Pão com manteiga, o mais fácil, o mais gostoso.

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Tênis Masculino | 12:01

Pinóquio

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O primeiro dia do Masters não trouxe maiores surpresas a não ser pelas atuações abaixo do padrão dos envolvidos. Federer errou mais do que se espera, especialmente na direita de ataque. Talvez o fato de ter perdido duas partidas seguidas teve alguma influencia na sua confiança. Mas lembrando o velho Federer, encontrou uma maneira de perder a terceira seguida. Ficou no ar a pergunta se o diferencial foi a sua mágica ou o Verdasco deixando escapar, mais uma vez, uma grande vitória.

O confronto entre Delpo e Murray prometia pela rivalidade entre os dois. Os dois não se bicam há tempos. Como deixaram de ser garotos brigando por uma rodada e se tornaram campeões lutando por grandes títulos e pelo topo do ranking, deixaram as picuinhas de lado e passaram a se respeitar, o que é bom e todo mundo gosta. Um lá outro cá.

O jogo não foi lá grande coisas. Como Murray lembrou, ambos não jogaram muito desde o U.S. Open. Um porque estava contundido, outro porque deu uma bobeada em sua carreira, após seu primeiro grande título, que ainda vai se arrepender.

No final Murray foi menos ruim. O que achei interessante foi a declaração do argentino sobre a interrupção causada por um sangramento em seu nariz. “Não foi nada demais. “É que tenho um nariz bem grande – esse é o problema”. Falou, Pinóquio.

lascado_pinoquio_02

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