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Arquivo de setembro, 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 História, Light, Tênis Masculino | 23:10

Você e eu.

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Vocês vão me desculpar, mas hoje tive um dia longo e indefinido, cheguei em casa a pouco e não tenho energias para escrever uma estória. Para desencargo de consciência, pela insistência de alguns – vocês não tem o que fazer? – e uns dois textos inspirados nos comentários – que nem mais sei se me inspiraram ou inibiram – que aqui estou. E, para piorar, não consigo pensar em tênis, só nas minhas aflições, que não são nada demais, mas são minhas e me fazem pensar que estou perdendo o calo para tais coisas.

O equatoriano Segura Cano foi o maior tenista de sua época e até hoje é considerado um dos grandes estrategistas do esporte. Ou pelo menos ele tem certeza que o é. Ele formou Jimmy Connors e ajudou outros, como seu conterrâneo Andrés Gómez, e sempre foi uma referencia no mundo do tênis. Tentou beber na água de Gustavo Kuerten, um dia antes da final de RG 97, mas Larry Passos não quis saber de palpites – certo ele.

Pancho dizia, entre milhares de coisas que diz – não sei que fala mais se ele ou Brad Gilbert, mas os dois não devem ter ouvidos, só boca – que:

Só porque tênis é jogado em clubes, as pessoas acham que é esporte de elite. Mas não se precisa mais do que uma raquete e um coração para jogar. O tênis é a democracia em ação. Eu e você em uma arena. Só nós dois. Não interessa quanto dinheiro você tem ou que é seu pai, ou que universidade frequentou. É só você e eu – mano a mano.

Está ai, nessa crua e simplérrima verdade, conhecida por aqueles que jogam, amam e se frustram com esse esporte, a força do tênis. Boa noite.

Pancho Segura5 Pancho – uma raquete e um coração.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009 Light, Tênis Masculino | 12:32

O vidro corta.

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Imagino que todos nós, algum dia, fomos interrompidos por um daqueles chatos que insistem em nos corrigir nos mais ordinários erros de português. Um dos mais lembrados é o que nos ensina nossas mães, que não são chatas e sim mães, que não dizemos “vamos sentar na mesa” e sim “vamos sentar à mesa”, já que é na cadeira em que se senta – pelo menos lá em casa.

Escrevo isso porque li uma breve noticia em inglês, língua que permite o mesmo erro e a mesma correção, imagino. E por conta dessa possibilidade fui assolado por uma dúvida cruel.

A notícia diz que o americano Sam Querrey estava em Bangkok, jogando aquele torneio que o Nadal pulou fora e, após um treino, “sentou-se numa mesa de vidro” e cortou feio seu braço. O rapaz teve que passar por uma cirurgia de emergência e vai perder o resto da temporada.

A dúvida é se ele é uma besta, que eu não quero acreditar ser, e sentou na mesa de vidro, ou se estava somente cansado e atrapalhado com o fuso horário e sentou à mesa, em uma cadeira, e se apoiou no vidro para tirar uma soneca.

Vocês podem até me criticar, veladamente espero, por sugerir que ele de fato sentou na mesa. Bem, é o que está escrito, em mais de um sitio. E tenho cá minhas razões para tal, pois o incidente me lembrou de uma história semelhante que aconteceu com o argentino Jose Luis Clerc, no final dos anos setenta, quando o rapaz estava ingressando no circuito profissional.

Clerc, que chegou a ser #4 do mundo e venceu quatro Grand Prix seguidos em 1981, estava em Florença jogando um torneio quando quase foi desta para uma melhor. O rapaz acordou de manhã no quarto de seu hotel, abriu as cortinas e notou que ao lado uma moça exibicionista estava a se trocar. Na juventude, quando se acorda sozinho em um hotel longe de casa, invariavelmente se acorda pensando bobagens/gostosuras.

Tentando ter uma melhor visão da maravilhosa Florença, o argentino começou a se debruçar sobre o guarda corpo de vidro quando este se estilhaçou. O jovem ficou pendurado por um dedo e quase despenca do nono andar. No entanto, não pode evitar que diversos pedaços do vidro lhe atravessassem a coxa, o que lhe afastou por meses do circuito e lhe deixou uma tremenda cicatriz na perna.

Não, eu não acho que o Sam estava na piscina tomando um suco de coco gelado, foi dar uma esticadela para acompanhar a namorada do Marat mudar de posição para equalizar o bronzeado e despencou-se.

PS: Descobri. No vestiário, após o treino, Sam, o gênio, sentou NA mesa de vidro para amarrar os sapatos e craaau.

JOSE-L~1

sam

Para quem esperava a foto da namorada do Marat, ofereço “Batata” e  Sam.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009 Light, Tênis Masculino | 17:27

A ocasião

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O vídeo abaixo deixou o mexicano Bruno Echagaray mais conhecido do que qualquer de suas vitórias em quadra. Isso, segundo uma bem humorada avaliação do próprio tenista.

Na ocasião do incidente coloquei o video aqui no blog. Só não acredito que marquei a bobeira em não lembrar o fato quando da baixaria sereníssima em New York. E aí, meus produtores?

Conversei com o rapaz no Clube Pinheiros e até pensei duas vezes em tocar no assunto. Ele foi gentil e não mostrou nenhum trauma a respeito. Por ficar curioso como reagiria cada um dos tenistas do circuito em uma ocasião similar, perguntei o que tinha lhe passado pela cabeça quando assistiu o incidente com Serena Williams.

Ele confessou que não assistiu ao vivo – só foi ver um vídeo. Disse que não acredita em mau-caratismo por parte dos juízes de linha – só que muitos deles não têm idéia do que se passa em um jogo. Isso é o que repetia: “não tem nenhuma noção!” Uma avaliação tão serena quanto correta. Não guarda mágoas e me pareceu um rapaz extremamente cortês. A ocasião faz o ladrão?

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Tênis Masculino | 10:35

Em Las Vegas

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Gustavo Kuerten saiu de Porto Alegre e foi para Las Vegas. Foi convidado pelo colega Andre Agassi para participar de seu evento anual em pró de sua fundação, uma de maior sucesso no mundo esportivo, que mantem uma escola de ensino médio em Las Vegas para alunos da periferia da cidade.

Para a festa, que aconteceu no sábado no Hotel e Cassino Wynn, o tenista teve que inaugurar um tuxedo em sua vida. Lembro que em uma cerimonia de Copa Davis no Chile tive que fazer o nó de sua gravata, já que ele nunca havia usado uma. Tudo tem sua primeira vez.

Kuerten estava acompanhado da namorada Mariana Soncini. O evento teve ainda show de Lionel Richie, Tim McGraw, Chris Daughtry, Dane Cook. Entre as várias celebridades, o pintor brasileiro Romero Brito.

Abaixo; Kuerten e Mariana e Agassi e Graf.

Agassi Grand Slam

andre stefi

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domingo, 27 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 17:02

110 anos.

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O Clube Pinheiros festejou seus 110 anos de história em estilo este fim de semana. Entre as várias competições e celebrações, venceu ontem a Copa Brasil, batendo o Minas Tênis. Aqueles leitores que se animaram como o Antoniel e a Maysa, acabaram se divertido com as partidas apresentadas.

Como eu sempre digo, o tênis competitivo ao vivo é outro jogo. Não vou comentar cada uma das partidas, mas publico algumas fotos abaixo. Porém não resisto em fazer algumas outras observações. As duas primeiras partidas de simples foram ótimas e emocionantes. Nicolas Lapentti derrotando o paraguaio Ramon Delgado, em jogão de três sets. Deu para lembrar a categoria de ambos. Ricardo Hocevar bateu o mexicano Ramon Echeveria em um jogo onde a pancadaria correu solta. Para quem não lembra, o Ramon foi protagonista de um dos momentos mais densos do tênis profissional. Mais tarde, ainda hoje, farei um post a respeito.

Diferenciado mesmo foram as duplas que, apesar de equilibradas – Lapentti e Hocevar x Bruno Soares e Delgado – tiveram o mineirinho como o fator de desequilíbrio. Bruno é dos melhores duplistas do mundo atualmente e sua técnica é um prazer de acompanhar. Decidiu a partida com quatro lobs top spin de direita em momentos decisivos.

Depois de acompanhar a vitória pinheirense, ainda tive tempo para ir acompanhar a exposição de fotos do Cartier-Bresson no SESC de Pinheiros e encerrei a noite, de volta no Clube Pinheiros, com uma apresentação da Orquestra Bachiana Filarmônica, sob a regência do João Carlos Martins e seu convidado Arthur Moreira Lima. Foram do denso Beethoven ao levezinho Mozart. Para completar o fim de semana, um belo joguinho neste Domingo, sem nenhum sinal das minhas dores lombares, um clássico no Morumbi e seja lá o que mais der para encaixar.

Abaixo: João “Feijão” Souza, que venceu a partida decisiva, Nicolas Lapentti que ficou no Rio após a Davis até vir para S. Paulo defender o Pinheiros, Bruno Soares, de bem com a vida e com todos, o simpático Ramon Delgado que deve abandonar as competições no fim de ano, o campeão de RG Andres Gomez e seu filho, que joga um evento esta semana em Itu, e o blogueiro PC com Flavio Saretta, finalmente de bem com a vida e agora tomando conta do tênis palmeirense.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 16:59

Troféu Brasil

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Hoje fui jogar um pouco mais cedo do que o normal para aproveitar e acompanhar um pouco os jogos da Troféu Brasil, reunindo o Clube Pinheiros, o Minas Tênis Clube, o Clube Paulistano e o Praia Clube de Uberlândia.

Eu acho o evento ótimo, bem bolado e ainda não tão bem divulgado como merece e deveria. Tem o mesmo formato da Copa Davis, quatro simples e uma dupla, só que jogado em três sets, sendo o ultimo um tie-braicão. Hoje foram as semifinais, vitórias do Minas e do Pinheiros, e a final será amanhã às 10h. Entre os tenistas presentes, o carrasco Lapentti, Bruno Soares, Ramon Delgado, Pablo Albano, Pedro Braga, Ricardo Hocevar e outros inclusive alguns bem jovens.

Ontem fui convidado, de ultima hora, para um jantar de confraternização com tenistas e dirigentes, também no Pinheiros. Ali tive a oportunidade de jogar conversa fora com o equatoriano Andres Gomez, para quem não sabe campeão de Roland Garros para cima do Agassi. Ficamos lembrando confrontos anteriores de Copa Davis entre Brasil e Equador. Ele quis jogar um “jaguaré” para cima de mim, dizendo que na história dele estava 2×2 e eu retruquei que nada disso, mané: na nossa história estava 2×0 e não era para ele. Na outras vezes que ele venceu eu não estava presente.

Como capitão, enfrentei o Equador de Gomez, que foi Top 10 durante uns dez anos, em duas ocasiões. A primeira em 1979, no Equador, quando ele tinha uns 19 anos, e já era um baita tenista. Depois em 1987, em São Paulo, ele já Top 10, pouco antes de vencer RG, em um memorável confronto nas quadras do Clube Harmonia. Era uma época em que não perdíamos em casa para qualquer um. Aliás, para quem não sabe (atenção para o jabá pessoal) fiquei invicto como capitão jogando em casa durante 11 anos – fomos perder a invencibilidade para os EUA de Courier, Malivai Washington e a então dupla #1 do mundo O’Brian e Renemberg, que foi derrotada por Kuerten e Oncins.

Para os leitores que estão em São Paulo e querem um bom programa neste sabadão, compareçam no Clube Pinheiros, na portaria da Faria Lima, próximo ao Shopping Iguatemi, a partir das 10h. Vocês vão poder não só ver, entre outros, o Lapentti de perto, como também o Bruno Soares, que está em outra dimensão como duplista, e me contou que após esta semana embarca para a Ásia, e depois para a Europa, onde vai lutar até o fim da temporada para se classificar para o Masters.

bruno e daniel Daniel e Bruno Soares carregando os amigos. O Bocão é o primeiro no trenó.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009 Tênis Masculino | 11:59

Explica?

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Surgiu nos diários espanhóis um rumor que explicaria a questão que coloquei outro dia, do por que Rafael Nadal teria se inscrito no Torneio na Tailândia como início de sua gira asiática.

O espanhol teria reservado uma suíte com três quartos no Hotel Rayavadee em Krabi, um lugarzinho ideal para quem quer falar coisas lindas no ouvido de uma mulher. No caso, Xisca, a namorada (noiva) e o assunto uma proposta nada indecorosa.

O espanhol teria também reservado um jatinho para fazer o vôo de Bangkok, um iate por um dia e pedido três mordomos de primeira linha.

Como o músculo do abdome rompeu não se sabe como ficaram os planos do espanhol. A ver.

maya_bayA Praia

O Hotel0000011691_listing_11278011

xisca_nadal2 O Casal

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Copa Davis, Tênis Masculino | 11:31

Logo de cara.

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Dos confrontos sorteados para a primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis 2010 dois se destacam.

A Sérvia recebe os EUA. Djoko e Tipsarevic vão ter a oportunidade de fazer uma recepção bem calorosa para os americanos. Será que eles vão para o saibro, já que Blake, Roddick, Querrey e outros menos cotados são razoavelmente ignorantes nesse piso? Não que Tipsarevic seja lá muito esperto na terra, mas Djoko pode fazer a diferença. Os sérvios têm ainda Zimonjic para as duplas e os americanos, suspeito, vão ter dificuldades em levar os melhores.

Mas o grande jogo da primeira rodada vai ser Espanha x Suíça no saibro espanhol. Isso se Nadal e Federer jogarem. Não sei qual eram os planos de ambos quanto a participação em uma primeira rodada. Mas agora, com esse sorteio, aquele que não jogar vai ficar parecendo que fugiu da raia. A ver.

O Brasil, que ficou no Zonal, aguarda o vencedor de Uruguai x Rep. Dominicana. O vencedor dessa chave enfrenta o vencedor de Canadá x Colômbia. Teoricamente devemos ter mais uma chance na repescagem.

federer_nadal_600 Rivais na Copa Davis

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009 Copa Davis, Tênis Brasileiro | 15:22

Pitadas

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Toda quarta-feira abro jornal “A Folha de São Paulo” procuro o caderno de esportes e lá a coluna do tênis, escrita pelo colega Régis Andaku com um distanciamento que proporciona uma visão peculiar do tênis.

Régis nos deixa saber o que se passa pelo mundo do tênis, fazendo uma interessante mistura do tênis nacional e internacional, de fatos e opiniões. Além da coluna propriamente dita, acrescenta, em coluna lateral, pitadas do tênis nacional, em especial o juvenil e o de tenistas ainda em formação. É sua maneira de expor e auxiliar os que ainda não são noticias mas já estão na luta.

Na imensa maioria das vezes Régis não é polemico, pelo contrário, preferindo passear pelas notícias como um diletante e um escancarado apaixonado pelo esporte.

Por isso, foi com surpresa que li sua coluna de hoje sobre a derrota do Brasil na Copa Davis. Desta vez Régis decidiu ir na veia.

Menciona que houve gente defendendo jogadores “com mais espírito de Davis”, ao mesmo tempo em que diz, com razão, que seria impossível deixar de fora Bellucci e Daniel, assim como a dupla Sá/Melo, pelos resultados obtidos e, acrescento, pela ausência de resultados de outros.

Então, pergunta Régis, se tudo estava certo, o que deu errado, já que tinhamos a grande vantagem de jogar em casa e, no papel, um time melhor rankeado? Ele oferece duas razões.

Primeiro, o show de bola de Nicolas Lapentti. Algo que todos viram, aplaudiram e que não é nenhuma surpresa, mas não o suficiente para sugestificar uma derrota em casa para um tenista de 33 anos, em fim de carreira e com um ranking atual bem pior do que nossos tenistas.

Na próxima razão ele pega na ferida e escreve; “porque faltou um verdadeiro capitão ao Brasil, capaz de mexer com coração e mente, muito mais do que gritar palavras de incentivo. Para um grupo ainda inexperiente em Davis, como o nosso, faz diferença. Um capitão que, além de ser referência, seja personagem do confronto. Sendo a Davis o único torneio que permite a um técnico sentar ao lado da quadra e interferir no jogo, por que não fazê-lo?”

“Não se trata de catimbar, gritar ou tumultuar (às vezes até isso), mas de se levantar nas horas certas e fazer crescer o bom tenista quando tudo parece perdido. Mexer com os brios e mudar, ou a cabeça do jogador, ou o momento da partida, ou o destino do duelo. Com Nico inspirado de um lado e um capitão coadjuvante de um time inexperiente do outro, o resultado, visto agora, não parece surpresa, infelizmente.”

Pensei em ligar para o Régis e perguntar: onde assino embaixo? Já que tenho o blog, achei interessante publicar esse trecho da coluna. Eu vinha pensando como abordar o tema, que para mim é um tanto mais delicado. Por conta disso, acrescento minhas pitadas.

Nico Lapentti deitou, rolou e fez a festa porque deixaram. Não que para isso fosse necessário agredir ou mesmo intimidar o “gentleman” equatoriano. Longe disso e não é por aí. Mas, para isso seria necessária uma vivencia, conhecimento e, especialmente, uma liderança que não houve e já não há a algum tempo – para colocar todas as peças nos seus devidos lugares. Mas isso é uma questão de personalidade ou, no caso, a ausência de uma.

Chico Costa nunca fez um impacto como tenista e muito menos como técnico, dois critérios utilizados para a escolha de um capitão de Davis. Mas tem feito um impacto como um personagem que sabe se aproximar de pessoas no poder e se prestar ao papel que lhe oferecem. Por um bom tempo foi o de criticar e atacar aqueles que lutavam para construir, como ele agora pensa que faz. Foi recompensado com um cargo um tanto além de suas capacidades.

Hoje tenta se estabelecer “formando” tenistas, o que não fez até agora e, quando inquirido, batendo na tecla do que acredita ser “politicamente correto”, liberando aos ventos idéias pueris, simplórias e batidas como se fossem pensamentos profundos e inéditos. Isso quando não está criticando dura e publicamente jovens tenistas por aceitarem bolsas de estudos em ótimas universidades nos EUA. Não tenho certeza, mas acho que ele não tem esse currículo.

Mas Chico Costa é o capitão indicado e mantido pela CBT. Infelizmente, por motivos diretamente opostos a que Régis Andaku oferece como as razões que poderiam ter evitado essa derrota em uma excelente oportunidade desperdiçada.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009 Tênis Feminino | 17:06

A baixinha voltou

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Aquilo que cheguei a adiantar como ainda boatos nas transmissões do U.S. Open confirmaram-se hoje. A belga Justine Henin, de 27 anos, não resistiu ao sucesso de sua amiga/rival ao circuito e decidiu que também quer tentar. Joga duas exibições este ano e volta, para valer, em Janeiro 2010. Justine diz que sua maior ambição será vencer Wimbledon, o único GS que nunca venceu.

Henin abandonou o circuito em Maio de 2008 como a 1ª do ranking da WTA. Na ocasião afirmou que não haveria volta e que a decisão fora bem pensada. Quem sou eu para duvidar e desafiar as decisões de uma mulher, em especial uma que pode dizer que já foi a melhor tenista do planeta?

Além do que, Justine tem um tênis diferenciado se considerarmos o que há por aí. Bate uma linda esquerda com uma mão, sabe volear (aleluia!!) aplicar um slice com veneno, alterar o ritmo do jogo, é (ou era) extremamente veloz e não depende unicamente do corpo avantajado para intimidar ou ganhar.

Alias, se Justine fosse ganhar torneios e patrocínio exclusivamente por conta do corpo morreria durinha. Mas a beleza que ela traz às quadras tem tudo a ver com o esporte/tênis e nada a ver com a sensualidade no esporte – algo que deve deixar muitos felizes e um tanto indiferentes. Na pior das hipóteses podemos admirar alguma “OVA” que não jogue muita coisa e seja atraente.

Apesar de dizer que não foi a principal razão de seu retorno, o sucesso de Cljisters tem muito a ver com sua decisão. O timing do anuncio entrega. Na época a moça deixou transparecer que seus problemas pessoais eram maiores do que a vontade de jogar tênis profissionalmente, o que parece não ser mais um fato.

Para nós fãs a noticia é ótima, já que o tênis feminino – apesar do salto em qualidade técnica dos últimos anos, penso que a verdadeira razão dela sair do circuito – vem passando por um sufoco em termos de personalidades. Desde que Justine se foi tivemos lideres do ranking como Jankovic, Ivanovic e Safina, tenistas que não conseguiram se firmar. Isso para não falar das irmãs Williams, que levantaram o nível técnico e abaixaram o nível da elegância e da postura em quadra e fora dela.

O tempo dirá se Henin terá o mesmo sucesso imediato de Cljisters – o que duvido. Apesar do talento a da habilidade, Henin precisa jogar em um padrão altíssimo para vencer grandes torneios, o que Cljisters faz com maior facilidade pela força física que lhe permite algumas vitórias “fáceis”.

Mas se a moça, de aparência frágil e jeito de estudante de biologia, conseguiu se firmar como um dos grandes talentos e vencedoras do circuito em um cenário de “mulheronas”, poderá mais uma vez encontrar as respostas e os caminhos do sucesso. Torcida não faltará.

henin_clijsters Justine e Kim a paisana.

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