Publicidade

Arquivo de julho, 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 21:04

A magia de Gstaad

Compartilhe: Twitter

O Torneio de Gstaad sempre foi um dos meus favoritos, especialmente pelo local, mágico nas ultimas. É uma pequena vila, incrustada em um vale, no meio dos Alpes, com um riacho transparente cortando a cidade, que não passa de uma rua principal, lotada de restaurantes, pequenas e finíssimas lojas, alguns pequenos hotéis e cortada por algumas poucas transversais. As casas, tão charmosas quanto elegantes, não enquadram no estilo que novos ricos adoram ostentar mundo afora. Por fora não aparentam mais do que chalés alpinos – mais do que isso é uma afronta ao espírito do local. Em compensação, fui jantar em um chalé de toras na encosta, feito há mais de 500 anos, com piscina aquecida interna e pinturas em ouro, nas paredes de madeira, feitas por famoso pintor renascentista e já se apagando pelo tempo.

Gstaad não tem mais do que 10 mil habitantes e a maior parte das pessoas que encontramos lá, tanto no inverno como no verão vem de fora. No inverno é uma das mais exclusivas e chiques estações de ski do mundo. No verão a cidade organiza diferentes eventos culturais e esportivos para atrair turistas, de um determinado padrão; lá não se encontra farofeiros, nem do padrão europeu.

Os melhores e maiores hotéis, assim como as melhores casas, estão nas encostas da montanha e arredores da vila, especialmente o Park e o Palace, meus favoritos. Neste ultimo o australiano Roy Emerson, que tem 11 títulos de GS no bolso, dá suas clinicas e aulas a um povo bem exclusivo há mais de três décadas. Nesses meses de verão ele, que vive nos EUA, ganha toda a grana que precisa para o resto do ano. Acho que atualmente se aposentou.

O estádio, e as outras poucas quadras, ficam em um pequeno clube ao lado da rua principal e da estação de trem. Se o tenista der uma pifada na Quadra Central a bolinha cai na rua e se for muito forte cai no trem, o melhor meio de chegar na cidade. Fora isso só de carro – uma delícia chegar lá guiando uma Porsche, algo que um dia fiz, ou de helicóptero, o que não fiz. Mas um dos bons, e diferente, programas  é voar a bordo de um planador e fazer um passeio pelas Les Diableretes e pelo verdíssimo vale abaixo.

Em duas ou três ocasiões, nos anos setenta, tive a sorte de acompanhar, na mesma semana do torneio, workshops de um dos meus autores favoritos da juventude, Jiddu Krishnamurti, falecido aos 90 anos em 1986. Acredito que a ultima vez que o vi lá foi em 82 ou 83. Quem não leu, devia, já que ouvi só se for médium.

Por essa e por muitas outras, algumas que um dia contarei e outras que nunca sequer admitirei, Gstaad é um lugar mágico em minha história e na do tênis mundial. Os melhores do mundo sempre fizeram questão de jogar o evento, mesmo sendo numa data incomoda; era sempre uma ou duas semanas depois de Wimbledon, no saibro e imediatamente antes do circo do tênis mudar de mala e cuia para os EUA.

A lista de vencedores impressiona, passando por Emerson, Rosewall, Newcombe, Roche, Vilas, que quando venceu estava namorando e acompanhado da Princesa Caroline do Mônaco, Nastase, Bruguera, Kafelnikov, Corretja, Gaudio e Federer entre outros. O evento pode ter perdido um pouco o fôlego nestes tempos onde tradição e charme falam bem mais baixo do que ranking e grana, mas a cidade continua tão ou mais charmosa. E desta vez com o charme extra, pelo menos para nós, de ter dois brasileiros nas semifinais.

Abaixo fotos da Quadra Central, Hotel Palace e a vista da cidade.

Autor: Tags:

quinta-feira, 30 de julho de 2009 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 23:17

Gstaad na ESPN

Compartilhe: Twitter

Não assisti, o que foi uma pena, nem a vitória do Bellucci, fenomenal, nem a do Daniel, de se aplaudir também. Uma pena porque a ESPN-BRASIL iria mostrar esses jogos, mas os suíços deram para trás inviabilizando a transmissão. Criaram todo tipo de dificuldades na geração e simplesmente nos roubaram o prazer. Especialmente de ver Bellucci batendo o belíssimo tenista que é o Wawrinka. Sua vitória mais retumbante, por ser contra o principal favorito, dono da casa e em um torneio tradicional.

A vitória de Daniel também fala alto, já que o Benneteau vem jogando bem e é agressivo – gosta de ir à rede – o que encaixa com a altitude de Gstaad. Daniel vem tendo sua melhor temporada e, aos poucos, encontrando uma maneira de se virar nos torneios maiores.

O paulista enfrenta o “mala sem alça” Nicolas Kiefer, em um jogo que pode vencer, se não se irritar com milongueiro germânico, e o gaúcho encara o francês Florent Serra em um jogo, teoricamente, menos complicado que os dois primeiros. Mas se Florent venceu dois é porque também não é bobo.

As vitórias colocaram dois brasileiros nas quartas de final de um evento da ATP pela primeira vez desde 2004, quando Kuerten e Saretta fizeram o mesmo em Vina del Mar.

A ESPN-BRASIL vai transmitir dois jogos a partir das 14:30h com a dupla Oswaldo Maraucci e Paulo Cleto. A princípio mostra o jogo do Bellucci e não mostra o de Marcos Daniel. Mostraria Igor Andreev e Jeremy Chardy. Isso é coisa dos suíços, que geram as imagens. Se eu puder mudar, podem apostar que vou mudar.

Bellucci – uma vitória de garra.

Autor: Tags: ,

O Leitor no Torneio | 10:43

O leitor em Hamburgo

Compartilhe: Twitter

Como em outras ocasiões, publico a visita de um leitor a um torneio internacional, desta vez em Hamburgo e o leitor Thiago Gaspar que, como vemos nas fotos abaixo, veste a camisa e não hesita em deixar os alemães saberem de onde vem. O rapaz não enviou um texto contando estórias – fica devendo – mas mandou boas fotos. Deu até para matar umas saudadezinhas que tenho do local – uma hora preciso contar umas histórias do lugar, só preciso ser lembrado. Abaixo o email do Thiago, a quem, em nome de todos, agradeço o trabalho e a cortesia.

Cleto, boa tarde.
Dê uma olhada nas fotos.

Como eu havia dito o campeonato não foi o mesmo de antigamente, de qualquer forma é sempre bom estar presente em um campeonato de alto nível. Ahh, e depois dos jogos eu estava voltando para Stuttgart e parei para comer alguma coisa na estrada. E adivinha quem sentou na mesa do meu lado? O Davidenko!!! hahaha

Parabens pelo blog mais uma vez
Um abracao,

Thiago Gaspar


Autor: Tags:

quarta-feira, 29 de julho de 2009 Tênis Masculino | 20:16

Nadal fala

Compartilhe: Twitter

Já pensando na sua volta, Rafa Nadal deu uma longa entrevista à TV espanhola, onde foi bem mais falante do que o seu normal e cobriu vários temas. Coloco abaixo a primeira parte da entrevista, a segunda é só procurar após assistir a primeira.

O principal, acima de tudo, agora é curar o joelho. Deixa transparecer que tem mais de um foco de tendinites ali, já que antes as dores eram abaixo da rótula e agora são acima. Por isso passou muitos dias de castigo sentado no sofá e agora trabalha cerca de 5 ½ hs por dia na parte física. Menciona que dorme com algo amarrado ao seu joelho para ajudar a cura.

Aos poucos as dores tiravam o tesão de treinar e jogar.

Hoje lhe invade “um mar de dúvidas” por conta do joelho e de como será a volta.

Confessa que jogava à base de inflamatórios e que jogou RG à base de infiltração.

Admite os erros que fez no seu calendário, especialmente em jogar Madrid, após Roma, algo que mencionei aqui e adiantei que iria mexer com sua carreira no curto prazo. Não fala da pressão de jogar o maior torneio de seu país, sabendo que não deveria. Nem sobre como esse torneio abriu as compotas da confiança de seu grande rival.

Em certo momento dá mais um cutucão no calendário da ATP. Mas em outro admite que, no fim das contas, ele é responsável pelo que faz e o que não faz. Deixa transparecer sobre o assunto quando comenta que é “difícil valorar as coisas corretamente antes que aconteçam”. E quando se descobre que errou o melhor é não repetir o erro.

Não sabe quando volta. Espera que seja Montreal. Mas só volta quando tiver mais certeza de que não terá dores.

Gostei de uma frase perdida no meio da entrevista, onde diz que uma das coisas que aprendeu é “sofrer desfrutando”. Algo que só um apaixonado e disciplinado pode compreender e captar.

Autor: Tags:

Light | 19:04

Água na quadra

Compartilhe: Twitter

Não é a primeira vez, lembram da foto que publiquei aqui do mundial em Melbourne com a Rod Laver Arena cheia d’água? Desta vez inundaram as quadras do Foro Itálico, local do Aberto da Itália, sobre o qual já escrevi aqui mais de uma vez, para o Mundial da FINA que acontece estes dias em Roma.

Pelo o que sei tiveram que inundar mais do que uma das quadras, porque o mundial exige mais de uma piscina. Tem natação, nado sincronizado, pólo aquático e saltos.

Abaixo detalhes da quadra de tênis, da construção e de como ficou o local.


Autor: Tags:

terça-feira, 28 de julho de 2009 Tênis Brasileiro | 20:14

Nas alturas

Compartilhe: Twitter

Os dois brasileiros, Marcos Daniel e Thomaz Bellucci tiveram um dia feliz nos Alpes suíços. Daniel, que obviamente adora jogar em cidades altas – vejam seu recorde na Colômbia -, obteve uma das melhores vitórias de sua carreira ao bater o francês Paul Mathieu, #27 do ranking, na cidade de Gstaad, Suíça a 1025 m de altitude. Uma vitória da confiança, já que venceu dois tie-breaks seguidos. Acho que Marcos, de 30 anos, está no melhor momento de sua carreira.

Bellucci passou por um “Lucky Loser”, que é sempre um ótimo adversário para a primeira rodada. Assim mesmo se complicou barbaridades. Mas como o que vale é a vitória, o paulista deve dormir contente, já que teve que salvar dois match points e lutar por mais de 3hs em quadra, o que acrescenta barbaridades ao emocional. Mesmo não sendo a mais brilhante vitória, para Bellucci conta muito. O rapaz devia estar cansado de perder partidas na bacia das almas e uma vitória por 6/7 7/6 6/4, independente sobre quem seja, faz um bem danado à confiança.

Na próxima rodada Bellucci enfrenta Wawrinka, em partida sem maiores responsabilidades, a não ser para cima do suíço, e Daniel encara o francês Benneteau, que é agressivo, vai à rede e também se dá bem na altitude.

Daniel, adora jogar nas alturas.

Autor: Tags: ,

Light, Tênis Feminino | 13:50

Frações

Compartilhe: Twitter

Se uma coisa boa já é bom demais, imaginem quando são duas coisas boas juntas. E não estou me referindo a uma dupla de tênis, sol e praia e nem feijão com arroz . Escrevo sobre uma inteligente percepção dos organizadores do Bank of the West Classic, um torneio feminino realizado nas quadras da Universidade de Stanford desde 1997, um local nobre em mais de um aspecto. Nos prédios ao lado das quadras trabalham mais Prêmios Nobel do que a América Latina já criou e nas ruas ao lado está a maioria das empresas que estão revolucionando o mundo em tecnologia.

Mas a percepção a que me refiro, foi a ação dos organizadores, pensando na promoção do evento, algo sempre prioritário na mente americana. Pegaram uma das tenistas mais charmosa, linda, gostosa, técnica, talentosa, vistosa – de repente posso me alongar ad eternum nos elogios – a tiraram desse auspicioso ambiente e a levaram até San Francisco para uma seção de fotos.

Isso é o que chamo de visão. Sei lá, podiam convidar, vejamos, a Bartoli, e absolutamente nada contra a francesa, a não ser uma notável ausência de charme, e levá-la para fotografar em Oakland, o que certamente não renderia muitas fotos em jornais e internet.

Agora aguardo por um convite à – as opções se alargam a cada temporada – Aninha, Dominika e Marias, entre várias outras, para uma seção pelas montanhas e praias do Big Sur. É a reunião de duas ou três frações do meu imaginário na dura e encantadora realidade esportiva: tênis, San Francisco e belas mulheres. Dane-se a chuva.

Elena e a Golden Gate Bridge

Elena na Coit Tower

Autor: Tags:

segunda-feira, 27 de julho de 2009 Light, Tênis Masculino | 18:01

Reza brava

Compartilhe: Twitter

Uma das poucas coisas desagradáveis com o tênis é o fato de não se poder jogar quando chove. Isso, lógico, se não houver quadras cobertas por perto. Como elas são raras no Brasil, a chuva é sempre má vinda quando se tem uma raquete na mão e vontade de jogar.

Quem odeia a chuva, ainda mais do que eu, e estou falando de tênis, pois adoro a chuva no meu jardim, são organizadores de torneios e o pessoal de TV. Estes dois são capazes de rezas bravas e colocação de ovos ao redor de estádios, como vi certa vez em Campos do Jordão.

Essa a principal razão dos altos investimentos em estádios cobertos nos Grand Slams. São milhões de telespectadores que ficam na mão quando a água cai, sem contar a frustração do público presente e a deterioração da paciência dos tenistas.

Por isso que um dia, provavelmente chuvoso, há muitas luas, tive a idéia de criar o CPT, que, aliás, está fazendo muita falta na cidade. Atualmente acho que é uma revenda de carros.  Será que algum dos meus leitores jogou por lá? Os melhores tenistas do país treinavam por lá. Será que alguém assistiu a inauguração, com o confronto entre Adriano Panatta x Bjorn Borg? Será que alguém assistiu o Grand Prix Quatro Rodas, o maior torneio de tênis realizado no Brasil? Será que alguém assistiu alguns dos vários torneios challengers e satélites ali realizados. Pelo menos lá não chovia.

Centro Paulista de Tênis – lá não chovia.

Autor: Tags: ,

domingo, 26 de julho de 2009 Tênis Masculino | 19:57

Decadência.

Compartilhe: Twitter

Originalmente eu iria viajar este fim de semana. Depois de uma breve pesquisa na internet sobre o tempo mudei de idéia. Não ia aguentar ficar à beira mar vendo a chuva cair. Ficar em São Paulo não foi muito melhor. O tempo estava horrível e não consegui chegar perto de uma quadra. O que me restou foi ir para os estúdios da ESPN trabalhar um pouco. A única vantagem da chuva é que deixa a quadra de saibro uma maravilha por uns dois dias após parar de chover. Muitas vezes o pessoal dos clubes não rega as quadras como deveria e as quadras de saibro acabam por morrer e virar quadra de tijolo, o que é bem distinto e irritante.

Enquanto o circuito do saibro europeu dá seus últimos suspiros com a chegada de Agosto – os últimos torneios acontecem nesta semana, em Gstaad e Umag – o circuito americano de verão ressuscita as quadras duras. A paridade dura duas semanas. Hoje tivemos as finais de Indianápolis, na dura, e Hamburgo, no saibro, dois eventos que já viram dias melhores.

Indianápolis foi um belo torneio um dia – existe desde os anos 20 e nos anos sessenta era a casa do U.S Open de Tênis de Saibro, status que perdeu em 74 após optar pelas quadras duras, acompanhando a tendência americana de então. Nos últimos anos se distinguiu mais pela força da sua organização e tratamento aos tenistas do que qualquer outra coisa. Agora é um torneio da série “250”, a mais fraca do circuito. A chave acompanha.

Este ano teve uma final, mostrada pela ESPN e comentada por este blogueiro, entre dois tenistas quando muito do terceiro escalão; Ginepri, campeão e Querrey vice. Roddick era para ser a estrela, mas pulou fora por contusão. Contataram Blake, que exigiu a mesma garantia do vice de Wimbledon; o mandaram catar coquinhos. Ficaram com Querrey e Cia. Decadence.

O torneio de Hamburgo teve destino mais triste ainda. Um dos mais tradicionais do mundo, jogado desde 1892 e até pouquíssimo tempo um dos melhores do mundo, sendo um dos primeiros a investir em um estádio com teto retrátil. Sempre foi um “must” no circuito europeu, reunindo os melhores do mundo. A cidade é riquíssima e o público um verdadeiro conhecedor do jogo. Mas algo mudou nos anos recentes e Hamburgo não conseguia mais lotar as arquibancadas. Talvez o fato de a Alemanha não ter mais um vencedor – homem ou mulher – no circuito. Especialmente comparando com a ainda recente era Becker/Graf.

Acabou sendo escolhida pelos executivos da ATP, que queria mexer no calendário e expandir na China, para perder o status de estar entre os nove melhores torneios do circuito. Os alemães, que não são os mais simpáticos, para não chamar ninguém de arrogante, dançaram nos bastidores. Tentaram um conflito judicial com a ATP, mas perderam também nos tribunais.

Este ano, tentando melhorar a imagem, chamaram um ex-tenista para dirigir o evento. Escolheram Michael Stich – uma escolha um tanto quanto disputada. Não dá para dizer que Stich tenha deixado muitos amigos no circuito. Tiveram que se contentar com um evento de uma categoria abaixo, sem os seis melhores do mundo e, abracadabra, como campeão Nicolay Davidenko, após dois anos assistirem finais entre Federer e Nadal. Dekadenz.

O Estádio da Rothembauchausse.

Autor: Tags:

sexta-feira, 24 de julho de 2009 Tênis Masculino | 13:32

Riva e Myla

Compartilhe: Twitter

A esta altura sabemos que Roger Federer jogou o Aberto da Austrália recém sabendo que seria pai e venceu Roland Garros e Wimbledon sabendo que uma vitória, em qualquer um dos dois, seria um belo presente de nascimento. Vencer os dois foi ainda mais condizente com o fato de o ventre de Mirka estar carregando duas meninas.

Nasceram ontem em Basel as duas “federetes”, batizadas de Charlene Riva e Myla Rose. Como sempre, Federer manteve o “low profile”, só divulgando o sexo e o fato de serem duas após o nascimento. Um interessante contraponto à existência de até ex-tenistas que quando dão um beijo na mulher saem correndo para o computador e contar para o mundo; enfim…

Fico imaginando o quanto o fato de saber que seria pai influenciou a cabeça e o emocional de Roger – tanto na emocional e chorosa derrota em Melbourne, como nas vibrantes vitórias em Paris e Londres.

Mas a pergunta pertinente é como ter mais duas mulheres em sua vida vai influenciar a carreira, imediata e no médio prazo, do tenista. É sabido que após se tornarem pais os jogadores dão aquela amaciada, o que apara as arestas e altera o “instinto matador” que todo atleta de ponta tem. Desde os mais “cools” como Federer até os mais alucinados como Hewitt.

Duas alternativas já foram mencionadas. Uma, a pessimista, que Federer não será uma exceção e terá dificuldades pela frente ao enfrentar tenistas mais jovens e famintos como Nadal, Murray, Djokovic e outros que não tem nenhuma preocupação além de vencer partidas de tênis. Cansei de ver tenistas no circuito, acompanhados de seus pimpolhos, chegarem ao clube com olheiras, aproveitando cada oportunidade para tirar uma soneca e quase irem à loucura com as crianças armando um barraco nos restaurantes. Uma das visões mais interessantes no circuito são as mulheres dos jogadores procurando um lugar do clube onde possam acompanhar, de alguma maneira, o jogo do maridão, sem que este perca a concentração, e a partida, se o filhote abrir o berreiro.

A outra alternativa, mais positiva, diz que Federer ficará ainda mais tranquilo – como dizem, o homem sequer sua em quadra – preenchido emocionalmente e partirá para ainda maiores conquistas. Esta alternativa tem o suporte do raciocínio que, após quebrar o recorde de Sampras a imensa pressão por resultados terminou – e o que vier agora é lucro. Resta saber, e isso começaremos a descobrir até o U.S. Open, se teremos no circuito um tenista talentoso, tranquilo, motivado e por isso ainda mais perigoso, ou se teremos um tenista talentoso, tranquilo, acomodado e por isso sem o necessário diferencial para derrotar os mais famintos.

Estou aceitando sugestões para a legenda abaixo.

Riva e Myla: foi jogar e deixou a gente aqui..???

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última