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domingo, 26 de abril de 2009 Tênis Masculino | 14:35

Grã-Duque

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Talvez à

distância fique um pouco difícil de entender. Mas o fato é que para um espanhol o título do Torneio de Barcelona tem um peso e um significado muito maior do que o de Madrid, mesmo distribuindo metade dos pontos e prêmios. Como dizia um amigo meu italiano, tradição não se compra; e eu acrescento, se constrói. E isso que o Real Club de Barcelona vem fazendo há pouco mais de 50 anos.

O Torneio Conde de Godo é o mais tradicional da Espanha e ambos os finalistas – Nadal e Ferrer – deixaram claro, na cerimônia de premiação, a importância dele em seus respectivos imaginários. Jogado em um clube fundado no século retrasado e sede de algumas das famílias mais finas, ou frescas, conforme o ponto de vista, de Barcelona. Ali todos se acham condes e marqueses e até o porteiro deve ser achar barão de alguma coisa. Hoje talvez esteja um tantinho melhor, mas até os anos oitenta, ainda sob a sombra da época de Franco, o ambiente era de uma frescura nas úúrtimas. O que não ofusca, de maneira alguma, a fidalga maneira com que acolhem esse maravilhoso evento.

Os jovens espanhóis crescem ouvindo e lendo sobre os grandes embates e os campeões que se apresentam em quadras tão aristocráticas e talvez essa tradição explique a questão que alguns leitores levantaram sobre a participação de Nadal em Barcelona, apesar de espremido entre Monte Carlo e Roma. Um Federer pode esnobar o Conde de Godo, um espanhol é bom nem pensar. Após cinco títulos, lá também, o pessoal do clube deve star planejando lhe entregar o título de Grã-Duque de Tierra Batida y Mallorca.

O Duque – mais um banho em seus súditos

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