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Arquivo de março, 2009

terça-feira, 31 de março de 2009 Tênis Masculino | 14:28

A diferença

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A partida entre Novak Djokovic e Thomas Berdich, vencida com facilidade pelo primeiro, é um perfeito exemplo de como as diferentes qualidades de um tenista falam mais, ou menos, alto no circuito. Por isso que digo sempre, existe muito mais do que salta à vista acontecendo dentro de uma quadra de tênis.

Como existem alguns fanáticos por aqui que não querem, ou conseguem, ver muita coisa a mais no esporte do que uma boa rivalidade, tal qual a entre os dois melhores do ranking atual, sirvo de bandeja esta analogia.

Berdich é um tenista com um arsenal mais completo e perigoso do que Djokovic. Mas o sérvio é um melhor jogador do que ele.

Berdich é sacador, tem uma das melhores direitas do mundo, uma esquerda honesta e sabe volear. Não é nenhum segredo que é lento, até pelo tamanho – mas atualmente, se quisesse, poderia melhorar esse importante quesito.

Djokovic tem um bom saque, mas não muito melhor do que isso – lá no clube também tenho adversários com bons saques. Seus golpes de fundo de quadra são sólidos, porem nenhum excepcional – o adjetivo é reservado para aqueles que conseguem varrer o adversário da quadra ou então ser devastador quando contra-atacando. Talvez a esquerda do sérvio esteja próxima do quesito.

É também um ótimo voleador, um dos melhores do circuito. Não é nenhum habilidoso como Stepanek, mas sabe trocar a direção da bola, além de escolher, e achar, ângulos como gente grande.

O que diferencia os dois tenistas é a vontade, a determinação, o comprometimento. Berdich é o #22 do ranking, já foi #9, mas nunca se sabe como vai se apresentar. Na Austrália, após uma linda vitória sobre Wawrinka, fez uma partida memorável com Federer, abrindo 2×0 e perdendo no quinto – foi a grande partida do suíço este ano. Na semana passada, foi à final de Sunrise, um torneio pequeno com status de grande porque serve de treinamento para tenistas ociosos por conta de dois torneios de 10 dias seguidos (I. Wells e Miami). Na final tomou uma surra 6/1 6/1 do Soderling, o que mostra que aceita uma derrota como quem aceita uma ofensa no trânsito.

Já Djokovic está sempre no cangote dos melhores. Com ele não tem moleza. O sérvio é um dos maiores lutadores do circuito. Sua vontade de vencer uma partida torna possível um dos melhores aproveitamentos de qualidade disponível no profissionalismo. Melhor do que ele só o animal Nadal.

Essa característica de ambos se torna evidente até nos mínimos detalhes. Como o de bater a bolinha em demasia para sacar. Ambos estouram o tempo regulamentar, com a cumplicidade de juízes que fingem que o cronometro que seguram na mão serve para alguma coisa, e para desespero de adversário. Não acho que o fazem para irritar oponentes. O fazem porque sabem o valor da concentração dentro de uma quadra de tênis. Essa capacidade de focar, de se concentrar, de entrar e ficar, dentro do jogo é a porta para tenistas de técnica mediana se tornar grandes jogadores, assim como a porta, de direção inversa, para tenistas talentosos e habilidosos serem não mais do que jogadores medianos, quando não plenamente medíocres.

Djokovic – coração é o diferencial no seu jogo.

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segunda-feira, 30 de março de 2009 Tênis Masculino | 23:56

You must be kidding.

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Talvez Jaime Oncins se sinta um pouco melhor. John McEnroe pode ser aquela mala sem alça dentro da quadra, brigando, intimidando e ofendendo, mas ele também tem o seu momento otário.

Após encerrar a carreira, McEnroe passou uma época longe do tênis, quando decidiu “fazer arte” e abriu uma galeria no Soho em Nova York. A aventura durou alguns poucos anos e a galeria foi fechada porque o rapaz não conseguiu se provar um competente administrador.

Seu gosto por arte continuou, assim como suas tentativas em ganhar uma graninha com a arte alheia. No entanto, agora acabou se dando mal e levando um prejuízo de U$2 milhões. Um espertalhão lhe passou um dos golpes mais velhos do mundo.

Vendeu a ele metade dos direitos de dois quadros do alucinante pintor armênio Arshile Gorky – Pirate 1 e Pirate 2. Quando McEnroe foi tentar vender o quadro não achou o achou. O que achou foi uma lista de vários colegas “conhecedores de arte” que tinham a mesma participação nos mesmos quadros. A polícia de Nova York diz que o tal do Lawrence deu um tombo de U$88 milhões. O homem está em cana e foi parar nos tribunais. Quanto a McEnroe foi visto berrando na frente do juiz: “you must be kidding!!!

Um quadro de Gorky – este não é um dos desaparecidos Piratas.

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Tênis Masculino | 19:54

Como é que é?

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Geralmente é no início do relacionamento que jogador e técnico tem “aquela conversa”, onde a realidade e o futuro da parceria são delineados. É verdade que muito do que é combinado é prontamente esquecido em futuro incerto, especialmente pelos jogadores. De qualquer maneira, a conversa inicial é a hora do técnico marcar seu território, senão a coisa pode ficar feia para o lado dele e para a relação.

Andy Roddick conta que estava tão cheio de energia para o novo relacionamento com Larry Stefanky – provavelmente estava mais cheio ainda de perder jogos – que foi logo enchendo a bola do técnico: “Larry, é o seu show, você manda e eu obedeço”. Stefanky aproveitou a deixa e emendou: “a primeira coisa é você perder 7 kilos (15 libras)!” “Na hora eu me arrependi de ter aberto a minha bocona.”

Bem falou o que não deve, faça o que deve. Roddick encarou o desafio, perdeu a gordura excessiva e com isso vem conseguindo mudar seu jogo e estilo. Hoje aceita mais a correria e por isso pode-se dar ao luxo de ter mais paciência, errar menos e esperar o momento certo de atacar. Não precisa depender tanto de seu saque. Ele está com 24 vitórias e 4 derrotas, o melhor início de temporada de sua carreira. Ainda é cedo para decretar que a parceria é um sucesso, mas os resultados falam por si.

Antes que alguém pergunte, eu também me pergunto; o que será que o Darren Cahil falou para o Roger Federer no Dubai?

Andy, hoje sem receio de tirar a camisa.

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Tênis Masculino | 02:10

Poltergeist

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Estava dando uma olhada em algumas colunas antigas do Aberto de Miami e encontrei uma escrita onze anos atrás para o Jornal da Tarde. Aproveitei a idéia e reciclei a idéia original.

Alguns anos atrás se alguém quisesse ganhar dinheiro fácil apostaria contra possibilidade de se fazer um torneio de tênis em Key Biscayne. Pior ainda, que desse certo. O que a princípio era um sonho tornou-se uma teimosia e finalmente uma realidade. O homem por trás disso é Butch Buchholz, ex-jogador de Copa Davis dos Estados Unidos e ex-presidente da ATP, o que ajudou a concretizar o sonho. Alguns anos atrás ele passou o eventos nos cobres, vendendo-o para a IMG, uma das maiores empresas administradoras de carreiras esportivas e eventos do mundo.

Se você acredita em “Poltergeist” ou maus fluídos, o local do Aberto de Miami pode lhe causar calafrios. Construído em cima de um antigo depósito de lixo, só Deus sabe o que lá foi jogado e os fluídos que trafegam nas entranhas da Quadra Central. Se não me falha a memória, o Estádio de St. Denis em Paris também foi construído em cima do depósito de lixo municipal, o que explicaria aquela final. Fico pensando qual é o raciocínio das autoridades em construir quadras esportivas em cima do rejeito da cidade. A primeira vez que chegou no local Butch garante que não dava para entrar pelo cheiro.

Um estacionamento para cinco mil carros construído pela prefeitura, para uma praia sempre deserta do outro lado da rua, e a possibilidade de começar do nada foram determinantes. Óbvio que o negociado com a cidade também. Não faltaram problemas. O mais difícil foi convencer a família Matheson, que doou o local em 1940 para que a cidade construísse um parque que nunca aconteceu. Enquanto era lixo, tudo bem. Quando tentaram fazer algo, caíram de pau. Os caras talvez tivessem algum parente aqui no Brasil. No final saiu um acordo, onde surgiu inclusive a obrigação de esconder o estádio com coqueiros, para não ferir a paisagem de quem atravessa a estreita ilha.

A lembrança postergeist  é o único detalhe macabro deste torneio que é uma delícia de assistir. Chegar à Key Biscayne, uma estreita e longa ponta de terra que sai de Miami e penetra no mar, que não sei se verde ou azul, é uma alegria imperdível. Uma larga avenida, onde o mar quase invade o asfalto, é ocupada na sua estreita margem de areia, pelo pessoal do wind-surf. Outros simplesmente estacionam seus carros para admirar a paisagem. É preciso ser cego ou insensível para dirigir por lá no final da tarde e não parar. Estar com pressa não conta.

O local do torneio fica poucos quilômetros à frente, logo antes de chegarmos ao acanhado centro, onde poucas casas comerciais servem os prédios à beira mar. O transito é ridículo e o único engarrafamento que os habitantes conhecem é o que o torneio causa uma vez por ano. O único medo, o de mais um furacão rasgar o horizonte.

O clube abriga durante o resto do ano um dos centros de treinamentos da Federação Americana de Tênis. Durante os quinze dias do evento se torna a Meca do tênis mundial, onde os melhores do mundo disputam U$ 9 milhões de dólares em prêmios. Homens e mulheres dividem o prêmio e a atenção do público, como acontece nos torneios do Grand Slam. Há dez anos os prêmios não eram iguais e há dez anos existe dentro do ambiente do tênis uma vontade de unificar o circuito, pelo menos nos maiores torneios, como acontece em Indian Wells e Miami. A idéia é boa, o público adora, mas a ATP resiste. Enquanto isso tenistas e seu público curtem uma maravilha de evento criado e construído por cima do lixo. Isso é reciclagem bem feita.

Poucos imaginam o que está por debaixo da Quadra Central.

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sábado, 28 de março de 2009 Tênis Masculino | 20:27

Nós em Miami

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Estava falando com uns amigos que tem ido todos os anos a Miami assistir o torneio. Geralmente é um grupo de 10 a 12 homens que pedem, ou imploram alvará a suas esposas para passar 10 dias acompanhando jogos de tênis – um programão para eles e nem tanto para elas. Aposto que pagam caro por tal travessura. Não em Miami, mas em algum outro momento na companhia de suas respectivas.

Como o mar não está para peixe e todo mundo está pensando pelo menos duas vezes antes de enfiar a mão no bolso, o grupo emagreceu. Só dois deles foram este ano. Na verdade, três, um deles vai levar a esposa – até porque conseguiu ingressos, em um daqueles camarotes no primeiro anel do estádio, um lounge com drinks e comida e umas 12 cadeiras do lado de fora. São os melhores lugares do estádio. Geralmente estão na mão de corporações ou de ex-presidentes como Collor, quando morava em Miami, após a queda.

Ele, o meu amigo, conseguiu isso chegando junto no pessoal do Banco Itaú Private, um dos principais patrocinadores do evento como vocês podem ver nas transmissões. Está aí a dica para os amantes do tênis e da boca livre: o Itaú tem ingressos para vocês. A dúvida é se vocês têm pistolão ou grana para recebê-los. É a história de sempre, essas molezas só aparecem para quem realmente não precisa delas.

Não é só nos nossos bolsos que a crise chegou. A direção do torneio também afirma que estão economizando em várias frentes. Juram também que em nada que vá fazer o público sentir alguma diferença. Coisas como usar os mesmos banners e sinalizações do ano passado, ao invés de novas como em tempos de bonança.

Os organizadores têm que ficar atentos para não prejudicar o padrão. Afinal, segundo uma pesquisa deles, um terço do público do Aberto de Miami tem um patrimônio mínimo de U$1 milhão. Mais seleto que as arquibancadas do Pacaembu. Por isso você pode tanto encarar um cachorro quente, que não é nem tão caro nem tão barato como possam imaginar, ou ir comer no Clube Andaluzia, que é mais caro do que você imagina ou vale. Um programinha supimpa é pegar uma boa companhia, assistir um jogão debaixo do sol e no entardecer ir se refrescar com uma Viúva Clicquot ao ar livre enquanto assiste a banda passar.

Entre o estádio e as quadras secundárias existem tendas de um pouco de tudo que o capitalismo selvagem e abundante pode oferecer. De raquetes a jóias e carros. Se você for um dos que cedeu à chantagem de sua esposa e a levou para “assistir” tênis, saiba que ali ela vai encontrar jóias de até U$ 100 mil, um perigo aos olhos de mulheres que não apreciam um tie-breaker. Você pode contra-atacar ameaçando o equilíbrio financeiro do casal com uma Mercedez-Benz SL550 de U$117 mil.

Os ingressos para a final e semis já estão vendidos, me informou o amigo; um dos dois que sobrou do grupo original. Ele jura que nada tem a temer, a não ser o alívio de mais algumas notas de $100 no bolso, pois os cambistas lá são tão ativos como os daqui. Disse isso que ainda é mais barato do que encarar o pessoal daqui vendendo pacotes por preços exorbitantes. Por outro lado, a crise chegou aos hotéis de Miami, que estão mais baratos de 10 a 15%.

Miami é uma festa e esta época do ano é maravilhosa para estar ao ar livre e acompanhar boas partidas de tênis. Os americanos não são bobos e oferecem partidas diurnas e noturnas – os programas e as atividades são diferentes e você pode variar. O torneio é um dos favoritos com brasileiros, muito mais que o U.S Open ou Roland Garros. Por isso, se vocês, assim como eu, foram obrigados a assistir a horrível partida entre França e Lituânia – é mole?!, no lugar da partida do Murray, pode considerar esse programão para o próximo ano. Eu vou, ainda mais porque o Lula prometeu que a crise não passa deste ano.      

 

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quinta-feira, 26 de março de 2009 Tênis Feminino | 16:06

A volta do spacatto

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Este post é daqueles; “você leu primeiro aqui”. Como eu já tinha levantado a lebre, a belga Kim Clijsters, uma das tenistas mais gostadas do circuito, vai voltar às competições. A belga é gostada porque é simpática, transparente, sem afetação, atenciosa, além de ser ótima tenista. Quando era namorada de Lleyton Hewitt, dava gosto ver os dois no maior carinho nos lounges do torneio. Perto dela Lleyton era um gatinho e, ao mesmo tempo, um demônio na quadra. Longe dela virou um gatinho em quadra. Vai entender.

A primeira indicação da mudança de planos de Kim foi a confirmação de sua presença na inauguração do teto retrátil em Wimbledon, em Maio, junto com Henman, Agassi e senhora. A moça começou a treinar, para não fazer feio, pegou gosto e os velhos fluidos voltaram a correr no sangue.

Clijsters é casada com um jogador de basquete americano e é mãe de uma filha, a razão alegada para abandonar as quadras dois anos atrás, aos 23 anos de idade. A razão alegada para voltar é que tem saudades da competição. Esportistas geralmente têm problemas com a aposentadoria. Especialmente a prematura e com alguma razão fundada em contusões, como foi o caso.

À parte disso, suspeito que a morte, também prematura, de seu pai, aos 52 anos, no mês de janeiro, também teve algo a ver com a volta. O pai foi jogador profissional de futebol – jogou as Copas do Mundo de 86 e 90. Era um zagueirão viril, daqueles “ou você ou a bola”. As pernonas de Kim são uma clara herança genética. Após a carreira no futebol tomou conta da carreira da filha, de quem era bem próximo. Já imaginou um pai esportista ver sua filha ser a 1ª do ranking mundial?

Para evitar novos problemas físicos a belga vem trabalhando seu corpo há três meses. Para quem não lembra a moça era um tanque e tinha como característica mais reconhecida aquele spacatto que a Jelena imita sem nenhuma vergonha. Quanto ao pai, talvez a concentração na filha, marido e tênis ajudem aliviar a dor da ausência paterna.

Kim pediu convites para Cincinnati, Toronto e o U.S Open, onde conquistou o título em 2005. Jogará também algumas partidas do World Team Tennis, para o time de St. Louis. Não tem ambições de ser número 1 novamente, mas quer ver onde a nova investida a pode levar. Sem pressões ou angustias. Duas situações sempre presentes nas cercanias das quadras de tênis. Boa sorte e bem vinda.

Kim – pernonas, spacatto e retorno às quadras.

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quarta-feira, 25 de março de 2009 Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 13:39

De volta

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Ricardo Mello passou pelo qualy e no sorteio caiu contra outro qualifier, o americano/australiano Taylor Dent que voltou às competições em 2009 depois de jogar pouco em 2006, nada em 2007 e novamente pouco em 2008 por conta de contusões. Ele já foi #21 do ranking, hoje é #467.

Taylor é um dos poucos sacador/voleador do circuito, estilo que aprendeu com o pai Phil, ótimo tenista dos anos setenta. Dent, 28 anos, vem tentando recuperar a forma e deve dificultar a vida de Ricardo, um contra-atacador por natureza e estilo. Em Miami as quadras são duras, mas o jogo, inclusive pela altura do mar, não é rápido, sendo favorável aos contra-atacadores. Boas chances para Mello, se jogar bem.

Na internet, Taylor ficou famoso pelo vídeo do comercial para TV, onde enfrenta o “filho” de Agassi e Graf. Veja abaixo.

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Tênis Brasileiro, Tênis Masculino | 12:45

Coelhos

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Acho que já fazia algum tempo que dois brasileiros se qualificavam para a chave de um Masters 1000. Não deixa de ser uma conquista pessoal se classificar para um torneio desses. Como não deixa de ser estranho o Brasil não ter tenistas que entrem direto na chave.

Thomaz Bellucci entrou na chave e descobriu que vai encarar Fabrice Santoro, um dos meus tenistas favoritos de assistir. Na época em que eu ainda viajava acompanhando tenistas, o francês já estava na estrada com sua cara de chorão e eu adorava acompanhar tanto treinos como jogos de meus pupilos com ele.

Cair contra Santoro na primeira rodada tem seus pontos positivos e negativos. O habilidoso tem 36 anos e não tem mais as mesmas pernas e mobilidade. Por outro lado, tem mãos mais abençoadas do que a maioria esmagadora dos profissionais – além da experiência.

Será uma experiência interessante para o brasileiro. Uma vitória contra tal oponente é uma vitória mental, algo que Thomaz está em necessidade para crescer no circuito. Uma derrota entrará na mesma categoria e com conseqüências na direção oposta. Porque, convenhamos, um jovem no auge de sua forma física não deveria perder para um atleta em franca e inevitável decadência física. Mas Santoro é um artista, um mágico e por isso sabe lá tirar seus coelhos da cartola. Resta ver se Bellucci já está pronto para tirar os seus.

Vejam nos videos abaixo o que Santoro fez com Nalbandian no AA 2006.

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Tênis Masculino | 01:21

Magoou

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Larry Scott foi um tenista decente, sem atingir, nem de longe, aquele sucesso que faz com que fãs saibam exatamente quem foi. Na verdade era melhor duplista do que singlista. Após o fim da carreira foi trabalhar na ATP, onde ficou sem espaço para crescer e acabou aceitando liderar a WTA, a associação das mulheres e organizadora do circuito feminino.
Lá permaneceu seis anos e conseguiu assinar o maior patrocínio do circuito do tênis – U$88 milhões em seis anos – fazendo da Sony Ericsson a patrocinadora do circuito. No entanto, sua maior ambição dentro do tênis era unir o circuito masculino e o feminino, de preferência com ele na liderança, algo que era o sonho de vários e uma tremenda idéia, mas foi constantemente barrado pelos homens que não querem nada a ver com as mulheres.

Isso o frustrava, mas a gota d’água foi o fato de não ter sido chamado para ser presidente da ATP. Como não existe um cargo maior para ele dentro do tênis profissional, acabou aceitando o convite para entrevista e, consequentemente, para o cargo de presidir uma das conferencias esportivas universitária – a Pacific 10 – que reúne 10 grandes universidades da costa oeste americana em diferentes esportes. O cargo é uma porta de entrada para futuros cargos de gerencia no esporte americano e o rapaz deve receber cerca de U$1.5 milhões ano para o trabalho e afogar suas mágoas.

Larry Scott – adeus ao tênis.

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terça-feira, 24 de março de 2009 Tênis Masculino | 17:08

Por que?!

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“E por que o Federer, como presidente do conselho da ATP, deveria “defender” o status de Monte Carlo, Cleto? O que Monte Carlo tem de tão especial, além de príncipes e princesas, glamour, cassinos, hotéis e milionários?”

Esta é a pergunta da minha leitora Rafaela, no post anterior. Uma das qualidades extra-quadra de Roger Federer é a insistência e a elegância com que o suíço defende a tradição do esporte tênis. Está na maneira como se veste – alguém já o viu em camisas estampadas, chamativas ou sem mangas? E com shorts/piratas? Dá para esquecer o blazer beije na cerimônia da premiação em Wimbledon?

Monte Carlo é o mais antigo e tradicional “Master 1000”- jogado desde 1897. É mais de 100 anos, uma tradição valiosa e difícil de construir. Além disso, no ano passado, junto com Nadal, ele foi um que criticou o então presidente da ATP em sua decisão de tirar Monte Carlo dos nove principais eventos do circuito. Agora que foi eleito presidente do conselho da ATP e ajudou a despedir o homem, talvez fizesse sentido estar presente no torneio.

Federer, uma amante da tradição.

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