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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 Tênis Brasileiro | 11:41

Cenário

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Infelizmente ainda não mudou muito nossa situação. Terminada a 1ª rodada do Aberto do Brasil temos só um tenista vivo na chave – Thomaz Bellucci. Desta vez chegamos a ter seis na chave, entre WC e qualis, mas não foi o bastante para traduzir em um sucesso maior. Até os portugueses, que nas ultimas décadas não tiveram praticamente nenhum jogador de ponta, têm dois tenistas na 2ª rodada.

A responsabilidade fica para cima do Thomaz, o que não é muito confortável, mas é algo que o tenista tem que saber lidar. Ele passou bem na 1ª rodada pelo italiano Potito Starace, que não é nenhuma moleza e já está acostumado a jogar na Bahia. Sua 2ª rodada, contra o quali polonês Kubot é, na teoria, mais fácil do que o cabeça de chave Potito. Uma vitória, que não deve ser considerada como já conquistada, abriria a porta para um eventual confronto com J.C. Ferrero, um tenista experiente porem decadente, já que foi o 1º do mundo e atualmente é #101, mas sempre perigoso, ainda mais por estar acostumado a jogar no Sauípe, onde tem casa por perto.

A quantidade na chave não traduziu-se em qualidade necessária para vitórias em um ATP Tour – assunto já abordado anteriormente aqui. É preciso investir mais na ambição e nas armas necessárias para nossos tenistas não acomodarem seus padrões a torneios e adversários menores. Uma coisa é se preparar e investir em Futures e Challengers. Outra é botar a cara para bater e pagar o preço de querer crescer no circuito profissional. O único realmente fazendo isso por aqui atualmente é Bellucci.

Entre os que estiveram na chave, pelo menos Hocevar, Zampieri e Daniel Silva são jovens o bastante para aproveitarem a oportunidade e direcionarem suas carreiras na direção de objetivos mais altos. Essa é uma das razões do Aberto do Brasil existir – servir como cenário para nossos tenistas fazerem e acontecerem.

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