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Arquivo de fevereiro, 2009

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 12:50

Tem que ser em Paris

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A maioria dos tenistas tem a mesma dose de carisma do que aquela camisa rasgada que minha mulher não deixa mais eu usar e não tenho coragem de jogar fora porque sou mais apegado do que deveria às minhas coisas. As entrevistas pós jogo geralmente são de chorar ou na boa das hipóteses de um tédio semelhante à experiência de sair de casa para ver aquilo que chamam de arte moderna.

Mas ainda temos Marat Safin, pelo menos até o fim da temporada. Pelo menos é o que ele nos garante. O russo afirmou que o seu último torneio “tem” que ser em Paris, o que nos prova mais uma vez o seu bom gosto. E o rapaz não está se referindo a RG e sim ao Championship Series, Masters Series, Super 9, Word Tour Masters 1000 de Paris – como vou lembrar o que eles o chamam esta temporada?

De qualquer maneira, até lá temos Safin para torcer, assistir, acompanhar, ouvir e ler. Sim, porque o russo vem com o pacote completo em entretenimento. Após perder na 1ª rodada em Dubai atendeu a imprensa e fez o anuncio do fim da carreira em sua característica transparência e bom humor.

Avisou que pretende jogar e encerrar em Paris, onde gostaria de terminar conquistando um último título. “Para isso vou ter que negociar com meus adversários, o que não será fácil. Existem indivíduos muito ambiciosos no circuito”. Pronto, quando chegarmos a Paris eu já sei para quem vou torcer, e até lé vou aproveitar cada oportunidade.

Marat – nunca um tédio.

 

 

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 15:50

Teimosura

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No relacionamento técnico-jogador nem sempre o técnico ganha as discussões. Infelizmente, ou felizmente? Tenista é um bicho cabeça-dura e alguns só são piores do que outros. Vocês acham que o Federer não quer um técnico por que? Primeiro porque não quer dividir as glórias, mas principalmente porque não quer ouvir o que não quer. Por isso sua ultima tentativa foi Tony Roche, um técnico que não vai forçar nada, nem discutir coisa alguma. Com o barco vazando água talvez aceite um Cahill na sua vida, que é um longo caminho de um técnico mais assertivo.

Digamos, ao contrário de um Brad Gilbert ou mesmo um Jimmy Connors, que trabalharam com Andy Roddick e que o americano mandou embora por conta das divergências até suaves. Sabem por que o Connors foi despedido? Na volta de uma das viagens ao Oriente, Andy queria parar e treinar em Nova York, onde, por acaso, estava sua nova namorada e hoje noiva, a modelo Brooklyn Decker, uma figura de parar o trânsito ou, na pior das hipóteses, fazer um homem perder o caminho de casa.

Connors, o técnico que casou com uma coelhinho da Playboy e devia conhecer melhor o poder das entranhas, bateu o pé e disse para o pupilo vir para a Califórnia, onde ele mora. Os dois colocaram seus pontos de vista, nenhum quis ceder e a discussão ficou pessoal, o pior cenário para uma desavença profissional. Roddick deve ter feito as contas de quanto era o salário semanal, quem estava no lado pagador e quem estava no lado recebedor, e acabou despedindo o técnico que nunca foi homem de abaixar a cabeça para ninguém nem precisa de dinheiro para viver muito bem. Esse negócio de democracia em um relacionamento técnico/jogador é um tanto difícil de acontecer como de administrar. Um sempre acaba cedendo mais do que o outro ou há uma alternância ou a vara quebra.

Com certeza o tenista mais inflexível dos que treinei, ou pelo menos o que não fazia muita cerimônia em ser inflexível, foi Luiz Mattar. Nosso relacionamento nas quadras durou 10 anos, praticamente toda sua carreira. Uma de suas principais qualidades, e uma das razões para ter se dado bem em um circuito tão competitivo, foi essa sua característica, que pode ser também uma razão para dificultar o crescimento e ampliar os horizontes. Algumas de nossas divergências foram marcantes, umas divertidas outras nem tanto, não raras curiosas e muitas incontáveis.

Em 1987 Mattar venceu a semifinal do Torneio de Itaparica, batendo Sergio Casals, atual sócio de Emilio Sanchez em suas academias, nas semifinais. A partida foi uma batalha, com Nico se impondo no terceiro set, debaixo daquele sol baiano que tantas vezes mandou tenistas “animais” de físico, como Muster e Courier, precocemente para casa.

Após horas de uma luta excruciante, debaixo de sol escaldante ,Mattar queria dormir no ar condicionado ligado no máximo, algo que eu não aprovava nem gosto. Uma coisa é o ar condicionado para refrescar, outra é deixá-lo no máximo como se fosse o Alasca, para contrastar com o calor dos infernos dentro de uma quadra. Lembro que naquela noite discutimos por conta disso. Como o cara havia vencido a semifinal e no dia seguinte teria que voltar à quadra para jogar a final, foi de sua maneira.

A final era contra Andre Agassi, então com 18 anos e sem nenhuma responsabilidade de vencer. Mattar deve ter dormido como um anjo no seu adorado friozinho. Eu, da minha parte, tinha que me enrolar em cobertores nessas horas e, convenhamos, é um paradoxo passar a noite debaixo de um cobertor na Bahia.

Na manhã seguinte Nico acordou totalmente entupido e febril, tanto pelas horas debaixo do sol como pelo contraste da noite dormida no ambiente polar. Não que ele admita isso até os dias de hoje, mas Deus os fez teimosos e então tenistas.

O primeiro set, novamente debaixo de um calor dos infernos – vale lembrar que Agassi cresceu no deserto do Nevada e treinava na Florida – ainda foi equilibrado, sendo decidido no 7×5. No segundo set, a saúde do brasileiro, que também era um “animal”, arriou de vez e o americano partiu para o primeiro título de sua ilustre carreira; os dois ainda jogariam uma outra final, desta vez em Scottsdale, no deserto do Novo México, com outra vitória de Agassi.

Se desta vez a teimosia do tenista pode ter lhe custado um título, que eu totalmente acreditava ser possível nas circunstâncias de então, a mesma teimosia lhe abriu a porta de outro título, assim como me abriu uma porta para qual lhe serei grato até o fim dos meus dias. Mas isso é para outro dia, outro post. Um dia é da caça e outro do caçador. Hoje é da caça.

 Mattar, bravo dentro das quadras.

 

 Inaugurando mais um call center.

 

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domingo, 22 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 17:59

Sacando/voleando em Roland Garros

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O leitor Felipe A. quer sabem se alguém venceu Roland Garros sacando e voleando, uma pergunta relevante considerando o momento atual do tênis. O último a fazê-lo foi o francês Yannick Noah em 1983, batendo o sueco Mats Wilander, no que foi um torneios mais emocionais que Paris já acompanhou. Eu diria, e não sei exatamente como colocá-lo, que Wilander, tri-campeão do torneio, não “quis” vencer aquela final, tamanha a expectativa do público e o carisma do adversário. Noah foi um dos tenistas mais atléticos a pisar numa quadra e praticava o saque e voleio até debaixo d’água; um verdadeiro “malade du filet”.

Em 1976, o italiano Adriano Panatta, outro dono de um estilo bem clássico, venceu sacando/voleando. As partidas de Panatta eram sempre dramáticas, principalmente no Foro Itálico. Em 76 ele bateu o “varejeiro” americano Harold Salomon, dono de um estilo que foi um verdadeiro desserviço ao tênis, sempre junto à rede. Lembro que na segunda rodada enfrentou um checo (Hutka?) que jogava com as duas mãos de ambos os lados e chegou a ter alguns match-points abaixo. Em um deles, “vendido” junto à rede, fez um dos voleios mais mágicos já visto naquela Quadra Central. Virou o jogo e pegou a confiança para vencer o torneio.

Dá para dizer que Ilie Nastase, outro estiloso, sacou/voleou bastante em 1973, quando bateu o iugoslavo Niki Pilic na final, além de ter perdido na final de 71 para Jan Kodes.

Entre os quase campeões, em 1979 o paraguaio Victor Pecci perdeu a final para Borg sacando/voleando em tempo integral; foi o jogador que mais incomodou o sueco naquele ano. Mais recentemente, em 1989, Stefan Edberg bateu na trave ao perder para o “paparrão” Michael Chang. De lá para cá, Sampras tentou bastante e ficou nas semis, mas quem realmente surpreendeu foi o estiloso alemão Michael Stich, que perdeu a final de 96 para Kafelnikov. Stich, dono de um dos estilos mais lindos do circuito, também sacou/voleou rumo ao título de Wimbledon em cima do conterrâneo Becker.

Mas o caso mais famoso de vice sacando/voleando na história recente foi John McEnroe, que até hoje não pode lembrar a final de 1984 sem ficar doente, quando tinha 2×0 em sets contra Ivan Lendl e deixou escapar. Seria seu maior título, já que totalmente fora de seu habitat natural.

Antes da Era Aberta outros tenistas também sacaram e volearam em direção ao título de Roland Garros, mas os tempos e o tênis eram outros. Rod Laver, Tony Roche, Roy Emerson, Lew Hoad e, com certeza, outro que não vi jogar.

É interessante que a maioria desses que se deram bem no saibro parisiense sacando/voleando, eram donos de estilos vistosos e plásticos, algo remanescente no tênis de Roger Federer. Com certeza, isso, junto com sua personalidade, sua postura, seu respeito pela tradição do esporte, sua busca e derrubada de recordes, assim como o sucesso total de sua carreira, explica a admiração que o suíço causa junto ao público e, especialmente, os que praticam o esporte. Nos últimos 35 anos, começando com a dinastia Borg, o estilo mudou drasticamente e o atual campeão, Rafael Nadal, é o grande herdeiro do estilo inaugurado pelo sueco.

Noah- voleando em Paris.

 

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sábado, 21 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 14:31

Diplomacia e tanques.

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Depois das contusões, e conseqüentes abandonos, de Federer e Nadal no Torneio de Dubai, o americano Andy Roddick chutou o pau da barraca disse que não vai aos Emirados Árabes defender seu titulo conquistado em 2008, o que terá grande conseqüência em seu ranking.

O americano, que está nas semifinais de Memphis, não procurou meias palavras nem subterfugios para explicar seu abandono do evento. “Não acredito que se deva fazer política através de esporte.” Não sei se foi a melhor maneira de explicar sua atitude, já que dá para pensar que a decisão dele também é política. Não deixa de ser estranha a postura do americano, após o evento, e o governo, terem voltado atrás com a postura e o fato ter sido revertido de uma maneira positiva para o esporte em geral. Assim como não deixa de ser corajosa e transparente.

Paralelo a isso, o evento feminino foi multado em U$300 mil e parte disso irá para Pe’er, que recebera U$44.250, 00 e sua parceira de duplas, Anna Groenenfeld, U$7.950,00. A israelense terá garantido um convite, mesmo que não se classifique, para o Torneio de 2010. Ou seja, a WTA já digeriu o sapão do deserto com a ajuda de U$300 mil e promessas de bom comportamento futuro. Um bom exemplo de que diplomacia e uma boa conversa resolvem melhor que ameaças, porradas e tanques.

Andy – transparente.

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Tênis Masculino | 14:03

Pesos e inspirações

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Acho que desconhecem o quanto importante é a participação de vocês neste Blog. Hoje, esperando o trânsito diminuir para então poder pegar a estrada, li os comentários ainda não lidos e logo me inspirei. Vocês tem o poder de sugerir, influenciar, inspirar pautas; é só pensarem uns passos adiante de Federer x Nadal.

A Maysa Caruso quer informações sobre os benefícios de trocar o encordoamento e colocar peso na raquete, com o intuito de colocar mais velocidade e potencia na bola. O Felipe conta uma história ótima sobre o Franco Ferreiro, o que me fez lembrar  algumas história que conheço, ou vivi, na mesma linha. Respondo à Maysa agora e tentarei, durante o Carnaval, contar algumas historinhas; inclusive a do Bush e a do Federer em Nova York. E desta vez não falharei.

Colocar peso na raquete é uma pratica antiga usada pelos os tenistas para se adaptarem à variáveis do tipo; bolas mais ou menos pesadas, altitude do local do jogo, estilo do jogo, ou simplesmente o acerto da raquete. Durante anos, os tenistas usavam o chumbo que revestia as bocas das garrafas de vinho – o que por si é uma aberração pois o chumbo é extremamente nocivo à saúde – para colocar no aro da raquete. Eles tentavam em diferentes lugares da cabeça da raquete ( muitas vezes o melhor mesmo seria colocar algo em suas próprias cabeças), algo como é feito no alinhamento de rodas, até acharem o equilíbrio ideal – ou pelos menos acreditarem nisso. Com o tempo, chegou ao mercado as fitas de chumbo para tal fim. Atualmente, os bons tenistas profissionais conseguem com que as fábricas lhe entreguem as raquetes já balanceadas “sur mesure”.

Para os amadores, os acertos podem ser evitados se a compra for feita com paciência e procurando o equilíbrio ideal antes de comprar – não deixem o vendedor lhe empurra o que eles têm.

No entanto, se você quiser colocar mais peso na cabeça da raquete, isso vai colocar mais energia e força no impacto – física! – e fazer a bolinha “andar” mais, talvez até demias. As fitas devem estar por aí nas melhores lojas. Pode distribuir pela cabeça ou tentar concentrar na ponta. Mas irá mudar o seu relacionamento com a raquete, como poderá lhe causar dores no braço.

Sugiro ignorar a sugestão de nosso leitor Fernando, pelo menos sobre a corda, mas prestar atenção ao resto, já que o seu relato, bem interessante, oferece uma boa idéia das dificuldades e aventuras de se mexer com peso em uma raquete. A razão de não usar a Luxilon, ótima corda e provavelmente a mais usada no circuito profissional, é exatamente essa; é uma corda para profissionais que dão muita porrada na bola e não para uma amadora, sem aquele bração, que quer ver sua bola andar. Para isso é melhor uma corda mais flexível (a Prince Sintetic Gut é uma boa opção).

Duas sugestões: vá ali, em frente ao clube, onde há uma loja de tênis com uns rapazes atenciosos encordoando e coloque o que você busca; eles lhe apresentaram algumas sugestões. Talvez possam lhe ajudar com o equilíbrio da raquete.

É bom lembrar certas coisas quando for mexer com cordas, pressão (do encordoamento) e pesos. É uma busca que deve ser feita com paciência e know-how. Como o relato do Felipe transparece é uma busca de erros e acertos. E quando você busca mais velocidade de saída de bola de sua raquete, abre mão do controle e vice versa.

“Seu idiota inconsiderado, são 3 da manhã, para de fazer essa raquete dos infernos!!

Eu colocaria mais tensão nas cordas!

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 10:38

A chavinha

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A última oportunidade que trabalhei com a CBT foi como técnico especial no Sul Americano masculino de juvenis, realizado no Clube Sírio em São Paulo, acredito em 2002. Na ocasião o time brasileiro era formado por Marcello Mello e Franco Ferreiro. O Brasil venceu o evento, batendo na final a Argentina que tinha o 1º do ranking mundial, Brian Dabul.

Franco bateu Dabul nas simples, numa grande surpresa, e os brasileiros venceram as duplas. Na ocasião, me chamou a atenção a intensidade, o saque forte e os bons golpes de fundo do tenista gaúcho. Infelizmente, as expectativas não se confirmaram nos anos seguintes, aquele ainda era o seu primeiro ano no juvenil, inclusive no profissional.

Franco se transformou em um tenista “tímido”, pelo menos se considerarmos o “fogo nos olhos” daquele sul-americano. Agora, pela primeira vez, consegue chegar às quartas-de-final de um torneio da ATP, em Buenos Aires, enfrentando hoje Tommy Robredo.

Independente do resultado, deixo aqui os meus parabéns, assim como meus votos de muito sucesso daqui para a frente, inclusive no jogo de hoje. Tenho, no meu intimo, que se Franco conseguir “ligar” aquela “chavinha” ainda pode ter e dar muitas alegrias no circuito, porque tem o potencial para isso.

Franco Ferreiro sorrindo novamente.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:05

Piscaram

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Os dirigentes dos Emirados Árabes piscaram. Com a comoção e a pressão por todo o mundo esportivo, o pessoal achou melhor aprovar o visto de entrada do israelense Andy Ram para o Torneio de Dubai que começa nesta segunda-feira. O anuncio foi feito pelo novo presidente da ATP Adam Helfant hoje.

O governo árabe declarou que foi feito uma “acomodo especial para o caso e que isso não deve ser visto como algo que muda a posição dos EA com Israel, com quem não tem relações diplomáticas. O acomodo deve ser visto como um esforço dos EA em organizar e receber eventos esportivos e culturais e educacionais sem colocar limites nas participações de indivíduos de qualquer país representado nas Nações Unidas.”

O assunto do torneio da ATP fica resolvido e resta saber como a WTA vai lidar com o seu assunto, já que foi o circuito feminino que serviu de tubo de ensaio e pagou o pato.

O assunto do banimento de atletas israelenses é mais uma conseqüência da ofensiva israelense em Gaza onde quase 1300 palestinos foram mortos.

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Tênis Masculino | 12:26

Playing for Change

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Entre tanta porcaria que chega no meu email recebo também algumas pérolas. Muitas nada têm a ver com o tênis, mas nem por isso penso que tenho que deixar de dividir com vocês.

Plyaing for Change é um movimento de artistas e amigos mundo afora que fazem ações para conectar pessoas através da música. Como colocar um vídeo aqui é uma mão de obra, vai o link/endereço para vocês. Se clicar não funcionar, copiem e colem. Soltem as cadeiras, os braços e especialmente a cabeça e entrem no espírito. Alegrou meu dia, espero que alegre o de vocês.

http://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 Tênis Masculino | 18:17

A regra.

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O problema político originado pelo conflito entre israelenses e palestinos invadiu de vez a arena tenística. A Suécia decidiu que vai receber Israel pela Copa Davis em um estádio com os portões fechados, o que é o cúmulo na Davis. É a segunda vez que os suecos se sentem obrigados a fazer isso – a outra foi contra o Chile em 1975, época que este país era dirigido pelo Gen. Pinochet.

O conselho da cidade de Malmö decidiu que é um confronto de risco e que não pode assegurar a segurança do público e tenistas. Ingressos não serão vendidos e somente jornalistas, dirigentes e patrocinadores terão acesso.

Enquanto isso, a expectativa é se os árabes darão ou não a permissão para o israelense Andy Ram jogar. Nos bastidores a informação é que se os árabes não o fizerem a ATP tirará o torneio do calendário em 2010. Isso quer dizer que o deste ano acontecerá. A estratégia dos EA foi sonegar a informação sobre o impedimento à israelense Pe’er até o ultimo momento para pressionar dirigentes e tenistas a realizarem o torneio, o que enfureceu os dirigentes. Como a ATP teve uma semana após o problema surgir, o pessoal do Conselho da ATP vem conversando por telefone e supostamente já tem até um comunicado oficial se o israelense não puder entrar no país.

Para esclarecer alguns leitores, todos os torneios dos calendários femininos e masculinos têm um contrato com a WTA e ATP onde, entre outras coisas, se comprometem com o fato de que nenhum tenista admitido nas chaves terá sua entrada negada no país. Essa é a regra.

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Tênis Masculino | 17:57

La Bombonera

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Para aliviar um pouco os posts, coloco uma foto dos tenistas Carlos Moya e Gaston Gaudio, dois campeões de Roland Garros, que se reuniram em um cenário diferente no último fim de semana, para chamar a atenção do publico portenho para o Aberto de Buenos Aires.

Os dois bateram umas bolinhas no gramado do La Bombonera, no intervalo da partida entre Boca Juniors e Newell’s Old Boys. O Boca perdeu em casa e os dois tenistas também perderam na primeira rodada. Mas a idéia foi legal.

Moya e Gaudio y la herva.                                                         Foto: O Globo

 

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