Publicidade

Arquivo de janeiro, 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 17:54

A final masculina

Compartilhe: Twitter

Não sei se o fato de Roger Federer ter um dia a mais de descanso, especialmente considerando as respectivas semifinais, terá um impacto na final. Algum deve ter, mas se fosse o inverso, teria ainda mais.

Nadal acredita que terá. Pelo menos algum. Mas não deixa aqueles que enxergam uma conspiração em tudo se estenderem. Lembra que no ano passado ele teria essa vantagem mas foi eliminado. Como ele diz, um dia é um, outro dia é outro.

Esta será a 15ª final entre esses dois rivais. Abaixo os confrontos em finais entre outros grandes rivais.

Ivan Lendl v John McEnroe         20
Andre Agassi v Pete Sampras     16
Boris Becker v Stefan Edberg      16
Jimmy Connors v John McEnroe  15
Roger Federer v Rafael Nadal     15
Boris Becker v Ivan Lendl           13

É também a sétima final em GS entre os dois, igual a eles somente Bill Tilden x William Johnston, nos anos 20.

Dos pisos utilizados nos GS, a terra é a que mais favorece Nadal. Os outros favorecem mais Federer, considerando o estilo de cada um. No entanto, após vitória do espanhol na grama, fica claro que ele não se deixa importunar com tais detalhes.

No entanto, como no tênis leva vantagem quem joga mais dentro da quadra a maior parte do tempo, as quadras duras e rápidas do U.S Open e do AA expulsam os tenistas com os swings maiores e acolhem os com os mesmos mais enxutos.

Os dois se enfrentaram em 18 oportunidades, com 12 vitórias de Nadal. Não chega a ser uma freguesia, mas uma boa vantagem. Sob qualquer ponto de vista já é uma das grandes rivalidades do tênis, algo necessário tanto para engrandecer o esporte como cada um deles individualmente.

2004    Miami                       Nadal        63 63
2005    Miami                       Federer    26 67(4) 76(5) 63 61
2005    Roland Garros           Nadal        63 46 64 63
2006    Dubai                        Nadal        26 64 64
2006    Monte Carlo              Nadal        62 67(2) 63 76(5)
2006    Rome                        Nadal         67(0) 76(5) 64 26 76(5)
2006    Roland Garros           Nadal         16 61 64 76(4)
2006    Wimbledon               Federer    60 76(5) 67(2) 63
2006    Masters Cup             Federer    64 75
2007    Monte Carlo              Nadal        64 64
2007    Hamburg                  Federer    26 62 60
2007    Roland Garros          Nadal        63 46 63 64
2007     Wimbledon             Federer    76(7) 46 76(3) 26 62
2007     Xanghai                  Federer        64 61
2008    Monte Carlo             Nadal        75 75
2008    Hamburg                 Nadal        75 67(3) 63
2008    Roland Garros          Nadal        61 63 60
2008    Wimbledon              Nadal        64 64 67(5) 67(8) 97

Em termos de sets, neste AA eles estão rigorosamente iguais. Cada um jogou 20 sets e venceu 18. Aliás, estão quase que identicos em games. Ambos venceram 123 games; Federer perdeu 67 e Nadal 68. Uma igualdade difícil de encontrar em um GS.

Como quase todos já sabem, Federer tem 13 títulos no GS, enquanto Nadal tem 5. Federer tem 27 e Nadal 22 anos. Se o espanhol começar a vencer, consistentemente, GS em pisos diferentes, alem de bater o recorde de Pete Sampras, Federer terá que se preocupar com o recorde do espanhol.

Para aqueles que gostam de acompanhar as partidas com um pouco mais de atenção nos detalhes, aqui vão alguns pontos:

Quem conseguir tomar (ficar mais dentro d)a quadra leva vantagem.
O serviço de ambos é vital; não só para se impor, mas também para não deixar o outro crescer no game alheio. A porcentagem do 1º conta bastante.
Aquela devolução cruzada de slice de Federer não funciona tão bem com o canhoto Nadal. Ele tem que passá-la para a paralela ou bloquear reta. Mudanças!
Não sei por que Federer não convida Nadal para vir à rede; ou para passá-lo ou jogar quadradinho.
Não sei por que o suíço não vai mais à rede. Inclusive atrás do serviço aberto no revés.
Os dois devem tentar jogar cruzado com seus respectivos drives. Quem defenderá e trocará de direção melhor?
As duas primeiras trocas de bola são cruciais. Ambos são ótimos em terminar pontos bem começados. Anular o saque adversário, com boas respostas, conta muito.
O espanhol tem a vantagem do canhoto. Especialmente que não tem que mudar sua maneira de jogar, enquanto o suíço é obrigado a mudar e adaptar a sua.
No AA é mais fácil para Federer abrir Nadal no forehand e então atacar no backhand, com subidas ou não, do que em qualquer outro piso. Essa é a principal jogada do suíço para a partida. O espanhol tenta escapar achando a esquerda adversária, neutralizando o ataque.
O espanhol gosta de colocar o suíço para correr com seu gancho de forehand. Essa bola anda muito nessa quadra, mas é mais difícil de ficar fugindo e batendo de forehand do que em outros pisos.
Federer sempre deixou nas entrelinhas que perde para Nadal por conta do massacre físico das partidas. Será que na atual circunstância ele vai abraçar pontos mais longos, que normalmente não lhe são favoráveis?
Emocionalmente Nadal está mais tranqüilo do que Federer. Este tem um recorde a igualar. Para Nadal, na Austrália tudo é lucro.

Para mais detalhes, acompanhe a partida na ESPN a partir das 6h com o Abre o Jogo e às 6:30 com os dois em quadra.

Até agora, ambos têm razões para celebrar.

Autor: Tags: ,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 19:00

Feliz

Compartilhe: Twitter

Depois tantos anos acompanhando partidas de tênis pelo mundo afora, e mesmo nas telinhas, fico feliz em ainda me emocionar em certas partidas. Isso porque, como já escrevi, não sou torcedor, e sim um apaixonado admirador do esporte, o tênis em particular. Gosto de ver qualquer partida e sou de parar na cerca de uma quadra secundária lá no clube para ver as mais veteranas, pela eterna e insaciável curiosidade em acompanhar como as mais diversas pessoas se comportam, quando são desafiadas pelas dificuldades que o jogo de tênis apresenta. Tenho certeza que aqueles que gostam de se testar em quadra, acima ainda de enfrentar adversários do outro lado da rede, entendem minha curiosidade e paixão.

Por isso, ainda estou extasiado pela partida entre Nadal e Verdasco. Estes dias de Aberto da Austrália são um tanto mais complicados para mim, em função de fusos horários alterados, intermináveis horários dedicados aos comentários na ESPN, o trabalho feito ao redor dessas transmissões e a tentativa de manter minhas outras atividades caminhando.

Não vou me alongar nos comentários técnicos do jogo. Por enquanto, deixo isso para vocês se divertirem e se alongarem nos comentários. São bem vindos. Talvez assim vocês possam retomar o espaço que alguns desocupados vem tentando ocupar neste blog que é de tênis, de opiniões e debates – não de ofensas, baixarias, tentativas de intimidação e ignorância afins.

Termino afirmando que estou feliz, bem feliz. O tênis viveu hoje, mais uma vez, um dia magnífico. Dois jogadores elevaram o esporte à altura que o desígnio “Esporte dos Reis” merece. Fernado Verdasco é um tenista que, aos 25 anos, conseguiu, em poucos meses, sair de uma posição cômoda e opaca dentro do cenário mundial, para brilhar na quadra que mostra na sua entrada o nome de um dos maiores da história. O topetudo espanhol mostrou um mar de qualidades, entre elas técnica, garra, coragem, inteligência, determinação, talento, habilidades e coração. E tudo isso não foi o bastante para derrotar esse gigante, esse campeão, esse jogador que enobrece seu esporte.

Competitividade, cavalheirismo e respeito são sinônimos de tênis.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009 Juvenis, Tênis Feminino, Tênis Masculino | 15:53

A final feminina

Compartilhe: Twitter

Não apareceram grandes surpresas na chave feminina. Das quatro tenistas que tinham chance de terminar o evento como líderes do ranking mundial, duas estarão na final no sábado e uma perdeu nas semifinais.

Serena Williams continua sendo a mais perigosa de todas. No dia que ela está decidida jogar é praticamente imbatível. Especialmente pela capacidade de levantar seu padrão nos momentos em que a adversária vai tomar conta do jogo ou mesmo vencer. Uma qualidade rara e valiosa. Se a americana vencer será o seu 10º título de Grand Slam, muito mais do que tinham as outras três semifinalistas; zero.

No início do torneio escrevi que Dinara seria uma das favoritas ao título. Não sou adivinho, mas me mantenho informado e gosta de analisar variáveis para fazer projeções. Para ela, vencer na Austrália, como seu irmão, faz muito sentido. No entanto, acredito que a russa teria mais chances de sair com o título se fosse qualquer outra a adversária. Ainda acho Serena mentalmente mais forte. A irmã de Marat terá que jogar ainda mais do que jogou até agora para intimidar e acuar a adversária. Porque só assim que se bate Serena em uma final. É possível; vocês já viram o tamanho dos braços e da “asa” da moça?

Com o tamanho atual das tenistas, fico imaginando como a Juju Henin se colocava mentalmente para enfrentar essas moças? Será que em dez anos as tenistas serão ainda mais parecidas com as moças do handebol? Habilidades voltarão a falar mais alto, ou tão alto, quanto a força física?

Safina-força russa                         Serena-força americana

Autor: Tags: ,

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 14:37

Patacoada

Compartilhe: Twitter

Quando os organizadores têm que se reunir e realizar um conferencia de imprensa explicando algo que deveria ser claro para todos os envolvidos – jogadores, público e imprensa – é porque algo já está errado e já é inexplicável.

A patacoada que os australianos armaram por conta da tal “Heat Policy”, e a conseqüente decisão de fechar ou não o teto do estádio, tornou-se o assunto mais falado do evento onde os jogos e jogadores deveriam ser o assunto único. Não vou explicar a tal política do calor do pessoal, porque mesmo os tenistas foram unânimes em dizer que não a entendem e, após assistir a entrevista conduzida pelos três patetas, continuo sem entender.

Só digo que a tal regra é baseada em um tal de “Wet Bulb Globe” – não perguntem – que ninguém sabe o que é e que os australiano mantêm como algo subjetivo, justamente para terem a liberdade de fazerem o que bem entendem e na hora que bem entendem. Por conta dos 55 graus nas quadras – é isso mesmo! – e da indecisão dos organizadores, tenistas ficam a beira de um colapso, abandonam partidas, são prejudicados, junto com o público, e os gravatas vermelhas continuam com a razão.

O surpreendente é que os tenistas admitem que não entendem, falam sobre suas insatisfações, insinuam que estão sendo prejudicados e ninguém faz uma reclamação formal. Foi-se a época de personalidades marcantes que não tinham a menor cerimônia de confrontar o status quo quando se sentiam prejudicados.

Azarenko passou mal.            Svetlana, mudança no meio do jogo.

Djoko, caimbras, tonturas e abandono.

Autor: Tags: ,

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 18:34

Rápidas.

Compartilhe: Twitter

Alguns não acham que isso seja determinante, mas insisto, Roger Federer motivado e confiante é um animal distinto de outro sem esses adjetivos. O que ele fez com o argentino é coisa que poucos tenistas são capazes. E não há nenhum desmerecimento para Del Potro. Como o hermano mesmo disse, após a partida: “eu é que não sei explicar o que aconteceu. Perguntem a ele. O cara jogou muito.” Falou pouco, mas falou muito.

Roddick adorou o que aconteceu em quadra ontem – ou foi hoje? Só faltou pular no chão e fazer algumas paradas de braço enquanto Djokovic caia pelas tabelas e pedia ajuda médica. Rivalidade é bom e ele gosta. O americano está mais rápido, perdeu peso e investiu no preparo físico por conta da insistência do novo técnico. Continua sacando muito e voleando pouco, mas a esquerdinha deu uma melhorada, o que já faz uma diferença. Mas, receio, não para o bonitão de Basel.

Rafael Nadal segue no “Padrão Nadal”. Nunca o vi jogar em outro padrão. Nunca vi ninguém tão intenso, talvez com a exceção do Borg. Além disso, melhorou detalhes técnicos e está cada dia mais agressivo com seus golpes. Um tanque.

É interessante lembrar que Simon derrotou Nadal em piso parecido, em Madrid, numa semifinal. O francês se alimenta da força alheia e Nadal não joga de outra maneira. O jogo é de quem errar menos e ali ninguém erra de bobeira. Ainda bem que jogam na sessão noturna, senão alguém sairia da maca.

Verdasco melhorou muito seu jogo. E não foi só após a final da Davis. Um ano atrás o espanhol era mais um “paparra” do que qualquer outra coisa. Agora está rápido e forte fisicamente, e agressivo com os golpes. Um ano atrás seu revés era um golpe unicamente defensivo, hoje ele consegue contra atacar com firmeza e segurança. Gera velocidade com a direita e está sacando como homem – ele que foi o tenista que mais colocou o 1º saque em quadra no circuito em 2008, sinal de quem não gosta de arriscar.

Tsonga é um caso à parte. Deveria mudar para a Austrália – tudo dá certo em Merlbourne. Este ano quase não joga, por conta de uma dor nas costas, que pode reaparecer a qualquer momento. É sacador, gosta de agredir, adora ir à rede acabar com o ponto e cativa o público. Esta noite será a primeira vez, neste torneio, que faço um jogo seu inteiro. Nunca enfrentou Verdasco e seus estilos são bem diversos. Mas as diferenças asseguram um belo confronto.

Na ESPN, esta noite: Dementieva x Navarro, Kusnetsova x William e Tsonga x Verdasco. Aamnhã, às 6:30h, Nadal x Simon.

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 16:51

Para os fãs do Federer

Compartilhe: Twitter

E para os fãs do bom e emocionante tênis tambem. Esta noite a ESPN mostrará um compacto do jogaço entre Federer x Berdich, que aconteceu no fundo da madrugada de sábado para domingo e, por isso, não pode ser acompanhado por todos.

O compacto começa às 22h e terá 1 1/2 de duração. Logo após entraremos ao vivo com Bartoli x Zvonareva e Roddick x Djokovic. Surpresas quase sempre acontecem.

Autor: Tags: , , , ,

Tênis Masculino | 15:15

Fotos

Compartilhe: Twitter

DIZEM QUE UMA IMAGEM VALE 1000 PALAVRAS.

Jo-Wilfried – alter ego Muhamed Ali

Svetelana – sempre na marra.

Nadal – gostei da foto.

Monfils e Simon – amigos fora e dentro da quadra.

Murray – como disse seu rival suíço, Grand Slam é outro animal.

 

Navarro – talento raro.

Verdasco – Aninha fez bem para ele. Ele nem tanto.

Blake – something is rotten in Merlbourne.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 25 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 19:13

A vontade.

Compartilhe: Twitter

Quando saia do prédio da ESPN esta manhã, cruzei com Jaime Oncins chegando para comentar as partidas da matinê tenística. O tenista, com uma tremenda cara de sono, disparou, com um misto de surpresa e ironia: “sobrou para você esta noite”. Ele iria começar o seu turno de trabalho às 6:30h e sabia que eu estava ali desde as 22h.

Ignorando o que entendi ser um não tão camuflado sarcasmo, respondi perguntando se ele tinha acompanhado a partida do Federer. Com os olhos ainda inchados, balançou a cabeça. Ouviu, surpreso e atento, uma breve descrição da partida; calado, se contentou em caminhar para comentar a partida de Djokovic ou Dokic, sei lá. Atualmente, boa parte das terminações tenísticas é em “ova” ou “ic”. Ainda prefiro surpresas em “er”ou “al”.

Desde o meio da temporada passada escrevo, e falo, que Roger Federer teria que acrescentar boas pitadas de garra e determinação em sua receita tenística recheada de talento e habilidades. O suíço estava virando garotinha de tenistas que nunca o incomodaram nos seus áureos tempos. Do alto de seu pedestal marmóreo, Federer via, com uma freqüência maior do que gostaria, a banda alheia passar.

Seus resultados começavam não só a colocar em dúvida sua capacidade de bater o recorde de Pete Sampras, algo que há um ano era considerado favas contadas, como a sua disposição de correr atrás do topo do ranking mundial, de onde, durante anos, reinou sobre os mortais que passavam por seu caminho com uma raquete na mão.

O talento e a habilidade, presentes do Divino, ainda estavam no seu domínio. O que faltava, e cada vez mais, era a determinação, tão subjetiva quanto invisível e tão real quanto a fé. Roger Federer está, a mais tempo do que o bom senso indicaria, no limbo dos que peregrinam pelo circuito profissional em busca do paraíso, cuidando para não despencar ao inferno.

Ontem, e já não é nenhuma novidade, Federer escolheu sacar e imediatamente perdeu seu serviço. Passou as próximas duas horas e meia correndo atrás do prejuízo causado pela sua recente, e já velha, mania de não casar suas qualidades inerentes com outras necessárias para ser um Dominador entre profissionais.

Talvez ele tenha cansado de perder para adversários como Berdich, a quem tinha vencido em seis das sete oportunidades que se cruzaram em uma quadra. Talvez tenha entendido, finalmente, o que ainda tenho minhas dúvidas, que não é desmerecimento suar a camisa para conquistar o que lhe é de direito; e até obrigação, considerando a benção que recebeu e pela qual nada pagou.

O fato é que, e fazia tempo que não, Federer correu atrás do prejuízo, com características que estamos mais acostumados a ver em tenistas da estirpe de um Nadal. A verdade é que poucas coisas são tão inspiradoras, envolventes e prazerosas de acompanhar, como a oportunidade de acompanhar um artista capaz de congraçar o Divino com aquilo de mais precioso que só o homem pode buscar e oferecer: a sua vontade. 

 

Federer: um pouco mais de garra.

Autor: Tags:

sábado, 24 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 18:30

Nos canais ESPN.

Compartilhe: Twitter

Esta noite a ESPN mostrará, a partir das 22 h, as seguintes partidas:
J. Del Potro (ARG) vs. M. Cilic (CRO)
D. Safina (RUS) vs. A. Cornet (FRA)
T. Berdych (CZE) vs. R Federer (SUI)

Pelo menos esse é o plano.
A primeira será um conflito de estilos como já foi a partida anterior do Del Potro. O croata tem a mão pesada e é bem agressivo.
A segunda será uma maneira de ver a nova, mais fina e perigosa Safina, enfrentando a “sexpot” francesinha que foi censurada por conta de seus insinuantes uniformes.
A última, no meio da madrugada, a oportunidade de acompanhar Federer enfrentar o perigoso Berdich. Fora outros flashs que aparecem pelo caminho.
Nenhuma destas partidas deverá ser repetida na programação dos canais ESPN, que têm suas grades completas no fim de semana. Se você quiser acompanhar qualquer uma delas trate de separar a pipoca, a goiabada, a cerveja e o café para atravessar a madrugada comigo e o Marco Antonio.

Pela manhã; Dokic x Kleibanova, Djokovic x Baghdatis na ESPN e Jankovc x Bartoli e Petrova x Zvonareva na ESPN-BRASIL, tudo a partir das 6:30 da manhã, com o Maraucci/Everaldo e Oncins/Vaughn respectivamente. 

Autor: Tags:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009 Tênis Masculino | 18:23

Elegância e ignorância

Compartilhe: Twitter

Mais uma vez a ignorância invadiu as arquibancadas do tênis. É sempre a mesma coisa em qualquer lugar. Pessoas que não tem nada a ver com o tênis e só aparecem para dar vazão a sua própria insipiente agenda. Acabam estragando uma celebração que nada tem a ver com suas idiotices.

Houve uma enorme imigração de iugoslavos para a Austrália e parte das diferentes etnias dos países balcânicos não conseguiram deixar seus ódios e diferenças para trás e abraçar o espírito australiano de encarar a vida. Alguns se tornaram tenistas, como Dokic e Tomic, a nova sensação australiana.

Os países iugoslavos são de gente brava e orgulhosa, a quem respeito pela sua história. Mas, como tantos tribos/povos, ainda fazem questão de proclamar e viver seus ódios, e pecam em não terem aprendido administrar suas diferenças e serem capazes de olhar para o futuro de uma maneira que assegure o bem estar de todos os envolvidos.

Essa ignorância é antiga e viciosa no cenário dos Bálcãs e, infelizmente, não é novidade no Aberto da Austrália. Em 2007 ficou famosa a briga que feriu dezenas de pessoas. É ainda mais antiga. Em 1991 o brasileiro Luiz Mattar enfrentou o croata Goran Prpic em Merlbourne. De um lado a torcida croata fazia um barulho infernal. Do outro, o resto dos iugoslavos torciam, com a mesma sofreguidão, para o brasileiro, que nunca teve tanto apoio “down under”. A certa altura do jogo, as torcidas foram para o pau ali mesmo e a partida foi interrompida por mais de meia hora enquanto a polícia colocava os sobreviventes para fora.

O que aconteceu ontem no Melbourne Park está mais para os moldes do que acontece nos campos futebol, uma cultura que alguns bem raros, com certeza por ignorância total da história do esporte branco, tentam importar também para este blog. Assim como lá, não são bem vindos.

O sérvio Djokovic e o bósnio Delic – elegância em quadra

Sérvios e Bósnios – ignorância nas arquibancadas.

 

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última