Publicidade

Arquivo de outubro, 2008

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 21:27

Antiinflamatórios e gelo.

Compartilhe: Twitter

Parece combinado, mas não foi. Os dois melhores tenistas do mundo abandonaram o último grande torneio do ano no mesmo dia. A organização deve ter entrado em depressão. O público parisiense só recuperou, parcialmente, o bom humor – talvez isto seja uma piada – após a vitória, na bacia das almas, do Tsonga sobre o Roddick, que continua sendo saco de pancada nos momentos cruciais dos grandes eventos.

O Nadal já havia avisado, no início da semana, que seu físico estava nas últimas. Eu já escrevi, mais de uma vez, que o espanhol terá que levar seu corpo a pão-de-ló até o fim da carreira para não vê-la abreviada. Seu estilo é brutal e o rapaz não é de largar bola nem jogo. Para sair de quadra, como hoje, é porque a coisa estava feia.

Mais uma vez, fica evidente que ele e seu grande rival, e isto que o digam seus fãs mais radicais – que não são federistas nem nadaletes, são mesmo maluquetes -, possuem estilos distintos, dentro e fora da quadra.

Federer sequer entrou em quadra por conta de dores nas costas. Nadal, talvez por respeito ao público, apareceu, jogou um set e abandonou.

Qualquer insinuação a respeito da decisão e ação desses dois tenistas, eu vejo como infundadas, e deixa evidente o desconhecimento sobre a personalidade e caráter de ambos, até por tudo que apresentaram até hoje. Se meus leitores preferem ficar se torturando e acusando nos comentários, ao invés de acrescentar colocações que acrescentem ao tópico, paciência; é o nome de vocês que está em jogo.

Federer afirmou que na sua carreira as dores nas costas sempre foram uma constante, porém não a ponto de forçar um abandono de torneio como hoje. Ele sentiu a pinçada na partida contra Celic e esperava melhorar à noite, o que não aconteceu. Pelas declarações, percebo que o suíço achou melhor se poupar, não deixar a contusão se agravar e tentar jogar o Masters, onde defende o título.

Nadal é um tenista muito mais “físico” e exigente de seu corpo do que Federer. Na entrevista, o espanhol disse que tinha dores no joelho desde o início da semana e que contra Monfils piorou. O médico do torneio lhe receitou antiinflamatórios, mas pouco adiantou. Disse também que daquele jeito não ganharia de ninguém, mas não explicou porque entrou para “jogar” um set. Como escrevi, prefiro pensar que foi por respeito ao público.

No fim da entrevista, Nadal voltou a bater na tecla de que o calendário é longo e é difícil chegar no fim da temporada com o corpo são. Agora, como membro do conselho da ATP, ele e Federer, o presidente, podem fazer algo a respeito.
Quem joga sabe que tenistas têm algum tipo de dor 2/3 do tempo em quadra. São dependentes em antiinflamatórios e gelo. Para aqueles que progridem com regularidade nos torneios é mais grave. Quando jogam em quadras duras ou carpetes, onde é mais difícil escorregar, brecar e trocar de direção pior ainda. Apesar disso, eles continuam jogando. O tenista precisa ter algo seriamente errado com seu corpo, ou com seu caráter, para abandonar partidas e/ou eventos. Nadal e Federer não fazem parte desse último clubinho de cafajestes.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 00:44

D-joker

Compartilhe: Twitter

Pete Sampras já dizia que chegar lá é a parte mais fácil – o difícil é permanecer. Novak Djokovic deve estar imaginando o quanto de verdade tem a afirmação do americano.

Depois de ter um ótimo, e promissor, 2007, iniciar a temporada vencendo o Aberto da Austrália e logo começar a cantar de galo pelo circuito afora, o sérvio começa a descobrir quantas encruzilhadas o circuito profissional pode apresentar.

Ele ainda ganhou, no primeiro semestre, Indian Wells e Roma, além de algumas semifinais. Porém, para um cara que deixou claro – ou pelo menos sua família, que funcionava explicitamente como porta-voz do pimpolho, pelo menos até levarem um cala boca do normalmente elegante Federer – que o rei (Federer) estava morto e um novo rei seria posto, no caso ele, a temporada ficou com um gosto de quero mais.

No segundo semestre Djoko foi um bem pago coadjuvante para os donos do galinheiro – Nadal e Federer – e ainda teve que assistir Murray se firmar como tenista e, definitivamente, ameaçar sua posição. As ultimas semanas foram ainda mais frustrantes.

Djoko é um grande competidor, mas não tem o arsenal físico de Nadal, o talento natural de Federer e as habilidades de Murray. Fique claro, é um grande tenista, especialmente com sua velocidade, sua capacidade de subir de jogo em momentos importantes e seu coração lutador. Tem golpes sólidos, mas não tem um golpe devastador – tem que trabalhar duro para vencer os pontos e partidas, o que a esta altura da temporada começa a incomodar ainda mais.

À parte disso, de mais de uma maneira, Djoko ainda é um garotão e as macaquices que andou fazendo, e que ainda fazem parte de sua personalidade – tipo entrar de máscara em quadra na 1ª rodada de Paris – o colocaram do lado errado com alguns tenistas e o deixaram, de certa maneira, fragilizado ao enfrentar adversários que não ficam muito felizes em perder para quem consideram um “Joker”.

Durante as férias escreverei um pouco mais desse grande jogador e interessante personagem. Uma época onde Djoko terá que repensar os dois momentos distintos que teve na temporada. O sucesso estrondoso do 1º semestre versus o frustrante, pelo menos para as expectativas que criou, do 2º semestre.


D-joker ou Green Hornet?

Autor: Tags:

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 01:21

De quatro.

Compartilhe: Twitter

A época mais difícil e chata da temporada tem que ser a de quadras cobertas. Felizmente, atualmente ela é um pouco mais breve do que há alguns anos atrás, ou pelo menos existem mais opções.

À parte do fato de ser mais agradável, para tenistas e público, jogar e assistir à céu aberto, o mais irritante para os jogadores é a dificuldade para conseguir quadras e horários para treino.

Enquanto durante a temporada “outdoors” dificilmente há uma escassez de quadras em um torneio, nos torneios indoors é um verdadeiro martírio conseguir treinar. Inclusive aí aparece uma das vantagens dos europeus e americanos no circuito. O espanhol perde no Torneio de Paris, pega um avião e em uma horinha está em casa, treinando, comendo seu prato favorito, vendo a namorada, saindo com amigos, recarregando o emocional.

O sul-americano, não importa em qual continente, está sempre danado. Continua vivendo em hotel, o que odeia, comendo em restaurantes, que depois de tantas viagens também é um saco, e sempre buscando lugar para treinar. Se estiver em torneios indoors então – dá vontade de cortar os pulsos. Lembro que o Vilas, um tremendo cu-de-ferro, às vezes acordava às quatro da manhã, treinava das cinco às sete, voltava à cama, almoçava e voltava à quadra para competir no começo da noite. E, na maioria das vezes, é impossível fazer isso mesmo que algum maluco queira.

O que acaba acontecendo é ter que fazer mil macaquices e sacrifícios para encontrar um horário e, na maioria das vezes, ainda ter que dividir a quadra para aquecer. Treinar, só em outro local. O video abaixo dá uma idéia dessa realidade.

No Torneio de Paris, três tenistas entre os “top ten” (quem é o 4º, Rochus?), imaginem os tenistas que não são estrelas, são obrigados a dividir a quadra para aquecer para seus respectivos jogos. E quem joga sabe o “corta físico” que é treinar de quatro.

Autor: Tags:

terça-feira, 28 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 15:58

A caminho de Xangai e 2009

Compartilhe: Twitter

O Masters Series de Paris é um evento que fala por si ao reunir os melhores do mundo; os únicos que não comparecem são os que estão afastados por contusão. Vai além – por ser o último evento da temporada, oferece algumas atrações extras. Este ano, à parte de determinar as três vagas restantes para o Masters de Xangai, o Aberto de Paris é a ultima oportunidade para os tenistas de ponta deixar suas impressões sobre o que será a temporada 2009.

Os já classificados para o Masters são: Nadal, Federer, Djoko, Murray e Davydenko. Os que jogam para ficar com as ultimas três vagas; Roddick, Del Potro, Simon, David Ferrer, James Blake, Tsonga, Wawrinka e Nalbandian ainda brigam. As possibilidades de cada um obedecem a ordem da lista. Nas duplas, no que nos diz respeito, os brasileiros Sá e Mello têm que ficar com o título e torcer para que os poloneses Fyrstenberg e Matkowski e Coetzee e Moodie caiam antes das semifinais.

À parte do nosso interesse pela sorte dos mineiros, que não parece ser muito favorável, torço para que Del Potro se de bem. Quanto aos outros, eles que decidam. Meu maior interesse será em ver como os G4 do tênis atual se apresentam e, especialmente, se alguém de fora desse qualificado grupo nos acena com novas esperanças de qualidade para a temporada que começará a pegar fogo a partir de 19 de janeiro com o Aberto da Austrália.

Autor: Tags:

segunda-feira, 27 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 10:57

Agora Lula é um leitor

Compartilhe: Twitter

Não quis escrever a respeito no post sobre a visita de Kuerten ao presidente Lula, mas já que um dos leitores colocou um comentário, aproveito. O tenista chegou ao Palácio da Alvorada com o livro “Gustavo Kuerten e Roland Garros – uma história de amor”, escrito por este blogueiro e, sem falsa modéstia, o melhor já escrito sobre tênis em nosso país.

Na época, a idéia, era deixar um legado bem documentado sobre a trajetória de nosso maior tenista para a posteridade. Algum dos leitores tem idéia de como foram os detalhes das participações de Maria Esther nos Grand Slams por ela vencidos? Pois é! Daqui a 50 anos a história do manézinho poderá ser verificada e acompanhada graças ao livro, algo impossível de se fazer com as vitórias de Maria Esther, que aconteceram cerca de 50 anos atrás.

Posso garantir que o livro deu um trabalho cão, não só para escrever, como para produzir e editar, também feitos por mim, além de correr atrás do dinheiro para publicá-lo como o foi. O livro com 290 páginas e mais de 300 fotos ganhou dois prêmios e continua sendo vendido nas melhores livrarias e no site tenisbrasil.

Tenho em casa um video de Kuerten afirmando na TV que “agora Gustavo Kuerten tambem é cultura”, assim como um exemplar autografado por Gustavo Kuerten, onde ele escreveu a seguinte dedicatória: “A história está feita e documentada para sempre. Num livro muito bem elaborado com amor, carinho. Parabéns, sucesso, felicidades. Obrigado Paulo. Assinado Gustavo Kuerten.

Confesso que o fato de Kuerten entregar o livro autografado para o presidente Lula é um bem vindo reconhecimento à minha parcela de esforço para que os feitos do nosso tênis sejam preservados. Apesar de ser um não leitor confesso, espero que Lula seja, ao menos, um curioso.


Kuerten ainda com o livro nas mãos


Kuerten autografa – Lula observa.


Lula – dá que eu vou ler!

Autor: Tags:

domingo, 26 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 22:06

Três torneios

Compartilhe: Twitter

Por força do meu trabalho acompanhei o Torneio de Lyon, onde o que não faltava era francês – 14, metade da chave. O título ficou com um sueco, Soderling – batendo Benneteau, um francês, na final – que soube manter seu emocional sob controle, mesmo nas situações mais bicudas. Foi em Lyon, em 2004, que Soderling venceu também seu primeiro título na carreira, o que bastaria para o sueco pensar em mudar para lá. Além de tudo a comida é maravilhosa.

Na Basiléia, onde a comida não é nada para se pegar a estrada, Roger Federer continua a se sentir em casa. Faturou o terceiro título seguido na frente da família, vizinhos e amigos, o que sempre é legal, mas tambem estressante.

Na final, Federer bateu seu arqui rival Nalbandian – os dois se enfrentam desde meninos e agora o recorde é 10×8 a favor do suíço. A final é boa noticia para os federistas e, de certa maneira, para os hermanos. Nalbandian está atento e focado, o que já é mais do que o padrão do argentino.

Quanto a Federer, deve estar contente por ter aprendido a jogar em casa. Nas seis primeiras vezes que lá jogou não chegou ao título, que só veio em 2006, 2007 e agora. Além disso, deixou o suíço um pouco mais confiante para Paris e Xangai, que é o que restou da temporada. Sem contar a espetacular final da Davis. Mas esta só para espanhóis e argentinos.

Na deslumbrante St. Petersburgo, onde não faltaram russos, o inglês Murray seguiu no embalo, defendendo o título conquistado no ano passado. Foi a final mais fácil das três – 6/1 6/1 para cima de Andrei Golubev do Casaquistão. Ainda bem que o cara perdeu, senão até o Casaquistão estaria melhor do que nós.

Este foi o quinto título de Murray na temporada, o que faz do escocês uma das estrelas da temporada 2009. Nadal, Federer, Djoko e Murray, qualquer um deles pode vencer qualquer título da temporada. O que assegura a emoção – chega de previsibilidade – até porque outros tenistas devem desabrochar nos próximos meses.

O intervalo das temporadas será uma boa hora para falar sobre as expectativas de novos valores para o ano seguinte. Já posso imaginar que venham idéias e sugestões de meus leitores. Além disso, comecem a pensar nas pautas das férias, o momento de matar as curiosidades e se embrenhar por idéias mais elaboradas.


Federer e Nalbandian – as feições dizem tudo

Autor: Tags:

sábado, 25 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 22:06

Kuerten, Lula e Hesse

Compartilhe: Twitter

De camiseta amarela do Banco do Brasil, Gustavo Kuerten esteve no Palácio da Esplanada fazendo uma visita ao presidente Lula. O encontro foi patrocinado pelo BB, com quem o tenista voltou a assinar um contrato, após ser dispensado pela diretoria anterior do banco.

O BB deve ter percebido que um dos melhores contratos que teve em seu portfólio foi com o tenista e que carisma e personalidade não somem da noite para o dia.

O comunicado de imprensa fala em coincidência de agendas, mas duvido que Kuerten tenha ido a Brasília sem ter o encontro devidamente amarrado pelo banco. E por que Lula não o receberia? Temos eleições este Domingo, o tenista continua sendo um dos esportistas de maior carisma e prestígio junto ao público, e ainda é capaz de oferecer declarações do tipo: “Ele parece muito preparado e otimista para enfrentar um momento de crise como o atual”. Ponto, set e match.

Em Floripa, Kuerten volta a se preparar para o vestibular. Dizem que prestará para matemática e “arte cênicas”. Antes eu tinha lido matemática e música. O interesse pela matemática eu já tinha ouvido da boca dele há alguns anos. Kuerten tem uma das mentes mais ágeis e lógicas que conheci. A música sempre foi um hobby. Ele adorava ficar cantando pelos cantos das quadras e depois que aprendeu tocar violão e guitarra a paixão aumentou.

Como já tem um caminhão de milhões de dólares, fico imaginando se na sua cabeça, e coração, ganhará a lógica ou a fantasia. Talvez, como Hermann Hesse escreveu no “Jogo das contas de vidro”, as duas tenham mais em comum do que se imagina.


Hesse contemplando na Suíça, imagem mais lúdica do que Kuerten de amarelo em Brasília

Autor: Tags:

sexta-feira, 24 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 23:43

Meninas

Compartilhe: Twitter

Acabei de ler uma longa matéria sobre o tênis feminino feita pelo colega e amigo Fabio Sormani, que tem um blog de basquete aqui no iG. Sormani, apesar de muito ligado ao basquete, sempre foi fã do tênis, especialmente o feminino.

Antes de escrever, Sormani conversou comigo, outros colegas e algumas tenistas. Vale dar uma olhada, clicando AQUI.

Como não podia deixar de ser, certas colocações são óbvias e quase unânimes, outras não têm o mesmo consenso. No artigo, Fabio escreve sobre massificação, confederação, patrocínio e outras coisas mencionadas nas conversas. Fabio colocou algumas de minhas colocações e é sobre elas que escrevo.

O seguinte parágrafo está lá. “O tênis é um esporte individual, ao extremo, enquanto nossas meninas preferem atividades mais agregadoras. O tênis profissional é extremamente competitivo, desgastante emocionalmente. Tem as viagens e, além disso, elas têm que abrir mão de todas as coisas que meninas parecem priorizar. Quando elas têm que enfrentar a estrada para se profissionalizar, simplesmente desmoronam emocionalmente, pois ficam carentes da família e dos amigos; ficam saudosas”.

Uma das tenistas que falou com Sormani foi Dadá Vieira, a última tenista brasileira que se classificou entre as 100 do mundo. Dadá é um exemplo do que eu disse acima. Convivi um pouco com ela, inclusive as Olimpíadas de Barcelona, e vi o quanto ela odiava viajar e sofria com o circuito. Ela era simplesmente infeliz e sempre sofrendo – não há muita chance de sucesso nesse cenário.

Outro parágrafo meu que Fábio transcreve: “Na Rússia, as mulheres estavam passando fome e tinham apenas duas alternativas: se prostituirem ou virarem esportistas. Boa parte optou pela segunda alternativa, por isso há tantas russas hoje se sobressaindo no esporte de uma maneira geral e principalmente no tênis”. Eu me refiro à Russia pós-queda do comunismo quando o país caiu no caos, os empregos se foram e a maioria das pessoas vivia à beira da miséria. É um exagero limitar as opções às duas mencionadas, mas dá uma boa idéia da realidade de então.

Prefiro entrar no argumento, usado no artigo, e por mim colocado, de que as meninas aqui simplesmente não gostam de enfrentar as dificuldades exigidas para se tornar profissionais. Enquanto que as russas crescem enfrentando agruras – vocês já devem ter lido sobre as durezas enfrentadas por tenistas como Sharapova, que não tinha o que comer, ou mesmo a Ivanovic, que treinava dentro de uma piscina vazia, andava horas para poder jogar enquanto se desviava de tiros e mísseis.

Aqui a menina acorda, deixa a cama e o quarto uma zona, a empregada arruma o café da manhã, a mãe a leva para a escola, pega, leva para o clube, reclamam de falta de patrocínio, faz cara feia quando o técnico exige e dá uma dura, ameaça largar tudo e larga o técnico e pega outro que a leva na maciota enquanto explica que perder faz parte, desiste quando a adversária passa na frente, acha a vida um saco, o namorado uma beleza, o shopping também, ônibus é coisa de pobre etc. Vai ganhar de quem, em um esporte extremamente individual e onde não dá para jogar a culpa da derrota em ninguém? A não ser na falta de patrocínio, no técnico que é ruim, na confederação que é omissa, no juiz que é ladrão, no país que é longe da Europa, na raquete, na bolinha, na quadra…. Tudo verdade, mas desculpa não ganha jogo e a Maria Bueno e o Gustavo Kuerten, em condições iguais ou piores, foram campeões.

Tenho cá minhas idéias do que se fazer a respeito, mas acho melhor abordar em outra hora. Se interessar vocês me cobrem. Assim como essa história que o Kirmayr menciona no artigo – a paranóia dos pais que os técnicos vão comer as filhinhas deles. Ali o Sormani achou que eu endossava o mencionado pelo Kirmayr, mas não, no caso, o buraco é mais embaixo.

Autor: Tags:

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 11:40

Lyon na ESPN-BRASIL

Compartilhe: Twitter

Começo hoje a comentar na ESPN-BRASIL o Torneio de Lyon. O evento, que sempre foi um dos favoritos de Gustavo Kuerten, não me perguntem por que, acontece sobre uma “carpeta indoors”, como dizem os hermanos, um piso rápido que um dia favoreceu os sacadores/voleadores. Atualmente para cada bom sacador há um bom devolvedor e o tênis mudou suas características e estratégias. Mas não vamos desviar o assunto.

Hoje temos uma partida às 15h e outra que vai ao ar às 22h. A primeira é entre a sensação francesa, o “cinturinha engessada” Gilles Simon e o italiano Andreas Seppi; mais uma oportunidade para se verificar o que o “Magro” tem que de especial.

O jogo das 22h será um clássico entre dois franceses: Jo “Ali” Tsonga e Fabrice “Mago” Santoro. Uma oportunidade para os que estão com saudades daquele que poderia se tornar um tenista-sensação, tanto pelo potencial técnico como pela personalidade, e o veterano que vem encantando as arquibancadas há 18 anos. Fabrice é um dos meus favoritos, por tudo que sabe fazer com uma raquete, e esta deve ser uma das ultimas oportunidades de acompanhar suas mágicas. Os rumores são que ele abandona as quadras no fim da temporada. Mas como jogou até agora, completa 36 anos em Dezembro, e é um dos melhores duplistas do mundo, sabe-se lá o que vai acontecer.

As transmissões continuam na sexta-feira às 14h (duas partidas), no sábado as semis a partir das 13:30h e no Domingo a final às 16h.

Ainda estão vivos no torneio Roddick, Soderling, Mathieu, Ferrero e Gasquet. Acompanhem.

Autor: Tags:

quarta-feira, 22 de outubro de 2008 Tênis Masculino | 20:41

Quer ir à Mar del Plata?

Compartilhe: Twitter

Entro no vestiário do clube e um conhecido me pergunta se sei de algum pacote para assistir a Copa Davis. Não sei, mas ele já sabe. E não está muito feliz, pois estão lhe cobrando pelos ingressos de U$250 a U$1.500. Fico um tanto surpreso e vou atrás das informações.

Estou vendo que essa final da Davis em Mar Del Plata vai dar muito pano para manga. Os rumores, porque oficialmente não há nada, a maioria dos ingressos custará entre U$400 e U$800 pelos três dias. A AAT só venderá o pacote de três dias, o que não é novidade. Dos 12 mil lugares do estádio, cerca de 4 mil serão colocados à venda ao público.

O resto, segundo um dirigente argentino, será assim dividido: 2 mil para cartolas locais, tenistas e imprensa. 1200 para os espanhóis, o que, com certeza, foi imposto pela FIT, mas duvido que venham tantos. 3000 para patrocinadores em geral, o que será uma festa à parte. Sei que os números não batem, mas a explicação é deles. Os cartolas esperam arrecadar cerca de U$4 milhões com os ingressos, fora a festa com os que não serão vendidos.

A confusão que essa postura da AAT irá causar eu não quero nem ver. Na Argentina a procura por ingressos está uma loucura e o pessoal de lá não aceita qualquer desmando calado. Em Mar Del Plata, onde acontecem outros três congressos na mesma semana, o pessoal local começa a ofertar lugares em suas casas. Ou seja, o bicho vai pegar.

Eu estava pensando em ir, e até teria ingressos na faixa. Porém, mais uma vez, chego à conclusão que a TV é uma grande opção. Quem ainda estiver motivado entre no site http://www.ticketek.com.ar/ a partir do dia 3 de novembro que eles estarão vendendo os ingressos. Aposto que o servidor irá cair.


É aqui que o bicho vai pegar

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última