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Arquivo de julho, 2008

quinta-feira, 31 de julho de 2008 Tênis Masculino | 19:59

O lado escuro.

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A derrota de Roger Federer para o croata Ivo Karlovic não podia ser mais simbólica. O suíço foi derrotado por um de seus fregueses e com isso fica a um passo de perder o mais longo reinado interrupto na história do ranking da ATP. Ao contrário do que o pessoal da Sportv está dizendo no ar, o espanhol Rafael Nadal ainda não é o 1º do ranking – só será, na próxima segunda-feira, se vencer o Torneio de Cincinnati. O resto é má informação.

A verdade é que quase todos eram fregueses de Federer até o fim de 2007. Agora, até o maior dos fregueses é um perigo. Foi-se a confiança, a certeza das vitórias, o respeito antecipado, a vitória na encarada.

Se isto fosse um blog de auto-ajuda, eu escreveria que confiança é vencer o tie-break. Federer perdeu dois, no mesmo jogo, para um cara que sempre o respeitou e entregava partidas de bandeja – foram seis seguidas – ao Mestre. Não mais.

Hoje Federer está conhecendo o lado escuro do tênis – aquele onde o tenista duvida, cada vez que entra em quadra, se irá vencer. É o inferno, que todos os tenistas mortais tiveram que encarar em algum ponto da carreira. Chegou a hora da onça beber água daquele que muitos acreditam ser o maior tenista de todos os tempos. A hora de procurar a luz e a força no seu intimo e provar que todos estavam certos.

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Tênis Masculino | 19:59

O lado escuro.

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A derrota de Roger Federer para o croata Ivo Karlovic não podia ser mais simbólica. O suíço foi derrotado por um de seus fregueses e com isso fica a um passo de perder o mais longo reinado interrupto na história do ranking da ATP. Ao contrário do que o pessoal da Sportv está dizendo no ar, o espanhol Rafael Nadal ainda não é o 1º do ranking – só será, na próxima segunda-feira, se vencer o Torneio de Cincinnati. O resto é má informação.

A verdade é que quase todos eram fregueses de Federer até o fim de 2007. Agora, até o maior dos fregueses é um perigo. Foi-se a confiança, a certeza das vitórias, o respeito antecipado, a vitória na encarada.

Se isto fosse um blog de auto-ajuda, eu escreveria que confiança é vencer o tie-break. Federer perdeu dois, no mesmo jogo, para um cara que sempre o respeitou e entregava partidas de bandeja – foram seis seguidas – ao Mestre. Não mais.

Hoje Federer está conhecendo o lado escuro do tênis – aquele onde o tenista duvida, cada vez que entra em quadra, se irá vencer. É o inferno, que todos os tenistas mortais tiveram que encarar em algum ponto da carreira. Chegou a hora da onça beber água daquele que muitos acreditam ser o maior tenista de todos os tempos. A hora de procurar a luz e a força no seu intimo e provar que todos estavam certos.

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quarta-feira, 30 de julho de 2008 Tênis Masculino | 12:05

Negócio da China

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Acaba a temporada, mas os tenistas continuam correndo atrás da grana. Depois vão reclamar do calendário. No que se pode chamar de um negócio da China, Roger Federer concordou em jogar, por um caminhão de dinheiro, uma duplinha na China. Seu parceiro será Bjorn Borg, enquanto seus adversários seriam John McEnroe e mais um. O mais um no caso seria Rafael Nadal, se a Espanha perder dos EUA nas semifinais da Copa Davis. Senão, pode entrar James Blake, o que seria como tirar o biscoito da fortuna dos chineses.

A idéia é colocar de um lado os reis da cocada preta em Wimbledon e do outro aqueles que vieram acabar com suas respectivas festas – lembre-se que após perder para Big Mac em Wimbledon e U.S. Open, Borg, aos 25 anos, achou que era hora de pendurar a raquete. Antes das duplas aconteceria uma simples entre os antigos rivais e outra entre os atuais. Uma festa.

O evento acontece em Macau, cidade que vem investindo para ser a Las Vegas da Ásia. Foi colônia portuguesa hoje é uma das administrações especias da China, a outra é Hong-Konge e é onde rock’n’roll na China.

Quem vem promovendo eventos tenisticos por lá é o brasileiro Lincoln Venâncio que há 20 anos foi para a China e ficou. Ainda não tenho certeza que ele está envolvido na exibição, mas pretendo descobrir.

venetian macau, local da exibição

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Tênis Masculino | 12:05

Negócio da China

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Acaba a temporada, mas os tenistas continuam correndo atrás da grana. Depois vão reclamar do calendário. No que se pode chamar de um negócio da China, Roger Federer concordou em jogar, por um caminhão de dinheiro, uma duplinha na China. Seu parceiro será Bjorn Borg, enquanto seus adversários seriam John McEnroe e mais um. O mais um no caso seria Rafael Nadal, se a Espanha perder dos EUA nas semifinais da Copa Davis. Senão, pode entrar James Blake, o que seria como tirar o biscoito da fortuna dos chineses.

A idéia é colocar de um lado os reis da cocada preta em Wimbledon e do outro aqueles que vieram acabar com suas respectivas festas – lembre-se que após perder para Big Mac em Wimbledon e U.S. Open, Borg, aos 25 anos, achou que era hora de pendurar a raquete. Antes das duplas aconteceria uma simples entre os antigos rivais e outra entre os atuais. Uma festa.

O evento acontece em Macau, cidade que vem investindo para ser a Las Vegas da Ásia. Foi colônia portuguesa hoje é uma das administrações especias da China, a outra é Hong-Konge e é onde rock’n’roll na China.

Quem vem promovendo eventos tenisticos por lá é o brasileiro Lincoln Venâncio que há 20 anos foi para a China e ficou. Ainda não tenho certeza que ele está envolvido na exibição, mas pretendo descobrir.

venetian macau, local da exibição

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terça-feira, 29 de julho de 2008 Tênis Masculino | 13:10

Emoção extra em Cincinnati

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Para os eternos presentes fãs de Federer e Nadal que quiserem seguir o Torneio de Cincinnati com um adicional de emoção saibam que; se Rafael Nadal vencer o torneio, e Federer perder antes das semifinais, o espanhol passa a ser o 1º do ranking. São 300 pontos de diferença entre os dois.

Vale lembrar um detalhe curioso. Por conta das Olimpíadas, que adiantou os torneios do Canadá e Cincinnati em duas semanas , os pontos destes eventos conquistados em 2007 permanecem mesmo depois dos torneios de 2008 acontecerem. A regra do ranking diz que os pontos ficam por 52 semanas. Assim, os pontos da final do Canadá e a vitória em Cincinnati ficam mesmo após os torneios, o que dá uma sobrevida ao suíço, que deve perder sua condição de “numero uno” cedo ou tarde.

Outro detalhe interessante para este ano é que essa parte da temporada virou uma sinuca de bico para os tenistas. Se antes dava para dar uma descansada após Cincinnati e antes do U.S Open, que carrega a importância de ser o ultimo GS da temporada, este ano os tenistas jogam Canadá, Cincinnati, Olimpídas, que tem um peso todos especial para os jogadores, inclusive Federer e Nadal, e então o U.S Open. Em que condições físicas e emocionais cada um chegará a esse GS é uma incógnita.

Apesar de muito forte, Nadal sofre fisicamente nas quadras duras, enquanto Federer é um tenista muito bem protegido fisicamente.

O espanhol é o 2º do ranking há 158 semanas e, até pela idade, certamente tem sonhos mais ambiciosos. Quantos as ambições do suíço, que é o 1º do mundo há 235 semanas, é melhor aguardar.

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Tênis Masculino | 13:10

Emoção extra em Cincinnati

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Para os eternos presentes fãs de Federer e Nadal que quiserem seguir o Torneio de Cincinnati com um adicional de emoção saibam que; se Rafael Nadal vencer o torneio, e Federer perder antes das semifinais, o espanhol passa a ser o 1º do ranking. São 300 pontos de diferença entre os dois.

Vale lembrar um detalhe curioso. Por conta das Olimpíadas, que adiantou os torneios do Canadá e Cincinnati em duas semanas , os pontos destes eventos conquistados em 2007 permanecem mesmo depois dos torneios de 2008 acontecerem. A regra do ranking diz que os pontos ficam por 52 semanas. Assim, os pontos da final do Canadá e a vitória em Cincinnati ficam mesmo após os torneios, o que dá uma sobrevida ao suíço, que deve perder sua condição de “numero uno” cedo ou tarde.

Outro detalhe interessante para este ano é que essa parte da temporada virou uma sinuca de bico para os tenistas. Se antes dava para dar uma descansada após Cincinnati e antes do U.S Open, que carrega a importância de ser o ultimo GS da temporada, este ano os tenistas jogam Canadá, Cincinnati, Olimpídas, que tem um peso todos especial para os jogadores, inclusive Federer e Nadal, e então o U.S Open. Em que condições físicas e emocionais cada um chegará a esse GS é uma incógnita.

Apesar de muito forte, Nadal sofre fisicamente nas quadras duras, enquanto Federer é um tenista muito bem protegido fisicamente.

O espanhol é o 2º do ranking há 158 semanas e, até pela idade, certamente tem sonhos mais ambiciosos. Quantos as ambições do suíço, que é o 1º do mundo há 235 semanas, é melhor aguardar.

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segunda-feira, 28 de julho de 2008 Tênis Masculino | 02:30

Momento mágico

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E o Nadal ganhou mais uma. Pelo adiantado da hora, tive que viajar cinco horas após a final, já sei que vou ficar devendo um texto maior sobre esse momento do espanhol.

Lendo os comentários pesquei algumas boas pautas. Seria interessante que vocês entendessem que seus comentários e sugestões podem colocar ótimas oportunidades, ou pautas, para o blog. Nem tão raro colocam algo e os próprios leitores já saem comentando ou respondendo. Enfim, sugestões são bem vindas.

Uma delas é sobre o fato do Sampras ter sido um tenista que soube fechar o circulo e que isso pode pesar na hora em que se falar sobre “o melhor da história”. De fato, Sampras estava em fim de carreira, lutando com contusões e motivações, levando uns trancos inesperados – a derrota para o Federer em Wimbledon 2001 foi um deles – e ainda conseguiu fechar sua carreira com chave-de-ouro. Para quem não lembra, em 2002 ele perdeu na segunda rodada de Wimbledon para o suíço George Bastl??? e tudo parecia estar chegando ao fim de uma maneira triste. Sampras virou o jogo ao vencer o US Open, batendo na final o seu maior rival, Andre Agassi, em partida memorável. Imediatamente após a final abandonou as quadras aos 31 anos. Se isso não é sair por cima…

Menciono isso em função de alguns estarem descartando Federer, aos 27 anos, pela crise atual, e o contraponto Nadal, pela conjuntura e conquistas conseguidas aos 22 anos. Dois momentos distintos, dois tenistas diferentes, duas personalidades diversas.

No entanto, o que vejo são dos tenistas majestosos no processo de reescrever a história do tênis. Por sorte do esporte e, conseqüentemente nossa, seus momentos estão se sobrepondo. É um momento mágico que todo fã do esporte deve ansiar e agradecer. Dois grandes rivais se enfrentando em suas plenitudes. Discutir que é o melhor me parece o menos importante no assunto, enquanto que seja interessante e divertido fazê-lo. Como já disse antes, eu gosto é de tênis.

Antes que alguém se inflame e afirme que Federer já passou o Cabo da Boa Esperança, lembro o caso de Sampras, enquanto relembro o de Agassi, que tentou reproduzir a magia do rival e falhou – o careca perdeu na 3ª rodada do US Open 2006 e nunca mais voltou às quadras. Não descartem um grande campeão, como Sampras e Federer, por pior que seja o momento.

Quanto a Federer, com certeza o suíço fez alguns erros de avaliação esta temporada, o maior deles não apreciando corretamente a força da ascensão de seu maior adversário. Está pagando um preço pelo deslize. Mas o suíço tem personalidade, tênis, físico, postura, garra para reverter a situação. Duvido que o bastante para ser dominante como um dia foi. Com certeza para nos brindar com o melhor do esporte – grandes rivalidades, com Nadal ou quem for – e, como um grande campeão, dar a volta por cima.

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Tênis Masculino | 02:30

Momento mágico

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E o Nadal ganhou mais uma. Pelo adiantado da hora, tive que viajar cinco horas após a final, já sei que vou ficar devendo um texto maior sobre esse momento do espanhol.

Lendo os comentários pesquei algumas boas pautas. Seria interessante que vocês entendessem que seus comentários e sugestões podem colocar ótimas oportunidades, ou pautas, para o blog. Nem tão raro colocam algo e os próprios leitores já saem comentando ou respondendo. Enfim, sugestões são bem vindas.

Uma delas é sobre o fato do Sampras ter sido um tenista que soube fechar o circulo e que isso pode pesar na hora em que se falar sobre “o melhor da história”. De fato, Sampras estava em fim de carreira, lutando com contusões e motivações, levando uns trancos inesperados – a derrota para o Federer em Wimbledon 2001 foi um deles – e ainda conseguiu fechar sua carreira com chave-de-ouro. Para quem não lembra, em 2002 ele perdeu na segunda rodada de Wimbledon para o suíço George Bastl??? e tudo parecia estar chegando ao fim de uma maneira triste. Sampras virou o jogo ao vencer o US Open, batendo na final o seu maior rival, Andre Agassi, em partida memorável. Imediatamente após a final abandonou as quadras aos 31 anos. Se isso não é sair por cima…

Menciono isso em função de alguns estarem descartando Federer, aos 27 anos, pela crise atual, e o contraponto Nadal, pela conjuntura e conquistas conseguidas aos 22 anos. Dois momentos distintos, dois tenistas diferentes, duas personalidades diversas.

No entanto, o que vejo são dos tenistas majestosos no processo de reescrever a história do tênis. Por sorte do esporte e, conseqüentemente nossa, seus momentos estão se sobrepondo. É um momento mágico que todo fã do esporte deve ansiar e agradecer. Dois grandes rivais se enfrentando em suas plenitudes. Discutir que é o melhor me parece o menos importante no assunto, enquanto que seja interessante e divertido fazê-lo. Como já disse antes, eu gosto é de tênis.

Antes que alguém se inflame e afirme que Federer já passou o Cabo da Boa Esperança, lembro o caso de Sampras, enquanto relembro o de Agassi, que tentou reproduzir a magia do rival e falhou – o careca perdeu na 3ª rodada do US Open 2006 e nunca mais voltou às quadras. Não descartem um grande campeão, como Sampras e Federer, por pior que seja o momento.

Quanto a Federer, com certeza o suíço fez alguns erros de avaliação esta temporada, o maior deles não apreciando corretamente a força da ascensão de seu maior adversário. Está pagando um preço pelo deslize. Mas o suíço tem personalidade, tênis, físico, postura, garra para reverter a situação. Duvido que o bastante para ser dominante como um dia foi. Com certeza para nos brindar com o melhor do esporte – grandes rivalidades, com Nadal ou quem for – e, como um grande campeão, dar a volta por cima.

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sábado, 26 de julho de 2008 Tênis Masculino | 01:21

Ontem à noite

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O Andy Murray, que é habilidoso, talentoso e viajandão, conseguiu jogar bem do começo ao fim. Algo necessário para bater um tenista, teoricamente, melhor. Parece estar chegando a termos com seu tênis. Sorte do tênis.

O Djokovic perdeu aquele ímpeto adquirido após a vitória na Austrália. Junto, perdeu jogos que o fizeram perder a confiança. E, sem o ímpeto e a confiança, está longe de ser o tenista perigoso que pretendia desafiar os dois melhores. Talvez Roland Garros e Wimbledon tenham trazido um banho de realidade que ele não antevia.

O Gasquet realmente tem uma das mais bonitas e melhores esquerdas do jogo. Se não a mais. Mais a cabeça ainda é fraca, pelo menos para bater o Nadal. Mas é um tenista que sabe pensar em quadra, o que é menos comum do que vocês imaginam, Mas não sabe manter um foco e uma pressão do começo ao fim. Mostrou alguns caminhos em como bater o Nadal, mas não teve a força mental para sustentar a determinação do adversário. O Federer deveria bater um papo com ele, aprenderia algumas coisas em como enfrentar seu algoz, sempre bom para quem acha que já sabe tudo.

Do Nadal eu não vou falar. Precisa?

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Ontem à noite

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O Andy Murray, que é habilidoso, talentoso e viajandão, conseguiu jogar bem do começo ao fim. Algo necessário para bater um tenista, teoricamente, melhor. Parece estar chegando a termos com seu tênis. Sorte do tênis.

O Djokovic perdeu aquele ímpeto adquirido após a vitória na Austrália. Junto, perdeu jogos que o fizeram perder a confiança. E, sem o ímpeto e a confiança, está longe de ser o tenista perigoso que pretendia desafiar os dois melhores. Talvez Roland Garros e Wimbledon tenham trazido um banho de realidade que ele não antevia.

O Gasquet realmente tem uma das mais bonitas e melhores esquerdas do jogo. Se não a mais. Mais a cabeça ainda é fraca, pelo menos para bater o Nadal. Mas é um tenista que sabe pensar em quadra, o que é menos comum do que vocês imaginam, Mas não sabe manter um foco e uma pressão do começo ao fim. Mostrou alguns caminhos em como bater o Nadal, mas não teve a força mental para sustentar a determinação do adversário. O Federer deveria bater um papo com ele, aprenderia algumas coisas em como enfrentar seu algoz, sempre bom para quem acha que já sabe tudo.

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