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Arquivo de junho, 2008

domingo, 29 de junho de 2008 Tênis Masculino | 19:27

A segunda semana

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Continuo no computador sem os acentos da lingua portuguesa. Assim, voces podem ler e imaginar como seria nossa lingua sem os acentos. De qualquer forma, me desculpem, amanha ja devo ter acertado o problema.

Comeca a segunda semana, o que separa os bons tenistas do resto da chave nos GS. Pelo menos os que sobreviveram. A tensao e’ outra, as expectativas tambem, assim como, teoricamente, a qualidade. Vale lembrar que os jogos ficam mais emocionais com a proximidade das finais, o que pode alterar a qualidade tecnica. Com certeza, a tensao fica maior, o que, para os verdadeiros amantes do tenis, e’ sempre um sinal de um melhor espetaculo. E’ a hora da onca beber agua.

A Chave Masculina

Lleyton Hewitt volta a quadra que o consagrou, na expectativa de reviver seus melhores momentos. Para tal, tera que descobrir uma maneira de incomodar Roger Federer. So’ pode faze-lo se o suico ajudar, e muito. Do contrario, sera a 12ª derrota consecutiva para o atual campeao.

Mario Ancic tem mais jogo para a grama do que Verdasco.
Especialmente o saque. O espanhol tem um bom saque canhoto e um slice venenoso, mas nao deve ser o bastante.

O jogo para assistir sera entre o talentoso, confiante e embalado Wawrinka e o mega talentoso, imprevisivel e sempre interessante Safin. Com o russo em quadra, e na grama, podemos esperar qualquer coisa.

Baghdatis tenta lembrar como e’ passar para as quartas de um GS. Feliciano Lopez, com seu otimo saque – tanto o reto como o slice – sempre incomoda na grama.

Tipsarevic e Schuetler??, esta oitava-de-final deve ter quebrado as casas de apostas de Londres.

Marin Cilic x Arnaud Clement – o maior conflito de estilos da rodada. Um saca bem, o outro responde bem. Um e’ alto, o outro baixo. Um e’ lento, o outro rapido. Um vai para a agressao, o outro para o contra ataque.

O jogo da rodada. Richard Gasquet, atual semi-finalista e enfant terrible frances, enfrenta Andy Murray, o bad boy escoces, que esta quinzena e’ mais britanico do que nunca, e a unica esperanca dos ingleses, que tem uma relacao de amor/ odio com o rapaz – que nao esta nem ai. Dois tenistas talentosos, jovens e complicados emocionalmente. Aquele que administar melhor esse quesito leva. De qualquer maneira, interessante de ver.

O soldado Youzhny adquiriu o direito de enfrentar Rafael Nadal ao bater o voleador Stepanek. No ano passado, o russo venceu os dois primeiros sets e ai perdeu os tres seguintes. Mas o russo sabe como vencer o espanhol – ja o fez em quatro ocasioes. Deve ser um jogo muito brigado e interessante, pelo lado competitivo, de assistir.

As Mulheres

A chave feminina abriu como um melao. As irmas Williams estao em chaves distintas e sao as favoritas. Pelo menos conhecem o caminho das pedras. Precisamos ver se ainda sao mais famintas do que as europeias do leste. Sao seis russas, uma checa, uma hungara, uma servia e uma polonesa. Mais uma israelense, uma tailandesa, uma chinesa e tres americanas.

Eu diria que a chave esta aberta e qualquer uma das sobreviventes pode surpreender. Por enquanto nenhuma se mostrou superior as outras. Mas as irmas tem, entre elas, seis titulos em Wimbledon. As outras juntas nao tem nenhum.

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A segunda semana

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Continuo no computador sem os acentos da lingua portuguesa. Assim, voces podem ler e imaginar como seria nossa lingua sem os acentos. De qualquer forma, me desculpem, amanha ja devo ter acertado o problema.

Comeca a segunda semana, o que separa os bons tenistas do resto da chave nos GS. Pelo menos os que sobreviveram. A tensao e’ outra, as expectativas tambem, assim como, teoricamente, a qualidade. Vale lembrar que os jogos ficam mais emocionais com a proximidade das finais, o que pode alterar a qualidade tecnica. Com certeza, a tensao fica maior, o que, para os verdadeiros amantes do tenis, e’ sempre um sinal de um melhor espetaculo. E’ a hora da onca beber agua.

A Chave Masculina

Lleyton Hewitt volta a quadra que o consagrou, na expectativa de reviver seus melhores momentos. Para tal, tera que descobrir uma maneira de incomodar Roger Federer. So’ pode faze-lo se o suico ajudar, e muito. Do contrario, sera a 12ª derrota consecutiva para o atual campeao.

Mario Ancic tem mais jogo para a grama do que Verdasco.

Especialmente o saque. O espanhol tem um bom saque canhoto e um slice venenoso, mas nao deve ser o bastante.

O jogo para assistir sera entre o talentoso, confiante e embalado Wawrinka e o mega talentoso, imprevisivel e sempre interessante Safin. Com o russo em quadra, e na grama, podemos esperar qualquer coisa.

Baghdatis tenta lembrar como e’ passar para as quartas de um GS. Feliciano Lopez, com seu otimo saque – tanto o reto como o slice – sempre incomoda na grama.

Tipsarevic e Schuetler??, esta oitava-de-final deve ter quebrado as casas de apostas de Londres.

Marin Cilic x Arnaud Clement – o maior conflito de estilos da rodada. Um saca bem, o outro responde bem. Um e’ alto, o outro baixo. Um e’ lento, o outro rapido. Um vai para a agressao, o outro para o contra ataque.

O jogo da rodada. Richard Gasquet, atual semi-finalista e enfant terrible frances, enfrenta Andy Murray, o bad boy escoces, que esta quinzena e’ mais britanico do que nunca, e a unica esperanca dos ingleses, que tem uma relacao de amor/ odio com o rapaz – que nao esta nem ai. Dois tenistas talentosos, jovens e complicados emocionalmente. Aquele que administar melhor esse quesito leva. De qualquer maneira, interessante de ver.

O soldado Youzhny adquiriu o direito de enfrentar Rafael Nadal ao bater o voleador Stepanek. No ano passado, o russo venceu os dois primeiros sets e ai perdeu os tres seguintes. Mas o russo sabe como vencer o espanhol – ja o fez em quatro ocasioes. Deve ser um jogo muito brigado e interessante, pelo lado competitivo, de assistir.

As Mulheres

A chave feminina abriu como um melao. As irmas Williams estao em chaves distintas e sao as favoritas. Pelo menos conhecem o caminho das pedras. Precisamos ver se ainda sao mais famintas do que as europeias do leste. Sao seis russas, uma checa, uma hungara, uma servia e uma polonesa. Mais uma israelense, uma tailandesa, uma chinesa e tres americanas.

Eu diria que a chave esta aberta e qualquer uma das sobreviventes pode surpreender. Por enquanto nenhuma se mostrou superior as outras. Mas as irmas tem, entre elas, seis titulos em Wimbledon. As outras juntas nao tem nenhum.

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Tênis Masculino | 00:20

O Domingo do Meio

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Ja aviso que escrevo de um computador sem os acentos da nossa lingua. Assim, coloquem, imaginariamente, a grafia correta e me perdoem de antemao – porque esta uma dificuldade. Divirtam-se!

Eu sei la de onde veio essa ideia dos ingleses nao jogarem no primeiro Domingo – que eles chamam de “Domingo do meio”. Nem eles sabem. E nao pode ser por algum motivo religioso, pois a final masculina e jogada no Domingo. E so uma daquelas coisas de ingles. “Nao tem jogo porque nao tem jogo – e fim” Os caras sao piores do que mulas teimosas. E o mundo inteiro – tenistas, publico e imprensa, pedindo, e eles insistindo que nao. E como todo o resto das reinvidicacoes – Wimbledon e sempre o ultimo torneio a ceder, mudar e tratar os outros com respeito.

So emtres ocasioes eles abriram uma excecao – em 1991, 97 e 2004. Em varias ocasioes os jogos da primeira semana estavam atrasadissimos, os tenistas berravam, a imprensa pressionava e o publico pedia – assim mesmo eles nao cederam.
Eu estava presente nas tres ocasioes. Choveu praticamente todos os dias e as chaves estavam totalmente atrasadas colocando o evento em perigo. Na ultima hora, decidiram aceitar o pedido dos tenistas e da imprensa. Foi sempre uma festa. Os ingressos, impressos durante a noite, vendidos nas bilheterias. Nos outros dias, menos de 5% dos ingressos sao vendidos nas bilheterias – tudo e vendido antecipado.

O publico era totalmente diferente. Sem os engravatados, os pedantes e o pessoal corporativo. Nas arquibancadas o pessoal que enfrentou a fila, a bilheteria e que viam ali uma oportunidade unica. E souberam deixar os tenistas saberem o quanto estavam contentes de estar presentes. Nada daquela frescura do dia a dia de Wimbledon. Os pontos muito apaludidos, o pessoal torcendo como latinos e batendo palmas de satisfacao. Esses Domingos se tornaram conhecidos como “O Domingo do Povo”.

Nas tres ocasioes os jornais e as TVs fizeram a maior festa em cima do acontecimento e da reacao do publico – que se tornou historico -, exigindo que o All England Club revisse a decisao de nao ter jogos no Domingo do Meio. Seriam mais pessoas que teriam acesso ao evento, mais bilheteria, os tenistas adorando, a TV tambem – ou seja, todo mundo feliz.

O clube torceu o nariz e afirmou ser impossivel, sem entrar em detalhes. No fundo, e so ma vontade, especialmente com o fato do torneio se tornar popular. Vale lembrar que boa parte dos ingressos do evento vai para os socios do All England, que e dono do torneio junto com a Federacao Inglesa meio a meio. E os ingressos disponibilizados para seus socios e convidados sao bem cobrados.

A imprensa cai de pau todos os anos, exigindo mais ingressos nas bilheterias e para o publico em geral. Os organizadores nem dao bola. Nem sequer divulgam quantos ingressos sao disponibilizados. Os bons restaurantes do local exigem paleto e gravata. O povao tem que se contentar com cachoroo quente, fish and chips, morangos e Pinns. Os ingleses do All England deixam bem claro para todos – de tenistas, ao publico. O Club e nosso, o torneio tambem, colocamos que quisermos e o resto a gente atura.

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O Domingo do Meio

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Ja aviso que escrevo de um computador sem os acentos da nossa lingua. Assim, coloquem, imaginariamente, a grafia correta e me perdoem de antemao – porque esta uma dificuldade. Divirtam-se!

Eu sei la de onde veio essa ideia dos ingleses nao jogarem no primeiro Domingo – que eles chamam de “Domingo do meio”. Nem eles sabem. E nao pode ser por algum motivo religioso, pois a final masculina e jogada no Domingo. E so uma daquelas coisas de ingles. “Nao tem jogo porque nao tem jogo – e fim” Os caras sao piores do que mulas teimosas. E o mundo inteiro – tenistas, publico e imprensa, pedindo, e eles insistindo que nao. E como todo o resto das reinvidicacoes – Wimbledon e sempre o ultimo torneio a ceder, mudar e tratar os outros com respeito.

So emtres ocasioes eles abriram uma excecao – em 1991, 97 e 2004. Em varias ocasioes os jogos da primeira semana estavam atrasadissimos, os tenistas berravam, a imprensa pressionava e o publico pedia – assim mesmo eles nao cederam.

Eu estava presente nas tres ocasioes. Choveu praticamente todos os dias e as chaves estavam totalmente atrasadas colocando o evento em perigo. Na ultima hora, decidiram aceitar o pedido dos tenistas e da imprensa. Foi sempre uma festa. Os ingressos, impressos durante a noite, vendidos nas bilheterias. Nos outros dias, menos de 5% dos ingressos sao vendidos nas bilheterias – tudo e vendido antecipado.

O publico era totalmente diferente. Sem os engravatados, os pedantes e o pessoal corporativo. Nas arquibancadas o pessoal que enfrentou a fila, a bilheteria e que viam ali uma oportunidade unica. E souberam deixar os tenistas saberem o quanto estavam contentes de estar presentes. Nada daquela frescura do dia a dia de Wimbledon. Os pontos muito apaludidos, o pessoal torcendo como latinos e batendo palmas de satisfacao. Esses Domingos se tornaram conhecidos como “O Domingo do Povo”.

Nas tres ocasioes os jornais e as TVs fizeram a maior festa em cima do acontecimento e da reacao do publico – que se tornou historico -, exigindo que o All England Club revisse a decisao de nao ter jogos no Domingo do Meio. Seriam mais pessoas que teriam acesso ao evento, mais bilheteria, os tenistas adorando, a TV tambem – ou seja, todo mundo feliz.

O clube torceu o nariz e afirmou ser impossivel, sem entrar em detalhes. No fundo, e so ma vontade, especialmente com o fato do torneio se tornar popular. Vale lembrar que boa parte dos ingressos do evento vai para os socios do All England, que e dono do torneio junto com a Federacao Inglesa meio a meio. E os ingressos disponibilizados para seus socios e convidados sao bem cobrados.

A imprensa cai de pau todos os anos, exigindo mais ingressos nas bilheterias e para o publico em geral. Os organizadores nem dao bola. Nem sequer divulgam quantos ingressos sao disponibilizados. Os bons restaurantes do local exigem paleto e gravata. O povao tem que se contentar com cachoroo quente, fish and chips, morangos e Pinns. Os ingleses do All England deixam bem claro para todos – de tenistas, ao publico. O Club e nosso, o torneio tambem, colocamos que quisermos e o resto a gente atura.

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sexta-feira, 27 de junho de 2008 Tênis Masculino | 23:56

wimbledon

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Apesar de ser a 1ª do ranking mundial, a minha, nossa, favorita, Aninha Ivanovic ainda tem muito para aprender em uma quadra de tênis, especialmente no lado emocional. A moça definitivamente ainda não tem a força interior de uma Williams ou uma Sharapova. Já sei, posso até ouvir, os apaixonados rugindo sobre sua condição 1ª no ranking. O talento da moça fala alto. Mas ainda está bem abaixo – EMOCIONALMENTE – de outras campeãs. Agora, imaginem quando a moça se tornar uma mulher.

Mais um passeio do Federer. O rapaz não se complica na grama. Cuidado para não morder a língua. Federer vs Hewitt, houve um dia que poderíamos esperar um grande confronto. Hoje, só se o Federer deixar. Mas o australiano cortaria uma orelha por essa vitória.

Safin forever. Que venha o Wawrinka.

Baghdatis na 3ª rodada!!

O jogo que eu quero ver é Nadal x Stepanek, se acontecer. Querem ver um jogão? Hass x Murray.

O Gasquet, quietinho, defende semifinal.

Daqui para frente, as irmãs Williams são as favoritas. Se vão confirmar, veremos. A chave está lotada de meninas com as piores intenções. Pelo andar da carruagem, esqueçam o favoritismo. Leva a que tiver mais controle deste quesito.

Serena só teve que lutar no 1º set contra sua freguesa. Após o tie-breaker Mauresmo recolheu-se.

Querem ver um jogão? Vaidisova x Chakvetadze.

Em consideração a número 1 do mundo e aos seus fãs, coloco mais de uma foto da moça. Não me parece demais.


tristes olhos


perdeu a raquete e o jogo


foi

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Tênis Masculino | 23:56

wimbledon

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Apesar de ser a 1ª do ranking mundial, a minha, nossa, favorita, Aninha Ivanovic ainda tem muito para aprender em uma quadra de tênis, especialmente no lado emocional. A moça definitivamente ainda não tem a força interior de uma Williams ou uma Sharapova. Já sei, posso até ouvir, os apaixonados rugindo sobre sua condição 1ª no ranking. O talento da moça fala alto. Mas ainda está bem abaixo – EMOCIONALMENTE – de outras campeãs. Agora, imaginem quando a moça se tornar uma mulher.

Mais um passeio do Federer. O rapaz não se complica na grama. Cuidado para não morder a língua. Federer vs Hewitt, houve um dia que poderíamos esperar um grande confronto. Hoje, só se o Federer deixar. Mas o australiano cortaria uma orelha por essa vitória.

Safin forever. Que venha o Wawrinka.

Baghdatis na 3ª rodada!!

O jogo que eu quero ver é Nadal x Stepanek, se acontecer. Querem ver um jogão? Hass x Murray.

O Gasquet, quietinho, defende semifinal.

Daqui para frente, as irmãs Williams são as favoritas. Se vão confirmar, veremos. A chave está lotada de meninas com as piores intenções. Pelo andar da carruagem, esqueçam o favoritismo. Leva a que tiver mais controle deste quesito.

Serena só teve que lutar no 1º set contra sua freguesa. Após o tie-breaker Mauresmo recolheu-se.

Querem ver um jogão? Vaidisova x Chakvetadze.

Em consideração a número 1 do mundo e aos seus fãs, coloco mais de uma foto da moça. Não me parece demais.



tristes olhos



perdeu a raquete e o jogo



foi

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Tênis Masculino | 01:56

Na marra

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Em uma daquelas viagens que pode ser considerada, por certos específicos aspectos, uma gelada, em Julho de 2004 acompanhei o Torneio de Gramado a convite dos amigos organizadores. A final foi entre Ricardo Mello e o sérvio Tipsarevic. Na época o brasileiro tinha 24 anos e tinha o melhor ano de sua carreira, e o adversário, aos 20, começava a sua. Os dois haviam sido os tenistas de maior sucesso no mini circuito de Challengers realizado no Brasil. Jogaram a final em Belo Horizonte, com vitória de Tipsarevic, e agora jogavam a final em Gramado.

Apesar do sucesso do turismo a cidade é úmida e fria, uma mistura que não casa com meu corpo. A final entre os dois foi jogada a uma temperatura que se não estava no zero bem que parecia. Eu sei lá como aqueles dois conseguiram se aquecer. Apesar das condições, a partida foi brigada do começo ao fim. Enquanto que as minhas atenções na época estavam voltadas ao brasileiro Mello, que começava a aparecer com força, não me passou despercebido o adversário que acabou sendo derrotado.

Tipsarevic é um tenista que, com 1.80m, parece ser mais baixo do que é. Seus golpes estão mais para um tenista esforçado e sem muito talento natural para mostrar. O movimento de seu saque transparece toda a dificuldade que tem para jogar. Não tão estranhamente, sua figura me lembra muito Gatuso, o jogador de futebol do Milan. O estilo também.

Se fosse considerar somente a final que acompanhei, e tivesse que apostar no futuro dos finalistas de Gramado, provavelmente teria colocado minhas fichas no brasileiro. Mas como já estou no esporte há muito tempo, para entender que decisões e definições feitas com o coração e pela paixão geralmente só nos cegam, fiquei mesmo foi a imaginar onde os dois poderiam chegar com o que tinham para apresentar. E, pensando no sérvio então, só via um caminho para o rapaz. O da luta, da determinação, da garra, da vontade inquebrantável de vencer na profissão escolhida que não parecia ser a mais natural.
E foi essa estratégia abraçada sem amarras pelo esforçado e bravo guerreiro sérvio que possibilitou seu enorme sorriso na Quadra Central após bater Roddick, enquanto não sei dizer em que quadra e em que canto do mundo Mello jogou seu tênis hoje. De uma coisa estou certa. O tênis é bem mais do que um esporte para virtuosos e talentosos. Algo mais tem que bombar dentro do peito do tenista. Acho que Roddick, que continua um gentleman após as derrotas e um tenista sem rumo em boa parte do tempo, descobriu, mais uma vez.

Ah, não vou escrever sobre a derrota da Sharapova. Precisa?


Janko – com ele é na garra

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Na marra

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Em uma daquelas viagens que pode ser considerada, por certos específicos aspectos, uma gelada, em Julho de 2004 acompanhei o Torneio de Gramado a convite dos amigos organizadores. A final foi entre Ricardo Mello e o sérvio Tipsarevic. Na época o brasileiro tinha 24 anos e tinha o melhor ano de sua carreira, e o adversário, aos 20, começava a sua. Os dois haviam sido os tenistas de maior sucesso no mini circuito de Challengers realizado no Brasil. Jogaram a final em Belo Horizonte, com vitória de Tipsarevic, e agora jogavam a final em Gramado.

Apesar do sucesso do turismo a cidade é úmida e fria, uma mistura que não casa com meu corpo. A final entre os dois foi jogada a uma temperatura que se não estava no zero bem que parecia. Eu sei lá como aqueles dois conseguiram se aquecer. Apesar das condições, a partida foi brigada do começo ao fim. Enquanto que as minhas atenções na época estavam voltadas ao brasileiro Mello, que começava a aparecer com força, não me passou despercebido o adversário que acabou sendo derrotado.

Tipsarevic é um tenista que, com 1.80m, parece ser mais baixo do que é. Seus golpes estão mais para um tenista esforçado e sem muito talento natural para mostrar. O movimento de seu saque transparece toda a dificuldade que tem para jogar. Não tão estranhamente, sua figura me lembra muito Gatuso, o jogador de futebol do Milan. O estilo também.

Se fosse considerar somente a final que acompanhei, e tivesse que apostar no futuro dos finalistas de Gramado, provavelmente teria colocado minhas fichas no brasileiro. Mas como já estou no esporte há muito tempo, para entender que decisões e definições feitas com o coração e pela paixão geralmente só nos cegam, fiquei mesmo foi a imaginar onde os dois poderiam chegar com o que tinham para apresentar. E, pensando no sérvio então, só via um caminho para o rapaz. O da luta, da determinação, da garra, da vontade inquebrantável de vencer na profissão escolhida que não parecia ser a mais natural.

E foi essa estratégia abraçada sem amarras pelo esforçado e bravo guerreiro sérvio que possibilitou seu enorme sorriso na Quadra Central após bater Roddick, enquanto não sei dizer em que quadra e em que canto do mundo Mello jogou seu tênis hoje. De uma coisa estou certa. O tênis é bem mais do que um esporte para virtuosos e talentosos. Algo mais tem que bombar dentro do peito do tenista. Acho que Roddick, que continua um gentleman após as derrotas e um tenista sem rumo em boa parte do tempo, descobriu, mais uma vez.

Ah, não vou escrever sobre a derrota da Sharapova. Precisa?



Janko – com ele é na garra

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quarta-feira, 25 de junho de 2008 Tênis Masculino | 22:44

ele está de volta

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Não vi, mas também ninguém viu. Pelo menos por aqui. E quem quis ver, teve que se contentar em ver a Aninha Ivanovic se complicar toda para vencer a balzaqueana Dechy. Ainda hoje, após vencer Roland Garros e se tornar a 1ª do ranking mundial, a sérvia continua sendo importunada pela insegurança emocional. Um dia desses ela vai bucar o toss do serviço no colo do juiz da linha de base. Talvez seja algo que desapareça com o tempo e as conquistas, talvez seja algo que a impeça de vencer tudo que seu incrível talento promete.

E falando de promessas de talento não cumpridas, ninguém melhor do que Marat Safin. O russo segue sendo um dos favoritos das arquibancadas mundo afora. Poucos tenistas têm seu carisma e sua capacidade de encantar. Tanto na quadra, pelas habilidades e o gênio instável, e fora da quadra, principalmente pela transparência crônica que o público agradece, ainda mais em em tempos de tantos marqueteiros sem nenhuma vergonha.

Até hoje Safin nunca escondeu que odeia jogar na grama. Algumas de suas declarações sobre o piso são impublicáveis. Alem disso, seu último ano foi de um fracasso impar, se considerarmos tanto suas capacidades como suas contusões. Mas talvez o sucesso da irmã em Paris o tenha inspirado. E vale lembrar que Dinara disse na época das semifinais que o irmão estava em Londres – logicamente treinando na grama.

Do jogo só vi o pouco que o site de Wimbledon disponibiliza. Ali vemos um Djokovic de cabeça baixa, sem brilho e titubeante. Nas estatísticas descobrimos que o sérvio cometeu 10 duplas falta, contra somente 4 aces, só venceu 35% dos pontos em seu segundo serviço e 27% dos pontos em que recebeu, e teve um único break point na partida. São números de quem sentiu os nervos e não jogou com confiança. Pouco para quem sonhava alto.
O lado bom da coisa, e quase sempre há um, é que Marat Safin continua no torneio. E confiante.

E Federer passeou na Quadra Central contra o sueco Soderling, que saca muito e não é nenhuma flor que se cheire. E assim vai se colocando os pontos nos Is.


safin – ele venceu


novak-ele perdeu

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Tênis Masculino | 22:44

ele está de volta

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Não vi, mas também ninguém viu. Pelo menos por aqui. E quem quis ver, teve que se contentar em ver a Aninha Ivanovic se complicar toda para vencer a balzaqueana Dechy. Ainda hoje, após vencer Roland Garros e se tornar a 1ª do ranking mundial, a sérvia continua sendo importunada pela insegurança emocional. Um dia desses ela vai bucar o toss do serviço no colo do juiz da linha de base. Talvez seja algo que desapareça com o tempo e as conquistas, talvez seja algo que a impeça de vencer tudo que seu incrível talento promete.

E falando de promessas de talento não cumpridas, ninguém melhor do que Marat Safin. O russo segue sendo um dos favoritos das arquibancadas mundo afora. Poucos tenistas têm seu carisma e sua capacidade de encantar. Tanto na quadra, pelas habilidades e o gênio instável, e fora da quadra, principalmente pela transparência crônica que o público agradece, ainda mais em em tempos de tantos marqueteiros sem nenhuma vergonha.

Até hoje Safin nunca escondeu que odeia jogar na grama. Algumas de suas declarações sobre o piso são impublicáveis. Alem disso, seu último ano foi de um fracasso impar, se considerarmos tanto suas capacidades como suas contusões. Mas talvez o sucesso da irmã em Paris o tenha inspirado. E vale lembrar que Dinara disse na época das semifinais que o irmão estava em Londres – logicamente treinando na grama.

Do jogo só vi o pouco que o site de Wimbledon disponibiliza. Ali vemos um Djokovic de cabeça baixa, sem brilho e titubeante. Nas estatísticas descobrimos que o sérvio cometeu 10 duplas falta, contra somente 4 aces, só venceu 35% dos pontos em seu segundo serviço e 27% dos pontos em que recebeu, e teve um único break point na partida. São números de quem sentiu os nervos e não jogou com confiança. Pouco para quem sonhava alto.

O lado bom da coisa, e quase sempre há um, é que Marat Safin continua no torneio. E confiante.

E Federer passeou na Quadra Central contra o sueco Soderling, que saca muito e não é nenhuma flor que se cheire. E assim vai se colocando os pontos nos Is.



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