Publicidade

Arquivo de abril, 2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008 Tênis Masculino | 00:52

borg fala

Compartilhe: Twitter

Talvez seja só um campeão fazendo média com seus colegas, mas vindo de quem vem é uma opinião de respeito. Afinal Bjorn Borg fez coisas que ninguém mais fez – tal como vencer Roland Garros seis vezes e Wimbledon cinco. Esta semana o sueco deu uma entrevista a ESPN, onde afirma que Rafael Nadal está mais perto de vencer Wimbledon do que Federer vencer Roland Garros. Ele acha que faltou um pouco de sorte ao espanhol na final de 2007.

E mais, acredita que o espanhol ainda pode fazer o que só ele fez três vezes; vencer Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. Ele não fala, mas acho que ele vê similaridades entre o tenista Nadal e o tenista Borg. Para o sueco, o espanhol pode vencer em qualquer piso, e a chave para a conquista em Wimbledon está em Rafa sobreviver às três primeiras rodadas – algo que sempre foi uma verdade para ele próprio. Bjorn esteve em sérias dificuldades, algumas vezes, nas primeiras rodadas na grama, mas sempre encontrava uma maneira de escapar, ou seus adversários encontravam um jeito de lhe jogar a partida de volta no colo.

Borg não deixa Federer perdido em quadra, dizendo que se o suíço mantiver a motivação, e ficar longe de contusões, ainda deve vencer outros Grand Slams. Talvez se lembre dele próprio, quando abandonou o circuito praticamente na idade atual de Federer, ao afirmar que o suíço terá que olhar bem dentro de si, para ver o quanto mais ele quer vencer. Para Bjorn, Roland Garros é uma possibilidade real para o 1º do ranking pelo menos até 2010, quando completará 29 anos e ainda mais adversários surgirão.

Bjorn Borg não se esquivou de falar de Novak Djokovic. Lembra que Novak tem só 20 anos e joga bem em qualquer piso. Borg completa o meio de campo, afirmando que não ficaria surpreso se o sérvio terminasse a temporada como o 1º do mundo. Diz que, no seu interior, Djoko acredita que pode vencer qualquer um dos Grand Slams, e isso pode fazer a diferença

Pelas declarações do campeão – para mim, o tenista mais dominante que já surgiu no circuito e o que abriu um novo horizonte em termos de público e fãs com seu carisma juvenil e vitórias inéditas – e pela realidade atual do tênis masculino, onde pelo menos três tenistas podem vencer qualquer um dos G. Slams, acaba a era de dominação de Roger Federer e voltamos a ter um circuito competitivo no topo da piramide. Não há cenário melhor para os fãs.

Como não tenho a entrevista da ESPN, abaixo dois videos com declarações similares de Borg sobre Nadal, logo após Wimbledon 2007, e mais abaixo sobre Federer, também em 2007. Ambas na mesma linha do descrito acima. Interessante é que as pessoas falam mais sobre a possibilidade de Federer vencer Roland Garros, enquanto Borg coloca a luz mais sobre Nadal conquistar Wimbledon. Ele, mais do que qualquer um, deve saber.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 00:52

borg fala

Compartilhe: Twitter

Talvez seja só um campeão fazendo média com seus colegas, mas vindo de quem vem é uma opinião de respeito. Afinal Bjorn Borg fez coisas que ninguém mais fez – tal como vencer Roland Garros seis vezes e Wimbledon cinco. Esta semana o sueco deu uma entrevista a ESPN, onde afirma que Rafael Nadal está mais perto de vencer Wimbledon do que Federer vencer Roland Garros. Ele acha que faltou um pouco de sorte ao espanhol na final de 2007.

E mais, acredita que o espanhol ainda pode fazer o que só ele fez três vezes; vencer Roland Garros e Wimbledon no mesmo ano. Ele não fala, mas acho que ele vê similaridades entre o tenista Nadal e o tenista Borg. Para o sueco, o espanhol pode vencer em qualquer piso, e a chave para a conquista em Wimbledon está em Rafa sobreviver às três primeiras rodadas – algo que sempre foi uma verdade para ele próprio. Bjorn esteve em sérias dificuldades, algumas vezes, nas primeiras rodadas na grama, mas sempre encontrava uma maneira de escapar, ou seus adversários encontravam um jeito de lhe jogar a partida de volta no colo.

Borg não deixa Federer perdido em quadra, dizendo que se o suíço mantiver a motivação, e ficar longe de contusões, ainda deve vencer outros Grand Slams. Talvez se lembre dele próprio, quando abandonou o circuito praticamente na idade atual de Federer, ao afirmar que o suíço terá que olhar bem dentro de si, para ver o quanto mais ele quer vencer. Para Bjorn, Roland Garros é uma possibilidade real para o 1º do ranking pelo menos até 2010, quando completará 29 anos e ainda mais adversários surgirão.

Bjorn Borg não se esquivou de falar de Novak Djokovic. Lembra que Novak tem só 20 anos e joga bem em qualquer piso. Borg completa o meio de campo, afirmando que não ficaria surpreso se o sérvio terminasse a temporada como o 1º do mundo. Diz que, no seu interior, Djoko acredita que pode vencer qualquer um dos Grand Slams, e isso pode fazer a diferença

Pelas declarações do campeão – para mim, o tenista mais dominante que já surgiu no circuito e o que abriu um novo horizonte em termos de público e fãs com seu carisma juvenil e vitórias inéditas – e pela realidade atual do tênis masculino, onde pelo menos três tenistas podem vencer qualquer um dos G. Slams, acaba a era de dominação de Roger Federer e voltamos a ter um circuito competitivo no topo da piramide. Não há cenário melhor para os fãs.

Como não tenho a entrevista da ESPN, abaixo dois videos com declarações similares de Borg sobre Nadal, logo após Wimbledon 2007, e mais abaixo sobre Federer, também em 2007. Ambas na mesma linha do descrito acima. Interessante é que as pessoas falam mais sobre a possibilidade de Federer vencer Roland Garros, enquanto Borg coloca a luz mais sobre Nadal conquistar Wimbledon. Ele, mais do que qualquer um, deve saber.

Autor: Tags:

terça-feira, 29 de abril de 2008 Tênis Masculino | 00:35

kuerten – o contraponto

Compartilhe: Twitter

Talvez um contraponto do post anterior, sejam os comentários de alguns dos melhores tenistas atuais sobre Gustavo Kuerten. Mesmo lembrando que Guga – pelo menos em Roland Garros, e antes de sua contusão – era um dos que mais pedia fisioterapeutas durante os jogos, e seu abandono na final de Indianápolis 2001 contra Pat Rafter, como fez questão de lembrar um leitor – mas ai já sofrendo com as dores e sem sequer perder o 1º set (estava 2×4 no 1º set).
O interessante e simpático depoimento das feras está ai abaixo. Em inglês.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 00:35

kuerten – o contraponto

Compartilhe: Twitter

Talvez um contraponto do post anterior, sejam os comentários de alguns dos melhores tenistas atuais sobre Gustavo Kuerten. Mesmo lembrando que Guga – pelo menos em Roland Garros, e antes de sua contusão – era um dos que mais pedia fisioterapeutas durante os jogos, e seu abandono na final de Indianápolis 2001 contra Pat Rafter, como fez questão de lembrar um leitor – mas ai já sofrendo com as dores e sem sequer perder o 1º set (estava 2×4 no 1º set).

O interessante e simpático depoimento das feras está ai abaixo. Em inglês.

Autor: Tags:

segunda-feira, 28 de abril de 2008 Tênis Masculino | 23:00

be quiet, ok?!

Compartilhe: Twitter

Novak Djokovic não esteve na final de Monte Carlo, mas não deixou de ser noticia no principado. À parte de atingir as semifinais, sempre um resultado que fala alto, o sérvio foi comentado por outras duas razões não tão positivas.

Primeiro o pito que Roger Federer deu em seus pais durante a partida, lançando um “be quiet” – um “fiquem quietos” dos mais diretos que pode ser interpretado como um não tão discreto cala boca. Para quem acompanha as partidas do sérvio não é novidade o quanto eles – a família – gostam de se manifestar durante os jogos do filho. Para quem não é habitue do circuito, lembro que se espera certa elegância nos camarotes dos tenistas. Aplausos são bem vindos, muito mais do que isso já é infringir uma regra não escrita, e por isso o desrespeito conforme a vontade e as maneiras do freguês. Reclamar em voz alta uma marcação do juiz – o que aconteceu no confronto da semifinal – pode ser considerado uma pressão sobre o árbitro um tanto fora do contexto.

Não dá para não lembrar que a reação de Federer também é um tanto fora do contexto. Presumo que ele deva estar com os respectivos um tanto atravessados na garganta ou, no mínimo, não seja um fã das imitações de vestiários do rapaz. A animosidade fria e distante não é nenhuma novidade entre os dois tenistas.

A segunda razão pela qual o sérvio chamou a atenção foi o seu abandono de quadra no início do 2º set. Pode ser que eu seja das antigas, mas essas coisas que se tornaram freqüentes nas quadras eu não consigo engolir. Davydenko perde o 1º set na final – ai tá doendo. Djoko perde o 1º set na semi – ai, não dá mais. Estão precisando tirar o adversário de jogo? – interrompa a partida chamando o fisioterapeuta, ou pior, vamos ao banheiro.

Não muito tempo atrás não existia ir ao banheiro durante os jogos – só para as mulheres. Abandonar jogos só em casos de sérias contusões e não essas frescuras de hoje – estou machucado, mas daqui a dois dias estou matando a pau.

Quem quiser o cala boca do Federer assista o vídeo abaixo. Quem quiser ver o Djoko imitando o suíço (a 2ª imitação) – fazendo um Federer beeem afetado – assista o outro. Duvido que o suíço divertiu-se com a imitação.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 23:00

be quiet, ok?!

Compartilhe: Twitter

Novak Djokovic não esteve na final de Monte Carlo, mas não deixou de ser noticia no principado. À parte de atingir as semifinais, sempre um resultado que fala alto, o sérvio foi comentado por outras duas razões não tão positivas.

Primeiro o pito que Roger Federer deu em seus pais durante a partida, lançando um “be quiet” – um “fiquem quietos” dos mais diretos que pode ser interpretado como um não tão discreto cala boca. Para quem acompanha as partidas do sérvio não é novidade o quanto eles – a família – gostam de se manifestar durante os jogos do filho. Para quem não é habitue do circuito, lembro que se espera certa elegância nos camarotes dos tenistas. Aplausos são bem vindos, muito mais do que isso já é infringir uma regra não escrita, e por isso o desrespeito conforme a vontade e as maneiras do freguês. Reclamar em voz alta uma marcação do juiz – o que aconteceu no confronto da semifinal – pode ser considerado uma pressão sobre o árbitro um tanto fora do contexto.

Não dá para não lembrar que a reação de Federer também é um tanto fora do contexto. Presumo que ele deva estar com os respectivos um tanto atravessados na garganta ou, no mínimo, não seja um fã das imitações de vestiários do rapaz. A animosidade fria e distante não é nenhuma novidade entre os dois tenistas.

A segunda razão pela qual o sérvio chamou a atenção foi o seu abandono de quadra no início do 2º set. Pode ser que eu seja das antigas, mas essas coisas que se tornaram freqüentes nas quadras eu não consigo engolir. Davydenko perde o 1º set na final – ai tá doendo. Djoko perde o 1º set na semi – ai, não dá mais. Estão precisando tirar o adversário de jogo? – interrompa a partida chamando o fisioterapeuta, ou pior, vamos ao banheiro.

Não muito tempo atrás não existia ir ao banheiro durante os jogos – só para as mulheres. Abandonar jogos só em casos de sérias contusões e não essas frescuras de hoje – estou machucado, mas daqui a dois dias estou matando a pau.

Quem quiser o cala boca do Federer assista o vídeo abaixo. Quem quiser ver o Djoko imitando o suíço (a 2ª imitação) – fazendo um Federer beeem afetado – assista o outro. Duvido que o suíço divertiu-se com a imitação.

Autor: Tags:

domingo, 27 de abril de 2008 Tênis Masculino | 18:45

o quesito

Compartilhe: Twitter

Como eu escrevi aqui anteriormente, mais de uma pessoa já me disse que o mais divertido do blog são os comentários. Suponho que se referem à paixão de alguns, o humor de outros, a imparcialidade de não tão poucos e principalmente a visão diversa de muitos – enfim um espaço para aqueles que gostam do tênis e, por que não, da minha opinião. Mas, por favor, não se percam nas razões e nas certezas pessoais para abaixar o nível do pedaço.

Podem ter a certeza que, volta e meia, eu sinto que se escrever algo aqui de uma certa maneira deixarei meu ponto de vista mais claro. Mas, como não escrevo só para mim nem estou em uma roda com amigos do peito e da minha intimidade, procuro um vocabulário e uma maneira que possa ser digerida e aceita pelo tipo de pessoas que quero lendo meu blog. Aí refaço, ajusto, edito. Confesso que, mesmo em dias atuais, de pressa e internet, espero um pouco disso de meus amigos leitores.

Por falar nisso, após a final de hoje, debaixo do chuveiro, me veio à mente uma perfeita descrição para a final de hoje. Foi algo que lembrei de uma mini entrevista da atriz/modelo Fernanda Lima, quando perguntada sobre algumas características físicas dos homens com quem ela transou. Infelizmente, e coloca infelizmente nisso, não dá para usá-la. Fiquei morrendo de vontade, mas isso passa.

A outra maneira de resumir a vitória de Nadal sobre Federer é a seguinte:

O espanhol tem menos habilidades do que o suíço, um tenista que possui um menu extenso e variado de golpes, enquanto seu rival tem que fazer das tripas coração. Nadal é um jogador que para conquistar o que já o fez, tem que se manter esperto cada ponto do jogo. É muito difícil ele dando pontos de graça ou “viajando” na maionese. Pode até fazer erros juvenis, mas só quando mexem com a sua confiança.

Já Federer, está acostumado a elevar o seu padrão conforme a necessidade. Ele dá algumas mini viajadas a mais em um jogo, para logo se recuperar, utilizando seu arsenal e a intimidação natural sobre os adversários pelo nível de seu jogo. Mas nem sempre isso é possível, especialmente contra um rival como Nadal.

Hoje Nadal venceu 7/5 7/5 porque é mais brigador do que o suíço. O jogo esteve parelho, interessante, lutado, variado, gostoso de ver. Mas Federer abriu uma tremenda vantagem no 2º set, graças a um estupendo momento de seu jogo, e não aproveitou. Viajou. O mínimo que posso escrever é que vacilou. Quando tentou voltar ao jogo, o espanhol deu-lhe a porta na cara.

Ganhou Nadal porque desde sempre ele entendeu que para ser um campeão precisa ser intenso durante todo o jogo. Já Roger Federer, provavelmente graças ao enorme talento e habilidades que Deus lhe deu, ainda não atingiu esse patamar nesse mesmo quesito.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 18:45

o quesito

Compartilhe: Twitter

Como eu escrevi aqui anteriormente, mais de uma pessoa já me disse que o mais divertido do blog são os comentários. Suponho que se referem à paixão de alguns, o humor de outros, a imparcialidade de não tão poucos e principalmente a visão diversa de muitos – enfim um espaço para aqueles que gostam do tênis e, por que não, da minha opinião. Mas, por favor, não se percam nas razões e nas certezas pessoais para abaixar o nível do pedaço.

Podem ter a certeza que, volta e meia, eu sinto que se escrever algo aqui de uma certa maneira deixarei meu ponto de vista mais claro. Mas, como não escrevo só para mim nem estou em uma roda com amigos do peito e da minha intimidade, procuro um vocabulário e uma maneira que possa ser digerida e aceita pelo tipo de pessoas que quero lendo meu blog. Aí refaço, ajusto, edito. Confesso que, mesmo em dias atuais, de pressa e internet, espero um pouco disso de meus amigos leitores.

Por falar nisso, após a final de hoje, debaixo do chuveiro, me veio à mente uma perfeita descrição para a final de hoje. Foi algo que lembrei de uma mini entrevista da atriz/modelo Fernanda Lima, quando perguntada sobre algumas características físicas dos homens com quem ela transou. Infelizmente, e coloca infelizmente nisso, não dá para usá-la. Fiquei morrendo de vontade, mas isso passa.

A outra maneira de resumir a vitória de Nadal sobre Federer é a seguinte:

O espanhol tem menos habilidades do que o suíço, um tenista que possui um menu extenso e variado de golpes, enquanto seu rival tem que fazer das tripas coração. Nadal é um jogador que para conquistar o que já o fez, tem que se manter esperto cada ponto do jogo. É muito difícil ele dando pontos de graça ou “viajando” na maionese. Pode até fazer erros juvenis, mas só quando mexem com a sua confiança.

Já Federer, está acostumado a elevar o seu padrão conforme a necessidade. Ele dá algumas mini viajadas a mais em um jogo, para logo se recuperar, utilizando seu arsenal e a intimidação natural sobre os adversários pelo nível de seu jogo. Mas nem sempre isso é possível, especialmente contra um rival como Nadal.

Hoje Nadal venceu 7/5 7/5 porque é mais brigador do que o suíço. O jogo esteve parelho, interessante, lutado, variado, gostoso de ver. Mas Federer abriu uma tremenda vantagem no 2º set, graças a um estupendo momento de seu jogo, e não aproveitou. Viajou. O mínimo que posso escrever é que vacilou. Quando tentou voltar ao jogo, o espanhol deu-lhe a porta na cara.

Ganhou Nadal porque desde sempre ele entendeu que para ser um campeão precisa ser intenso durante todo o jogo. Já Roger Federer, provavelmente graças ao enorme talento e habilidades que Deus lhe deu, ainda não atingiu esse patamar nesse mesmo quesito.

Autor: Tags:

sábado, 26 de abril de 2008 Tênis Masculino | 17:10

a final de monte carlo

Compartilhe: Twitter

Mexe, tira e põe voltamos ao que todos, no fundo de seus corações, esperavam e queriam. Uma final entre Roger Federer e Rafael Nadal. Entre o 1º e o 2º do mundo. Entre o mais talentoso e habilidoso e o mais forte e guerreiro. Entre dois pólos do tênis – aquele que se impõe com estilo clássico e gracioso e aquele com golpes mais duros e menos vistosos. Dois estilos distintos que o tênis é generoso e democrático o bastante para acolher.

Desde que Federer e Nadal tornaram-se os grandes rivais, esporadicamente ouço e leio comentários de leitores e telespectadores me acusando de não gostar do Nadal e adorar o Federer. Computo isso como uma falta de atenção ao que escrevo e falo ou uma simples confusão mental da parte dos que fazem tais comentários.

Primeiro o que adoro ou odeio em uma quadra de tênis não passa pelos meus gostos pessoais, ao menos no que diz respeito os aspectos tenisticos. Se quiserem me acusar de ter um pouco mais de gosto pela Aninha Ivanovic do que pela Serena Williams, ofereço a mão palmatória, por razões que escapam a lógica pela qual analiso o tênis. Como jogadora, gosto mais da Serena, ainda.

Assim sendo, quero deixar claro duas opiniões. Primeiro, tenho um respeito enorme pelo tenista e homem Rafael Nadal, por sua postura em quadra e fora. Um tenista que considero sem grandes golpes per si que, no entanto, graças à sua força mental e física, consegue fazer das armas a sua disposição um arsenal extremamente eficiente e temido. Um tenista que vai sempre oferecer, dentro de uma quadra, tudo o que tem – eu considero altamente improvável que ele possa um dia fazer coisas do tipo que vários russos fazem; entregar jogos, jogar torneios sem a disposição necessária, pouco respeito pelo público, que tem o direito de esperar o máximo de quem é, muito bem, pago para jogar.

Com o Nadal é o seguinte; “se quer ganhar de mim, vai ter que comer o pão que o diabo amassou e ainda me enfiá-lo goela abaixo. Senão, eu serei o vencedor após a última bola”. Eu tenho o maior respeito por tenistas que trazem essa postura para a quadra. Sou fã do cara. E quem, daqui para frente, insistir em afirmar o contrário terá o meu mais frio desprezo.

Do outro lado da rede, Roger Federer. Um tenista que consegue aliar um talento impar com outros atributos necessários para se forjar um campeão. Nestes 50 anos de tênis, o que eu já vi de jogador habilidoso e talentoso, no máximo se tornar um zero à esquerda, eu sequer tenho a conta. Federer é um campeão a ser respeitado pela apresentação de seu tênis – extremamente agradável de assistir, pela maneira como coloca esse pacote a serviço do objetivo maior – vencer -, e sua postura elegante, dentro e fora da quadra, respeitando as origens, o clima, a tradição, o público, os organizadores e patrocinadores do tênis.

São esses dois universos que, que longe de se conflitarem, se completam e se confrontam amanhã. Eu, e vocês, se estiverem espertos, não deixaremos de acompanha-los a partir das 10hs do Domingo. Divirtam-se.

Autor: Tags:

Tênis Masculino | 17:10

a final de monte carlo

Compartilhe: Twitter

Mexe, tira e põe voltamos ao que todos, no fundo de seus corações, esperavam e queriam. Uma final entre Roger Federer e Rafael Nadal. Entre o 1º e o 2º do mundo. Entre o mais talentoso e habilidoso e o mais forte e guerreiro. Entre dois pólos do tênis – aquele que se impõe com estilo clássico e gracioso e aquele com golpes mais duros e menos vistosos. Dois estilos distintos que o tênis é generoso e democrático o bastante para acolher.

Desde que Federer e Nadal tornaram-se os grandes rivais, esporadicamente ouço e leio comentários de leitores e telespectadores me acusando de não gostar do Nadal e adorar o Federer. Computo isso como uma falta de atenção ao que escrevo e falo ou uma simples confusão mental da parte dos que fazem tais comentários.

Primeiro o que adoro ou odeio em uma quadra de tênis não passa pelos meus gostos pessoais, ao menos no que diz respeito os aspectos tenisticos. Se quiserem me acusar de ter um pouco mais de gosto pela Aninha Ivanovic do que pela Serena Williams, ofereço a mão palmatória, por razões que escapam a lógica pela qual analiso o tênis. Como jogadora, gosto mais da Serena, ainda.

Assim sendo, quero deixar claro duas opiniões. Primeiro, tenho um respeito enorme pelo tenista e homem Rafael Nadal, por sua postura em quadra e fora. Um tenista que considero sem grandes golpes per si que, no entanto, graças à sua força mental e física, consegue fazer das armas a sua disposição um arsenal extremamente eficiente e temido. Um tenista que vai sempre oferecer, dentro de uma quadra, tudo o que tem – eu considero altamente improvável que ele possa um dia fazer coisas do tipo que vários russos fazem; entregar jogos, jogar torneios sem a disposição necessária, pouco respeito pelo público, que tem o direito de esperar o máximo de quem é, muito bem, pago para jogar.

Com o Nadal é o seguinte; “se quer ganhar de mim, vai ter que comer o pão que o diabo amassou e ainda me enfiá-lo goela abaixo. Senão, eu serei o vencedor após a última bola”. Eu tenho o maior respeito por tenistas que trazem essa postura para a quadra. Sou fã do cara. E quem, daqui para frente, insistir em afirmar o contrário terá o meu mais frio desprezo.

Do outro lado da rede, Roger Federer. Um tenista que consegue aliar um talento impar com outros atributos necessários para se forjar um campeão. Nestes 50 anos de tênis, o que eu já vi de jogador habilidoso e talentoso, no máximo se tornar um zero à esquerda, eu sequer tenho a conta. Federer é um campeão a ser respeitado pela apresentação de seu tênis – extremamente agradável de assistir, pela maneira como coloca esse pacote a serviço do objetivo maior – vencer -, e sua postura elegante, dentro e fora da quadra, respeitando as origens, o clima, a tradição, o público, os organizadores e patrocinadores do tênis.

São esses dois universos que, que longe de se conflitarem, se completam e se confrontam amanhã. Eu, e vocês, se estiverem espertos, não deixaremos de acompanha-los a partir das 10hs do Domingo. Divirtam-se.

Autor: Tags:

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última