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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 Tênis Masculino | 15:41

o artista da raquete

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Ontem, pela primeira vez, vi Roger Federer, após o término da partida, levantar a perna, passar por cima rede e ir ao outro lado para cumprimentar o adversário. No caso, o tenista/espetáculo Fabrice Santoro. Acho difícil imaginar um gesto mais sutil e espontâneo de admiração, vindo de um tenista que reside em patamar diferenciado não só no tênis atual, como na história do esporte. Hoje, um gesto, uma menção, um elogio desse gênio da raquete tem um peso e uma mensagem que não pode e não passa despercebido.

Santoro, aos 35 anos, acaba de bater o recorde de participações em Grand Slams – 62 – que dividia com André Agassi. Essa longevidade tem uma razão de ser – o amor desse jogador pelo tênis e o quanto ele se diverte em quadra. Seu estilo, heterodoxo, mágico e diferenciado, tinha tudo para ser rude e engessado. Mas a graça emocional com que foi agraciado, transformou esse estilo em pura poesia. Não há outro tenista com seu estilo, porém, mais importante, não há nenhum outro tenista com a capacidade de realizar com a raquete o que esse francês nos apresenta. Nas quadras é aplaudido pelo público. Fora dela é admirado e querido por seus colegas de esporte. Porque ninguém melhor do que um outro tenista, independente de seu ranking, qualidade ou idade, para admirar sua arte.

Após a partida, e saber dos elogios de Federer em entrevista, Santoro afirmou, falando de sua longevidade, que provavelmente ama o tênis mais do que a maioria dos tenistas. Além disso, está sempre atento a seu corpo, tenta melhorar a cada dia, procura sempre fazer algo diferente e busca entender ainda mais o que faz em quadra. Qualidades capazes de melhorar a performance e a vida das pessoas em qualquer área. Dentro e fora das quadras, dentro e fora de seus trabalhos.

santoro fazendo arte

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