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Arquivo de janeiro, 2008

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 Tênis Masculino | 14:52

espírito ou circunstâncias?

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Maria: exemplo de espirito ou circustâncias?

O que os campeões do Aberto da Austrália têm em comum? Segundo eles mesmos, uma infância de dificuldades pelo momento que os países de origem de ambos passaram. Maria Sharapova deixou a mãe e uma caótica Rússia aos 7 anos para viver com o pai nos EUA. Novak Djokovic deixou a Sérvia e a família para viver na Academia de Niki Pilic — tenista iugoslavo que foi capitão da equipe da Davis da Alemanha e esteve no confronto do Rio de Janeiro — aos 12 anos. O menino já mostrava uma grande vontade de jogar e a Sérvia vivia um momento doloroso. A idéia do mandar o garoto explorar seu talento em um país mais seguro equilibrava a dor do afastamento, e suas dificuldades inerentes, para uma família dona de uma modesta pizzaria. Ana Ivanovic passou por dificuldades semelhantes — treinava em uma piscina vazia e ia até a Hungria e a Suíça em longas viagens de ônibus para competir. Hoje a sérvia mora em Basel, onde nasceu Roger Federer.

Djokovic afirma que é uma questão de “sorte”. “Alguns têm a vida mais fácil. ‘That’s life’. Outros têm que passar por maiores dificuldades. Foi assim comigo, com Maria, Ana, Jelena e as irmãs Williams. Todas grandes batalhadoras. Sabem apreciar o sucesso e a cada vez que entram em quadra vocês podem ver a energia e as emoções. E ninguém brinca com elas. Eu mesmo jogo com muitas emoções — algumas positivas outras negativas. Sei o quanto significa estar ali na quadra, vencendo. E acredito que a nossa força mental, pela nossa vivência, é algo especial”.

Alguns lembram que as irmãs Williams e Sharapova intimidam suas adversárias com suas atitudes em quadra. Maria diz “não me importo se é intimidação ou não. Eu tomo conto do meu pedaço e o importante é o quanto você acredita quando está em quadra. Eu acredito em mim e sei que posso jogar um grande tênis e ainda melhorar”. Parecem palavras de alguém recém-saído de uma palestra de auto-ajuda. Na verdade, são crenças de quem, apesar da idade, viveu momentos difíceis, foi atrás do seu destino, não ficou choramingando pelo caminho, não buscou uma série de desculpas para amparar o fracasso, não teve medo de encarar as dificuldades, sabe apreciar o que conquistou e não tem a menor culpa de conviver com o sucesso e seus benefícios.

Outras tenistas russas têm histórias semelhantes. O croata Ljubicic teve que rastejar pelas florestas para escapar da guerra e foi morar na Itália. Ljubicic, por um tempo, dividiu o técnico com o sérvio Djokovic, cujo pai é sérvio e a mãe croata, um casamento inflamável nos tempos atuais. Marat Safin foi viver na Espanha aos 12 anos, enviado pela mãe, uma das técnicas de tênis mais conhecidas na Rússia. A quarta semifinalista do AO, a eslovaca Hantuchova, também veio de um país dividido e uma história de dificuldades. m pouco diferente, mas não muito, David Farrer, 6º do mundo, abandonou a carreira quando levou algumas duras a mais do técnico e foi ser pedreiro. Voltou humilde e lutando como poucos após “conhecer” o outro lado.

Abaixo do equador a história, de alguma maneira, se repete. Os argentinos desta geração cresceram em um país empobrecido, onde era difícil arrumar um emprego e, com o “curralito”, dinheiro. Viraram arrimo da família e sabiam bem as dificuldades dos que ficavam na Argentina e não tinham a oportunidade de ganhar em dólares. Além do que, argentino sempre foi brigador, em quadra ou em campo.

Antes que o leitor tire conclusões precipitadas, menciono a brincadeira favorita de Michael Joyce, rebatedor oficial de Maria e cuja mãe a tenista mencionou a morte na entrega do prêmio na Austrália. Ele gosta de brincar com Maria e Yuri que eles, e sua história, ainda arruinarão a vida de muitas famílias que possam acreditar que suas histórias de sucesso é algo fácil de reproduzir. Além disso, Roger Federer e Rafael Nadal são de famílias bem de vida. Luiz Mattar, Cássio Motta, Thomas Koch, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten também vieram de famílias e passados equilibrados. Às vezes modestos, mas nunca com dramas.

São histórias, realidades, circunstâncias e personalidades diferentes. Não sei se um formato tem mais chances do que outro. A adversidade sempre foi um bom fertilizante de caráter. Mas, acima de todas as circunstâncias, impera a personalidade e o espírito humano. Como a ambigüidade parece pairar acima de todas as coisas, lembro uma frase do refinado burguês Marcel Proust, um dos maiores escritores da história, apesar da infância abastada e protegida —”A felicidade é benéfica ao corpo, mas é a aflição que desenvolve os poderes do espírito”. Outras avaliações e comentários eu deixo aos leitores.


o autor de ‘Em busca do tempo perdido’

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Tênis Masculino | 14:52

espírito ou circunstâncias?

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Maria: exemplo de espirito ou circustâncias?

O que os campeões do Aberto da Austrália têm em comum? Segundo eles mesmos, uma infância de dificuldades pelo momento que os países de origem de ambos passaram. Maria Sharapova deixou a mãe e uma caótica Rússia aos 7 anos para viver com o pai nos EUA. Novak Djokovic deixou a Sérvia e a família para viver na Academia de Niki Pilic — tenista iugoslavo que foi capitão da equipe da Davis da Alemanha e esteve no confronto do Rio de Janeiro — aos 12 anos. O menino já mostrava uma grande vontade de jogar e a Sérvia vivia um momento doloroso. A idéia do mandar o garoto explorar seu talento em um país mais seguro equilibrava a dor do afastamento, e suas dificuldades inerentes, para uma família dona de uma modesta pizzaria. Ana Ivanovic passou por dificuldades semelhantes — treinava em uma piscina vazia e ia até a Hungria e a Suíça em longas viagens de ônibus para competir. Hoje a sérvia mora em Basel, onde nasceu Roger Federer.

Djokovic afirma que é uma questão de “sorte”. “Alguns têm a vida mais fácil. ‘That’s life’. Outros têm que passar por maiores dificuldades. Foi assim comigo, com Maria, Ana, Jelena e as irmãs Williams. Todas grandes batalhadoras. Sabem apreciar o sucesso e a cada vez que entram em quadra vocês podem ver a energia e as emoções. E ninguém brinca com elas. Eu mesmo jogo com muitas emoções — algumas positivas outras negativas. Sei o quanto significa estar ali na quadra, vencendo. E acredito que a nossa força mental, pela nossa vivência, é algo especial”.

Alguns lembram que as irmãs Williams e Sharapova intimidam suas adversárias com suas atitudes em quadra. Maria diz “não me importo se é intimidação ou não. Eu tomo conto do meu pedaço e o importante é o quanto você acredita quando está em quadra. Eu acredito em mim e sei que posso jogar um grande tênis e ainda melhorar”. Parecem palavras de alguém recém-saído de uma palestra de auto-ajuda. Na verdade, são crenças de quem, apesar da idade, viveu momentos difíceis, foi atrás do seu destino, não ficou choramingando pelo caminho, não buscou uma série de desculpas para amparar o fracasso, não teve medo de encarar as dificuldades, sabe apreciar o que conquistou e não tem a menor culpa de conviver com o sucesso e seus benefícios.

Outras tenistas russas têm histórias semelhantes. O croata Ljubicic teve que rastejar pelas florestas para escapar da guerra e foi morar na Itália. Ljubicic, por um tempo, dividiu o técnico com o sérvio Djokovic, cujo pai é sérvio e a mãe croata, um casamento inflamável nos tempos atuais. Marat Safin foi viver na Espanha aos 12 anos, enviado pela mãe, uma das técnicas de tênis mais conhecidas na Rússia. A quarta semifinalista do AO, a eslovaca Hantuchova, também veio de um país dividido e uma história de dificuldades. m pouco diferente, mas não muito, David Farrer, 6º do mundo, abandonou a carreira quando levou algumas duras a mais do técnico e foi ser pedreiro. Voltou humilde e lutando como poucos após “conhecer” o outro lado.

Abaixo do equador a história, de alguma maneira, se repete. Os argentinos desta geração cresceram em um país empobrecido, onde era difícil arrumar um emprego e, com o “curralito”, dinheiro. Viraram arrimo da família e sabiam bem as dificuldades dos que ficavam na Argentina e não tinham a oportunidade de ganhar em dólares. Além do que, argentino sempre foi brigador, em quadra ou em campo.

Antes que o leitor tire conclusões precipitadas, menciono a brincadeira favorita de Michael Joyce, rebatedor oficial de Maria e cuja mãe a tenista mencionou a morte na entrega do prêmio na Austrália. Ele gosta de brincar com Maria e Yuri que eles, e sua história, ainda arruinarão a vida de muitas famílias que possam acreditar que suas histórias de sucesso é algo fácil de reproduzir. Além disso, Roger Federer e Rafael Nadal são de famílias bem de vida. Luiz Mattar, Cássio Motta, Thomas Koch, Jaime Oncins, Carlos Kirmayr, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten também vieram de famílias e passados equilibrados. Às vezes modestos, mas nunca com dramas.

São histórias, realidades, circunstâncias e personalidades diferentes. Não sei se um formato tem mais chances do que outro. A adversidade sempre foi um bom fertilizante de caráter. Mas, acima de todas as circunstâncias, impera a personalidade e o espírito humano. Como a ambigüidade parece pairar acima de todas as coisas, lembro uma frase do refinado burguês Marcel Proust, um dos maiores escritores da história, apesar da infância abastada e protegida —”A felicidade é benéfica ao corpo, mas é a aflição que desenvolve os poderes do espírito”. Outras avaliações e comentários eu deixo aos leitores.



o autor de ‘Em busca do tempo perdido’

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 Tênis Masculino | 20:13

Juiz #@$%**

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Já vi algumas sem-vergonhices por parte de alguns juízes de cadeira – bem poucas, considerando o que já assisti de partidas de tênis. As maiores barbaridades acontecem por inexperiência ou por algum problema pessoal do juiz com o tenista, algo que existe, apesar de todos os juízes jurarem de pés juntos que não. Tá bom.

Não vou contar muitos casos porque não é hora. Mas algo que vi hoje me lembrou de algo que me aconteceu, como capitão da Equipe Brasileira na Copa Davis, cerca de 25 anos atrás. Parece muito tempo – o leitor considere como História. O que vi hoje, e está documentado no site do torneio de Dallas, é o tenista mexicano Bruno Echegaray ser “garfado” por uma juizinha americana muito da sem-vergonha. Considerem o cenário: o rapaz sacava 5×6 no tie break do terceiro set.

Errou o primeiro, e o vídeo, se não dá a certeza que ele não encostou na linha, dá a certeza que não pisou. De qualquer maneira, nada para se chamar um foot-fault no segundo saque e match-point. Algo que nunca vi, ou ouvi falar, na minha vida. O rapaz foi à loucura. Sai do campo da câmera com a raquete na mão e, quando eu pensava que ia abrir a cabeça da juizinha no meio, decide estraçalhar a raquete no chão.

Dá meia volta, manda a raquete para o outro lado da quadra, cumprimenta o adversário com toda a educação, até porque ele não tem nada a ver com a sem-vergonhice, e vai para sua mesa terminar o trabalho para cima da mesa e da cadeira. Após extravasar um “poquito” pegou suas coisas e saiu da quadra. No final do vídeo, dá para ver a sem-vergonha recolhendo pedaços da raquete do coitado. Provavelmente vai pendurar na parede e colocar embaixo. “O dia em que eu roubei um mexicano na frente das câmeras e ninguém fez nada”.

Para assistir o assalto ao mexicano, copie e cole o link abaixo, e então clique em “Witten def Echegaray”. Como ali está a partida inteira, leve o comando do vídeo-player até quase o fim para assistir o tie break e a palhaçada.

http://braingame.dartfishnet.com/pages.cfm?gpt=3&g=438&id=436

O incidente me lembrou da Copa Davis contra a Alemanha, no início dos anos 80 no ginásio menor do Ibirapuera em São Paulo. Os dois países estavam empatados após o primeiro dia de confronto. Jogavam as duplas pelo Brasil, Carlos Kirmayr e Marcos Hocevar. Pela Alemanha, dois tenistas que deletei os nomes. A Alemanha vencia por 2×1 em sets e Kirmayr sacava em 8×8 no 4º set. Vantagem contra.

Segundo saque. Na linha de fundo um japonês. Atrás dele, um conhecido promotor de torneios aqui no país, que organizava o confronto e tinha problemas com membros da equipe brasileira, como sempre teve com outros tenistas. Kirmayr jogou a bola, sacou e o estádio inteiro ouviu o berro do japonês – FOOT FAULT. O serviço do Brasil foi quebrado e os alemães sacaram, em um tapete rapidíssimo, para fechar em cima dos tenistas brasileiros completamente ensandecidos. Roubados no próprio país.

Inexperiência ou pessoal?

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Tênis Masculino | 20:13

Juiz #@$%**

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Já vi algumas sem-vergonhices por parte de alguns juízes de cadeira – bem poucas, considerando o que já assisti de partidas de tênis. As maiores barbaridades acontecem por inexperiência ou por algum problema pessoal do juiz com o tenista, algo que existe, apesar de todos os juízes jurarem de pés juntos que não. Tá bom.

Não vou contar muitos casos porque não é hora. Mas algo que vi hoje me lembrou de algo que me aconteceu, como capitão da Equipe Brasileira na Copa Davis, cerca de 25 anos atrás. Parece muito tempo – o leitor considere como História. O que vi hoje, e está documentado no site do torneio de Dallas, é o tenista mexicano Bruno Echegaray ser “garfado” por uma juizinha americana muito da sem-vergonha. Considerem o cenário: o rapaz sacava 5×6 no tie break do terceiro set.

Errou o primeiro, e o vídeo, se não dá a certeza que ele não encostou na linha, dá a certeza que não pisou. De qualquer maneira, nada para se chamar um foot-fault no segundo saque e match-point. Algo que nunca vi, ou ouvi falar, na minha vida. O rapaz foi à loucura. Sai do campo da câmera com a raquete na mão e, quando eu pensava que ia abrir a cabeça da juizinha no meio, decide estraçalhar a raquete no chão.

Dá meia volta, manda a raquete para o outro lado da quadra, cumprimenta o adversário com toda a educação, até porque ele não tem nada a ver com a sem-vergonhice, e vai para sua mesa terminar o trabalho para cima da mesa e da cadeira. Após extravasar um “poquito” pegou suas coisas e saiu da quadra. No final do vídeo, dá para ver a sem-vergonha recolhendo pedaços da raquete do coitado. Provavelmente vai pendurar na parede e colocar embaixo. “O dia em que eu roubei um mexicano na frente das câmeras e ninguém fez nada”.

Para assistir o assalto ao mexicano, copie e cole o link abaixo, e então clique em “Witten def Echegaray”. Como ali está a partida inteira, leve o comando do vídeo-player até quase o fim para assistir o tie break e a palhaçada.

http://braingame.dartfishnet.com/pages.cfm?gpt=3&g=438&id=436

O incidente me lembrou da Copa Davis contra a Alemanha, no início dos anos 80 no ginásio menor do Ibirapuera em São Paulo. Os dois países estavam empatados após o primeiro dia de confronto. Jogavam as duplas pelo Brasil, Carlos Kirmayr e Marcos Hocevar. Pela Alemanha, dois tenistas que deletei os nomes. A Alemanha vencia por 2×1 em sets e Kirmayr sacava em 8×8 no 4º set. Vantagem contra.

Segundo saque. Na linha de fundo um japonês. Atrás dele, um conhecido promotor de torneios aqui no país, que organizava o confronto e tinha problemas com membros da equipe brasileira, como sempre teve com outros tenistas. Kirmayr jogou a bola, sacou e o estádio inteiro ouviu o berro do japonês – FOOT FAULT. O serviço do Brasil foi quebrado e os alemães sacaram, em um tapete rapidíssimo, para fechar em cima dos tenistas brasileiros completamente ensandecidos. Roubados no próprio país.

Inexperiência ou pessoal?

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terça-feira, 29 de janeiro de 2008 Tênis Masculino | 14:43

tenistas e aeroportos

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Já escrevi mais de uma vez que a maior razão para o tenista abandonar a carreira não é a falta de condição física e sim que ele simplesmente não suporta mais o estresse de viver em aeroportos e aviões. Aos 30 anos o corpo ainda tem muito a oferecer – é só lembrarmos Rosewall, Connors, Agassi e Bjorkman, entre outros. Mas o constante martírio das viagens vai minando a vontade. Especialmente atualmente, onde as viagens internacionais se tornaram aventuras radicais, com inspeções sem fim, atrasos, mudanças, péssimos serviços e mau humor generalizado. E não estou falando dos aeroportos brasileiros.

Um agravante para os tenistas é o fato de não poder fazer reservas para a saída do torneio. Eles não sabem quando vão perder. E como quem perde não quer passar outro dia sequer na cidade, correm para o aeroporto na esperança de conseguir um lugar que não seja na asa. Que o diga o espanhol Rafael Nadal, que viaja sempre na Bussiness Class – parece que a 1ª classe é mesmo para VIPs corporativos que passam a conta para a empresa e novos ricos com necessidade de auto-afirmação. Tenistas são conhecidos como mãos-de-vaca. Após perder, prematuramente, para Tsonga, Nadal foi para o aeroporto e teve que embarcar para Barcelona, via Singapura. Na primeira parte da viagem embarcou na Bussiness Class. Para o resto da viagem teve que se contentar com o fundo do busão. Deve ter sido uma longa viagem. Muito tempo para pensar na perda da oportunidade de se tornar o 1º do ranking e de levar uma surra de um então desconhecido enquanto brigava com a perninha de um franguinho sem-vergonha na econômica. É o bastante para mexer com a cabeça e a auto-estima de quem já tem um montão no banco. Aos 20 anos de idade, o rapaz deve tirar de letra. Aos 30 já fica mais difícil.

Enquanto isso, Roger Federer usa o seu próprio avião, algo que Sampras e Agassi faziam, conseqüência de um contrato de publicidade. Até nisso o suíço aparenta ter mais categoria que seu rival. É a velha história. Ele é bom e por isso tem avião, e tendo avião fica mais fácil manter-se como o melhor. Enquanto imaginamos o Rafa comendo com talheres de plástico, carregando sua sacolona de raquetes, respondendo a demandas dos 200 colegas da Econômica, sofrendo o martírio dos check-in e a angustia da espera pela bagagem, dêem uma olhadinha na pinta do Federer. A foto é de um avião igual ao dele. O link abaixo leva a uma entrevista do Federer, dentro do avião.

VEJAM FEDERER NO AVIÃOZINHO DELE: Federer à jato!


O FALCON 2000EX DE FEDERER

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Tênis Masculino | 14:43

tenistas e aeroportos

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Já escrevi mais de uma vez que a maior razão para o tenista abandonar a carreira não é a falta de condição física e sim que ele simplesmente não suporta mais o estresse de viver em aeroportos e aviões. Aos 30 anos o corpo ainda tem muito a oferecer – é só lembrarmos Rosewall, Connors, Agassi e Bjorkman, entre outros. Mas o constante martírio das viagens vai minando a vontade. Especialmente atualmente, onde as viagens internacionais se tornaram aventuras radicais, com inspeções sem fim, atrasos, mudanças, péssimos serviços e mau humor generalizado. E não estou falando dos aeroportos brasileiros.

Um agravante para os tenistas é o fato de não poder fazer reservas para a saída do torneio. Eles não sabem quando vão perder. E como quem perde não quer passar outro dia sequer na cidade, correm para o aeroporto na esperança de conseguir um lugar que não seja na asa. Que o diga o espanhol Rafael Nadal, que viaja sempre na Bussiness Class – parece que a 1ª classe é mesmo para VIPs corporativos que passam a conta para a empresa e novos ricos com necessidade de auto-afirmação. Tenistas são conhecidos como mãos-de-vaca. Após perder, prematuramente, para Tsonga, Nadal foi para o aeroporto e teve que embarcar para Barcelona, via Singapura. Na primeira parte da viagem embarcou na Bussiness Class. Para o resto da viagem teve que se contentar com o fundo do busão. Deve ter sido uma longa viagem. Muito tempo para pensar na perda da oportunidade de se tornar o 1º do ranking e de levar uma surra de um então desconhecido enquanto brigava com a perninha de um franguinho sem-vergonha na econômica. É o bastante para mexer com a cabeça e a auto-estima de quem já tem um montão no banco. Aos 20 anos de idade, o rapaz deve tirar de letra. Aos 30 já fica mais difícil.

Enquanto isso, Roger Federer usa o seu próprio avião, algo que Sampras e Agassi faziam, conseqüência de um contrato de publicidade. Até nisso o suíço aparenta ter mais categoria que seu rival. É a velha história. Ele é bom e por isso tem avião, e tendo avião fica mais fácil manter-se como o melhor. Enquanto imaginamos o Rafa comendo com talheres de plástico, carregando sua sacolona de raquetes, respondendo a demandas dos 200 colegas da Econômica, sofrendo o martírio dos check-in e a angustia da espera pela bagagem, dêem uma olhadinha na pinta do Federer. A foto é de um avião igual ao dele. O link abaixo leva a uma entrevista do Federer, dentro do avião.

VEJAM FEDERER NO AVIÃOZINHO DELE: Federer à jato!



O FALCON 2000EX DE FEDERER

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Tênis Masculino | 01:28

mais respostas

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Aqui vão mais algumas respostas aos comentários. Outras respostas vão aparecer no local onde foram feitos os comentários. Obrigado e mantenham este Blog ágil.

Valdecy Gusmão – O nome do Federer é com ênfase na 1ª sílaba.

Diego Maseder – Sua pergunta sobre Gustavo Kuerten pede mais do que uma breve resposta. Que virá em breve. Adianto que sua opinião não deve estar distante da minha, tanto no assunto treinos/jogos, como o dos GS.

Alguns leitores – sobre a atitude de alguns jovens tenistas em quadra. As atitudes um tanto agressivas, com encaradas, demora para sacar, punhos levantados – “on your face” como dizem os americanos, e outras deselegantes, são lugar comum nos torneios juvenis. Geralmente desaparecem com o tempo – vejam o Hewitt. Ou não desaparecem, lembrem de Connors e McEnroe. No fundo é uma questão de personalidade e caráter. Nem todos nasceram para ser Borg, Federer ou Graf.

Bessa – Legal o seu post e suas colocações.

Arthur Craft – Se você olhar o tênis por outras perspectivas verá que a vitória de tenistas como Sharapova e Djokovic trazem outras qualidades, recursos e posturas que acrescentam à grandeza de qualquer esporte. Nem que sejam, como você coloca, como contraponto a tenistas como Federer e Henin.

Rodrigo Nicoletto e Aldanir Araujo- Definitivamente o Tsonga demarcou seu território. O rapaz é forte, tem bons golpes, excelente saque, muita habilidade junto à rede e personalidade. Ainda vamos acompanhar grandes jogos dele, que é mais excitante que os outros franceses que estão por aí. Inclusive seu companheiro e bom amigo Gasquet, que já é top ten, tem uma linda esquerda, mas ainda busca o seu melhor tênis. / Existe uma linha entre transparecer o emocional, que enriquece o esporte, especialmente para o público, e flertar com atitudes anti-esportivas que passam impunes pelo receio dos organizadores em confrontar os tops do esporte. A maioria dos jovens tenistas encaixa na 1ª opção. Mas há invasão de limites que um esporte como o tênis exige.

Ivo e Rossini Santiago – Está certo, o Federer vinha de uma virose, não jogou torneios preparatórios, cometeu erros tolos. Talvez sirva de alerta. Talvez seja hora de um técnico. O Nadal é o que mais deve sofrer com os novos talentos. Eles entram mais na faixa dele do que na do Federer. E são da mesma idade. Ele com mais experiência, porém mais exposto a contusões.

Maria Carolina – Gosto de cada um de seus posts. Bem escritos, objetivos e opinativos. Mantenha, please.

Marcosmag – Adorei a frase do Flávio Gikovate sobre o campeão. “O campeão é o que tem menos medo de perder”.

Fabio Arruda – Não vejo problema em iniciar no tênis com uma raquete de madeira. Só acho que você vai perder as vantagens que os avanços tecnológicos oferecem. Como maior potência e controle. Além de lhe dar algo mais próximo do seu estilo, seja ele qual for.

Luiz Victor – Não existe mito, só aritmética. Se Federer tivesse perdido antes da semifinais em Melbourne e Nadal vencido, o espanhol o passaria. Agora, a cada semana caem os pontos de um ano atrás. É uma conta que o computador da ATP faz a cada Domingo à noite e divulga na segunda-feira.

Renato – A melhor maneira de obter informações sobre as diferentes cordas é nas melhores lojas de tênis. Quanto a calibragem dos tenistas, esqueça. Primeiro porque varia muito de tenista, de raquete, da bola utilizada, do piso e da altitude do local do jogo. Além disso, depende mais do seu jogo e estilo. Isso é algo que você vai ter que investir algum tempo e dinheiro para descobrir o melhor para seu tênis. Algo que, infelizmente, não é tão fácil se você for exigente. Eu que o diga.

Antoniel – Talvez o Federer não tenha atacado tanto o serviço alheio pela velocidade do piso e das bolas.

Por que favoritos como Henin, Federer e Nadal perderam em sets seguidos? Um pouco de início da temporada, um pouco da força de novos talentos chegando. Abatidos, mas não mortos!

O próximo Grand Slam na ESPN será Roland Garros, na última semana de Maio.

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Tênis Masculino | 01:28

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Aqui vão mais algumas respostas aos comentários. Outras respostas vão aparecer no local onde foram feitos os comentários. Obrigado e mantenham este Blog ágil.

Valdecy Gusmão – O nome do Federer é com ênfase na 1ª sílaba.

Diego Maseder – Sua pergunta sobre Gustavo Kuerten pede mais do que uma breve resposta. Que virá em breve. Adianto que sua opinião não deve estar distante da minha, tanto no assunto treinos/jogos, como o dos GS.

Alguns leitores – sobre a atitude de alguns jovens tenistas em quadra. As atitudes um tanto agressivas, com encaradas, demora para sacar, punhos levantados – “on your face” como dizem os americanos, e outras deselegantes, são lugar comum nos torneios juvenis. Geralmente desaparecem com o tempo – vejam o Hewitt. Ou não desaparecem, lembrem de Connors e McEnroe. No fundo é uma questão de personalidade e caráter. Nem todos nasceram para ser Borg, Federer ou Graf.

Bessa – Legal o seu post e suas colocações.

Arthur Craft – Se você olhar o tênis por outras perspectivas verá que a vitória de tenistas como Sharapova e Djokovic trazem outras qualidades, recursos e posturas que acrescentam à grandeza de qualquer esporte. Nem que sejam, como você coloca, como contraponto a tenistas como Federer e Henin.

Rodrigo Nicoletto e Aldanir Araujo– Definitivamente o Tsonga demarcou seu território. O rapaz é forte, tem bons golpes, excelente saque, muita habilidade junto à rede e personalidade. Ainda vamos acompanhar grandes jogos dele, que é mais excitante que os outros franceses que estão por aí. Inclusive seu companheiro e bom amigo Gasquet, que já é top ten, tem uma linda esquerda, mas ainda busca o seu melhor tênis. / Existe uma linha entre transparecer o emocional, que enriquece o esporte, especialmente para o público, e flertar com atitudes anti-esportivas que passam impunes pelo receio dos organizadores em confrontar os tops do esporte. A maioria dos jovens tenistas encaixa na 1ª opção. Mas há invasão de limites que um esporte como o tênis exige.

Ivo e Rossini Santiago – Está certo, o Federer vinha de uma virose, não jogou torneios preparatórios, cometeu erros tolos. Talvez sirva de alerta. Talvez seja hora de um técnico. O Nadal é o que mais deve sofrer com os novos talentos. Eles entram mais na faixa dele do que na do Federer. E são da mesma idade. Ele com mais experiência, porém mais exposto a contusões.

Maria Carolina – Gosto de cada um de seus posts. Bem escritos, objetivos e opinativos. Mantenha, please.

Marcosmag – Adorei a frase do Flávio Gikovate sobre o campeão. “O campeão é o que tem menos medo de perder”.

Fabio Arruda – Não vejo problema em iniciar no tênis com uma raquete de madeira. Só acho que você vai perder as vantagens que os avanços tecnológicos oferecem. Como maior potência e controle. Além de lhe dar algo mais próximo do seu estilo, seja ele qual for.

Luiz Victor – Não existe mito, só aritmética. Se Federer tivesse perdido antes da semifinais em Melbourne e Nadal vencido, o espanhol o passaria. Agora, a cada semana caem os pontos de um ano atrás. É uma conta que o computador da ATP faz a cada Domingo à noite e divulga na segunda-feira.

Renato – A melhor maneira de obter informações sobre as diferentes cordas é nas melhores lojas de tênis. Quanto a calibragem dos tenistas, esqueça. Primeiro porque varia muito de tenista, de raquete, da bola utilizada, do piso e da altitude do local do jogo. Além disso, depende mais do seu jogo e estilo. Isso é algo que você vai ter que investir algum tempo e dinheiro para descobrir o melhor para seu tênis. Algo que, infelizmente, não é tão fácil se você for exigente. Eu que o diga.

Antoniel – Talvez o Federer não tenha atacado tanto o serviço alheio pela velocidade do piso e das bolas.

Por que favoritos como Henin, Federer e Nadal perderam em sets seguidos? Um pouco de início da temporada, um pouco da força de novos talentos chegando. Abatidos, mas não mortos!

O próximo Grand Slam na ESPN será Roland Garros, na última semana de Maio.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008 Tênis Masculino | 20:13

respostas

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Depois de dormir e acordar na hora que eu quis, o que não aconteceu nas últimas duas semanas e eu odeio, passei o dia apagando incêndios pessoais e ainda encontrando um tempo para ir jogar o meu tênis. Lembrei o que disse minha namorada – que o mais divertido do blog são as mensagens, algo que discordo e ressinto, mas é sempre bom ouvir o que as mulheres dizem. Dei uma olhada nas mensagens dos posts mais recentes e confirmei que tenho uma tarefa hercúlea pela frente. Muitas não necessitam respostas. Como os elogios, que acolho com muito carinho e me motiva ainda mais, mas suponho que esses leitores não necessitem de afago por tal gentileza. Algumas poucas é melhor, por outras razões, nem comentar. Alguns leitores já o fazem por mim. Agradeço. E, não se enganem, as críticas objetivas são muito consideradas e pensadas. E respondidas.

As respostas seguem, sem ordem cronológica ou qualquer outra, e aos poucos.

Sharapova – Os fãs da russa de nascimento e americana de coração ficaram furiosos com meus comentários. A resposta à maioria dos comentários está em uma frase do meu post anterior a final. “Ana é mais habilidosa e Maria mais guerreira. A final não fugirá desse velho conflito”. Entendo que uma parte de meus leitores começaram acompanhar meus comentários recentemente, mas quem o faz há mais tempo sabe o quanto já me derramei em elogios por Maria, sua história, sua personalidade, sua combatividade, sua coragem, sua confiança, seu espírito, sua postura e outras qualidades dessa tenista. Opinião que mantenho. O post foi em cima da Ivanovic porque ela é a #2 do ranking, enquanto Maria é a #5, e tinha, sob um ponto de vista, o favoritismo na final. Se isso não se cumpriu, tentei explicar o por que tomando a moça como personagem. Mas, e leiam com atenção, isso não desmerece a campeã. Que tem um tênis mais engessado que Ivanovic, assim como as irmãs Williams e ao contrário de Henin, por exemplo, o que não desmerece seu sucesso e, talvez, até o explique. Alem disso, é bem assessorada e marqueteira sim, por opção, e sendo assim deve assumir tal postura com uma maior tranqüilidade que alguns fãs.

Logo publicarei outras respostas e comentários.

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Tênis Masculino | 00:24

respostas amanhã

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Após duas semanas de muito tênis e pouco sono, agradeço a presença dos leitores com suas leituras e comentários. Amanhã pretendo me dedicar a responder, na medida do possível e do necessário, suas mensagens. Tem sido muito gostoso e educativo, tanto escrever como ler este blog. Espero q vcs sintam da mesma maneira. Hasta mañana.

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