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Arquivo de dezembro, 2007

domingo, 30 de dezembro de 2007 Tênis Masculino | 16:15

tenistas, gandaieiros e bussinesmen.

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Todo mundo sabe que a Copa Hopman, o torneio de abertura da temporada, é um evento diferenciado, cujo formato acontece uma única vez por ano. Alguns países, com expoentes tanto no tênis feminino como no masculino, são convidados. Os confrontos reúnem uma simples feminina, uma masculina e uma dupla mista para o desempate. O torneio acontece em Perth, cidade de 1.5 milhões de habitantes e no lado oposto de Melbourne na Austrália, usando o mesmo piso de todos os torneios de preparação para esse Grand Slam – Sidney, Adelaide e Auckland.

Oficialmente o pessoal comparece pela premissa que é um bom preparatório para a AU. Na verdade, o evento paga uma grana preta para os/as tenistas aparecerem. O que o leitor provavelmente desconhece é a sua origem e como ele pode, com um pouco de informação, imaginação e uma pitada de sarcasmo, expor diferenças entre um país como a Austrália e o nosso Brasil.

Nos anos oitenta andava por aqui, jogando a Copa Itaú, um australiano, Charlie Fancutt, dono de uma belíssima direita, uma esquerda mentirosa e uma queda pela gandaia. Na mesma época, outro australiano, Paul McNamee, que chegou a morar em Nova York com uma conhecida modelo brasileira, e também chegado a uma festinha, testava sua carreira nas duplas, o que o levou a alguns títulos nos Grand Slam. Os dois amigos se juntaram uma noite com um terceiro gandaieiro de primeira linha, Pat Cash, que se casou com uma brasileira, garçonete em Londres, para, na ausência de coisa melhor, derrubar umas cervejas e jogar conversa fora.

Fancutt, provavelmente sentindo a falta que a presença feminina pode fazer na vida de um rapaz, colocou que não havia um torneio no mundo onde mulheres e homens jogassem juntos. Os outros dois brindaram à idéia, com McNamee prometendo testá-la após sua já próxima aposentadoria, e Cash, que começava sua promissora carreira – que culminou com um título em Wimbledon, onde inaugurou o costume, para o assombramento dos sisudos ingleses, de subir em direção ao camarote após conquistar o título – precocemente interrompida por uma séria contusão nas costas, se comprometendo a jogar.

No início de 1988, McNamee havia decidido que o Aberto da Austrália seria seu último torneio. Para seu azar, ou sorte, caiu de cara com o amigo Pat Cash, que não teve a menor cerimônia em encerrar sua carreira. Como todo esportista, Paul enfrentou então por momentos de “o que eu faço agora??”. Foi quando a lembrança da noite com os amigos voltou à sua mente. Alugou um pequena sala comercial e foi à luta.

O resto, inclusive as diferenças com o Brasil, eu conto em outro post. Afinal, este não é o país das novelas?


McNamee encerrando a carreira com cash

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Tênis Masculino | 16:15

tenistas, gandaieiros e bussinesmen.

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Todo mundo sabe que a Copa Hopman, o torneio de abertura da temporada, é um evento diferenciado, cujo formato acontece uma única vez por ano. Alguns países, com expoentes tanto no tênis feminino como no masculino, são convidados. Os confrontos reúnem uma simples feminina, uma masculina e uma dupla mista para o desempate. O torneio acontece em Perth, cidade de 1.5 milhões de habitantes e no lado oposto de Melbourne na Austrália, usando o mesmo piso de todos os torneios de preparação para esse Grand Slam – Sidney, Adelaide e Auckland.

Oficialmente o pessoal comparece pela premissa que é um bom preparatório para a AU. Na verdade, o evento paga uma grana preta para os/as tenistas aparecerem. O que o leitor provavelmente desconhece é a sua origem e como ele pode, com um pouco de informação, imaginação e uma pitada de sarcasmo, expor diferenças entre um país como a Austrália e o nosso Brasil.

Nos anos oitenta andava por aqui, jogando a Copa Itaú, um australiano, Charlie Fancutt, dono de uma belíssima direita, uma esquerda mentirosa e uma queda pela gandaia. Na mesma época, outro australiano, Paul McNamee, que chegou a morar em Nova York com uma conhecida modelo brasileira, e também chegado a uma festinha, testava sua carreira nas duplas, o que o levou a alguns títulos nos Grand Slam. Os dois amigos se juntaram uma noite com um terceiro gandaieiro de primeira linha, Pat Cash, que se casou com uma brasileira, garçonete em Londres, para, na ausência de coisa melhor, derrubar umas cervejas e jogar conversa fora.

Fancutt, provavelmente sentindo a falta que a presença feminina pode fazer na vida de um rapaz, colocou que não havia um torneio no mundo onde mulheres e homens jogassem juntos. Os outros dois brindaram à idéia, com McNamee prometendo testá-la após sua já próxima aposentadoria, e Cash, que começava sua promissora carreira – que culminou com um título em Wimbledon, onde inaugurou o costume, para o assombramento dos sisudos ingleses, de subir em direção ao camarote após conquistar o título – precocemente interrompida por uma séria contusão nas costas, se comprometendo a jogar.

No início de 1988, McNamee havia decidido que o Aberto da Austrália seria seu último torneio. Para seu azar, ou sorte, caiu de cara com o amigo Pat Cash, que não teve a menor cerimônia em encerrar sua carreira. Como todo esportista, Paul enfrentou então por momentos de “o que eu faço agora??”. Foi quando a lembrança da noite com os amigos voltou à sua mente. Alugou um pequena sala comercial e foi à luta.

O resto, inclusive as diferenças com o Brasil, eu conto em outro post. Afinal, este não é o país das novelas?



McNamee encerrando a carreira com cash

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007 Tênis Masculino | 16:36

fidelidade

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Fui fiel durante vinte anos. Lá pela metade dos anos oitenta eu treinava o Luiz Mattar e, às vezes, o José A. Daher. Apesar de talentoso — talvez o maior deles nas últimas décadas — Daher era um tanto instável emocionalmente. Assim como Safin e Ivanisevic, era um destruidor de raquetes. Em um de seus ataques de fúria, quando as coitadas das raquetes eram culpadas por todos os pecados, recolhi uma delas e fui bater bola, talvez só para provar que a culpa não era dela. Não era mesmo. Gostei tanto que passei duas décadas jogando com a raquete.

Quando digo a mesma, não estou me referindo à marca e sim àquela mesma raquete — uma Wimbledon Boron usada. A cabeça era mais pesada do que o normal e a primeira coisa que os amigos criticavam quando a seguravam. O “grip”, ou o cabo, era mais grosso do que eu escolheria normalmente. A cabeça era avariada, com uma pequena lascada, fruto dos arremessos do Zé Amin. Mas com ela na mão, eu tinha a certeza que cada bola que batesse entraria. Pode parecer certa presunção — e o é — mas pelo menos essa a confiança que ela me passava.

O probleminha é que a minha raquete ficou velha. Alguns insistiam que havia caducado há muito. Durante duas décadas, diferentes amigos tentaram me iluminar com as qualidades e vantagens de outras. Eu até caia em tentação, cada coisinha mais novinha e reluzente, tentava, experimentava, insistia e nada. Só encaixava com a minha Wimbledon. Tentei comprar novas Wimbledon Boron, o Zé já tinha desistido delas, não sem antes as destruí-las. Não encontrei. Deixava os amigos em alerta, ao mesmo tempo que ouvia todo tipo de brincadeira a respeito. Cheguei a falar com o representante das raquetes em Londres, que ficou de olho arregalado com a minha busca, mais interessado em pegar a minha, para colocar no museu, do qualquer outra coisa. Mas não havia nenhuma em estoque. E aí chego ao cerne da questão: a mania das fábricas em acabarem com as boas raquetes e as substituírem por novas. Até entendo, mas não aceito.

Após vinte anos, venho tentando novas raquetes. Umas expelem muito a bola, outras pouco. Algumas são flexíveis demais, outras duras como um pau. Às vezes o grip é uma droga. Quando encontro uma que parece que vai dar certo, a minha mão dói cada vez que jogo. Cada vez que volto da quadra, coloca a danada na estante, bem em cima da minha querida. Confesso que agora a tentação é a inversa. Pego a minha querida, ajusto a mão, troco a pegada — é como uma luva. Encaixe perfeito. Bato as cordas na minha mão esquerda, vacilo e a guardo de volta.

Logo antes de embarcar para os States, lá no Clube Pinheiros aconteceu um daqueles eventos onde podemos testar várias raquetes. Bati com uma amarelinha, uma vermelha, brancas e prateadas. Teve uma delas que achei que talvez. Anotei o nome, porque hoje em dia não dá para depender da memória com nome de raquete. Antigamente eu chegava na loja e pedia: uma Dunlop! Tava na mão. Ou então: uma Wilson Jack Kramer ou uma T2000. Moleza. Hoje as bichinas têm três a quatro nomes indecifráveis, fora os números. E se você tentar: — quero a raquete do Guga! Qual? — responderá o vendedor

Com o papel na mão fui para a “Sport Authority”, uma das maiores redes de artigos esportivos na Florida. Na seção das raquetes, dezenas delas. Talvez uma centena. Todos os tipos, larguras, cores e formatos. Mas não achava a do papel. Talvez fosse a ansiedade. Depois de muita procurar, encontro o “expert” local. Mostro o papel e pergunto — tem? Ele olha as prateleiras, mexe, levanta, cheira e por fim pega uma bem colorida. — A do papel não tem, mas está é igual! Como aqui sou visita, não falei o que ele podia fazer com a dita cuja.

a raquete!

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Tênis Masculino | 16:36

fidelidade

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Fui fiel durante vinte anos. Lá pela metade dos anos oitenta eu treinava o Luiz Mattar e, às vezes, o José A. Daher. Apesar de talentoso — talvez o maior deles nas últimas décadas — Daher era um tanto instável emocionalmente. Assim como Safin e Ivanisevic, era um destruidor de raquetes. Em um de seus ataques de fúria, quando as coitadas das raquetes eram culpadas por todos os pecados, recolhi uma delas e fui bater bola, talvez só para provar que a culpa não era dela. Não era mesmo. Gostei tanto que passei duas décadas jogando com a raquete.

Quando digo a mesma, não estou me referindo à marca e sim àquela mesma raquete — uma Wimbledon Boron usada. A cabeça era mais pesada do que o normal e a primeira coisa que os amigos criticavam quando a seguravam. O “grip”, ou o cabo, era mais grosso do que eu escolheria normalmente. A cabeça era avariada, com uma pequena lascada, fruto dos arremessos do Zé Amin. Mas com ela na mão, eu tinha a certeza que cada bola que batesse entraria. Pode parecer certa presunção — e o é — mas pelo menos essa a confiança que ela me passava.

O probleminha é que a minha raquete ficou velha. Alguns insistiam que havia caducado há muito. Durante duas décadas, diferentes amigos tentaram me iluminar com as qualidades e vantagens de outras. Eu até caia em tentação, cada coisinha mais novinha e reluzente, tentava, experimentava, insistia e nada. Só encaixava com a minha Wimbledon. Tentei comprar novas Wimbledon Boron, o Zé já tinha desistido delas, não sem antes as destruí-las. Não encontrei. Deixava os amigos em alerta, ao mesmo tempo que ouvia todo tipo de brincadeira a respeito. Cheguei a falar com o representante das raquetes em Londres, que ficou de olho arregalado com a minha busca, mais interessado em pegar a minha, para colocar no museu, do qualquer outra coisa. Mas não havia nenhuma em estoque. E aí chego ao cerne da questão: a mania das fábricas em acabarem com as boas raquetes e as substituírem por novas. Até entendo, mas não aceito.

Após vinte anos, venho tentando novas raquetes. Umas expelem muito a bola, outras pouco. Algumas são flexíveis demais, outras duras como um pau. Às vezes o grip é uma droga. Quando encontro uma que parece que vai dar certo, a minha mão dói cada vez que jogo. Cada vez que volto da quadra, coloca a danada na estante, bem em cima da minha querida. Confesso que agora a tentação é a inversa. Pego a minha querida, ajusto a mão, troco a pegada — é como uma luva. Encaixe perfeito. Bato as cordas na minha mão esquerda, vacilo e a guardo de volta.

Logo antes de embarcar para os States, lá no Clube Pinheiros aconteceu um daqueles eventos onde podemos testar várias raquetes. Bati com uma amarelinha, uma vermelha, brancas e prateadas. Teve uma delas que achei que talvez. Anotei o nome, porque hoje em dia não dá para depender da memória com nome de raquete. Antigamente eu chegava na loja e pedia: uma Dunlop! Tava na mão. Ou então: uma Wilson Jack Kramer ou uma T2000. Moleza. Hoje as bichinas têm três a quatro nomes indecifráveis, fora os números. E se você tentar: — quero a raquete do Guga! Qual? — responderá o vendedor

Com o papel na mão fui para a “Sport Authority”, uma das maiores redes de artigos esportivos na Florida. Na seção das raquetes, dezenas delas. Talvez uma centena. Todos os tipos, larguras, cores e formatos. Mas não achava a do papel. Talvez fosse a ansiedade. Depois de muita procurar, encontro o “expert” local. Mostro o papel e pergunto — tem? Ele olha as prateleiras, mexe, levanta, cheira e por fim pega uma bem colorida. — A do papel não tem, mas está é igual! Como aqui sou visita, não falei o que ele podia fazer com a dita cuja.



a raquete!

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terça-feira, 25 de dezembro de 2007 Tênis Masculino | 21:23

batatas fritas e ketchup

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Natal longe de casa é sempre um pouco estranho. Apesar de ter passado pelo menos um quarto dos meus Natais em algum outro lugar além daquele que eu devia estar, ainda não me acostumei. A comida estava uma beleza, muita fartura e carinho na feitura. Apesar de um argentino ter sido o responsável pelo peru, o sabor não foi prejudicado e o coitado foi devorado como il faut. A sobremesa, um bolo-mousse de chocolate da Godiva, estava de comer de joelhos. Pena que a dieta não permita excessos.

Por estar na Flórida, não foi difícil lembrar de um Natal cerca de 40 anos atrás. Estava no país estudando e aproveitei para descer e visitar amigos, e minha irmã Vera, que estavam em Miami jogando o Orange Bowl. Sem me alongar nos detalhes, o fato é que na noite de Natal sobramos, eu e o Carlos Kirmayr, amigo de infância, para procurarmos um local para nossa ceia longe de casa. Depois de muito rodar, a pé, acabamos na US1, quase em frente a Universidade de Miami, comendo em uma espelunca, que só devia estar aberta para que os sem-tetos locais e as prostitutas sem plantão pudessem ter um teto para esquecerem a possibilidade do suicídio.

O hambúrguer era uma droga e sempre odiei ketchup, os bêbados insistiam em pedir para que pagássemos uma cerveja e as prostitutas insistiam em algo que fugia totalmente do espírito natalino, sem considerarem que estávamos mais duros do que todos eles. Como em quase tudo se pode encontrar algo de positivo, naquela noite, entre uma virulenta batata frita e outra, eu e meu amigo passamos horas esquecendo nossas poucas tristezas e falando de nossos muitos sonhos. Naquele balcão sedimentamos uma amizade que persiste intocável até hoje.

Como em quase todas as festas de fim de ano desde então encontramos uma maneira de nos falarmos. Após os bons natais e felizes passagens de praxe, Carlos mencionou nosso jantar de 40 anos atrás. Disse que sempre que passa pelo local, bem central, especialmente para quem encarou algumas décadas passando por Miami, lembra daquela noite. Afirmou que a tal lanchonete foi derrubada há alguns anos e que agora é uma revenda de autos – a mesma sina das academias de tênis de São Paulo. Como meu editor me disse que as visitas ao portal são mais esparsas nestes dias festas e o circuito ainda não começou, resolvi contar uma historinha dos efeitos paralelos da paixão pelo tênis na vida dos jovens.

nighthawks, meu quadro favorito de edward hopper

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Tênis Masculino | 21:23

batatas fritas e ketchup

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Natal longe de casa é sempre um pouco estranho. Apesar de ter passado pelo menos um quarto dos meus Natais em algum outro lugar além daquele que eu devia estar, ainda não me acostumei. A comida estava uma beleza, muita fartura e carinho na feitura. Apesar de um argentino ter sido o responsável pelo peru, o sabor não foi prejudicado e o coitado foi devorado como il faut. A sobremesa, um bolo-mousse de chocolate da Godiva, estava de comer de joelhos. Pena que a dieta não permita excessos.

Por estar na Flórida, não foi difícil lembrar de um Natal cerca de 40 anos atrás. Estava no país estudando e aproveitei para descer e visitar amigos, e minha irmã Vera, que estavam em Miami jogando o Orange Bowl. Sem me alongar nos detalhes, o fato é que na noite de Natal sobramos, eu e o Carlos Kirmayr, amigo de infância, para procurarmos um local para nossa ceia longe de casa. Depois de muito rodar, a pé, acabamos na US1, quase em frente a Universidade de Miami, comendo em uma espelunca, que só devia estar aberta para que os sem-tetos locais e as prostitutas sem plantão pudessem ter um teto para esquecerem a possibilidade do suicídio.

O hambúrguer era uma droga e sempre odiei ketchup, os bêbados insistiam em pedir para que pagássemos uma cerveja e as prostitutas insistiam em algo que fugia totalmente do espírito natalino, sem considerarem que estávamos mais duros do que todos eles. Como em quase tudo se pode encontrar algo de positivo, naquela noite, entre uma virulenta batata frita e outra, eu e meu amigo passamos horas esquecendo nossas poucas tristezas e falando de nossos muitos sonhos. Naquele balcão sedimentamos uma amizade que persiste intocável até hoje.

Como em quase todas as festas de fim de ano desde então encontramos uma maneira de nos falarmos. Após os bons natais e felizes passagens de praxe, Carlos mencionou nosso jantar de 40 anos atrás. Disse que sempre que passa pelo local, bem central, especialmente para quem encarou algumas décadas passando por Miami, lembra daquela noite. Afirmou que a tal lanchonete foi derrubada há alguns anos e que agora é uma revenda de autos – a mesma sina das academias de tênis de São Paulo. Como meu editor me disse que as visitas ao portal são mais esparsas nestes dias festas e o circuito ainda não começou, resolvi contar uma historinha dos efeitos paralelos da paixão pelo tênis na vida dos jovens.



nighthawks, meu quadro favorito de edward hopper

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007 Tênis Masculino | 19:43

brancaleones

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Já não é de hoje que quando há a expectativa da ATP agir e tomar posições firmes, sobre assuntos importantes para o esporte, ela vacila ou dá para trás. Se eu fosse fazer uma lista de todas as vezes que isso acontece este parágrafo ficaria longo. Agora, em uma atitude que deve fazer tremer os alicerces de todos os vestiários, a ATP anuncia que suspendeu dois tenistas por fazerem apostas na internet. Eles estavam apostando em jogos deles mesmos? Não! Fortunas foram investidas, onde poderia se levantar a suspeita deles tentarem influenciar seus camaradas de raquetes ou qualquer outro tipo de má fé? Não! Os dois ragazzos apostavam a perigosa quantia de cerca de R$10,00 por jogo.

Está certo que um deles, Potito Starace, o fez por cinco vezes, enquanto que Daniele Bracciali apostou cerca de 50 vezes – isso lá pelos idos de 2004 e 5. Demora um pouquinho a tal da ATP para descobrir, não? Ou será que a demora é para agir? Porque, até agora, não temos notícia, nem de um jeito ou de outro, sobre o affair Davydenko, que é onde bicho pega. Os italianos, assim como a federação italiana, estão acusando a ATP de terem sido convertidos em bodes expiatórios. Concordo que apostar não pode, nem no seu próprio jogo ou mesmo de qualquer outro tenista. Agora, entregar jogo, para manipular resultados e ajudar apostadores, e para isso receber uma grana bem alta por fora (lembram dos valores mencionados por Saretta e Daniel?), esse sim é o câncer a ser combatido. E a ATP, nada.

Ahh, antes que me esqueça. Starace terá que pagar U$30 mil de multa e ficar fora dos torneios por seis semanas. Disse que vai aproveitar e fazer uma cirurgia. Bracciali paga U$20 mil e pega um gancho de três meses. Porque um paga mais e o outro fica mais tempo suspenso é pra você e eu adivinharmos, porque a ATP não conta.

starace pensa na vida

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Tênis Masculino | 19:43

brancaleones

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Já não é de hoje que quando há a expectativa da ATP agir e tomar posições firmes, sobre assuntos importantes para o esporte, ela vacila ou dá para trás. Se eu fosse fazer uma lista de todas as vezes que isso acontece este parágrafo ficaria longo. Agora, em uma atitude que deve fazer tremer os alicerces de todos os vestiários, a ATP anuncia que suspendeu dois tenistas por fazerem apostas na internet. Eles estavam apostando em jogos deles mesmos? Não! Fortunas foram investidas, onde poderia se levantar a suspeita deles tentarem influenciar seus camaradas de raquetes ou qualquer outro tipo de má fé? Não! Os dois ragazzos apostavam a perigosa quantia de cerca de R$10,00 por jogo.

Está certo que um deles, Potito Starace, o fez por cinco vezes, enquanto que Daniele Bracciali apostou cerca de 50 vezes – isso lá pelos idos de 2004 e 5. Demora um pouquinho a tal da ATP para descobrir, não? Ou será que a demora é para agir? Porque, até agora, não temos notícia, nem de um jeito ou de outro, sobre o affair Davydenko, que é onde bicho pega. Os italianos, assim como a federação italiana, estão acusando a ATP de terem sido convertidos em bodes expiatórios. Concordo que apostar não pode, nem no seu próprio jogo ou mesmo de qualquer outro tenista. Agora, entregar jogo, para manipular resultados e ajudar apostadores, e para isso receber uma grana bem alta por fora (lembram dos valores mencionados por Saretta e Daniel?), esse sim é o câncer a ser combatido. E a ATP, nada.

Ahh, antes que me esqueça. Starace terá que pagar U$30 mil de multa e ficar fora dos torneios por seis semanas. Disse que vai aproveitar e fazer uma cirurgia. Bracciali paga U$20 mil e pega um gancho de três meses. Porque um paga mais e o outro fica mais tempo suspenso é pra você e eu adivinharmos, porque a ATP não conta.



starace pensa na vida

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domingo, 23 de dezembro de 2007 Tênis Masculino | 15:28

esportistas madrilenos!

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O que os esportistas fazem nos seus momentos de lazer? Esportes, o que mais? Ou alguém pensou que eles se dedicavam a alguma aventura intelectual? Sendo assim, Rafael Nadal se juntou a seu amigo Iker Casilla, goleiro do Real Madrid, na última quinta-feira, em Madrid, para uma noite de — e aí eles abusaram da imaginação — tênis e futebol.

O objetivo era arrecadar fundo para uma promoção da Cruz Vermelha espanhola, e o jeito foi juntar amigos esportistas para passar momentos juntos — em quadra e no campo.

No campo, os dois conseguiram aquilo que até então era considerado impossível. Jogar tênis na grama do Santiago Bernabeu. Mas a causa era nobre e Nadal pôde matar as saudades da grama de Wimbledon. Ainda aproveitou para meter uma bola no meio do gol de Casillas e outra na arquibancada. Abaixo, o vídeo feito por uns malucos locais, provavelmente asseclas do pessoal do Pânico.

Mais tarde, os dois foram para a Arena de Madrid, onde jogaram um futebol society juntos com seis amigos de cada lado. E ainda bateram umas bolinhas de tênis com os colegas. Quem quiser ver o papelão de alguns boleiros, o gol de placa de Nadal e ainda a bola que tomou no meio das canetas do “amigo” Ramos, assista ao vídeo abaixo.

Na foto abaixo alguns dos presentes ao evento: à direita de Rafael está seu tio, não o seu treinador, mais Miguel Nadal, zagueirão do Real e da seleção espanhola. À esquerda de Rafa, David Ferrer. Moya de fita preta na cabeça. Casillas montado nas costas de Cannavaro, Bola de Ouro de 2006. Fernando Alonso é o primeiro agachado à esquerda. Ao lado de Cannavaro, o zagueiro Sergio Ramos e ao seu lado o atacante Raul, ambos do Real.

Ainda presente, entre outros, o golfista Sergio Garcia e o ex-zagueirão Fernando Hierro, Diarrá, Feliciano Lopez e o goleiro argentino Pato Abodanzieri. Ninguém de Barcelona convidado, afinal El Clasico é este fim de semana. No final, o elegante Cannavaro deixa claro quem é o craque.

alonso voa em quadra

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Tênis Masculino | 15:28

esportistas madrilenos!

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O que os esportistas fazem nos seus momentos de lazer? Esportes, o que mais? Ou alguém pensou que eles se dedicavam a alguma aventura intelectual? Sendo assim, Rafael Nadal se juntou a seu amigo Iker Casilla, goleiro do Real Madrid, na última quinta-feira, em Madrid, para uma noite de — e aí eles abusaram da imaginação — tênis e futebol.

O objetivo era arrecadar fundo para uma promoção da Cruz Vermelha espanhola, e o jeito foi juntar amigos esportistas para passar momentos juntos — em quadra e no campo.

No campo, os dois conseguiram aquilo que até então era considerado impossível. Jogar tênis na grama do Santiago Bernabeu. Mas a causa era nobre e Nadal pôde matar as saudades da grama de Wimbledon. Ainda aproveitou para meter uma bola no meio do gol de Casillas e outra na arquibancada. Abaixo, o vídeo feito por uns malucos locais, provavelmente asseclas do pessoal do Pânico.

Mais tarde, os dois foram para a Arena de Madrid, onde jogaram um futebol society juntos com seis amigos de cada lado. E ainda bateram umas bolinhas de tênis com os colegas. Quem quiser ver o papelão de alguns boleiros, o gol de placa de Nadal e ainda a bola que tomou no meio das canetas do “amigo” Ramos, assista ao vídeo abaixo.

Na foto abaixo alguns dos presentes ao evento: à direita de Rafael está seu tio, não o seu treinador, mais Miguel Nadal, zagueirão do Real e da seleção espanhola. À esquerda de Rafa, David Ferrer. Moya de fita preta na cabeça. Casillas montado nas costas de Cannavaro, Bola de Ouro de 2006. Fernando Alonso é o primeiro agachado à esquerda. Ao lado de Cannavaro, o zagueiro Sergio Ramos e ao seu lado o atacante Raul, ambos do Real.

Ainda presente, entre outros, o golfista Sergio Garcia e o ex-zagueirão Fernando Hierro, Diarrá, Feliciano Lopez e o goleiro argentino Pato Abodanzieri. Ninguém de Barcelona convidado, afinal El Clasico é este fim de semana. No final, o elegante Cannavaro deixa claro quem é o craque.

alonso voa em quadra

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